quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quando uma obra vai além do seu autor

Em uma dessas madrugadas, estava eu orando a Deus como sempre faço - prostrado e chorando em Sua gloriosa Presença. Do mesmo modo como sempre inicio minha oração, comecei a adorar Aquele que vive e reina para todo o sempre. Em minha oração, comecei a perguntar ao Senhor o "por que" de não conseguirmos pregar com a mesma intensidade e unção, nas inúmeras ocasiões em que comparecemos perante o Seu povo para pregar a Sua Palavra.

Então, Deus falou comigo!

Deus me fez lembrar os inúmeros quadros pintados pelo maiores pintores de todos os tempos. Estes grandes homens da pintura clássica foram artífices de inúmeros quadros; frequentemente exibidos em algum museu de um País qualquer - todos de rara beleza. No entanto, apenas um ou outro desses quadros se tornaram obras primas da pintura universal (lembrei-me de Da Vinci e sua "Monalisa").

De modo semelhante, os grandes mestres da música clássica universal produziram inúmeras peças musicais que aprimoram o sentimento humano; mas apenas algumas delas conseguiram se impor como obras primas da música clássica; sendo constantemente executadas pelas mais famosas orquestras sinfônicas do mundo - sempre sob a batuta de algum maestro de renome (pensei em Beethoven e sua "Nona Sinfonia").

Deus me fez sentir que, em muitos desses casos, um trabalho apenas valeu por uma vida inteira - eternizando o seu autor.

E continuei ouvindo a voz do Senhor!

Veio ao meu espírito a lembrança dos compositores evangélicos. Alguns deles com um vasto repertório de belíssimas canções sacras! São diversos compositores evangélicos com reconhecimento nacional e até internacional. No entanto - mesmo com as belas composições que chegam a produzir - apenas um pequeno número delas pode ser catalogado como verdadeira obra prima (não posso deixar de recordar o saudoso Jair Pires com "alma cansada"; Edson Coelho com "Entrei no templo"; Paulo César e o seu "Situações"; Sérgio Lopes e "Para onde vão as aves"; Elizeu Gomes com e "Com muito louvor"; Regis Danesi e "Zaquel"; Anderson Freire e "Advogado fiel"... E por aí vai).

Finalmente, o Espírito me fez lembrar de inúmeros pregadores, cujos sermões incendiaram o mundo e ressoam pelos quatro cantos da terra. E todos eles foram considerados dignos de suceder os queridos Apóstolos: João e o "Sermão do Amor"; Paulo e o "Sermão da Graça" - os quais, por sua vez, beberam da fonte inesgotável do próprio Jesus e o seu glorioso "Sermão da Montanha".

E Deus concluiu a lição que eu precisava aprender

A unção dele estará sempre sobre qualquer pregador que se disponha a pregar sua Palavra com graça e amor. Isso significa que, independente do nível de entrega, as mensagens de um pregador ungido pelo Senhor serão sempre parecidas com as mensagens de outros pregadores ungidos. Todavia, na medida em que a consagração se intensifica, algumas mensagens poderão se tornar únicas - especiais.

Se por um lado, as mensagens que pregamos se tornam de grande edificação, à medida em que nos aproximamos dEle - por outro lado, a mensagem que pregarmos quando Ele se aproxima de nós, serão verdadeiras obras primas; as quais nos eternizarão como pregadores. Naquele instante Deus me fez saber que quando nos aproximamos dEle, nos tornamos inspirados; todavia, quando Ele se aproxima de nós, nos tornamos iluminados.

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 26 de junho de 2011

Visita ao Distrito de Mantena III

Estamos encerrando, nesta postagem, o relato do "giro" que fizemos pelo Distrito de Mantena. Foram visitas muito abençoadas; nas quais constatamos o avanço do novo Distrito. E nossa última visita foi à igreja de Vila Nova - bairro da cidade de Mantena.

IMW de Vila Nova

Depois de um breve descanso da visita que fizemos pela manhã à igreja de Itabirinha, nos encaminhamos para a igreja de Vila Nova - para estarmos em seu culto dominical. O culto foi marcado por muita unção! A igreja de Vila Nova foi emancipada em dezembro, por ocasião do Concílio Regional. Dá gosto ver a motivação e alegria em que a igreja se encontra. O seu templo não está comportando o crescente número de pessoas que vem frequentando as suas reuniões.

O Ministério de Louvor, com a participação de Wiriane, Daniel e Keilliane, conduziu a adoração em uma abertura muito edificante (Wiriane é neta do Presbítero Alcino, de saudosa memória, pioneiro desta igreja). O culto teve também a participação da irmã Vanderli cantando o hino "Jesus Cavaleiro do Céu" (esta irmã dirige um dos trabalhos da igreja). Após a mensagem, foi servida a Ceia do Senhor - em um ambiente de quebrantamento e grande comunhão.

Após o culto, a igreja ofereceu a todos os membros e visitantes, um jantar que teve como prato principal um "risoto" de frango delicioso. Enquanto comíamos, conversamos com alguns oficiais da igreja. Graças a Deus, a IMW pode contar com homens como o Presbítero Neraci, que está nesta igreja a muito tempo. Ele tem sido um grande companheiro do Pastor Neto, desde sua chegada a Mantena - no início deste ano. Pela manhã, após o café da manhã na casa do Pastor Neto, iniciamos nossa viagem de volta.

Aproveitando o roteiro

Passando por Divino das Palmeiras, fizemos uma breve visita ao Pastor Alcir; o qual tem feito um ministério de resultados a frente da IMW naquele lugar. Ele já está residindo na nova casa pastoral que a igreja construiu - construção esta de muito bom gosto (Eles não param - já estão trabalhando na reforma do templo). Sou grato a Deus pela vida do Pastor Alcir, de sua família, e dos oficiais que compõem o seu Conselho. É admirável o zelo que eles tem por aquela igreja. Saímos de lá com peso a mais na bagagem (a esposa do Pastor Alcir nos presenteou com mexericas, laranjas, bananas e limões - produzidos no sítio que eles possuem naquele lugar).

Chegando em Governador Valadares, Interrompemos novamente a viagem - para almoçar na casa do Pastor Gervaldo. Sua esposa Luciene nos preparou um delicioso almoço (arroz, feijão, salada, carne assada e uma especial "farofa de couve", algo que nunca tínhamos visto, muito saborosa). Eu disse a Luciene que, antes de partir para o Senhor, a irmã Teresa transferiu para ela todas as habilidades culinárias que possuía - isso porque o seu modo de cozinhar é bem parecido com o da saudosa irmã Teresa. E dali, após conversarmos um pouco sobre o Distrito de Ipatinga, prosseguimos a viagem até Belo Horizonte.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 25 de junho de 2011

Babilônia desperta

Não é necessário ser um expert em escatologia, para perceber o inevitável despertar de Babilônia. Pelo Espírito, tenho notado que - ao longo da história - Babilônia intercala períodos de hibernação e loucura. Cobiçada por Lúcifer; amaldiçoada por Deus; desejada pelos profanos; descartada pelos santos... Babilônia exerce um estranho fascínio sobre a humanidade. Reis e governantes da terra se rendem a seus pés, procurando satisfazer os seus caprichos. Esta é Babilônia: Não uma cidade - mas um sistema iníquo, prestes a se findar; e que não será lembrado na eternidade.

