sábado, 31 de julho de 2010

Voce é Ensinavel?

Dentre os diversos email que recebo diariamente, tive o prazer de receber um, que me foi enviado pelo Pastor Eviziomar Leonel, que ele, por sua vez, extraiu do site: www.institutojetro.com. Examinei detidamente o assunto, da lavra de Mathias Quintela de Souza; o qual encaminho integralmente aos leitores do meu blog.

Você é Ensinável?

Ouvi de meu pai que um presbítero do Sul de Minas, pessoa simples, fez uma visita ao Pr. Eduardo Carlos Pereira, em São Paulo, um dos mais ilustres líderes evangélicos brasileiros do final do século XIX e início do século XX. O objetivo daquele irmão era aprender com o mestre que ele tanto admirava, mas ficou surpreso quando Carlos Pereira pediu licença para anotar idéias expostas pelo presbítero, com a justificativa de que eram muito importantes para aprofundar a sua compreensão de assuntos teológicos e práticos, úteis para o seu ministério. Carlos Pereira foi o que foi porque era ensinável. E nós? Se não somos ensináveis, o momento é oportuno para mudarmos de atitude para o bem da nossa vida cristã e do nosso ministério.

Todos os cristãos, principalmente os líderes, são discípulos permanentes de Jesus

O objetivo dos ministros da palavra que exercem funções apostólicas, proféticas, evangelísticas, pastorais e didáticas (Ef 4.11) é treinar todos os crentes para que estes exerçam o ministério e edifiquem o corpo de Cristo (Ef 4.12). Este treinamento prossegue, "até que todos nós alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo" (Ef 4.13). Ora, qual de nós, em sã consciência, pode afirmar que já chegou à medida da plenitude de Cristo? Tendo em vista esse paradigma, podemos concluir que quanto mais maduro é um líder, mais necessidade ele sente de crescer.

Jesus não se faz de rogado como Mestre, pelo contrário, ele nos desafia: "Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas" (Mt 11.29). Com certeza pastores e líderes cansados, sobrecarregados, estressados, frustrados e desmotivados não estão sendo discípulos de Jesus. As experiências dos discípulos de Jesus são expressas de maneira bonita na poesia de um dos nossos hinos: "Ao sentir-me rodeado de cuidados terreais,/ Irritado ou abatido, ou em dúvidas fatais,/ A Jesus eu me dirijo nesses tempos de aflição;/ As palavras que ele fala trazem paz, consolação".

Todos nós ensinamos e somos ensinados na comunhão do corpo de Cristo

Jesus afirmou: "Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é o vosso Mestre, e vós todos sois irmãos" (Mt 23.8). Na igreja, corpo vivo, estamos todos unidos sob a cabeça, Cristo, e temos a mesma posição (irmãos), mas exercemos funções diferentes para servirmos uns aos outros. Para isto, precisamos estar sujeitos uns aos outros, por temor a Cristo (Ef 5.21). Assim, por exemplo, todos devem estar sujeitos ao pastor para que sejam ministrados e fiquem cheios do Espírito, mas o pastor deve estar sujeito a cada irmão, no dom que esse irmão tem, para que seja também ministrado e fique cheio do Espírito.

Jesus falou diretamente com Saulo no caminho de Damasco, mas o instruiu: "Levanta-te, entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer" (At 9.6). Saulo nada seria sem a ministração do piedoso Ananias, simples discípulo, no ambiente singelo de uma casa onde foi instruído, curado, batizado e ficou cheio do Espírito Santo (At 9.10-19). O mesmo aconteceu com Cornélio. Ele era temente a Deus, piedoso e generoso. Por isso, ouviu um anjo do Senhor numa visão extraordinária. Não foi ministrado pelo anjo, mas instruído a chamar Simão Pedro. A salvação de Cornélio e de toda a sua casa dependia da ministração desse homem que era apóstolo, mas ainda preconceituoso em relação aos gentios (At 11.4-17). No Antigo Testamento temos o exemplo de Eli, sumo sacerdote, que foi exortado por Deus mediante mensagem transmitida por Samuel, ainda adolescente (1 Sm 3).

Os dons do Espírito Santo visam a edificação da igreja (1 Co 12.5,11). Exercendo esses dons, todos os membros são administradores da graça para servir uns aos outros (1 Pe 4.10). Os que falam, devem ser fiéis na transmissão dos dons de comunicação (conhecimento, sabedoria, profecia, línguas, interpretação, exortação, ensino etc.) para que a palavra de Deus seja comunicada, todos sejam edificados e Deus seja glorificado (1 Pe 4.11). Sendo ensináveis, temos como líderes uma fonte inesgotável de aprendizagem e de crescimento na comunhão do corpo de Cristo, mas precisamos ser generosos para dar e humildes, para receber.

Todos nós precisamos aprender na escola da vida

O nosso Deus é soberano e usa as pessoas, circunstâncias e os recursos que ele quiser para o nosso preparo. José não teria sido a bênção que foi para o Egito e para o seu povo sem as experiências da escravidão e da cadeia. Deus não livrou os amigos de Daniel da fornalha ardente, mas estava com eles na fornalha, manifestou o seu poder e levou um monarca pagão a dar glória a Deus e a reconhecer a sua soberania.

O líder precisa discernir o que vem de Deus, daquilo que vem do maligno ou do mundo como sistema em rebelião contra o Reino de Deus. Melquisedeque não pertencia ao povo da aliança, mas era sacerdote do Deus Altíssimo, recebeu dízimos de Abraão e o abençoou. Por outro lado, o nosso pai na fé não aceitou nada do rei de Sodoma. Moisés, um servo de Deus que exerceu funções proféticas, sacerdotais e reais, foi ensinado por Jetro, seu sogro, que não pertencia ao povo escolhido (Ex 18.13-27). O conselho de Jetro foi perfeitamente assimilado por Moisés (Dt 1.9-18).

Exercemos como líderes funções administrativas e nem sempre estamos preparados para elas. Precisamos da humildade de Moisés, para ouvirmos dos Jetros atuais a afirmação: "Não é bom o que fazes" (Ex 18.17). Se não estivermos dispostos a rever e mudar, se necessário, os nossos paradigmas, não teremos odres novos para o vinho novo. Ou o vinho novo arrebenta os odres velhos, com prejuízo para ambos (Mt 9.17) ou o vinho se evapora dos odres velhos e as igrejas, como instituições religiosas, viram peças de museu.

Enquanto vivermos, deixemos de lado a presunção de que já sabemos tudo e aprendamos diariamente com Jesus, com os irmãos e com a vida. A auto-suficiência é heresia na vida cristã. "O saber ensoberbece, mas o amor edifica. Se alguém julga saber alguma coisa, com efeito, não aprendeu ainda como convém saber" (1 Co 8.1b-2).

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Giro episcopal pela II Região

IMW de Boa vista

O Bairro de Boa Vista é um dos bairros mais tradicionais de Uberaba. Lembro-me de ter me hospedado lá, antes da IMW iniciar suas atividades nesta cidade, conforme já narrei em um post anterior (Bastidores da Memória). O Pastor Natanael Inácio Teixeira, de saudosa memória, foi pastor em Uberaba; ele costumava fazer permuta com o Pastor Vicente, na pregação em ambas as igrejas. Ele partiu para o Senhor, mas o Pastor Vicente continua vivendo uma história de dedicação ao Senhor nesta cidade, em especial, no Bairro de Boa Vista. Tanto ele como sua esposa Neuza tiveram a alegria de ver seus filhos - Rosemeire, Ernani, Moisés, Neemi e Israel - se casarem e se estabelecerem em Uberaba.

Chegamos em sua casa a tardinha, vindos da casa do Pastor Ângelo. O casal nos acomodou em um quarto preparado para nos hospedar. Descansamos um pouco, mas o suficiente para estarmos bem dispostos no culto da noite. Para nós, foi uma maravilhosa experiência, poder servir os queridos wesleyanos da IMW do Boa Vista. Oculto teve seu início, com um inspirado momento de louvor, dirigido pelo casal Valdir e Tânia. Em seguida, Célia trouxe uma palavra especial, motivando as irmãs a se dedicarem ao ministério de intercessão em favor de seus filhos. O Pastor Perim, SD do Distrito, também presente neste culto (ele nos acompanhou neste "giro episcopal"), trouxe uma palavra de incentivo aos irmãos. Ele iria seguir viagem, para Uberlândia, após um jantar que nos esperava em casa do Pastor Vicente, para pegar o avião de retorno a Vitória. O Pastor Rodrigo, da IMW de Alvorada, veio com seu carro especialmente para levá-lo até Uberlândia. Durante a pregação, Deus me deu uma palavra para a igreja; e ao fim da mesma, fiz um convite a que o povo viesse à frente. Tivemos então um momento de oração de grande edificação para todos. O Pastor Vicente, antes de encerrar o culto, foi tomado por forte emoção e entoou um abençoado cântico, finalizando o culto em seguida.

