sábado, 28 de junho de 2014

Prazer e dever na oração


Hoje senti necessidade de orar bem mais cedo que de costume. Não sei a razão, mas... Deus sabe! Após orar ao Pai, fui levado a pensar na relação entre dever e prazer - isto no que tange à oração - e a procurar a relação de causa e efeito entre ambos. Então, me dei conta de que a ida ao lugar de oração é sempre um dever a ser cumprido. Ou seja: Eu tenho o dever de orar, ainda que haja indisposição da minha parte. Ainda que gemendo e me arrastando, preciso buscar a face do Senhor; pois, existem muitos inimigos da oração. Portanto, preciso mesmo orar, ainda que sem vontade; até porque, os inimigos da oração, são meus inimigos também. Assim, não posso deixar minha retaguarda ou meus flancos desguarnecidos!
 
Na expansão do raciocínio, eu pude perceber que, na relação entre o prazer e o dever, o dever sempre vem antes da oração - sendo ele o seu elemento propulsor. Já o prazer vem sempre depois da oração; após sabermos que tudo aquilo que nos afligia e incomodava foi depositado em seu devido lugar - aos pés do Senhor. Deste modo, quando nos dirigimos ao lugar de oração, a sensação é de medo e incerteza; quando saímos dele, após plena rendição aos pés do Senhor, a sensação é de alívio e segurança. Sei de muitos crentes só recorrem à oração, quando movidos por prazer e desejo. Isto é desproporcional! Pois, o dever é quem deve nos conduzir à oração; e, depois dela, o prazer se torna o nosso acompanhante.
 
Para algumas coisas na vida, orar é a melhor atitude; no entanto, em certos casos, orar é a única atitude que resta:
 
"E CONTOU-LHES também uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer, Dizendo: Havia numa cidade um certo juiz, que nem a Deus temia, nem respeitava o homem. Havia também, naquela mesma cidade, uma certa viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, Todavia, como esta viúva me molesta, hei de fazer-lhe justiça, para que enfim não volte, e me importune muito. E disse o Senhor: Ouvi o que diz o injusto juiz. E Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"
(Lucas 18.1-8).
 
Portanto, seja em meio a situações favoráveis ou desfavoráveis, devemos orar sempre!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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