Babilônia desperta! E o seu despertar traz novamente os piores receios daqueles que vivem a esperar pela chegada de dias melhores. E no seu despertar, ela traz à tona todos os estilos de vida submersos na lama em que tem estado adormecida.

Babilônia desperta! E o seu despertar se constitui na realização dos sonhos dos profanos e no pesadelo dos santos. Enquanto aqueles que profanam a terra celebram nas praças e avenidas o seu despertar; aqueles que temperam e iluminam a terra elaboram o seu plano de fuga deste terrível sistema.

Babilônia desperta! E o seu despertar coloca este sistema corrupto e corruptor em evidência. Mas ela não é apenas um sistema iníquo: Babilônia é também uma besta tingida de vermelho - enfurecida e enlouquecida por sua sede de sangue, de poder e de luxúria. Com o seu despertar, ela promove a pornografia, o infanticidio, a pedofilia, e toda a espécie de prazer sexual impuro.

Babilônia desperta! E o seu despertar - tal e qual na Roma antiga - promove a insensatez e persegue o sagrado. Ao despertar do seu sono milenar, retoma o controle do mundo e faz com que os poderes nele dominantes se curvem perante ela, em total submissão. Em sua loucura desmedida, arrasta com sua cauda reis e governantes deste mundo - rumo ao seu eterno destino.

Babilônia desperta! E o seu despertar interfere nas tradições e nos bons costumes da crença, da família e da sociedade - alterando o equilíbrio e a normalidade do existir. Plenamente desperta, ela transforma os legisladores deste mundo em marionete em suas garras. Em sua sagacidade, manipula as mentes e perverte as motivações - usando como pretexto a defesa das minorias, para promover leis absurdas; leis aprovadas por seus súditos fiéis travestidos de legisladores.

Babilônia desperta! Sim - mas para a morte. Ela não subsistirá ao juízo Deus que cairá sobre ela. Tanto ela como seus seguidores e admiradores serão tragados pelo mar de fogo e enxofre - destino final de todos aqueles que se levantam contra Deus; de todos aqueles que amam e praticam a iniquidade e a mentira.

Babilônia tem sobrevivido ao longo da história - mergulhada em um mar de lama e excremento, no qual sobrevive mantendo suas narinas acima da linha de lama em que hiberna; e de onde sai de quando em vez. E o seu despertar em nossos dias, nada mais é do que a derradeira tentativa se se perpetuar - promovendo delinqüência, sadismo, luxúria, idolatria e feitiçaria. Mas o seu fim está previsto nas Escrituras Sagradas. Não há como escapar dele!

Vejamos o que as Escrituras Sagradas dizem sobre o fim de Babilônia:

"Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição"
(Apocalipse 14.8)

"e a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira"
(Apocalipse 16.19)

"e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra"
(Apocalipse 17.5)

"2 E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável. 10 e, estando de longe por medo do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! pois numa só hora veio o teu julgamento. 21 Um forte anjo levantou uma pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada"
(Apocalipse 18.2,10,21)

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Visita ao Distrito de Mantena II

IMW de Itabirinha de Minas

De manhã bem cedo, o Pastor Neto e eu, saímos de Mantena - rumo a Itabirinha de Minas. A igreja wesleyana de Itabirinha, depois de muitos anos sob o pastorado do Pastor Alberto coelho, recebeu em janeiro último o Pastor Manoel Vitorio como seu novo pastor. Celia - que contraiu forte resfriado - não pode nos acompanhar, permanecendo com a irmã Nete em Mantena. Nesta viagem, de aproximadamente cinquenta km, passamos defronte a dois templos wesleyanos que ficam no trajeto: O da IMW de Divino das Palmeiras e o da IMW de S. João de Manteninha.

Ao chegarmos na cidade, encontramos um belo templo erigido para a glória do Senhor - em muito bom estado de conservação. Uma das cenas que mais me entristecem, é chegar em uma localidade onde haja uma igreja wesleyana cujo templo esteja em mal estado de conservação. Sempre entendi que a manutenção e conservação de um templo depende muito mais de zelo e boa vontade de sua liderança, do que de recursos. Penso, inclusive, em escrever algo sobre o zelo da casa do Senhor. Graças a Deus, são poucos estes casos lamentáveis.

O culto matutino teve início, sob a direção do Pastor Manoel Vitorio. Deu para notar que os membros desta igreja estão muito motivados com o novo pastor e sua família (irmã Graça e sua filha), nomeado para ali em nosso último concílio. Tivemos um abençoado período de louvor a Deus, com a participação de alguns irmãos, cujo nome não recordo agora. Tive a oportunidade de pregar a Palavra de Deus; e após a mensagem, foi servida a Ceia do Senhor. O culto foi encerrado com um momento de oração em favor de todos os membros.

Após o culto, enquanto conversávamos com alguns irmãos, uma equipe de irmãs nos brindou com um delicioso almoço (maionese, salada, macarrão, feijão tropeiro, arroz e um delicioso frango frito). Dentre os irmãos com quem conversamos, estavam as três irmãs mais antigas desta igreja: Irmã Aparecida, esposa do Presbítero Geraldo; irmã Maria, que já conhecia desde o meu tempo de SD do Distrito de Valadares (ela é mãe do irmão Juvercino - que mora em Rondônia); e a terceira irmã, cujo nome esqueci de anotar.

Antes de retornarmos para Mantena, demos uma passadinha na casa da irmã Aparecida e de seu esposo - Presbítero Geraldo (este irmão tem uma história de milagre em sua vida, que o levou a uma profunda experiência de conversão). Ali, ficamos conhecendo uma das filhas do casal - a Lucineide (fiquei sensibilizado com sua cordialidade e simpatia). Oramos por ela, antes de retornarmos a Mantena, para o culto de comunhão na igreja de Vila Nova.

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 21 de junho de 2011

O crente e a fé

No domingo último, Deus me concedeu a graça de pregar em nossa igreja de Guaçuí no sul do Espírito Santo - pastoreada pelo SD do Distrito de Alegre, Pastor Gilberto Beloni. E o que se segue agora, é a íntegra do sermão pregado naquela tribuna.

O crente e a fé

"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11.6).

Desde muito cedo, em minha vida cristã, comecei a ser atraído para um dos componentes que considero essencial para uma vida cristã bem sucedida: Eu me refiro a fé. A Palavra de Deus diz que "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor" (1 Coríntios 13.13). Portanto, salvo melhor juízo, tenho entendido que - na relação bíblica de atributos - a fé só perde em importância para o amor.

Preciso dizer aqui, três coisas que considero da maior relevância quando se trata de fé. Minha premissa é que a fé desempenha papel fundamental em toda a trajetória do cristão - desde o seu despertar para Deus, passando pelo seu novo nascimento e no desenvolvimento de sua experiência de santificação; bem como na esperança da vida eterna - a fé permeia todos os passos dados por alguém que tenha tido um encontro real com Deus.

Dada a importância da fé em toda a existência de um crente, torna-se necessário saber, pelo menos, três coisas básicas sobre ela: Precisamos saber como ela se apresenta; precisamos saber o que ela realiza; precisamos saber como agir por meio dela. Vejamos isso então:

1. Como a fé se apresenta

1.1. A fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus: "Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo" (Romanos 10.17). Daí a necessidade de se pregar o evangelho. Todo o crente precisa saber que a pregação do evangelho é o instrumento para produzir fé salvadora no coração do ser humano. E, ao que me parece, não existe um outro meio para fazer a fé salvadora chegar no coração humano! É assim com a fé que salva; com a fé que cura; e com a fé que liberta - enfim, com a fé que se apropria das promessas de Deus: Ela só vem pela Palavra de Deus!

"Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas" (Romanos 10.14-15).

1.2. A fé se manifesta pela confissão: "Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos" (Romanos 10.8). O texto não deixa a menor dúvida quanto ao fato de que a Palavra da Fé precisa estar tanto no coração como na boca daquele que a professa. O princípio está claramente definido: É com o coração que se crê e com a boca que se confessa aqui em que se crê! Resumindo: Não basta acreditar; é preciso confessar aquilo em que se acredita.

"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" (Romanos 10.9-10).

1.3. A fé se impõe em meio as lutas: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 João 5.4). Os grandes combates travados por valorosos homens de Deus no passado, foram iniciados e vencidos pela fé (Davi contra Golias; Josué em Jericó; e muitos outros). Pois é; tanto os homens de Deus dos tempos bíblicos do Antigo, como do Novo Testamento - travaram suas batalhas mediante a fé. E é por meio da fé que o crente em nossos dias consegue vencer suas grandes lutas e provações.

"E que mais direi? Pois me faltará o tempo, se eu contar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas; os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões" (Hebreus 11.32-33).

2. O que a fé realiza

2.1. A fé da sentido a crença: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem" (Hebreus 11.1). Como admitir realidades tão abstratas como a vida futura; a salvação pela graça; a cura pela fé; e muitas outras? Apenas a fé é capaz de comprovar e fundamentar a certeza e a esperança que temos no tocante a estas coisas. A fé é o único recurso que temos, capaz de nos fazer crer em Deus - em sua existência; em seus atributos; em seu amor por nós. É somente pela fé que conseguimos manter tais convicções.

"Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11.5-6).

2.2. A fé qualifica e autentica o sacrifício: "Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala" (Hebreus 11.4). Já tenho ouvido pregadores dizerem que o sacrifício de Abel foi aceito porque ele ofereceu um animal - com derramamento de sangue. Eu mesmo já preguei que Deus aceitou o sacrifício de Abel por ter ele oferecido o melhor animal do rebanho. Todavia o texto afirma que a aceitação foi mediante a fé de Abel!

"Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada" (Gálatas 2.16).

2.3. A fé dá substância a promessa de Deus: "Pela fé, até a própria Sara recebeu a virtude de conceber um filho, mesmo fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que lho havia prometido" (Hebreus 11.11). A Palavra de Deus explica como Abraão chegou a ser o "pai da fé": Está escrito que Abraão "sem se enfraquecer na fé, considerou o seu próprio corpo já amortecido (pois tinha quase cem anos), e o amortecimento do ventre de Sara; contudo, à vista da promessa de Deus, não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus, e estando certíssimo de que o que Deus tinha prometido, também era poderoso para o fazer" (Romanos 4.19-21).

"Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã" (Mateus 15.28). "E pela fé em seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde" (Atos 3.16).

3. Como devo agir em relação a fé

3.1. É a minha fé em Jesus que move o braço de Deus em meu favor. Devo me apegar sempre a plena certeza de que Deus pode agir em meu favor - seja qual for a minha dificuldade: "Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, que clamavam, dizendo: Tem compaixão de nós, Filho de Davi. E, tendo ele entrado em casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus perguntou-lhes: Credes que eu posso fazer isto? Responderam-lhe eles: Sim, Senhor. Então lhes tocou os olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé" (Mateus 9.27-29).

3.2. Nunca devo olhar para a grandeza do meu problema - mas sim para a grandeza do meu Jesus. A questão é apresentada de maneira clara neste texto: Seja qual for a nossa dificuldade - o problema não está no fato de Jesus poder ou não fazer - e sim, no fato de podermos ou não crer: "E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Ao que lhe disse Jesus: Se podes!-tudo é possível ao que crê. Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade" (Marcos 9.21-24).

3.3. Nunca devo me deixar influenciar pelas vozes da incredulidade ou da impossibilidade. Muitas vezes, a voz da incredulidade sai até mesmo dos lábios dos nossos maiores amigos; em seu desejo de nos ajudar. Mas, em tratando-se de assuntos de fé, não devo me deixar influenciar pela voz da incredulidade - mas sim pela Palavra de Deus: "Enquanto ainda falava, veio alguém da casa do chefe da sinagoga dizendo: A tua filha já está morta; não incomodes mais o Mestre. Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe: Não temas: crê somente, e será salva" (Lucas 8.49-50).

Concluindo

Marta julgava ter motivos lógicos para interpelar o Mestre, chamando sua atenção para a inconveniência de se remover a pedra da tumba; onde os restos mortais de seu único irmão repousavam. Mas Jesus exortou-a a crer: "Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque está morto há quase quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus" (João 11.39-40).

E Lázaro levantou-se dentre os mortos, para a glória de Deus e para a alegria de todos os que o amavam. Assim aconteceu com as duas irmãs de Betânia! Assim acontecerá conosco, se pusermos fé em Jesus!

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Visita ao Distrito de Mantena I

Reunião Distrital de Obreiros

Esta reunião foi realizada na IMW Central de Mantena. Foi um trabalho maravilhoso; com abertura feita pelo Pastor Sebastião Antonio Neto - SD do Distrito - e participação do Ministério de Louvor da igreja anfitriã. Deus me deu uma palavra para a liderança ali reunida; e, em seguida, o Pastor Neto abriu oportunidade para perguntas. O genro do Pastor Alcir - que é Presbítero na igreja do Divino das Palmeiras, fez algumas colocações interessantes, que procurei responder pausadamente. Ao término da reunião, fomos todos almoçar no salão social da igreja - um delicioso strogonoff de frango (que pareceu-me não ter havido quem não repetisse).

IMW Central de Mantena

A tarde estivemos fazendo uma visitinha a família pastoral. O Pastor José Sérgio Neto é o pastor da igreja central de Mantena a muitos anos. Sua esposa, irmã Areli, havia contraído dengue e estava bem debilitada. Estavam lá também dois de seus filhos - Estêvão Sérgio e José Sérgio Júnior, juntamente com suas esposas. Senti uma grande alegria em poder abraçar novamente esta querida família (Areli é irmã do Pastor Alvino Pereira e da irmã Ambrosina Rita, m - muito conhecidos na II Região). O culto da noite teve o formato de culto distrital. O louvor foi dirigido por Rita - nora do Pastor José Sérgio (esposa do Juninho, que também é Conselheira Distrital de Adolescentes). O Pastor Neto dirigiu o culto e, em seguida, me passou a palavra para a pregação. Foi um culto de muita unção e alegria no Senhor. Houve ao final um momento de oração de grande mover do Senhor.

Após os cumprimentos, o Superintendente Distrital e sua esposa, irmã Nete, nos convidaram para comer um "macarrão na chapa" (Celia e Nete preferiram um "caldo de mandioca"). No restaurante que fomos, encontramos alguns irmãos wesleyanos, saboreando pizzas. Logo em seguida fomos descansar em casa do casal - onde estávamos hospedados. No dia seguinte, o Pastor Neto e eu, iríamos sair bem cedo para o culto matutino com a Ceia do Senhor na igreja de Itabirinha de Minas, onde estariam nos aguardando. Mas isto será narrado no outro "Giro episcopal".