Após o culto, tivemos a alegria de abraçar obreiros e irmãos. Dentre eles, o Pastor Guimarães e sua esposa, que são grandes colaboradores na igreja de Boa Vista. Também abraçamos o casal Valtercides e Natalícia, que dirigem a congregação que a igreja mantem no Bairro Amoroso Costa (um belo templo). Ficamos conhecendo ainda a irmã Cida Almeida, que é a secretária da igreja e cuida da ornamentação. Após os cumprimentos, fomos diretamente para a casa pastoral, onde a irmã Neuza e sua filha Rosemeire prepararam um grande banquete para todos nós. Costelinha assada; frango assado, salada, e outros quitutes foram sendo consumidos por todos nós que ali estavamos, além dos filhos e dois netos do abençoado casal. Realmente, a visita ao Distrito de Uberaba foi uma experiência marcante! Portanto, até a próxima postagem.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Bastidores da Memória

A experiência que aqui vou relatar, aconteceu em Governador Valadares, quando fui pastor daquela igreja; em uma época em que esta igreja era ainda bem pequena. Procurando dinamizar e fazer crescer a igreja, adotei como costume conduzir os membros, quase que semanalmente, a uma vigília no monte. Intercalávamos sempre a vigília entre o monte do Bairro S. Pedro e o monte do Batalhão da PM (não me lembro o nome do bairro) próximo ao Bairro de Lurdes. Eram reuniões cheias do Espírito; e o número de participantes aumentava a cada dia. Havia uma intensa manifestação do Espírito Santo de Deus, sempre trazendo renovo a todos nós. E foi em uma dessas idas ao monte, que aconteceu o fato que vou narrar. Ele permanece ainda bem vivo, nos bastidores da minha memória. E seu título editado abaixo, é o que julgo ser mais apropriado:

Deus revela segredos

Era uma noite de lua crescente ou minguante, pois não se via muito bem o rosto das pessoas. O "grupo do monte" formava um círculo de mãos dadas, orando e cantando louvores a Deus. Lembro-me perfeitamente que estava no centro do círculo, dirigindo alguns cânticos e incentivando aos cerca de 100 irmãos reunidos ali. De repente, fui invadido por uma unção sobrenatural, seguida de uma revelação específica da parte do Senhor. Pelo Espírito, comecei a exortar ao grupo, advertindo que estava em nosso meio uma jovem, que havia maltratado sua mãe naquele dia; inclusive com xingamentos. Em seguida, pedi a jovem que viesse ao centro do círculo, para que eu orasse por ela. Insisti um pouco mais e, como não compareceu ninguém, proclamei com ousadia profética: "Se a jovem não vier, irei buscá-la pessoalmente". Dito isto, comecei a caminhar, de olhos fechados, sem saber aonde o Espírito me conduziria. De repente, parei e segurei alguém pelos braços, ainda de olhos fechados. Quando abri os olhos, senti como se a terra fugisse sob os meus pés, pois achei que me tinha equivocado. Em meu íntimo, comecei a falar com Deus: "Meu Deus, a moça que está diante de mim é Marília, nossa diretora dos jovens; uma das jovens mais dedicadas da igreja! E agora, Senhor?"

No entanto, para minha surpresa, seguida de uma grande dose de alivio, Marília caiu de joelhos, clamando e pedindo perdão a Deus. Em seguida, foi abraçar sua mãe - a querida irmã Maria Bonifácio, pedindo-lhe perdão, por tê-la magoado com suas ofensas (sua mãe - a irmã Maria, ainda hoje milita entre os wesleyanos valadarenses). Não houve quem não glorificasse a Deus naquele momento! E seguiu-se, então, um grande derramamento do Espírito, trazendo unção sobrenatural a todos os presentes.

Desde que me senti chamado por Deus para a Sua obra, passei a entender que duas coisas deveriam ser fundamentais, para o bom andamento do meu ministério: A primeira, é que devemos sempre louvar e dar muitas graças a Deus, quando podemos contar histórias de milagres e revelações ocorridas em nosso ministério. A segunda é que, quando não temos histórias assim, devemos aprofundar nossas experiências com o Senhor, procurando reproduzí-las na única fonte verdadeiramente capaz de manifestá-las com poder, no exercício do nosso ministério: a presença do Deus eterno, que nos chamou por Sua glória e virtude - o Deus que revela segredos.

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 27 de julho de 2010

Tributo ao Senhor por quarenta anos de amor

Neste mês de julho Célia e eu, completamos 40 anos de feliz matrimônio. Parece que foi ontem que comparecemos perante o Senhor, no templo da IMW de Nilópolis, para nos unirmos pelos sagrados laços do matrimônio. E, no entanto, este tempo que temos vivido juntos corresponde a uma jornada de 480 meses; 14.600 dias; 350.400 horas! E durante todo este tempo, aliançados em perfeita comunhão e amizade, diante do Senhor que nos uniu (e isto, sem contar os 6 meses de noivado e os 16 dias que já se passaram após o bendito dia 11 de julho de 2010)!

Bodas de Rubi! É assim que é chamado o tempo de 40 anos de casados. Lembro-me que, quando comemoramos as nossas "Bodas de Prata", estavamos em Portugal; e a IMW de Aveiro promoveu um culto de gratidão a Deus por este tão importante marco em nossas vidas. Nele, Célia e eu pudemos renovar os nossos votos de amor e fidelidade, até que a morte nos separe. Para marcar a data, mandei fazer uma singela decoração em nossas alianças. Elas foram circundadas por 2 fios de ouro branco (ainda não encontrei uma aliança igual a nossa).

Depois vieram nossas "Bodas de Pérola", que é como chamam a comemoração dos 30 anos de casados. Estavamos ainda a pouco tempo na IV Região; e a IMW Central de Porto Velho comemorou em alto estilo, em um famoso clube da cidade, esta importante data em nossas vidas. Presenteei minha querida esposa com um par de brincos de pérolas, comprado com algum sacrifício (não é sempre que alguém comemora 30 anos de casamento). Mas a IMW Central de Porto velho supreendeu Maria Célia, oferecendo-lhe um colar de pérolas verdadeiras! Foi "chocante"! E me presenteou com um relógio de marca "Mido", que me deixou bastante comovido. Nos deu também uma noite no hotel mais "badalado"de Porto Velho (ah, e ela ficou belíssima com o lindo vestido branco que a Missionária Sofia lhe presenteou). À Cerimônia, compareceram todos os SD da Região, assim como meus sogros e filhos (com exceção do Elizeu, que se encontrava fazendo a Faculdade de Engenharia em Portugal). Foi algo muito especial!

Pois bem: chegamos aos 40 anos de casados! A II Região já estava articulando uma comemoração especial na cidade de Governador Valadares, onde temos uma importante história de vida e de ministério. No entanto, Célia me apresentou razões fortes o bastante, para que desistíssemos desta comemoração (nossos filhos distantes; nossas mães já bem idosas; tanta coisa a ser levada em conta). E Célia estava certa! Senti isso em meu espírito. Resolvemos então comemorar a data à nossa maneira: viajando para Porto Velho, para visitar nossos dois filhos que aqui permaneceram - Pastor Calegari e Daniela. E também rever irmãos e amigos que deixamos naquela Região, pois Deus fez grandes coisas por nós e através de nós no Norte do Brasil.

E não poderíamos ter feito melhor escolha! No dia 11 - data inesquecivel, almoçamos juntos na residencia do Bispo Jamir (ele e Mara também comemoraram 29 anos de abençoado casamento no dia 19 de julho). Ali, perante os olhares surpresos de todos, Maria Célia inclusive, fiz-lhe uma declaração de amor à moda antiga (minhas netas ficaram maravilhadas com a minha "coragem"). E presenteei-lhe com um anel de rubi, para marcar a data. Tive que fazer um parcelamento no seu pagamento, mas valeu a pena! Pois, quando olho para Maria Célia, vejo nela o exemplo daquela "mulher virtuosa" de Provérbios 31.10 - mulher, cujo "valor muito excede ao de rubis".

Pois é; foi uma comemoração e tanto! E os poucos dias que aqui passamos foram ainda mais ligeiros, devido ao fato de termos que nos despedir, mais uma vez, dos nossos dois filhos (Calinho e Dani); nossa primeira nora - Simone; nosso genro - Alessandro; e nossos netinhos - Isabela, Rafaela, Eduardo e Beatriz. Mas valeu, em muito à pena, pelo prazer de termos estado juntos, ainda que por tão poucos dias. Sentimos a ausência do nosso filho Ezequiel, que está cursando a Faculdade de Direito no Sul. E também do nosso filho Elizeu, que trabalha no INMETRO, no Rio de Janeiro; portanto, impedidos de comparecer; assim como nossa nora Synara e nossos netos: Ana Carolina, Alexandra e Artur.

Sabemos que se Deus não nos permitir chegarmos às "Bodas de Ouro"; já nos consideramos eternamente gratos a Ele, por nos ter proporcionado a ventura de viver as experiências de nossas "Bodas de Rubi", que foram marcantes e inesquecíveis.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sobre o Dever de Orar Sempre

"Contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer" (Lucas 18.1). Esta é uma boa história para ser lida: Sobre uma pobre viúva que perseverava em oração. O exemplo apresentado por Jesus, nesta história, é o exemplo da verdadeira oração perseverante - a oração que alcança finalmente o seu objetivo.

"E, quando orardes, não sejais como os hipócritas; pois gostam de orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará" (Mateus 6.5-6). Já neste texto, Jesus destaca a importancia da oração secreta. É aquela oração que busca o reconhecimento de Deus e não dos homens. Esta é a oração que define o fim de uma batalha, antes mesmo do seu começo. Ela define o rumo de uma jornada, antes que o primeiro passo seja dado.

Oração pode ser definida de muitos modos

Alguns recorrem a oração, como se oração fosse apenas um remédio para trazer alívio e cura em determinadas ocasiões. Se considerarmos as propriedades presentes na oração, realmente, podemos ver nela os benefícios de um remédio. Quantas pessoas tem sido curadas pela oração. Quantos casos de enfermidades crônicas desfeitas. Quantos casos de enfermos em fase terminal, repentinamente restaurados mediante a oração. E não são poucos os casos de casais que estavam a beira da separação (alguns já vivendo separados), e que conseguiram reverter seu sofrimento quando começaram a orar. Realmente, a oração pode ser vista como remédio de amplo espectro.

Oração é Alimento e Remédio

Mas a oração não deve ser vista apenas como remédio. Ela será de maior valia, quando usada como suplemento alimentar. É verdade! Como suplemento alimentar, ela tem ação preventiva. Existe até um ramo da medicina que prescreve o uso de determinados alimentos como tratamento preventivo. Estes alimentos podem até não curar; todavia, são comprovadamente um importante elemento para evitar doenças. E não são poucos os livros que tratam dessa questão, dando inclusive o nome de diversos alimentos e as propriedades medicinais. E, como diz o popular adágio: "Mais vale prevenir do que remediar".

E no que tange a oração: se quando usada como remédio, é capaz de por fim a males presentes; na medida em que a utilizarmos como suplemento alimentar, ela irá agir preventivamente (tal e qual os alimentos ricos em nutrientes, fibras, proteinas, sais minerais, etc.) É verdade! A oração usada como alimento, evita os males futuros (doenças do corpo; doenças da alma)!

