segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Orar ao invés de julgar

 

A dias atrás, mencionei em minha página no facebook, ter sentido o desejo de orar pelos seguintes obreiros: Pastor Silas Malafaia; Missionário RR Soares; e Apóstolo Valdemiro Santiago. Deixei claro que, embora tenha reservas, senti o quanto precisam de oração; pois, cada um deles tem esposa e filhos. E carregam sobre si o peso da grande responsabilidade que assumiram ao fazer a escolha que fizeram.

Também me referi à convicção que tenho; de que não devo julgá-los; pois, não sou competente para condená-los ou absolvê-los. Até porque... Se eles são aprovados por Deus; meu julgamento será temerário e perigoso. Ou se, de outro modo, eles são por Deus reprovados; meu julgamento será inócuo e desnecessário. Enquanto orava, lembrei-me de que não sou capaz nem de julgar-me a mim mesmo!

E ainda prostrado em meu momento devocional, louvei a Deus por ser quem sou. E enquanto refletia, resolvi não pedir mais nada; e somente agradecer. Agradeci por minha família; por meus irmãos e companheiros de ministério; por minha missão episcopal na II Região da IMW; por meus amigos na Grande Rede... Enfim, gratidão foi a senha de acesso. E senti algo que não dá para descrever aqui!

No entanto, em nota posterior, precisei responder ao comentário de um irmão que desejava saber o que me levou a interceder por estes homens de Deus. Declarei a este irmão que a intercessão não foi com "cunho de sentença, severo e implacável", como ele supôs. Não foi mesmo! A muito tempo abri mão de ser juiz dos homens. E quanto a possibilidade de, ali, eu "descobrir-me em iniquidade"... Disse-lhe que isso aconteceu de fato; mas não ali - enquanto eu intercedia - e sim, a muito tempo atrás; em época oculta nas brumas da memória (sou pecador de longa data). Finalizei minha defesa, declarando que fui perdoado e remido a tempo suficiente para entender e aceitar os meus limites diante do Deus eterno!

Também precisei dar resposta a uma de nossas Missionárias; dizendo que o fato de não sentir-me capaz de julgá-los - por não ser competente para condená-los ou absolvê-los - não significa que eu esteja impedido de fazer juízo de valor quanto a procedimentos e escolhas que muitos fazem nesta vida. Na verdade, é esta faculdade que nos leva a aproximar-nos de algumas pessoas e a afastar-nos de outras. É verdade; não sou juiz! Todavia, tenho sentimento crítico para consumo interno. E disso não abro mão!

Cordialmente;
Bispo Calegari

Um comentário:

  1. Realmente Bispo , o povo precisa entender no profundo para que possa viver pra Deus e não viver preocupado com a vida dos outros.

    Deus te abençoe o sr.Bispo Calegari.
    Rayane (Wesleyana de Astolfo Dutra)

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