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dons e Ministérios - força da igreja local (parte III)

"E dizei a Arquipo: Cuida do ministério que recebestes no Senhor, para o cumprires" (Colossenses 4.17). "Dou graças àquele que me fortaleceu, a Cristo Jesus nosso Senhor, porque me julgou fiel, pondo-me no seu ministério" (1 Timóteo 1.12). "Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2 Timóteo 4.5)

Qualquer líder espiritual minimamente comprometido com a Palavra de Deus, sabe em seu íntimo que a manifestação dos dons e ministérios na igreja local é por demais importante para ser descartada - ou mesmo ignorada. Nesta parte do estudo, sentimos a necessidade de dar uma palavra preliminar sobre os Dons e Ministérios.

Dons e Ministérios - o que é isso?

"Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes" (1 Coríntios 12.1).

A Palavra de Deus é clara como a água cristalina. Ela demonstra neste texto que Deus não nos quer ignorantes quanto aos dons. O primeiro passo para compreendermos a natureza e papel dos dons e ministérios na igreja, é sermos sensíveis à voz do Espírito Santo. Todavia, para chegarmos a um entendimento equilibrado quanto ao exercício dos Dons e Ministérios, precisamos primeiro conceituar os termos:

Dom é talento; Ministério é tarefa;
Dom é ferramenta; Ministério é missão.
Com é capacitação; Ministério é chamado.
O Espírito Santo distribui os dons visando um fim proveitoso.
Para cada tipo de Ministério, existem os Dons correspondentes.
Ministério sem Dom é esforço sem resultado; Dom sem Ministério é desperdício.
Ministério sem Dom é missão não concluída; Dom sem Ministério é missão nem começada.

Dons e Ministérios - como fomentá-los?

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum" (1 Coríntios 12.4-7))

Os dons e ministérios não aparecem casualmente em uma igreja. Eles surgem por obra do Espírito Santo, que os reparte graciosamente. No entanto, os resultados decorrentes dos mesmos irá depender muito do discernimento e da sensibilidade - tanto daqueles que exercem o governo espiritual da igreja, como daqueles que serão instrumentos para o exercício dos mesmos.

No entanto, precisamos compreender que os frutos do exercício dos Dons e Ministérios só serão possíveis mediante um trabalho dedicado e perseverante. Todo cristão precisa saber que o agir de Deus na vida de um obreiro não o dispensa de se preparar para fazer a obra de Deus. É importante afirmar aqui, que - no Reino de Deus - o único improviso sem risco, é aquele provocado por uma ação inesperada do Espírito Santo.

E cada Pastor - como agente direto segundo o propósito de Deus na vida de uma igreja - é a peça chave para o desenvolvimento e exercício dos dons e ministérios existentes na igreja. E quando o Pastor se omite dessa responsabilidade; ou quando administra este setor sem procurar entender a dimensão do mesmo - o resultado poderá ser desastroso, em todos os sentidos! Na verdade, igreja alguma poderá desfrutar plenamente de uma perfeita interação entre dons e ministérios, sem que a gestão do Pastor seja eficiente e madura.

Por tudo aquilo que tenho visto ao longo de meus 43 anos de ministério; sinto-me em condições de afirmar que uma igreja sem pastor tem maior chance de colher frutos do exercício dos dons e ministérios de seus membros; do que uma igreja cujo pastor não seja objetivamente atuante na motivação espiritual e coordenação inteligente dos mesmos.

Dons e Ministérios - investimento de resultados

"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?" (1 Coríntios 12.28-30)

Ao longo de minha vida, tenho sido um pastor interativo. Tenho ensinado; e tenho aprendido à medida que ensino. E esta condição privilegiada me autoriza a fazer a seguinte declaração: Os bons resultados alcançados por um pastor à frente de sua igreja, tem uma relação direta com o investimento que o mesmo faz em dons e ministérios.

No governo da igreja local, o pastor nunca deve agir como se fosse um capataz. Ele deve proceder como um maestro de uma orquestra; ou como um técnico de um time. Ele não precisa ser um grande especialista em todas as posições - ou mesmo estar atuando diretamente no conjunto; o que ele precisa mesmo é saber reger e motivar o conjunto que tem sob seus cuidados!

Ao longo de minha vida, tenho investido em dons e ministérios. Posso garantir que meu objetivo tem sido tornar aqueles que por mim foram ajudados, obreiros muito melhores do que eu tenho sido. Nunca escondi isso - nem me preocupei com o crescimento e projeção daqueles que passaram pelas minhas mãos. Sempre tive a certeza de que minha missão só seria finalizada, se eu conseguisse fazer deles instrumentos aprovados por Deus - tal como eu tenho sido. E nada mais importava!

CONCLUSÃO

O objetivo dos dons e ministérios é, em primeira instância, edificar a igreja. Cada pastor deve estabelecer um alvo de crescimento para a sua igreja, desafiando os departamentos, procurando levar o seu rebanho a crescer em quantidade e em qualidade. O pastor é a figura chave para a edificação, mobilização e motivação de sua igreja na expansão do Reino de Deus.

Bispo Sebastião Calegari
Superintendente da 2ª Região

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cumprindo a missão episcopal

A alguns dias atrás, Celia e eu saímos de nossa casa em Belo Horizonte - rumo a Mantena. Logo na saída do Anel Rodoviário que circunda BH, tivemos que fazer um desvio - passando pelo Município de S. Luzia; devido a reconstrução da ponte da BR que atravessa o Rio das Velhas (o trânsito tem sido muito lento ali, sempre engarrafado, devido ao grande movimento de veículos - tanto ligeiros como pesados).

Visita pastoral

Chegando a Ipatinga, interrompemos a viagem para fazermos uma visita ao Pastor Wellington e sua esposa Suellen. Senti em meu espírito que eles necessitavam de uma visita pastoral. Conversamos bastante sobre o ministério e suas prioridades e desafios. E também sobre as razões que nos levavam a transferi-los para a igreja de Manhumirim. Ao final da visita, oramos e nos abraçamos. Foram momentos muito bons na presença do Senhor. Amamos muito a este casal.

Enquanto ali estávamos, chegaram duas irmãs muito dedicadas, da igreja wesleyana de Veneza - irmãs Penha e Edilaine. Logo percebemos o grau de estima e respeito que elas dedicam ao casal de obreiros. Expliquei a elas que o Pastor Wellington estava sendo transferido para Manhumirim, por ser aquela uma igreja mais adequada ao seu perfil de ministério. Procurei demonstrar que os resultados do seu trabalho em Manhumirim serão melhores do que na igreja de Veneza. Mas prometi-lhes que será enviado um casal para Ipatinga, sob a tutela do Pastor Gervaldo - SD do Distrito - que terá melhores condições de atender ao rebanho wesleyano em Veneza.

Pernoite em Valadares

Saímos de Ipatinga já anoitecendo, pois nosso objetivo era chegar em Mantena. Chegando perto de Valadares, chegamos a conclusão que não daria para prosseguirmos viagem. Liguei para o Pastor Valdivio - SD dos Distritos de Governador Valadares e de Teófilo Otoni - e fomos dormir em sua casa. Ele e a irmã Isaura, estavam fazendo visitas pastorais, mas deixaram a chave com uma jovem da igreja (nem vimos quando eles retornaram; pois, fomos logo dormir, de tão cansados que estávamos).