Diferença entre "vida que ora" & "vida de oração"

O cristão verdadeiro não tem necessidade de esperar as coisas piorarem, para então começar a orar. Ele precisa orar antes que o mal apareça! Isto é o que podemos chamar de vida de oração. É como se existissem dois tipos de vida na dinâmica da oração: a "vida que ora" e a "vida de oração". E se atentarmos bem, vamos perceber que existe uma diferença sutil, embora determinante, entre "vida que ora" e "vida de oração": Se a primeira vive "correndo atrás do prejuízo"; a segunda evita as perdas; ou seja: "corre à frente do prejuízo".

Como Vencer Desafios, se apenas oramos em carater remedial?

Alguns obreiros do Senhor, sonham realizando grandes obras. Idealizam grandes ministérios; Pensam sempre em crescer, em se tornarem grandes homens de Deus - mas tratam sempre a oração como remédio. São vidas que simplesmente oram; mas não apresentam sinais de viverem uma vida de oração. Para estes, os anos vão passando e seus ministérios não apresentam nada de novo. E o pior em tudo isso é que, quando não se dão conta da verdadeira causa do seu ministério empobrecido, começam a procurar culpados do lado de fora de suas vidas (reclamando de supostas injustiças, perseguições, etc); quando, na verdade, o grande vilão do seu ministério está do lado de dentro - refletido no espelho de sua própria alma.

Existem aqueles obreiros que são pontuais em sua devocional; se munem de sua bíblia, sentam-se em sua escrivaninha; leem livros norteadores de estratégias no ministério; ligam o seu computador e acessam sites teológicos; fazem uma pequena oração, ou no início ou no fim da devocional (mais como pedido de socorro, ou para desencargo de consciência de que por sede de Deus), e então partem para a luta! Fazem planos; projetam o crescimento da igreja; sonham com melhores dias... E nada acontece. Sentem-se infelizes, por verem suas vidas acuadas pelos mais diversos problemas. Mal conseguem se sustentar à frente do rebanho que lhes foi confiado.

Posso afirmar com segurança, que desconheço um ministério de sucesso que não tenha na retaguarda uma vida de oração. Estou plenamente convencido de que, quando simplesmente oramos - oração remedial, conseguimos apenas sobreviver. Ao passo que, quando vivemos uma vida de oração - oração intensa e preventiva, conseguimos realizar o propósito de Deus e caminhar no limite do impossivel. É diferente!

A fórmula é de fácil análise: Aquele que simplesmente ora, vence a luta; mas o que vive em oração, vence a guerra! Aquele que ora, não morre de fome; aquele que vivem em oração, tem a mesa farta! Aquele que ora, recebe cura; aquele que vive em oração, recebe saúde! Aquele que ora, vê a obra do Senhor; aquele que vive em oração, vê a glória do Senhor!

Conclusão

Enfim, temos dois modelos diante de nós: "Vida que Ora" (vida que busca respostas de Deus) e "Vida de Oração" (vida que busca a presença de Deus). A responsabilidade de escolher entre ambos é inteiramente nossa. E os frutos resultantes da escolha que fizermos, irão indicar claramente o tipo de escolha que fizemos.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Giro episcopal pela II Região

IMW de Abadia / Uberaba

Uberaba, uma das duas mais importantes cidades do Triângulo Mineiro, é uma referência de destaque em termos de pecuária. Seu rebanho de gado zebu é é famoso em todo o Estado de Minas. Mesmo sendo menor do que Uberlândia em alguns intens como: população, parque industrial, comércio, entre outros; no entanto continua sendo uma cidade de papel fundamental para o progresso do Triângulo Mineiro. A cidade, possui inúmeros prédios de construção bela e arrojada. Sua população é ordeira e trabalhadora, contribuindo deste modo para tornar Uberaba um ótimo lugar para se morar. E a IMW marca presença na vida desta cidade, reunindo em torno de sí inúmeras famílias wesleyanas, tanto em suas duas igrejas como nas congregações.

Para chegarmos ao culto matutino de Santa Ceia, na IMW de Uberaba, tivemos que sair muito cedo de Monte Carmelo. Mesmo assim, chegamos com o culto já iniciado. O templo, que não é pequeno, estava lotado, com pessoas em pé. O ambiente era de grande espiritualidade. Sempre que visitamos esta igreja, somos dominados por forte emoção, devido aos laços históricos que nos unem. Tanto o Pastor ângelo como sua esposa Lidiamar, tem sido obreiros de grande dedicação à frente da igreja. O seu trabalho tem sido reconhecido por seus membros. E a IMW de Abadia vai crescendo em todas as áreas. Sou grato a Deus, me deu uma unção especial para pregar, pois os resultados foram visíveis. Após o culto cheio do Espírito, marcado por forte presença de Deus, toda a membresia participou de um delicioso e farto almoço no salão social. Havia também uma mesa com diversos tipos de frutos da época (abacaxis, melancias, etc), tudo organizado como uma espécie de ornamentação, de muito bom gosto. Parabens aos irmãos que o prepararam!

Durante o almoço, enquanto comíamos, tivemos o prazer de conhecer e abraçar oficiais e irmãos da igreja. Tanto seu Presbitério como sua Junta Diaconal, são muito bem estruturados. Seus Presbíteros são: Emerson Peres, vice-presidente da igreja; Edsom Ribeiro e Jair Cabral, servindo na sede; Abiezer, na Frente Missionária de Araxá; Ariovaldo Amancio, na congregação de Gameleira; e Reginaldo Silviano, na congregação do Bairro 2000. É importante o trabalho que o Presbitério está fazendo, tanto no crescimento numérico, como patrimonial e social da igreja, expandindo o trabalho wesleyano, através de congregações muito bem projetadas. Sua Junta Diaconal é constituida dos seguintes Diáconos e Diaconisas: Nilda Peres, vice-presidente da junta; Kellen, tesoureira; Gasparina, secretária; e os vogais: Sheila Peres; Marilia; Ana Cristina; Maria Amancio; Angelita; Geraldo; Felipe; Paulo; Ricardo; Carlos; Cledson e Antonio.

O Pastor Ângelo nos mostrou as instalações da igreja, inclusive os dois terrenos que adquiriu ao lado do templo, com um projeto de ampliação já pronto (uma importantíssima aquisição, que vai aumentar ainda mais a influência da igreja). Logo em seguida, fomos para a casa pastoral, onde permanecemos apenas por um pouco, pois teríamos que ir para o Bairro Boa Vista (já estava agendada nossa hospedagem no Pastor Vicente). Mas, mesmo no pouco tempo que ali permanecemos, pudemos ter um bom momento com a família; e pudemos conhecer melhor os filhos do casal - Dryelli, Harvey e Angelica. Ah, e tivemos o prazer a primeira netinha - a bela Isabelle. Louvo a Deus por esta família, que é muito querida na comunidade. Até o próximo "giro", que será sobre a IMW de Boa Vista, também em Uberaba.

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 20 de julho de 2010

O homem de Deus e seu exemplo

"Aos anciãos, pois, que há entre vós, rogo eu, que sou ancião com eles e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória" (I Pedro 5.1-4).

Vivemos num mundo, em que a busca por referenciais determina as ações da grande maioria. E o pior em tudo isso, é que essa grande maioria segue obstinadamente os ícones do momento, acabando por se conduzida pelos mesmos, a um beco sem saida. É uma cena muitíssimo comum nos dias de hoje: multidões correndo em busca de seus ídolos, e pagando caro por isso (dependendo do valor do cachê). Analisando o comportamento humano, que é geralmente movido por carências, entendemos ser perfeitamente normal essa procura. É uma preocupação que pode ser notada já na infância (crianças, desde a mais tenra idade, procurando em seus pais um referencial para sua existência). Seu sentimento é de segurança e dependência, estando ao lado de seus pais. Mas é nos jovens que essa procura será mais intensa e determinante; pois, eles vivem sempre a procura de ícones que os guiem em direção a um futuro supostamente venturoso, de prazer ilimitado. E os próprios adultos acabam por se deixar influenciar por esta procura desenfreada (existem inúmeros casos de pais que procuram ombrear com seus filhos, mais por solidariedade do que por idealismo, nessa busca sem fim). E neste procedimento, comum a quase todos, apenas os idosos parecem estar mais distantes desta tendência natural dos homens. E isso não se deve ao fato de serem imunes; e sim, porque acabaram por deixar seus ícones em algum lugar do passado; onde seus sonhos ficaram soterrados, juntamente com seus ídolos, sob os entulhos produzidos pela loucura de ícones sem alma - mensageiros da morte. A ilusão em seus corações não resistiu a passagem do tempo, dando lugar à frustração e desalento em que passam a viver. Isso é coisa muito comum nas pessoas idosas, salvo poucas exceções. Este é o mundo dos homens, no qual nos encontramos temporariamente. Mundo a um passo da completa ruína, sem que os homens se apercebam disso.

Todavia, existe um mundo dentro deste mundo (e ao mesmo tempo fora dele), que clama por mudanças radicais - um mundo à parte. Desse mundo, fazem parte aqueles que procuram se inspirar em vidas vivendo um outro padrão de comportamento - o mundo regido pela Palavra de Deus, no qual vivem os homens e mulheres de Deus. É um mundo cujos referenciais diferem, em grau e modo, dos referenciais do mundo dos homens comuns. Nele, encontramos uma multidão disposta a seguir uma liderança com propósito; uma liderança que busca seus valores absolutos na presença do Deus eterno. O exemplo que exibem os homens de Deus que dessa liderança especial fazem parte, é o exemplo que brota de uma vida com Deus, plena de Jesus. Seu testemunho ilibado é forte o bastante para arrastar homens e mulheres em direção ao céu, mesmo sem terem nada a oferecer, a não ser sua própria vida (e não existe oferta maior!). Homens, cuja essencia é perfumada, pois exala o bom cheiro de Cristo. Eles são uma estirpe à parte de tudo aquilo que a mídia exibe (os fisiculturistas; os sarados; os "super-homens"). Sim, eles diferem em muito dos modelos produzidos pelo market. Os tais não necessitam de disfarce, não se travestem, pois não tem nada a esconder. Não necessitam de máscaras, pois não existem pontos sombrios em sua face iluminada pela presença de Deus em suas vidas.

