quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dons e Ministérios - força da igreja local (parte III)

"E dizei a Arquipo: Cuida do ministério que recebestes no Senhor, para o cumprires" (Colossenses 4.17). "Dou graças àquele que me fortaleceu, a Cristo Jesus nosso Senhor, porque me julgou fiel, pondo-me no seu ministério" (1 Timóteo 1.12). "Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2 Timóteo 4.5)

Qualquer líder espiritual minimamente comprometido com a Palavra de Deus, sabe em seu íntimo que a manifestação dos dons e ministérios na igreja local é por demais importante para ser descartada - ou mesmo ignorada. Nesta parte do estudo, sentimos a necessidade de dar uma palavra preliminar sobre os Dons e Ministérios.

Dons e Ministérios - o que é isso?

"Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes" (1 Coríntios 12.1).

A Palavra de Deus é clara como a água cristalina. Ela demonstra neste texto que Deus não nos quer ignorantes quanto aos dons. O primeiro passo para compreendermos a natureza e papel dos dons e ministérios na igreja, é sermos sensíveis à voz do Espírito Santo. Todavia, para chegarmos a um entendimento equilibrado quanto ao exercício dos Dons e Ministérios, precisamos primeiro conceituar os termos:

Dom é talento; Ministério é tarefa;
Dom é ferramenta; Ministério é missão.
Com é capacitação; Ministério é chamado.
O Espírito Santo distribui os dons visando um fim proveitoso.
Para cada tipo de Ministério, existem os Dons correspondentes.
Ministério sem Dom é esforço sem resultado; Dom sem Ministério é desperdício.
Ministério sem Dom é missão não concluída; Dom sem Ministério é missão nem começada.

Dons e Ministérios - como fomentá-los?

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum" (1 Coríntios 12.4-7))

Os dons e ministérios não aparecem casualmente em uma igreja. Eles surgem por obra do Espírito Santo, que os reparte graciosamente. No entanto, os resultados decorrentes dos mesmos irá depender muito do discernimento e da sensibilidade - tanto daqueles que exercem o governo espiritual da igreja, como daqueles que serão instrumentos para o exercício dos mesmos.

No entanto, precisamos compreender que os frutos do exercício dos Dons e Ministérios só serão possíveis mediante um trabalho dedicado e perseverante. Todo cristão precisa saber que o agir de Deus na vida de um obreiro não o dispensa de se preparar para fazer a obra de Deus. É importante afirmar aqui, que - no Reino de Deus - o único improviso sem risco, é aquele provocado por uma ação inesperada do Espírito Santo.

E cada Pastor - como agente direto segundo o propósito de Deus na vida de uma igreja - é a peça chave para o desenvolvimento e exercício dos dons e ministérios existentes na igreja. E quando o Pastor se omite dessa responsabilidade; ou quando administra este setor sem procurar entender a dimensão do mesmo - o resultado poderá ser desastroso, em todos os sentidos! Na verdade, igreja alguma poderá desfrutar plenamente de uma perfeita interação entre dons e ministérios, sem que a gestão do Pastor seja eficiente e madura.

Por tudo aquilo que tenho visto ao longo de meus 43 anos de ministério; sinto-me em condições de afirmar que uma igreja sem pastor tem maior chance de colher frutos do exercício dos dons e ministérios de seus membros; do que uma igreja cujo pastor não seja objetivamente atuante na motivação espiritual e coordenação inteligente dos mesmos.

Dons e Ministérios - investimento de resultados

"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?" (1 Coríntios 12.28-30)

Ao longo de minha vida, tenho sido um pastor interativo. Tenho ensinado; e tenho aprendido à medida que ensino. E esta condição privilegiada me autoriza a fazer a seguinte declaração: Os bons resultados alcançados por um pastor à frente de sua igreja, tem uma relação direta com o investimento que o mesmo faz em dons e ministérios.

No governo da igreja local, o pastor nunca deve agir como se fosse um capataz. Ele deve proceder como um maestro de uma orquestra; ou como um técnico de um time. Ele não precisa ser um grande especialista em todas as posições - ou mesmo estar atuando diretamente no conjunto; o que ele precisa mesmo é saber reger e motivar o conjunto que tem sob seus cuidados!

Ao longo de minha vida, tenho investido em dons e ministérios. Posso garantir que meu objetivo tem sido tornar aqueles que por mim foram ajudados, obreiros muito melhores do que eu tenho sido. Nunca escondi isso - nem me preocupei com o crescimento e projeção daqueles que passaram pelas minhas mãos. Sempre tive a certeza de que minha missão só seria finalizada, se eu conseguisse fazer deles instrumentos aprovados por Deus - tal como eu tenho sido. E nada mais importava!

CONCLUSÃO

O objetivo dos dons e ministérios é, em primeira instância, edificar a igreja. Cada pastor deve estabelecer um alvo de crescimento para a sua igreja, desafiando os departamentos, procurando levar o seu rebanho a crescer em quantidade e em qualidade. O pastor é a figura chave para a edificação, mobilização e motivação de sua igreja na expansão do Reino de Deus.

Bispo Sebastião Calegari
Superintendente da 2ª Região

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