Pela Manhã bem cedo, já prontos para a nova etapa da viagem, encontramos o casal na cozinha - preparando café. Diante de uma mesa convidativa, tomamos café juntos, conversando sobre os assuntos de sempre: A visão para a II Região e os desafios a serem enfrentados. Após o café, rumamos para visitar o Distrito de Mantena (a viagem de Valadares a Mantena dura cerca de duas horas); e a Reunião Distrital com os obreiros estava marcada para as nove horas da manhã. Chegamos um pouquinho atrasados, mas sem comprometer o programa da reunião.

Na próxima postagem do "giro" pretendemos relatar com detalhes a abençoada visita ao Distrito de Mantena. Até lá então.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 11 de junho de 2011

Dons e ministérios - força da igreja local (parte II)

"E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor" (Jeremias 23.4)

Não podemos falar em dons e ministérios como força na igreja local, sem antes falar no ministério pastoral como agente facilitador e propulsor desta força. Segundo o meu entendimento, este ministério é o fator que desencadeia o processo de fundamentação, formação, encaminhamento e revisão de tudo o que acontece em uma igreja local. Em assim sendo, algumas coisas precisam ser ditas sobre o ministério pastoral, antes de chegarmos ao cerne do estudo.

Ministério Avivado

Avivamento tem tudo a ver com "coração abrasado". E em se tratando de ministério pastoral, o pastor precisa viver uma intensa vida espiritual, marcada por ações avivalistas, interagindo com sobrenatural de Deus. "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura... E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados... Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam" (Marcos 16.15, 17-18, 20). O pastor que procura manter sua vida no "altar em chamas", verá o seu ministério fazer a diferença entre o sobrenatural e a mediocridade.

Tenho percebido que a busca de muitos pastores por formação acadêmica e por títulos; bem como pelos diversos cursos oferecidos no mercado - pode indicar o sintoma de um coração frio e vazio de Deus. E quando isso acontece, somos tentados a tentar compensar o vazio do coração com uma mente cheia de conhecimento e uma parede cheia de diplomas. Não estou dizendo que a preparação acadêmica não seja importante; o que estou afirmando é que a ausência de Deus na vida de um pastor, torna infrutíferas todas as outras qualidades.

Em ocasiões assim, pode ser de bom tom dar uma "espiadinha" no passado. Meditemos na experiência de Filipe. Este homem, em seu ministério, interagia com o sobrenatural de Deus: "E descendo Filipe à cidade de Samaria, pregava-lhes a Cristo. As multidões escutavam, unânimes, as coisas que Filipe dizia, ouvindo-o e vendo os sinais que operava; pois saíam de muitos possessos os espíritos imundos, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados; pelo que houve grande alegria naquela cidade" (Atos 8.5-8). Este exemplo não significa que todo pastor deve ter as mesmas qualidades sobrenaturais de Filipe. Sabemos muito bem que os dons e ministérios podem diferir em grau e finalidade, em um e outro obreiro. Entretanto, o que se percebe nos dias de hoje é a ausência do Espírito Santo em muitos púlpitos. E este vazio tem tudo a ver com o nível de consagração do pastor que o ocupa.

Ministério Motivado

Em qualquer setor de atividade humana, o estado de ânimo e motivação de uma pessoa se torna fator determinante do fracasso ou do sucesso. E no ministério pastoral, o bom ânimo é um dos requisitos mais importantes na vida de um Pastor. Como elemento isolado, o entusiasmo não acrescenta muito além de produzir momentos de motivação e alegria na vida daqueles que por ele são afetados. Todavia, inserido em um conjunto de requisitos afins ao ministério, o bom ânimo torna-se de um valor incalculável para a mobilização da igreja local.

Quando o Senhor se dirigiu a Josué, após a morte de Moisés; uma de suas exortações foi que se esforçasse e tivesse bom animo. A ideia implícita no texto, é que o esforço sem bom ânimo não teria o mesmo resultado: "Esforça-te, e tem bom ânimo, porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, cuidando de fazer conforme toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; não te desvies dela, nem para a direita nem para a esquerda, a fim de que sejas bem sucedido por onde quer que andares" (Josué 1.6-7). Ao longo de minha vida ministerial, tenho visto pastores muito esforçados, cujo exemplo de dedicação tem se tornado referência para muitos. Todavia, em muitos deles, o seu esforço não se traduz em rebanho animado e motivado. Mas se olharmos atentamente, iremos perceber que o desânimo de suas ovelhas deriva da falta de entusiasmo em suas ações pastorais.

Sabemos que, em muitos casos, as circunstâncias que rodeiam um pastor são altamente desanimadoras. Todavia, a Palavra de Deus apresenta um quadro de desânimo extremo - mas com resultados sobrenaturais. O Apóstolo Paulo estava em uma nau condenada. Entretanto, em momento algum naquele barco, demonstrou qualquer aparência de desânimo - antes, pelo contrário: Ante um naufrágio iminente, ele se dedicava a buscar a direção do Senhor; e não se entregava ao desânimo geral reinante naquele barco. Em dado momento, ele se dirige aos tripulantes e passageiros com excelente bom ânimo: "Portanto, senhores, tende bom ânimo; pois creio em Deus que há de sucede assim como me foi dito" (Atos 27.25). A igreja local é como uma nau singrando mares nem sempre favoráveis; estando o comando da mesma nas mãos do seu pastor. E não é errado supor que o estado de ânimo desse pastor pode significar um doloroso naufrágio - ou sua chegada ao porto desejado.

Ministério Santificado

As Escrituras nos ensinam que nos tornamos santos, ao nascermos de novo. Sendo o Senhor um Deus santo, Sua santidade impõe que Seus filhos sejam também santos. Isso significa que quando nos tornamos seus filhos, Ele nos torna santos por posição. Todavia, precisamos entender que o fato de sermos santos por posição, não nos dá o direito de sermos profanos por opção. O pastor precisa ser santo por posição e por experiência. "Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo." (1 Pedro 1.15-16). São duas linhas que se cruzam, formando uma cruz: Santidade vertical (posição de filho) - que tem a ver com natureza. E santidade horizontal (experiência de cristão) - que tem a ver com testemunho.

Na vida de um crente, conduta santa não é alternativa; é sim, imperativo! "Porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo." (1 Pedro 1.16). A Palavra de Deus, em diversos textos, destaca a santidade como ingrediente indispensável para quem cultua a Deus: "Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" (Romanos 12.1). Ao longo do meu ministério, tenho percebido que o pastor deve sempre permear os seus atos pastorais, administrativos e proféticos com uma vida de santidade genuína. "Não dando nós nenhum motivo de escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado" (II Coríntios 6.3).

Ministério Aprovado

O ministério pastoral é, geralmente, aprimorado por escolas de formação, dentre as quais a escola de teologia é considerada a mais tradicional e eficaz. Entretanto, existe uma escola que julgo ser a melhor das escolas: A "Escola do Sofrimento". Tenho percebido que as marcas produzidas por sofrimento na vida de um obreiro, podem transformar profundamente o seu modo de ver e de compreender o sentido de tudo na vida.

Escutemos atentamente o que o Senhor Jesus diz a este respeito: "Respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e aqui tem poder dos principais sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome perante os gentios, e os reis, e os filhos de Israel; pois eu lhe mostrarei quanto lhe cumpre padecer pelo meu nome" (Atos 9.13-16). Existe uma poesia que declara: "ser mãe é padecer no Paraíso". No entanto, sem pretender diminuir o significado desta afirmação, eu afirmo que "padecer no Paraíso" é padecer pelo nome de Jesus.