E nesse contexto fora do comum, o lider que não traz as impressões desta gloriosa presença é um forte candidato a "sal sem sabor". É verdade! Aquele cujo testemunho deixa dúvida quanto aos valores que o motivam, acaba por deixar de ser referencial do bem e começa a perder discípulos, amigos e irmãos, ao longo da jornada ministerial; acabando por terminar seus dias em dolorosa solidão. Se suas reais intenções se revelam interesseiras, egoistas, gananciosas, tal lider acabará por ver seu ministério se reduzir, reduzir, reduzir... até implodir e se desfazer como a poeira que o vento dispersa.

Portanto, se tu és homem ou mulher de Deus, e demonstra isso por pensamentos, palavras e obras, "ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza" (I Timóteo 4.12).


Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Bastidores da Memória

Inicio da Obra Wesleyana no Triângulo Mineiro

Nestas visitas que tenho feito às IMW do Distrito de Uberaba, tenho sido transportado aos bastidores da memória. Mais propriamente ao ano de 1977, quando se iniciaram as atividades da nossa Igreja no Triângulo Mineiro. Esta missão nasceu de um projeto simples, despretencioso, de visitar a cidade de Uberaba, por ser a cidade em que vivia o irmão Adalberto, um novo membro da IMW de governador Valadares, então, sob meu pastorado a quase cinco anos. Adalberto, hoje pastor batista, havia sido batizado naquele ano em nossa igreja. Ele era representante comercial e estava sempre viajando por diversas cidades mineiras, vendendo chapeus. Ele trabalhava também para o irmão Jonaídes, que vendia em sua loja diversos modelos de chapeus e outros artefatos relacionados à vida no campo (a cerca de dois meses estive com o querido irmão Jonaides, em seu comércio em Valadares). Foi deste relacionamento, que Adalberto acabou tendo contato conosco. Com seu jeitão simples e peculiar, costumava frequentar nossa casa; e acabou tornando-se membro da IMW de Governador Valadares, e também um grande amigo.

De quando em vez, Adalberto viajava para Uberaba, onde morava com sua mãe, de saudosa memória, e sua irmã. Na altura ele era um solteirão inveterado - muito engraçado em suas conversas, sempre falando sobre casamento e sobre seus sonhos (quando fomos para Portugal, ele nos visitou lá). Comecei a interessar-me por sua família, embora ele falasse muito pouco sobre este assunto. Em uma de suas viagens a Uberaba, resolvi acompanhá-lo. Partimos juntos, percorrendo em seu carro, os oitocentos quilômetros que separavam Uberaba de Governador Valadares. Quando chegamos à entrada da cidade, movido a um impulso, pedi-lhe que parasse o carro. Saí para o acostamento e fiz uma oração a Deus. Lembro-me muito bem das palavras, que soaram mais ou menos assim: "Senhor, dá-me esta cidade, para que eu possa plantar nela uma igreja". Entramos novamente no carro (um fusquinha, carro muito usado na época, pelos representantes comerciais). Fiquei hospedado em sua casa. Dali, levou-me a vários lugares da cidade, para visitar alguns amigos dele - dentre eles a figura inesquecivel do Dr Luiz Durant, advogado e oficial da PM. Concluida esta etapa, retornamos a Valadares. Deixei Uberaba, mas Uberaba ficou gravada em meu coração. Orava sempre, pedindo a Deus que me abrisse uma porta naquela cidade.

Naquele mesmo ano de 1977, depois de um entendimento com o Presbitério da IMW de Valadares, fui em missão para Uberaba, levando comigo um jovem obreiro, de nome Carlos, já falecido. Levei também algum dinheiro, para instalarmos a IMW naquela cidade. Deixei a família em Valadares; entreguei a igreja ao Presbitério, e partimos para este desafio missionário. Encontrei um amplo salão que fora um supermercado, na Prudente de Morais, importante rua do Bairro da Abadia. Como não tinhamos fiador, paguei tres meses adiantados. Fomos também à emissora de rádio mais popular da cidade e contratei um programa diário, as 7 da manhã, pagando tres meses adiantados, pelas mesmas razões. Nos instalamos numa pensãozinha bem simples e barata, pois o dinheiro trazido de Valadares estava no fim. O que sobrou daria para comermos apenas uma vez por dia. Perguntei ao Carlos se ele preferia almoçar ou jantar, ao que ele respondeu: "num dia a gente almoça; no outro a gente janta; para não perdermos o costume...". Achei engraçado! Mandei confeccionar cinco mil folhetos e demos uns trocados a dois meninos, para que distribuissem no Bairro da Abadia. As reuniões seriam diárias: de segunda a sábado, as 15 e as 19.30; e no domingo, tres reuniões - as 09, as 15 e as 19.30 horas.

Lembro-me da primeira reunião: uma segunda-feira, as 15 horas. Haviam oito pessoas naquele amplo salão escuro, pois os que desocuparam o mesmo, deixaram as contas de energia em atraso. Das oito pessoas que vieram, uma estava terrivelmente possessa; o demônio falava por sua boca: "Já matei o filho, e agora vou matar a mãe". Declarei-lhe que o poder da vida e da morte estava com o Senhor Jesus e, em seguida, ordenei-lhe que se retirasse daquela mulher (depois fui informado de que ela sofrera um aborto a cerca de oito dias). Foi o primeiro milagre operado naquela frente missionária, para a glória do nosso Deus! Na reunião da noite, o grupo aumentou para 12 pessoas. Como não havia iluminação, comprei alguns pacotes de velas e acendemos em volta. Isso deu um aspecto estranho; mas não tinhamos outra solução. Durante esse tempo, Célia vinha de vez em quando de Valadares, para ficar comigo ois ou tres dias (nessas ocasiões, nos hospedávamos sempre em casa do Dr. Luiz Durant e sua esposa). Célia me ajudou muito no ministério de libertação; pois, a mulher que Deus me deu, é uma grande guerreira do Senhor!

Lembro-me da Edna e Darci, que ainda estão por lá, como membros dedicadas da igreja. Eram bem jovens na altura. Havia também a Maria das Graças, que atualmente está em outra igreja. No primeiro mês, converteu-se também uma advogada, de nome Aliceluza, que tornou-se uma coluna naquele trabalho (ela era filha do Dr. Luiz e sobrinha daquela senhora que foi liberta na primeira reunião). Costumavamos subir ao monte, nas noites de sexta-feira, para orarmos. Alguns crentes iam sendo batizados com o Espírito Santo naquelas vigílias. Após noventa dias de trabalho, batizei os primeiros crentes - 54 vidas que haviam se convertido ao Senhor naqueles 90 dias de reuniões, e que estavam prontas para servir a Jesus.

Havia também uma vizinha que costumava levar uma moringa d'agua para que bebêssemos; e chegou a emprestar-me umas duas cadeiras, para que eu subisse em cima, para dirigir e pregar. Quebrei as duas cadeiras dela. Ela se converteu, mas nunca mais me emprestou das suas cadeiras (Na verdade, todos ficavam em pé, pois não haviam cadeiras no salão). Num dos dias, atrasei-me; ao chegar, encontrei as jovens Edna e Maria das Graças dirigindo o trabalho, cantando com os presentes alguns dos corinhos que costumavamos entoar. Foi um quadro muito comovente - ver as meninas tentando se equilibrar sobre aquelas frágeis cadeiras, procurando ajudar enquanto não chegávamos!

Logo após nosso primeiro batismo, precisei retornar para Valadares. Entretanto, ao longo do ano de 1977, enviei alguns obreiros para Uberaba: Primeiramente o Atílio, que era do Paraná; depois o Paulo, que havia vindo da Presbiteriana Renovada; e também Paulão e alvino, que eram obreiros nossos em Valadares. No meu espírito, eu sabia que meu ministério em Valadares estava chegando ao fim. Sabia também que, dentro de alguns meses, Deus me levaria para Portugal, para lá iniciar a obra wesleyana - o trabalho de missões estrangeiras mais bem sucedido da IMW, em um dos maiores desafios missionários que já enfrentei. Mas esta é uma outra história, marcada por diversos episódios que vale a pena serem contados; pois, assim como esta, também está bem viva nos bastidores da minha memória.

Cordialmente;
Bispo Calegari

Giro episcopal pela II Região

IMW de Monte Carmelo

Monte Carmelo, cidade que fica a 865 m de altitude, com uma população que oscila entre 45 e 50 mil habitantes. Ela possui características muito interessantes, que vale a pena destacar: Uma delas é o fato de ser considerada a "capital da telha", pois é o maior polo produtor de telha certificada do Brasil. Suas telhas são exportadas para diversos lugares de Minas e de outros Estados brasileiros; e isso faz com que sua produção seja na ordem de 2 milhões de telhas por dia. Ela está situada no Alto Paranaíba, região onde é produzido o "café do serrado", considerado o melhor café do Brasil. Segundo dados do "Cadastro Geral de Empregados e Desempregados" do Ministério do Trabalho, Monte carmelo faz parte do ranking dos 50 municípios brasileiros que mais abriram vaga de emprego em maio deste ano. Diga-se de passagem que apenas 6 cidades mineiras entraram neste ranking. E a IMW está presente na vida desta importante cidade do Triângulo Mineiro, com um amplo e belíssimo templo e uma membresia motivada e dedicada.

Tendo o prazer e a segurança de contar com o nosso SD do Distrito, o Pastor Jorge Perim, na direção do carro episcopal, viajamos bem cedo; gastando duas horas de viagem, de Araxá a Monte Carmelo, Foi uma grande alegria podermos retornar, Célia e eu, a esta abençoada cidade. Fomos diretamente para o templo, que fica bem em frente a Rodoviária, para ministrarmos um Seminário de Doutrinas Wesleyanas para lideranças das igrejas que compoem o Distrito de Uberaba, e do qual esta igreja também faz parte. O Pastor Luiz e sua esposa, a irmã Jeruza, nos aguardavam e nos deram a melhor das acolhidas. Foi uma manhã maravilhosa, com intervalo apenas para o almoço e continuação no período da tarde.

Num breve intervalo, apenas para um pequeno descanso, fomos conduzidos à residencia pastoral, onde o casal Luiz e Jeruza nos mostrou sua bela casa, feita com muito bom gosto (Jeruza diz que o projeto foi idealizado por Luiz; se assim é, que bom arquiteto Monte carmelo perdeu, quando ele escolheu ser pastor - e não poderia ter feito melhor escolha!!!). A família pastoral é constituida pelo Pastor Luiz Aguiar, Jeruza Rosa e os filhos Theodoro Filipe e Guilherme Augusto, ambos já jogando futebol em divisões de base (o Theodoro em Brasília), conciliando sua vida de atleta com o testemunho cristão. Após um breve descanso, nos preparamos para o culto que se seguiria - a Ceia do Senhor.

