quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nota de Falecimento

Minha mãe foi ao encontro do Pai

"Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham" (Apocalipse 14.12-13)

Ontem cumpri um dos mais dolorosos deveres, ao longo da minha missão como Ministro de Deus: Presidi o ofício fúnebre - encomendando "ao pó" os restos mortais de minha querida e inesquecível mãe. Foi tudo muito rápido... Pegou-me de surpresa (as vezes nos esquecemos ser este o destino de todos nós). Ela faleceu no dia 19/07/2011, aos 83 anos de idade.

Minha mãe chamava-se LUZIA DE ARAÚJO FIGUEIREDO. Sempre foi uma mulher muito geniosa - até chegar a terceira idade. Desde muito cedo, durante a minha infância e juventude, percebi o quanto era difícil conviver com ela no dia-a-dia; e mal me dava conta de que eu era o filho mais parecido consigo (graças a Deus! O mesmo evangelho, cujo poder me transformou, foi capaz de mudá-la também). Após a minha conversão; logo compreendi que a conversão de minha mãe seria o algo urgente. Foi com gratidão a Deus, que tomei conhecimento de sua conversão, no ano seguinte a minha ida para Portugal.

Me converti e me formei no Colégio de Cadetes do Exército de Salvação. Ao me tornar Oficial do Exército de Salvação, minha mãe foi a São Paulo - a distância mais longa que percorreu ao longo de sua vida - em uma das raras vezes em que saiu do eixo Niterói/S. Gonçalo (fora receber a "estrela de prata" - Homenagem que recebiam todas as mães, cujos filhos se tornavam Oficiais do "Salvation Army").

Célia e meus dois filhos mais velhos - Pastor Calegari e Elizeu Calegari - me acompanharam nesta dolorosa missão. Já estavam lá, alguns dos meus irmãos; e também as três irmãs de minha mãe - Dalva, Diva e Dinair - além de outros familiares. Também pude encontrar amigos da juventude. O clima era de muita emoção, como sempre acontece em funerais (nunca é fácil nos despedirmos dos nossos mortos). Preguei uma palavra da parte do Senhor; baseada em Apocalipse 14.13. Após alguns testemunhos, rumamos para o sepultamento, onde finalizei o ofício fúnebre. O semblante de minha mãe estava tranquilo - com um leve sorriso nos lábios.

Minha mãe não foi a melhor mulher do mundo; ela foi apenas ... Uma mulher de Deus!
Louvo a Deus pelo ventre que me gerou e pelos seios que me amamentaram!

Saudosamente;
Bispo Calegari

Um comentário:

  1. Querido Bispo Sebastião Calegari, Apenas um abraço apertado num momento como este. Pr. Lusmar e Família

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