Para concluir a parte II deste estudo, deixo uma das mais mais belas poesias sobre sofrimento que já tenho lido - do poeta Francisco Otaviano:

"Ilusões da Vida"

"Quem passou pela vida em brancas nuvens,
E em plácido repouso adormeceu,
Quem não sentiu o frio da desgraça,
Quem passou pela vida e não sofreu,
Foi espectro de homem - não foi homem.
Só passou pela vida - não viveu".

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nota de Falecimento

Ao longo destes últimos dias, temos recebido notícias tristes - sobre alguns filhos de Deus que faleceram. Foram pessoas que conhecemos muito bem - tendo convivido bem de perto com elas, por algum tempo. A alguns dias, postamos uma nota do falecimento do saudoso e inesquecivel Pastor João Vicente. E nem bem havíamos acalmado os nossos sentimentos, concernente a este falecimento, quando fomos informados da partida de alguns outros irmãos - que constam nesta nova Nota de Falecimento.

Faleceu a irmã Regina

Recebi um telefonema da irmã Neuza, esposa do Presbítero Nadelson - Prefeito do município de Novo Horizonte, em Rondônia. Esta família é fundadora da IMW de Novo Horizonte. Sempre me hospedei em sua casa, nas diversas vezes em que visitei a cidade. E foi em uma dessas visitas que fiquei conhecendo o casal Emerson e Regina - um casal ainda bem jovem, com dois filhos que ainda não haviam chegado a pre-adolescência. Quando os conheci, ainda não eram crentes. Algum tempo depois, se converteram ao Senhor. Gozavam de grande simpatia entre os wesleyanos de Novo Horizonte. E agora, a saudosa irmã Regina foi ao encontro do Pai. "Fiel é esta palavra: Se, pois, já morremos com ele, também com ele viveremos" (2 Timóteo 2.11).

Faleceu a menina Sara Hadassa

Tive o prazer de acompanhar o namoro e o casamento de Márcio e Rosemere, em Rolim de Moura, também em Rondônia - um casamento que prometia muito, pois ambos sempre foram muito dedicados nas coisas do Senhor. A Rose, como é conhecida, era missionária wesleyana; e o Márcio era aluno do CEFORTE, no qual ela lecionava. Com o seu casamento, nasceu a Sara algum tempo depois - uma menina muito viva e inteligente, a qual trazia alegria a todos os que conviviam com o abençoado casal. Eles fizeram um brilhante ministério em Alvorada do Oeste; e dentre os seus frutos, ganharam para Cristo o Professor Mário Sérgio - hoje Pastor da IMW daquela bela cidade rondoniense. Em um de nossos concílios, sentiram-se chamados para iniciar o trabalho na cidade de Maués - no interior do Amazonas. Fincaram ali as estacas da obra wesleyana, deixando uma igreja plantada. Dali, foram nomeados para a IMW de Itapoã do Oeste, onde se encontram até hoje. A Sarinha vinha crescendo ao longo desse tempo, criando boas expectativas quanto ao seu futuro. Mas sua vida teve um fim inesperado: O Senhor a levou para junto de si nessa mesma semana."Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor" (Romanos 14.8)

Faleceu a irmã Graça

Lembro-me como se fosse ontem: em um dia primeiro de maio do final da década de oitenta, fui fazer visita ao Bairro Jacaré - em Cabo Frio. O meu desejo era encontrar uma casa que nos acolhesse e que pudesse ser o ponto de partida para um trabalho wesleyano no bairro. Foi com esse desejo que cheguei a casa do casal Antonio e Graça. Ele estava de camiseta regata e bermuda; ela estava afastada de uma igreja evangélica da cidade; e recebeu-me com satisfação. Aproveitei a oportunidade e preguei o evangelho ao seu marido, que ouvia em silêncio e atentamente. Ao final, ele se decidiu por Cristo. Ela se reconciliou com o Senhor. Sua varanda tornou-se o espaço do nosso primeiro trabalho no Jacaré. Algum tempo depois, comprei dois terrenos que pertenciam a família da irmã Graça -- no qual havia funcionado por muito tempo um terreiro de umbanda. É lá que está construída a bela e imponente IMW do Jacaré. O irmão Antonio sentiu-se chamado para o Ministério; formou-se em nosso CEFORTE e hoje é o Pastor daquela igreja. Na "Semana de Atualização Teológica" ele me informou sobre o estado de saúde precária em que se encontrava a irmã Graça. Ontem, ao abrir a minha página no facebook, percebi um recado da Missionária Geni - esposa do Pastor Josinei - dando-me ciência do falecimento da querida irmã Graça. Vai deixar saudades aquela irmã; mas está em lugar melhor, pois o Senhor a recolheu. "Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham" (Apocalipse 14.13).


As três famílias enlutadas, deixo aqui registado o meu sentimento de condolências. "E disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; Bendito seja o nome do Senhor" (Jó 1.21)!

Com sincero pesar;
Bispo Calegari

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Dons e Ministérios - força da igreja local (parte I)

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos". (I Coríntios 12.4-6)

Vamos utilizar este texto, para embasar e nortear este estudo. Ele está em linha com o tema proposto para ser ministrado na Atualização Teológica. Para um melhor entendimento, nesta primeira parte do mesmo, procuraremos dizer algo sobre a igreja.

Igreja - coluna e baluarte da verdade

"Para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade" (1 Timóteo 3.15).

Sabemos que a igreja vive e se move neste mundo de contradições. Ela se situa em um espaço ocupado por pessoas infelizes e necessitadas de ajuda. O nosso mundo encontra-se mergulhado em um ambiente de dor e aflição - ao qual a igreja é enviada. E é em sua zona de influência que está a sua missão mais urgente e desafiadora.

Entretanto, sabemos que a igreja é governada por homens como nós. E como os mesmos são sujeitos às mesmas paixões que nós, ela acaba por se tornar vulnerável as influências que o mundo à sua volta procura impor sobre seus líderes. E o modo como os mesmos reagem a estas influências, leva a igreja a alternar momentos de exagerada autoestima, com momentos de abatimento e fragilidade.

Em assim sendo, ela impressiona quando se apresenta em seu "momento fama" - cheia de força aparente. É quando ela se move entre os grandes deste mundo, atraindo a si os holofotes; adornada e embelezada com suas vestes resplandecentes e sua maquiagem excessiva. Mas também podemos encontrá-la vivendo o seu "momento impopularidade"; demonstrando aparente fraqueza - sem brilho e beleza aparente, parecendo estar ferida e cansada.

Na verdade, este pode não ser o quadro de "uma igreja em duas fases". Mas sim, o quadro de "duas igrejas em uma fase"! Não sei se me faço entender. Vamos procurar ver a situação do seguinte modo: É como se a "igreja ferida e cansada" estivesse atuando em meio à multidão dos aflitos e sem esperança. Daqueles que são espoliados e manipulados pelos poderes deste mundo - com a cumplicidade da "Igreja maquiada e embelezada". Enfim... A impressão que tenho é que podemos estar vivendo o "momento Laodicéia e Filadélfia", sem darmos conta disso.