O culto foi marcado por uma participação entusiasta dos membros. O Presbitério lá estava (Rodrigo, Antonio e José Perez); e também a Junta Diaconal (Baltazar, Sebastião, Claudinei e Valdenir). Foi muito edificante a atuação do Ministério de Louvor, composto pelos irmãos: Tiago, Marco Túlio, Samuel, Paulo, Vilma, Damonile, Renato, Cláudia e Korina. Célia se dirigiu ao povo; e também o Pastor Perim, que goza de um grande conceito na cidade e na igreja, onde dedicou 9 anos de serviço à Causa do Mestre. Ao pregar, Deus me deu uma mensagem de exortação à igreja, para que prosseguisse firme nas pisadas do Mestre, pois a vinda do Senhor Jesus está próxima. Nesse momento, desceu uma nuvem de glória sobre a igreja; houve muito quebrantamento e unção de Deus sobre o povo. A ministração da Ceia do Senhor fechou com chave de ouro este maravilhoso culto a Deus.

Fechamos o dia na casa pastoral, em volta da mesa, ao sabor de deliciosa pizza, encomendada exclusivamente para marcar esse momento tão especial. O Presbítero Rodrigo e família também se fizeram presentes, dando-me a condição de conhecê-los melhor e constatar que se trata de uma família no altar de Deus, pois este homem é verdadeiramente um homem de Deus, profundamente comprometido com a Obra do Senhor. Fomos dormir bastante tarde, mas nos levantamos bem cedo, pois teríamos que viajar cerca de uma hora e meia até Uberaba, onde pregaríamos pela manhã, no Culto da Ceia do Senhor na IMW de Abadia. Mas isso será narrado em outra postagem.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 17 de julho de 2010

"Sobre o que está acontecendo na IMW de S. Maria de Itabira"

Achei por bem transcrever este testemunho. Ele nos motiva a continuar procurando excelência naqueles que se apresentam para servir ao Mestre, no cuidado do Seu rebanho. Tenho percebido que a diferença, em uma igreja local, entre a motivação e desânimo; o crescimento e o encolhimento; o sucesso e o fracasso, tem tudo (ou quase tudo) a ver com a liderança pastoral que está sobre ela.

Portanto, concernente à IMW de Sta Maria: Com a palavra, os irmãos da IMW de Itabira:

"Amados irmãos,
A Paz do Senhor!

Acho que ninguém sabe mais do que aqueles 12 que permaneceram o quanto é gratificante poder ver e se maravilhar com isso na cidade de Sta Maria.

Para nós que trouxemos essa amada igreja para a cidade, é como se tivéssemos passado pelo deserto por mais de 10 anos, sem ver resultado algum, só caminhando, caminhando...talvez até sendo empurrados, porque passamos por momentos que as forças já não eram mais presentes. Foram momentos de crescimento e de repente, Meu Deus... Que era isso? Éramos aqueles mesmos 12... Momentos de dificuldades porque praticamente todos os poucos membros saíram da cidade e foram para outros lugares. Pelo menos minha família e eu, continuamos a persistir, passávamos por luta para irmos de ônibus, quanta correria... Participávamos dos cultos e depois... Ufa!... Conseguir caronas para voltar, pois não tinha ônibus no horário que terminava os cultos aos domingos.

Depois de algum tempo vimos que naquele momento não adiantava mais insistir; ali naquela cidade não. Trouxemos a igreja para Itabira, que na verdade já estava aqui, pois quem participava morava aqui e não lá em Sta Maria.

Quanta luta novamente. Anos de mais e mais lutas e nada... Nada de novos membros, nada de crescimento. Falta oração? Persistência? Acredito que não. Como disse nosso amado Bispo, fomos as colunas daquela igreja. Plantamos e regamos todo esse tempo; pois, no momento certo, no tempo de Deus, é que Ele enviaria alguém tão abençoado como o Pastor Eduardo e depois o Pb Gerley... Aí sim, só nesse tempo de Deus, é que seria colhido tudo o que plantamos. QUEM DIRIA, como falam nossas amadas irmãs... Chegou o tempo da colheita e não só para Itabira, mas também para a cidade Santa do Senhor (não é Glauber?). Porque o nome da cidade de Santa Maria não será mais esse. Profetizamos no Nome de Jesus, o tempo das maldições e da seca nessa cidade acabou... Chegou o tempo de VITÓRIA, CRESCIMENTO, CONQUISTA, MUITAS BENÇÃOS E UNÇÃO. E muito mais ainda colheremos.

E de agora em diante não somente os 12 que permaneceram, mas os 100, 200, 400 etc... Tantos quanto permanecerem, colherão dos frutos que plantamos.

GLÓRIAS SEJAM DADAS AO NOSSO DEUS!

Abraços a todos

Vânia L Magalhães"

Lembro-me do pequeno grupo de cerca de oito irmãos que se reuniram naquele mês de fevereiro de 2009, quando da nossa ida a Itabira, para ver "in loco" o que estava acontecendo por lá. Um grupo sofrido, porém perseverante e destemido, remanescente do trabalho que fora fechado em Sta Maria de Itabira - verdadeiras colunas de sustentação do trabalho wesleyano da então frágil IMW em Itabira. Sempre entendemos que o que muda a sorte de um rebanho não é o simples fato de mandarmos para lá um pastor; mas sim, um pastor segundo o coração de Deus. Alguém que sinta amor pelas vidas. Alguém que procure servir e não ser servido. E, graças a Deus, encontramos este perfil na pessoa do Asp. Eduardo, muito bem coadjuvado por sua esposa Ana Paula. Após revitalizar o trabalho em Itabira, ele trouxe o Pb Gerley, homem de Deus enviado por ele para reiniciar as atividades da IMW em Sta Maria, que vive agora uma nova realidade. E ao "ouvir" voz de Vânia nesta palavra de incentivo aos irmãos da IMW de Sta Maria, tenho absoluta certeza que ela não fala sozinha!

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 16 de julho de 2010

O Pacote da Missão (parte final)

Conforme anunciamos na parte inicial deste estudo, pretendemos aqui dar um desfecho ao tema (o que não significa que o assunto se tenha esgotado). O que nos motiva nesta parte final, é a necessidade que sentimos, de chamar a atenção de todos para um componente, que e de fundamental importância, encontrado nas tres comissões. Este componente justifica o termo "pacote", como um recurso indispensavel para o "modus operandi" da mesmas. Portanto, segundo o meu entendimento, sua presença torna-se essencial para o pleno cumprimento da missão.

O Sobrenatural de Deus

Na "Pequena Comissão", Jesus estabelece um procedimento padrão: "Reunindo os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem doenças; e enviou-os a pregar o reino de Deus, e fazer curas" (Lucas 9.1-2),

Na "Média Comissão", este procedimento padrão é lembrado pelo Mestre: "Também, em qualquer cidade em que entrardes... Curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus" (Lucas 10. 8-9).

Na "Grande Comissão" Jesus adverte quanto a necessidade de revestimento: "Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias" (Atos 1.4-5).

A Promessa de Deus

Na narrativa de Marcos, concernente a "Grande Comissão", os detalhes deste procedimento padrão apontam para o sobrenatural de Deus interagindo com os que por Ele são enviados: "E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam" (Marcos 16.17-20).

E aqui eu me dirijo aos pastores e obreiros da II Região - aos que foram chamados pelo Senhor, para o cumprimento do "IDE" de Jesus: Isso diz respeito a todos nós! Não somente aos doze; não somente aos setenta - mas a todos nós, que fazemos menção do nome do Senhor. Se em nosso ministério, a nossa palavra não está sendo confirmada com os sinais presentes nesta promessa, precisamos examinar cuidadosamente o que está impedindo este mover sobrenatural. É hora de repensarmos toda a nossa maneira de atuar, no exercício do nosso ministério.

O verdadeiro não deve ser anulado pelo falso

Muitos são ferrenhos defensores de que fomos chamados para doutrinar. E de modo geral, a grande maioria dos doutrinadores tem o hábito de se julgar "infalíveis" em sua maneira de interpretar e doutrinar (talvez, devido a isso, existam tantas falsas doutrinas no mundo; mesmo no meio do povo de Deus). Não nego, de maneira alguma, que o discipulado do cristão seja elementar. Todavia, nenhuma ação humana, mesmo as mais embasadas e bem intencionadas, poderá subistituir a ferramenta que Deus põe `a nossa disposição, mediante o agir sobrenatural do Seu Espírito.

É muito comum vermos obreiros tentar minimizar a importância dos milagres; ou mesmo, procurar "defeitos" em milagres ocorridos, para então formular suas críticas temerárias, tanto nos milagres como nos agentes dos mesmos. tais obreiros, ao invés de incentivar a fé no sobrenatural de Deus, vivem a promover a incredulidade quanto aos mesmos.

Cuidados a serem tomados

A longo do meu ministério, tenho percebido duas ocorrências bastante comuns:
1. A manifestação de falsos "milagres", ainda que com motivação correta: Por diversas vezes, percebi precipitação na divulgação de um suposto milagre, que não se comprovou. Não que tenha havido má-fé na divulgação do mesmo; e sim desnecessária e lamentavel precipitação. Não existe necessidade de tentar "ajudar a Deus" na pressa de divulgar um milagre feito por Ele. Os milagres, por si mesmos, se comprovam.
2. Também tenho visto a ocorrência de milagres verdadeiros, mas com motivação errada. Isso acontece, quando alguém é usado por Deus para operar milagres em Seu nome; e depois procura tirar vantagem disso. Alguns chegam mesmo a tentar buscar glória pessoal no ocorrido, ousando roubar a glória de Deus. Conheço casos de obreiros que submergiram nessa loucura. E hoje, sob a tese da "determinação", o perigo é ainda maior do que no passado.