Vejamos o que diz a Escritura tem a dizer sobre isso

"Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar), que tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eis que farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não o são, mas mentem, eis que farei que venham, e adorem prostrados aos teus pés, e saibam que eu te amo. Porquanto guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para pôr à prova os que habitam sobre a terra. Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, donde jamais sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, da parte do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (Apocalipse 3.7-13).

"Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. Porquanto dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas" (Apocalipse 3.14-22).

Na segunda parte deste estudo, continuaremos dando sequência a este tão importante assunto. Até lá então!

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Nota de Falecimento

Faleceu o Pastor João Vicente André

Foi com perplexidade que recebi um telefonema de Daniela, minha filha, me informando sobre o falecimento do inesquecivel Pastor João Vicente André - ocorrido na noite de sábado. Ao receber a triste notícia, procurei abrir minha caixa de email; a qual não era aberta por mim a alguns dias, Pelo fato de estar em intensa visita ao Distrito de Mantena. Encontrei nela algumas mensagens alusivas ao lamentável fato. Aproveitei para dar uma olhada em minha página no facebook; e encontrei também uma mensagem do querido Presbítero Marguidiel, da "igreja do Guapa" - igreja esta fundada pelo Pastor João Vicente; e na qual exerceu o seu primeiro e derradeiro pastorado.

Ele estava licenciado do ministério, fazendo um pós-doutorado no sul do Brasil. Além de Pastor, era professor catedrático da UNIR (Universidade Federal de Rondônia). Sua incontida alegria era expressa em cada email enviado, pois vivia um excelente momento em sua vida profissional - como professor e escritor que era (tive a honra de prefaciar um de seus livros).

Tive o grande prazer de ter sido o seu Bispo em Rondônia, na IV Região da Igreja Metodista Wesleyana. Nos tornamos grandes amigos, já em nossos primeiros contatos. Este amado irmão, com o seu jeito franco e transparente de expor suas ideias, me impressionou desde o primeiro momento em que nos conhecemos. Ele tinha algumas paixões na vida: Dentre elas: A sua querida família e a sua querida "igreja do Guapa - a igreja mais fanta da IMW" - expressão que sempre usava, quando se referia a ela. Ao partir ao encontro do Pai, deixa grande lacuna, tanto no seio de sua querida família e da grande família wesleyana rondoniense; como também entre os seus inúmeros amigos e admiradores. A todos estes, vitimados por tamanha dor e perda, minhas sinceras condolências. Descanse em paz, querido João Vicente!

Dolorosamente;
Bispo Calegari

Visita ao Distrito de Caxambu

Deus nos proporcionou mais uma oportunidade de estar com os pastores e obreiros do Distrito de Caxambu. Foram dois dias de muito alegria e unção. O motivo principal da visita, foi a reinauguração do templo da igreja de Alagoa. Mas foi realizado um culto distrital na igreja de Itamonte, aproveitando a nossa visita. Foi também uma boa experiência, estar com o novo Superintendente Distrital - Pastor Natanael João de Oliveira e sua esposa Meire.

Culto Distrital na IMW de Itamonte

Chegamos na sexta-feira, para nossa visita agenda à igreja de Itamonte. A família pastoral já estava a nossa espera. Foi muito bom ter estado novamente em casa do Pastor Gilberto e sua esposa Hosana. Pudemos abraçar novamente os seus filhos: Lucas, Sara e Mariana. Eles mudaram para uma casa (antes moravam em um "apertamento"), uma residência ampla e muito aconchegante.

O culto foi em um amplo local de eventos, cedido graciosamente à nossa igreja; o qual foi marcado pela alegria dos wesleyanos do Distrito de Caxambu e do agir de Deus em nosso meio. Duas coisas me trouxeram um prazer muito grande: A participação dos pastores - demonstrando a força da unidade no distrito; e a participação entusiasta da igreja de Itamonte; em que deu para se perceber o crescimento continuo em que a mesma se encontra - com famílias inteiras sendo alcançadas. A igreja de Alagoa, que veio com uma grande representação, teve uma participação muito especial. Ao final do culto, todos foram servidos pelos irmãos de igreja anfitriã, com um delicioso "cachorro quente" servido com fartura.

Dali, os pastores e suas esposas foram para a casa do Pastor Gilberto (todos teriam que dormir em Itamonte, para poder estar no dia seguinte em Alagoa). Fomos brindados com um delicioso jantar, preparado pela irmã Hosana e sua equipe. Várias iguarias enriqueceram aquele jantar - inclusive um delicioso "leitão à pururuca". Ah, um detalhe que não podíamos deixar em "branco": A Mariana ficou noiva. Isso mesmo! E o felizardo foi o jovem Leo, que está cada vez mais apaixonado e cada vez mais dedicado à obra do Senhor. Glória a Deus pela vida dos dois!

Reunião de Obreiros em Alagoa

No dia seguinte, após um café da manhã revigorante, partimos todos para Alagoa (uma viagem de cerca de uma hora - subindo uma serra bastante sinuosa). Alagoa é uma pequena cidade encravada no alto da Serra da Mantiqueira; a cerca de mil e duzentos metros acima do nivel do mar. O Pastor Jair e sua esposa Euseana já estavam a nossa espera - juntamente com suas filhas: A adolescente Miriam (que bordou uma bela toalha com o meu nome, quando lá estive da outra vez) e suas irmãs Ana Eloise e Ana Beatriz.

Depois de um tempinho conversando, aproveitando o dia ensolarado (fazia frio); os obreiros foram convidados a almoçar no restaurante da Pousada "Pica-pau", de propriedade do querido irmão Sarjob. Logo após o almoço, fomos para a sobremesa, em casa do Pastor Jair; onde a irmã Euseana confirmou suas habilidades na cozinha - servindo-nos pudim, pavê e gelatina. O Pastor Sabatini, que goza de grande estima naquela igreja, agiu como se fosse o "dono" do pavê; e nós só concordamos, porque deu pra notar que ele gosta muito do "pavê" feito pela irmã Euseana. Ainda bem que ela fez em grande quantidade.

Logo em seguida, fomos para o templo, que fica bem ao lado da casa do Pastor Jair. A reunião de obreiros foi muito proveitosa. Ministrei uma palavra da parte de Deus para os pastores e obreiros. Em seguida, falamos sobre assuntos diversos, do interesse do Distrito. Pude perceber que todos estão muito satisfeitos com o trabalho de supervisão que vem sendo feito pelo Pastor Natanael. Também saudamos o Aspirante Alexandre, que está auxiliando o Pastor Jair em Alagoa; e o Pastor Couto e sua esposa Mônica; que vieram da IV Região e estão à frente da igreja de Caxambu.

Culto de Reinauguração

Por volta das dezenove horas foi iniciado o culto no novo templo de igreja de Alagoa. A nave do templo e o mesanino estavam lotados. O culto foi marcado por muita unção e emoção. Entre louvores e adoração a Deus, os pioneiros foram foram chamados à frente e homenageados. O Pastor Sabatini (sempre tratado carinhosamente como "SD emérito"); o Pastor Camilo; o Pastor Gilberto; o Pastor Alípio e o Presbítero Zizinho receberam homenagem especial, devido aos relevantes serviços prestados em prol desta igreja. O clima espiritual ajudou-me muito na pregação da Palavra de Deus.