Conclusão

No entanto, o que cada homem ou mulher de Deus precisa saber, para a sua própria sobrevivência espiritual, é que Deus conhece aquilo que está encoberto: seja intenção, sentimento, e até mesmo pensamento. Os bastidores do coração humano estão ao alcance do Seu olhar, seja para aprovar; seja para condenar. Deste modo, cada um responderá diante do tribunal de Cristo; não apenas pelas ações, mas também pelas motivações.

Ao fim da jornada, quando comparecermos perante o Senhor, obreiro algum será galardoado por Deus em função de suas boas intenções; pois, no quesito "Missão", não é suficiente agirmos com a melhor das intenções. O que vai determinar o prêmio é o acerto em suas escolhas, motivações, e procedimento. Deus não se deixa enganar. Nem mesmo os segredos mais bem guardados escapam ao seu conhecimento.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Giro episcopal pela II Região

IMW de Araxá

Araxá, cidade de 80 mil habitantes, ocupa lugar de destaque em Minas, pois lá viveu "Dona Beja" - personagem que se mistura com a História do Brasil. Sua atividade turística é relevante para a economia do município. Todavia, é na mineração que tem o seu "carro-chefe": E isto porque em suas terras está presente o nióbio, minério de grande valor (o Brasil detém 98% de suas reservas mundiais), sendo que todo o nióbio utilizado no mundo é de origem 100% brasileira. Este minério tem sua utilização em instrumentos cirúrgicos, turbinas de aviões, foguetes, armas, etc. (sua presença na indústria de precisão é de vital importância, como componente de peças a serem submetidas a altas e baixas temperaturas). Sua pecuária também é muito forte (Seus queijos estão entre os melhores de Minas), seguindo bem de perto a vocação do Triangulo Mineiro. E a IMW está presente em Araxá, cumprindo o "IDE" de Jesus.

Para nos dirigirmos a Araxá, tivemos que passar por Belo Horizonte, onde fomos buscar o Pastor Jorge Perim - SD do Distrito de Uberaba, no Aeroporto de Confins, o qual seria nosso companheiro de viagem em nossa visita ao Distrito. Após cerca de seis horas de viagem, chegamos à porta da residencia pastoral, sendo recebidos pelo simpatico Jordan, filho mais velho do Presbítero em função pastoral Abiezer, e sua esposa Ana Paula. Este casal oriundo da IMW da Abadia, está realizando ali um importante trabalho missionário, sendo mantido com recursos do jovem Distrito de Uberaba, que investe 3% da receita das igrejas filiadas, na expansão wesleyana no Triângulo Mineiro. Os filhos do casal são o adolescente Jordan (o que nos recebeu quando chegamos), que é baterista da igreja, e o pequeno Gabriel.

Ficamos impressionados com o avanço da igreja, sob os cuidados pastorais do Abiezer. O culto foi de muita alegria e grande edificação, com o Ministério de Louvor sob o comando do Presbítero Willer, que se dedica com amor a este ministério. Fiquei feliz em conhecer também o Presbítero Adão, pioneiro do trabalho em Araxá, que está na igreja desde os dias do Pastor Nélio. Apesar de ser uma igreja ainda pequena, já exibe o perfil de igreja grande, pois seus oficiais são bem ativos. Inclusive, já tem promovido Encontro de Casais e Retiro de Senhoras. Conheci também o diácono Luiz, o qual tem usado sua habilidade como pedreiro para trabalhar na reforma do templo e seus anexos.

Após o culto, rumamos para a casa pastoral, onde a irmã Ana Paula nos reservava uma deliciosa supresa: Um jantar com aquele sabor que os mineiros de modo geral sabem imprimir: havia carne de panela; uma salada diferente, e a gente só comendo, comendo... Até Maria Célia, sempre muito comedida em comer a noite, admitiu ter passado do limite (gente, como cozinha bem a esposa do Abiezer!!). Após o jantar fomos dormir, para podermos levantar bem cedo, pois a viagem para Monte Carmelo demora cerca de duas horas, e teríamos que estar lá as nove da manhã. Mas sobre isso falaremos na próxima postagem!

Cordialmente;
Bispo Calegari

Bastidores da Memória

No dia 31 de maio passado, logo após o Concílio Geral Extraordinário; encontrava-me eu, juntamente com Maria Célia, em um culto na IMW Central de Petrópolis, comemorativo dos 80 anos de vida abençoada da querida irmã Glória, mulher de testemunho exemplar naquela igreja. Entre seus filhos estão o Bispo Sinvaldo, o Pastor Silmar, o Pastor Silvio e a Missionária Solimar (todos presentes ao culto solene). Na ocasião, foi-me dada a oportunidade de orar por ela, naquela cerimônia tão emocionante. Ao final, em meio aos cumprimentos de familiares e convidados presentes, deparei-me com um irmão que não via a muitos anos. Ele abraçou-me e perguntou-me se por acaso me lembrava dele. Respondi que sim! Então, comovido, falou-me sobre sua filha. Naquele instante, minhas lembrancas se reportaram a um grande trabalho de avivamento, que o inesquecivel Bispo Gessé promovia todos os anos na IMW do Itamarati, nos anos 70. Portanto, dos bastidores da memória, trago para enriquecer esta página, a história que passo a contar, com o titulo de:

Revelação Constrangedora

A cena permanece viva em minha mente: Em um culto marcado por gloriosa unção, foi-me passada, pelo Bispo Gessé, a oportunidade para pregar. Alguns membros do Conselho Geral ocupavam o púlpito. Dentre eles, lembro-me muito bem dos Pastores José Moreira da Silva e Oriele Soares do Nascimento, os quais já estão com o Senhor. A partir do momento em que passei a fazer uso da palavra, comecei a receber revelações do Senhor; e naquela noite em especial, foram diversas revelações em sequência!

Dentre as muitas revelações recebidas, recordo-me de ter chamado à frente, para receber a benção de Deus, um homem que tinha sério problema de impotência sexual (Deus me revelou até a idade do homem). Sem vacilar, me pronunciei: "Deus me revela que existe no recinto um homem, com 28 anos, com grave problema de impotência, motivo pelo qual vive com o seu casamento em crise. Que venha a frente, para ser curado"! Veio então um rapaz, bastante constrangido, e se postou à minha frente. No meu espírito, eu sabia que era ele o homem da revelação. Orei por ele, e passei a outras revelações naquela noite.

Após o culto, o Pastor Oriele, então pastor da IMW Central de Petrópolis, chamou-me para conversar. Eu sabia que ele era um implacavel crítico ao meu ministério, por achar que aquilo não passava de "adivinhação". O que ouvi dos seus lábios me devolveu a tranquilidade que sua presença geralmente me tirava, pois sabia o que pensava a meu respeito: "Calegari, voce sabe que nunca vi o teu dom como algo de Deus. Para mim tudo isso tinha a ver com espírito de adivinhação. No entanto, este rapaz é minha ovelha. Ele procurou-me a dias atrás para buscar ajuda, compartilhando-me o seu sofrimento com este problema. E voce revelou o problema e até a idade. Vejo que tuas revelações são realmente de Deus". E este irmão viu nascer sua filha, um ano depois, como testemunho do milagre que Deus operara!

Encontrá-lo agora, depois de tantos anos, me trouxe uma satisfação muito grande. Ao me abraçar, ele não mencionou o milagre que experimentara. Todavia, ao perguntar se eu me lembrava dele, referindo-se também à sua filha, sinalizou para mim que o tempo não o fez esquecer. Realmente, Aquilo não fora um sonho; ou mesmo fruto de uma imaginação influenciada pela emoção. Naquela noite, mediante divina revelação, Deus agira de fato em sua vida!

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 14 de julho de 2010

O "Pacote" da Missão (parte inicial)

"Tendo acabado Jesus de dar instruções aos seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades da região. Ora, quando João no cárcere ouviu falar das obras do Cristo, mandou pelos seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que havia de vir, ou havemos de esperar outro? Respondeu-lhes Jesus: Ide contar a João as coisas que ouvis e vedes: os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são purificados, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho. E bem-aventurado é aquele que não se escandalizar de mim" (Mateus 11.1-6).

Podemos encontrar neste texto bíblico, tres elementos fundamentais sempre presentes na rotina do ministério do Senhor Jesus: 1. Ele instruia sistematicamente seus discípulos; 2. Ele ensinava e pregava a todos, sem distinção; 3. Ele curava e libertava os cativos, desfazendo as obras de satanás. Se a Comissão de Cristo tivesse que ser resumida, certamente que este seria o seu resumo, mesmo que com variados formatos.

O conceito de "Comissão" tem sido largamente utilizado; tanto por Agências Missionárias presentes em diversos países do mundo, como por Igrejas que se voltam para o desafio missionário produzido pelos gritos de socorro da humanidade. Tanto por pastores, como por mestres e evangelistas que vivem a trabalhar, tanto na definição do termo como em sua aplicação prática. O consenso geral é que sua base fundamental está no texto que registra as últimas palavras de Cristo a Seus díscipulos, antes de ascender aos céus - conhecido como a "Grande Comissão" (muitos resumem o termo, chamando-o simplesmente de "IDE"). Na verdade, ao examinarmos nas Escrituras os textos que embasam este conceito, constatamos a existência de três comissões, conforme resumo abaixo:

"Pequena Comissão"

"Reunindo os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem doenças; e enviou-os a pregar o reino de Deus, e fazer curas, dizendo-lhes: Nada leveis para o caminho, nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas" (Lucas 9.1-3).

Longe de ser pequena em seu conteúdo; achamos por bem assim chamá-la, devido ao fato de que se restringiu ao número seleto de doze discípulos. E também por ser de curta duração, a ponto de Jesus orientar que não precisariam levar nada - nem comida, roupas, etc. Enfim, esta "pequena comissão" seria cumprida - casa a casa - nos arredores. Podemos considerá-la como uma espécie de laboratorio - o embrião da "Grande Comissão".

"Média Comissão"

"Depois disso designou o Senhor outros setenta, e os enviou adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir... Também, em qualquer cidade em que entrardes, e vos receberem, comei do que puserem diante de vós. Curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: É chegado a vós o reino de Deus" (Lucas 10. 1, 8, 9).