Após o culto, os obreiros se dirigiram para a casa do Pastor Jair, onde havia uma deliciosa sopa a nossa espera, com direito a uma inigualável farofa de pinhão (fruto abundante na região) e outras delícias. Ah, eu havia comido um pouco de creme de inhame na casa do irmão Sarjob, onde Celia e eu ficamos hospedados. Tivemos um momento de oração pela irmã Juliana - sua filha mais nova, que está vivendo dias de sofrimento. Mas o Senhor há de dar vitória, pois é uma dedicada serva de Deus.

No dia seguinte bem cedo, todos começaram a retornar - um a um - para suas casas. Celia e eu, fomos os últimos a sair. Depois do café, ficamos conversando com a Juliana; passando um bom momento de oração com ela.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Reunião do Colégio Episcopal

"Cuidai pois de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele adquiriu com seu próprio sangue" (Atos 20.28).

O Colégio Episcopal da Igreja Metodista Wesleyana, órgão constituído pelos oito bispos que presidem a mesma, esteve reunido nos dias 23 e 24 de maio - no Hotel Galardien, em Petrópolis. Esta reunião foi diferente das demais - por ter incluído também as esposas (Com exceção de Gleci, esposa do Bispo José Damião; e Lucimar, esposa do Bispo Anderson Caleb - ausentes por motivos de força maior).

Participantes da Reunião do Colégio Episcopal

Elisiário Alves dos Santos - Presidente do Colégio Episcopal e Bispo da Primeira Região - e sua esposa Lúcia; Sebastião Calegari - vice-Presidente do Conselho Geral e Bispo da Segunda Região - e sua esposa Maria Célia; Anderson Caleb - Bispo da Terceira Região; Jamir Fernandes Carvalho - Bispo da Quarta Região - e sua esposa Mara; Sinvaldo Correia Coelho - Bispo da Quinta Região - e sua esposa Márcia; Roberto Amaral - Bispo da Sexta Região - e sua esposa Márcia; José Damião - Bispo da Região Missionária do Nordeste; Oséas Macedo de Queiroz - Bispo da Região Europeia - e sua esposa Ildeilza.

Dois dias de edificação e de importantes decisões

Realmente, havia uma pauta a ser examinada e discutida pelo episcopado wesleyano. E as esposas dos bispos tinham muito o que conversar entre elas. A primeira sessão foi conjunta. Após termos cantado e orado, o Bispo Roberto Amaral nos trouxe uma profunda mensagem para a edificação de todos nós. Não tenho a menor dúvida em afirmar que esta foi uma das melhores reuniões do Colégio Episcopal que tivemos!

Fortalecimento dos laços de comunhão e amizade

Estes dois dias foram, na verdade, uma grande oportunidade de Deus para o fortalecimento dos laços de comunhão e amizade que sempre existiram entre nós. Tanto as esposas dos Bispos, que estiveram sempre juntas; como os Bispos - em suas reuniões e em seus momentos de descontração - todos aproveitaram muito bem este tempo que o Senhor nos concedeu. Certamente que as Regiões serão sempre as maiores beneficiarias de momentos como este que passamos juntos.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Visita ao Distrito de Governador Valadares

No mesmo dia em que se encerrou a Semana de Atualização Teológica, Celia e eu viajamos para Governador Valadares. Tivemos o prazer de ter o Pastor Valdívio viajando conosco; conduzindo o carro episcopal. Quando chegamos em casa do Pastor Valdívio, já passava da uma e meia da manhã (nem chegamos a ver a irmã Isaura). Valadares também é carinhosamente chamada de "Princesa do Vale" - por ser a cidade pólo da região mineira conhecida como "Vale do Rio Doce".

Encontro Distrital

No sábado as nove horas, após um delicioso café da manhã no Restaurante Spetus, iniciamos a reunião com os pastores e obreiros do Distrito de Governador Valadares. Foi uma reunião de grande proveito para todos os que dela participaram. Após a reunião, os obreiros e suas esposas participaram de um saboroso almoço nesse restaurante. Ali ficamos sabendo que este almoço era para comemorar o aniversário de Maria Celia - que naquele dia estava comemorando mais um ano de vida abençoada. Glória a Deus!

IMW do Bairro de Lurdes

Pouco antes do anoitecer, fomos juntos tomar café e coalhada na casa do Pastor Gervaldo. Ali ficamos conhecendo a Missionária Lucimara e seu esposo, que é Presbítero. Ela é irmã de Luciene - esposa do Pastor Gervaldo. Logo após, saimos para o culto distrital. Os pastores e obreiros, juntamente com diversos representantes das igrejas wesleyanas do Distrito, estavam lá. O evento foi na igreja do Bairro de Lurdes - sob a direção do Pastor Gervaldo. Celia recebeu presentes e manifestações de carinho dos representantes das igrejas. Foi um culto marcado por muita alegria e comunhão entre os irmãos. em seguida, preguei a mensagem. Foi uma bênção!

Após o culto, a igreja do Bairro de Lurdes ofereceu em seu salão social, um jantar especial a todos os presentes; em homenagem ao aniversário de Maria Celia. Tive a alegria de abraçar os Presbíteros Aniceto e sua esposa Marly; e Décio e sua esposa Maria Eulália. Pude abraçar também o querido Valtinho e sua esposa. Abracei Maria Gonçalves - que se mantém firme, mesmo com os seus mais de oitenta anos. Abracei também a irmã Salete; e muitos outros queridos irmãos que encontrei no culto; os quais lamento não poder mencionar, devido a memória cansada.

IMW do Jardim Pérola

No domingo pela manhã, visitamos a igreja do Jardim Pérola. A muitos anos não visitávamos aquela igreja. Antes do culto, foi servido um delicioso café da manhã a todos os irmãos presentes. Fiquei emocionado ao reencontrar irmãos que tive o prazer de batizar a mais de trinta anos. Dentre eles, pude abraçar o Presbítero Ner e a irmã Nely; ao final, abracei o José Carlos - um de seus dois filhos(este casal também são pais de Cristina, Juliana, Junia e Juninho). Conversamos sobre o grande milagre operado em Juliana, a trinta e dois anos atrás - sobre o qual falarei oportunamente em "bastidores da memória".

Também pude abraçar a irmã Maria Bonifácio - uma das primeiras irmãs a ser batizada em meu ministério em Valadares. Batizei também os seus filhos - José Marinho, Marília e Marilena. Fiquei comovido, quando a filha pré-adolescente de Marilena me procurou, perguntando se poderia também ser batizada por mim. Segundo ela, seu grande desejo é ser batizada pelo mesmo pastor que batizou sua avó e sua mãe. Não pude deixar de concordar com ela - colocando-me a disposição para oficiar o seu batismo, quando chegar a hora. Encontrei muitos outros irmãos; lamento não poder mencioná-los aqui. Em seguida, preguei no culto dessa manhã; sob a direção do Pastor Marilucio - titular desta igreja. Ele é casado com Andreia - filha caçula do querido casal: Pastor Alvino Ribeiro e irmã Alcione.

Logo após o culto matutino, viajamos de volta ao Rio de Janeiro - para uma reunião que teríamos no dia seguinte. O Colégio Episcopal reuniu-se por dois dias - os bispos e suas esposas. Louvo a Deus por tudo aquilo que vi no Distrito de governador Valadares. Um clima crescente de unidade e comunhão. Sinto que Deus tem usado o SD que nomeei para assumir este Distrito e a IMW Central de Valadares - o Pastor Valdívio. Creio que o Senhor irá fazer grandes coisas ali, para a Sua glória e edificação do Seu povo.

Cordialmente;
Bispo Calegari