Assim a chamamos, devido ao fato de que a mesma envolve um número maior de comissionados - 70 ao todo. E também porque o seu raio de ação é bem maior do que a primeira. O alvo imediato, são cidades e lugares por onde Jesus passaria. Examinando cuidadosamente o texto em sua plenitude, perceberemos que tinha tudo a ver com uma missão de reconhecimento e de preparação para algo maior - a chegada posterior do próprio Jesus a esses lugares. Em relação à Grande Comissão, podemos ver a "Pequena Comissão" como seu embrião; já a "Média Comissão" pode ser vista como seu elemento de transição.

"Grande Comissão"

"Estando com eles, ordenou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou em água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo, dentro de poucos dias. Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntavam-lhe, dizendo: Senhor, é nesse tempo que restauras o reino a Israel? Respondeu-lhes: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas, que o Pai reservou à sua própria autoridade. Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra. Tendo ele dito estas coisas, foi levado para cima, enquanto eles olhavam, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos" (Atos 1.4-9).

Está é a última comissão feita por Jesus, antes de ser elevado aos céus - a Grande Comissão! Nela, os discípulos não precisariam retornar com os seus relatórios, como aconteceu nas anteriores. Também, não seria limitada no tempo ou nas épocas, conforme Jesus advertiu. Seu teatro de operações não seria restrito a uma ou outra casa; a uma ou outra cidade. Seu raio de ação iria se estender aos confins da terra, conforme Jesus sentenciou. O retorno dos discípulos com relatório torna-se nela desnecessário, porque o próprio Jesus retornará, para o inevitável acerto de contas, quando a "Grande Comissão" for concluída.

Pretendemos concluir este assunto em "O Pacote da Missão (parte final)", dentro de um ou dois post. Então, Até lá!

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 13 de julho de 2010

Giro episcopal pela II Região

IMW de Caxambu

Caxambu faz parte do conjunto de cidades do Sul de Minas, também conhecido como "circuito das águas". Sua fontes termais contribuem para fazer dela uma cidade muito procurada e famosa (é que suas águas tem propriedades medicinais comprovadas). Sua rede hoteleira fornece mercado de trabalho para muitos dos seus habitantes. E a IMW faz parte do dia-a-dia desta tão importante cidade.

Nossa visita a Caxambu encerra o "giro episcopal" ao Distrito que leva o seu nome. Chegamos de Baependi pouco antes do almoço, para o qual estavamos sendo esperados, em casa do SD Pastor Sabatini que, juntamente com sua esposa - a irmã Maria, e sua filha Susyane, nos hospedaram com excepcional dedicação e amor. O almoço em casa do Pastor Sabatini, estava sendo preparado pelas irmãs Andréia e Adriana - irmãs nos dois sentidos: espiritual e de sangue. Foi daqueles almoços que não dá para descrever nem esquecer (lombo e frango assado, lasanha e salpicão), pois as duas irmãs demonstraram ser exímias cozinheiras. Depois do almoço, e do bate-papo que se seguiu, nos recolhemos para um descanso. Em seguida, nos dedicamos aos preparativos para o culto.

Chegamos ao salão, com o culto já iniciado. Um ambiente bem vivo, com muito louvor, dirigido por um Ministério de Louvor dinâmico e consagrado. Um grupo de senhoras também entoou um cântico muito avivado. Percebi o excelente nivel espiritual em que a igreja se encontra. Notamos também o grande amor que a igreja dedica à familia pastoral. Por sinal, a irmã Maria tem sido um dedicado instrumento para motivar aquela igreja. Célia ministrou uma palavra de incentivo, sobre a necessidade de implantação do ministério Desperta Débora, envolvendo todas as mães presentes ao culto, em uma fervorosa oração pelos filhos. Preguei em seguida, sentindo o mover de Deus sobre Seu povo.

Após o culto, passamos aos cumprimentos. Lá estava a Missionária Ruth Elda, esposa do Pastor João Santana. Este casal foi usado por Deus para o estabelecimento da IMW em Caxambu. O Pastor Santana auxilia o Pastor Sabatini à frente desta igreja; mas não pode estar no culto, devido a uma viagem que precisou fazer. Ficamos conhecendo também os Presbíteros: Roberto, Agostinho e Lauresto (sendo este último, irmão do Presbítero Hely). Abraçamos o Diácono João Evangelista (irmão do Pastor Celso, de Baependi) e sua esposa - diaconisa Andréia. Conhecemos também as Diaconisas: Dilcea (Desperta Débora) e Luiza; Mirela e Rita (Comissáo de Eventos). Em volta da mesa preparada pela irmã Maria, comemos e conversamos, até irmos dormir. No dia seguinte, após um café de intenso aroma, preparado pelo Pastor Sabatini, seguimos viagem, a caminho do Triângulo Mineiro, para mais um "giro" distrital.

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Alerta Sobre Campanha Eleitoral

(Segue abaixo comunicado do Ministerio Publico Federal acerca de condutas VEDADAS nas igrejas em TODO o periodo que antecede as eleicoes. Ressalte-se que a não observancia das leis eleitorais submete o seu descumpridor às duras penas criminais).

MPF veda propaganda política em Igrejas e dá 10 dias para cumprir norma
Data: 05/07/2010 Autor: Assessoria Fonte: MPF RO

­­Lembrando que o prazo para o cumprimento da norma é de 10 dias contados a partir desta segunda-feira (05), a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) emitiu uma recomendação aos representantes de instituições religiosas para que não promovam e nem permitam propaganda política eleitoral nas igrejas, que são consideradas bens de uso comum, sendo nelas vedada a veiculação de propaganda de qualquer natureza (art. 37 da Lei 9.504/97 ).

A PRE solicitou que os representantes dêem ampla divulgação do conteúdo da recomendação a todos os membros da igreja que sejam pré-candidatos a cargos eletivos, para que adotem as medidas necessárias ao fiel cumprimento da legislação eleitoral, sob pena de responsabilização conjunta.

O procurador regional eleitoral, Heitor Soares, esclarece na recomendação que é proibida pela legislação eleitoral a veiculação de propaganda nos templos religiosos mesmo após 5 de julho. "O descumprimento pode resultar em medidas judiciais para assegurar a regularidade do processo eleitoral", disse.

Foi concedido prazo de dez dias para cumprimento da recomendação. O procurador regional eleitoral orienta que todos os cidadãos estejam atentos aos casos de violação da lei eleitoral, informando aos órgãos de fiscalização quando isso ocorrer.

Como denunciar

As práticas de propaganda eleitoral irregular podem ser feitas pelo disque denúncia 148, pelo email denuncia@prro.mpf.gov.br ou por formulário disponível no site www.prro.mpf.gov.br

Fonte: MPF/RO

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Aos Pastores da II Região!

Prezados companheiros de ministério;

Geralmente, quando estamos perante mudanças significativas provocadas por leis vigentes, nos sentimos momentaneamente confusos. Portanto, torna-se perfeitamente natural ficarmos em dúvida quanto ao que seja propaganda eleitoral dentro da igreja.

Podemos até levantar alguns exemplos:

1. Um Pastor ou obreiro, candidato a Deputado ou Senador, pode pregar (desde que não mencione que é candidato)?

2. Um candidato a Governador e sua esposa, visitando a igreja, podem ser apresentados (desde que não se faça campanha)?

Enfim: O quê, de concreto, se tornaria propaganda eleitoral?

Segundo meu entendimento, para mantermos uma atitude legal, concernente a esta questão, precisamos atentar para os seguintes pontos e considerandos:

1. Segundo a lei eleitoral, toda e qualquer conduta que coloque em evidência qualquer candidato, fere o principio da isonomia do pleito eleitoral. Isso significa que colocar um candidato a pregar é o mesmo que deixar o apresentador de um programa de rádio ou televisão continuar a realizar o seu ofício, mesmo que não fale em candidatura.

2. A lei assegura a todos, com custo público inclusive, um único meio de torná-los conhecidos e em evidencia - o horário eleitoral gratuito. Portanto, qualquer outra posição de evidencia que possa colocar, mesmo que minimamente, em risco o equilíbrio entre os candidatos, será considerada ilegal.

Portanto:

Considerando que o trabalho do candidato em "corpo-a-corpo" ou em espaços particulares (ou mesmo visitando irmãos em Cristo, em reuniões em seus lares); sejam suficientes para promover seu projeto político;

Considerando que o currículo do candidato, sobre o que tem feito pela comunidade, será sempre uma de suas melhores referências (a comunidade há de estar atenta para os que procuram, verdadeira e sinceramente, o seu bem);

Considerando que devemos evitar toda a aparência do mal, uma vez que somos sempre olhados por todos, para o bem ou para o mal;

Considerando que o nosso testemunho cristão e nossa vocação para "sal da terra" e "luz do mundo", estão acima das nossas preferências pessoais;

Minha recomendação é que tomemos os cuidados necessários, de modo a não colocar a Igreja em evidencia negativa. Ainda mais, quando sabemos que o MPF, a Justiça Eleitoral e seus intrumentos de ação estão atentos ao diversos mecanismos sutilmente utilizados para burlar a lei e a justiça.

Tolerância Zero, é a postura decretada por estas instituições para o presente pleito. Portanto, cabe a nós, homens de Deus, enquanto líderes da Igreja, ficar atentos às mudanças pelas quais o nosso Brasil está passando.

E que sejam para o bem de todos e para a glorificação do Nome do Senhor!

Bispo Calegari
Superintendente Regional da II Região

Giro episcopal pela II Região

IMW de Baependi

Continuando a visita ao Distrito de Caxambu, Deus me deu a alegria de retornar a Baependi. Esta é uma cidade com características bem interioranas. Uma cidade acolhedora, bem ao estilo mineiro. A bandeira wesleyana foi fincada ali, logo no início das missões wesleyanas no Sul de Minas. Enfim, seus habitantes são privilegiados, pois é um lugar muito bom para se viver.

Nossa visita foi agendada para estarmos em sua Escola Dominical. Chegamos, Célia e eu, com algum atraso; e lá estava o Pastor Celso conduzindo um louvor inspirativo, enquanto aguardava nossa chegada. Em seguida, passou-nos a palavra. Discorremos sobre a palavra "engano", encontrada em Mateus 24 (o foco era a Segunda Vinda de Jesus). Introduzimos o assunto, destacando o deslumbramento dos discípulos com a grandeza da estrutura do templo; bem como a advertência do Senhor Jesus que se seguiu: "Não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada" (Mat. 24.2). Conjeturamos que esta resposta deve ter, no mínimo, frustrado os deslumbrados discípulos. Mais tarde, já recolhidos no Monte das Oliveiras, fizeram a Jesus a pergunta que não queria calar: "Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo" (Mat. 24.3). Então, partindo da resposta preambular de Jesus (Mat. 24.4), iniciamos o nosso sermão escatológico naquela manhã.

Após aquele culto matutino, nos dedicamos aos cumprimentos. Tivemos o grande prazer de apertar a mão de Marilú, esposa do Pastor Celso. Abraçamos também diversos obreiros e irmãos. Dentre eles, o Pastor Edson Musso, que auxilia naquela igreja, juntamente com sua esposa, a irmã Ana Cristina. Como me alegrei por encontrá-la em melhores condições de saúde do que quando lá estive da outra vez (sempre sinto alegria ao me lembrar destas quatro irmãs, de sangue e em Cristo: Pcida, Ana Cristina, Tereza e Mila). Abracei nosso obreiro em Cruzilhas (Lamento não lembrar-me neste momento do nome deste grande guerreiro do Senhor).

Após a reunião, o Pastor Celso conduziu-nos para conhecer as instalações da igreja, que são da melhor qualidade. Um trabalho de reforma está sendo feito, com muita dedicação e carinho, tanto na alvenaria como no mobiliário. Seu templo é um dos grandes templos da II Região. O momento do mover sobrenatural de Deus naquela igreja há de chegar. Cremos nisso! Estamos orando por isso! Finalizando a visita, retornamos a Caxambu, distante alguns quilômetros, para almoçarmos com o Pastor Sabatini e família. Mas isso é assunto para o outro "giro".

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O Anjo de Deus Esteve Comigo

"Porque este noite, o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem eu sirvo, esteve comigo"
(Atos 27.33)

O Apóstolo Paulo viu o anjo do Senhor, e pode testemunhar este glorioso momento. Em várias ocasiões, ao longo de toda a Bíblia, anjos de Deus se apresentaram a homens como nós - homens sujeitos às mesmas paixões que nós, conforme definição em Tiago cap. 5, v. 17. Os fatos por trás dessas aparições acabam por evidenciar a real dimensão da importância das mesmas. Foi assim com Abraão; foi assim com Israel; foi assim com Daniel; foi assim com Maria; foi assim com José; foi assim com os pastores de Belém. E isso, somente para nos referirmos a alguns casos.

No caso específico do Apóstolo Paulo, a aparição do anjo trouxe um dispositivo de segurança essencial para o momento trágico em que todos viviam naquela nau condenada. As trevas cobriam a embarcação, e de tal modo, que por muitos dias não se conseguia ver nem sol nem estrelas. O relato de parte do texto dá uma idéia da magnitude da tragédia: "...fugiu-nos afinal toda a esperança de sermos salvos" (Atos 27.20).

O homem de Deus que estava naquela embarcação à deriva, estava certo da proteção de Deus sobre sua vida, extensiva a todos aqueles navegantes desesperados, a ponto de declarar com convicção: "E agora vos exorto a que tenhais bom ânimo, pois não se perderá vida alguma entre vós, mas somente o navio" (Atos 27.22). E esta segurança que demonstrava, estava firmada no que o anjo do Senhor lhe falara naquela gloriosa aparição: "Dizendo: Não temas, Paulo, importa que compareças perante César, e eis que Deus te deu todos os que navegam contigo" (Atos 27.24). Paulo, então, finaliza o testemunho com a seguinte exortação: "Portanto, senhores, tende bom ânimo; pois creio em Deus que há de suceder assim como me foi dito" (Atos 27.25).

Meus irmãos; sou daqueles que acreditam que o anjo do Senhor se faz presente, interagindo com o ministério pastoral que marca passo com a vontade de Deus. Especialmente quando o pastor apresenta em seu ministério, as marcas de uma vida comprometida; tanto com as ovelhas sob seus cuidados pastorais, como com o seu próximo de modo geral. Na verdade, o homem de Deus que serve ao seu próximo, com paixão genuina e desinteressada, costuma servir a anjos sem perceber.

Ao longo de minha vida, analisando a vocação pastoral, tenho percebido que, se por um lado: Um pastor sem Deus acaba por se tornar um mensageiro de morte; por outro lado: Um pastor em Deus profetiza vida à sua volta. Estou plenamente convencido de que o Pastor que vivencia o sentimento que transpira das palavras de Jesus registradas em João cap. 10, v. 1 a 16, terá este recurso sobrenatural da presença do anjo do Senhor em seu ministério, como uma espécie de certificado de garantia estendida, atuando em favor de todos aqueles que se colocarem sob sua guarda.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Bastidores da Memória

Uma das coisas boas que carregamos conosco, é a capacidade de reter na memória fatos marcantes ocorridos ao longo de nossa vida. E o fato que aqui vou narrar, rebuscando nos bastidores da memória, marcou definitivamente a minha vida. A esta experiência, darei o seguinte título:



Uma mulher desesperada


A experiência que aqui vou contar, ocorreu em julho de 1972, por ocasião do II Concílio Geral da IMW, realizado no templo da Primeira Igreja de Nilópolis. A IMW, ainda em seus primeiros anos, não tinha tantos delegados a um Concílio Geral. Todavia, o seu número era suficiente para que o templo da igreja ficasse repleto. As reuniões plenárias eram presididas pelo Bispo Gessé Teixeira de Carvalho, de saudosa memória.


Era o domingo do encerramento do Concílio Geral. O culto já havia se iniciado. O fervor e entusiasmo dos presentes era contagiante. No púlpito estavam os membros do Conselho Geral de então. O culto estava sendo dirigido pelo saudoso Pastor Francisco Teodoro Batista, com a graça e a unção que lhe eram peculiar. A maioria dos pastores estava postada tal e qual um coral bem disciplinado, pois estava assentada na parte lateral direita do púlpito, em um local onde os corais costumam estar. O culto se encaminhava para o momento da mensagem; e o Pastor Teodoro estava prestes a passar a palavra ao Presidente - Bispo Gessé, que seria o pregador; e a quem caberia também a responsabilidade de declarar encerrado o Concílio.


Em meio a tão elevado clima de alegria e adoração, um fato inusitado chamou a atenção de todos: Eis que uma mulher adentra o templo aos gritos, desesperada e chorando muito. Ela trazia um bebê ao colo e seus gritos soavam assim: "Me ajudem pelo amor de Deus; meu filho morreu"! Para os mais atentos observadores, era patente que aquele corpinho estava sem vida. A mulher aproximou-se do balaustre do púlpito e, sem vacilar, entregou o corpo do seu filho nas mãos do Pastor Teodoro, que demonstrava perplexidade. Sem saber o que fazer, o mesmo transferiu o corpinho ao Bispo Gessé, igualmente perplexo.


Meus irmãos; lembro-me como se fosse hoje: Senti como se mãos invisíveis me pegassem pelas pernas, tentando levantar-me. Fui resistindo, sem entender aquilo, até que fui literalmente jogado prá cima. De imediato, me encaminhei para o balaustre do púlpito, tomando a criança das mãos do Bispo Gessé. Era um corpinho mole e muito frio, que levantei o mais alto que pude. O grito que dei naquele instante, ainda soa em meus ouvidos: "espírito, em nome de Jesus, te ordeno que volte a este corpo"! O bebezinho estremeceu e deu um grito assustador, ficando com o corpo quente e muito corado. Logo em seguida, entreguei-o a sua mãe, que glorificava a Deus em alta voz, gritando com viva emoção.


Sabemos que nossa Igreja não tem por costume ficar divulgando milagres que ocorrem em suas reuniões. Em assim sendo, este episódio, e outros igualmente marcantes, poderia ter se perdido no tempo, caso não estivesse bem vivo nos bastidores da minha memória.


Cordialmente;

Bispo Calegari

terça-feira, 6 de julho de 2010

Giro episcopal pela II Região

IMW de S. Lourenço

Depois da visita a Itamonte, onde passamos momentos de grande edificação com o Pastor Gilberto e família, continuamos a viagem rumo à cidade de S. Lourenço. A cidade de S. Lourenço é muito famosa e procurada por turistas de todo o Brasil e de outros países, devido ao seu clima e sua água. As fontes termais da cidade estão entre as melhores do País. A água já vem da fonte com um gas de efeitos medicinais. Muitos são os casos de pessoas que melhoraram de saúde após uso frequente de sua água. E a IMW tem sua bandeira fincada na cidade de S. Lourenço.

Chegando na cidade, fomos conduzidos pelo Pastor Camilo, que é o titular da igreja wesleyana, para a residência de sua mãe - a querida irmã Áurea. Não há quem não seja bem recebido naquela casa. A irmã Áurea recebe seus convidados com um coração maior que seu corpo. Seu testemunho cristão transpira nas palavras e nas ações. A IMW de S. Lourenço tem nesta irmã um exemplo de grande valor.

De sua casa, fomos para o templo, pois teríamos um culto ao Senhor. A noite estava muito fria, mas Deus nos deu o prazer de adorar e exaltar o Seu nome, em um culto marcado pelo Seu poder. Na entrada do templo, encontramos o SD Pastor Darci Sabatini, que prestigiou nossa estada ali. No púlpito, além de nós e do Pastor Camilo, estavam também o Pastor Lourenço, que dirige a congregação da igreja em Sengó, na cidade de Pouso Alto; e os Presbíteros Oséias (dirigente da congregação de Biquinha) e Donizeti (que auxilia o Pastor Camnilo na sede).

Após o culto, rumamos para a casa da irmã Áurea, que nos esperava com um suculento jantar (carne assada, talharim, arroz e feijão, com salada), que todos repetiram com grande prazer, além de se deleitarem com as deliciosas sobremesas. Neste jantar, estavam presentes suas filhas Fátima e Aurinha; seu filho Salvador; e alguns de seus netos. Marilena, esposa do Pastor Camilo, e sua filha lá estavam também. Após um jantar muito animado, fomos para a casa do Pastor Sabatini, em Caxambu, onde dormimos aquela noite.

Cordialmente;

Bispo Calegari