domingo, 5 de setembro de 2010

IMW do Alto Coramara - Marco de conquista

Fui convidado, pelo Pastor Aberenias (carinhosamente conhecido como Pastor Berê), para o grande culto de dedicação a Deus, do templo da Terceira IMW de Cachoeiro do Itapemirim, mais conhecida como "igreja wesleyana do Alto Coramara". A data é, para registro histórico: 29/08/2010 (inclusive, acabei recebendo até presentes, pois meu aniversário fora no dia anterior). Diveros pastores do Distrito de Cachoeiro lá estavam, inclusive o seu SD Pastor Jorge Camargo. Lá estava também a querida irmã Luci, ao lado de sua igualmente querida irmã Sueli (conheci a irmã Sueli a muitos anos atrás. Frequentávamos sua casa em Mantiquira, onde tanto ela como o Presbítero Rui Benvindo - seu esposo; e também seus filhos, especialmente o Wesley - o mais velho deles - Líder da Banda RHEMA, nos recebiam com a maior das atenções.

Naquele momento, me dei conta de que alguns fatos do passado, tinham muito à ver com este momento especial na vida desta igreja e deste pastor. Resolvi então, ao fazer este registro, enriquecê-lo com algumas relíquias rebuscadas nos "Bastidores da Memória". E a história que se segue, é o retrato fiel dessas lembranças:

A família wesleyana da qual o Pastor Berê é parte integrante, eu a conheço a muitos anos (ele devia ser um garotinho na época em que tive os primeiros contatos com sua família). O ano era 1970 - mês de julho. A data está viva em minha memória, pois havia me casado com Maria Célia naquele mês. Estávamos visitando o Pastor Oséas Macedo Queiroz e sua esposa Ideilza ( eles haviam se casado um pouco antes que nós). Eles pastoreavam a IMW de Cachoeiro do Itapemirim e nós a IMW de Campos. Nossa estada em sua casa, coincidiu com um compromisso pastoral que ele tinha na IMW de Biquinha: Sábado a noite, culto; e domingo pela manhã, Escola Dominical (eu nada sabia sobre essa igreja, nem onde ficava). E lá fomos nós, rumo a Biquinha! Enquanto seguíamos naquela direção, íamos conversando sobre nossos sonhos e visões de ministério. Ideilza e Célia permaneceram em Cachoeiro (elas tinham muitos assuntos à conversar, sobre sua nova condição de esposas de pastores).

O culto na "igreja de Biquinha" foi maravilhoso! Bem no formato da "dupla do barulho": Oséas e Calegari. Dormiríamos em Biquinha - no sítio em que a igreja esta localizada, de propriedade dos avós do Berê - Luci e Eurico Ribeiro (não tenho certeza de que este seja seu nome, pois faz muito tempo). Todavia, o Pastor Oséas acabou esquecendo algumas caixas cheias de remédio (xaropes, fortificantes, vitaminas, etc). Quando o Oséas comunicou à irmã Luci - e ele o fez com algum receio; que teríamos que retornar a Cachoeiro, ela ficou muito aborrecida. Nós dois tínhamos idade para ser seus filhos. E para piorar a situação, o Oséas - que tinha naquele tempo alguma dificuldade para falar, especialmente quando ficava nervoso ou assustado - começou a gaguejar; e nem esclareceu à irmã luci o motivo da nossa ida: a busca das tais caixas com remédios. E, por falta dessa informação, ela imaginou que estávamos indo pelo fato de termos casado a pouco tempo. Adjetivos como "crente carnal" e outros semelhantes, saltaram dos lábios da consagrada e dedicada serva de Deus em nossa direção. (e quando ela era tomada de ira santa, não adiantava nem tentar explicar). E fomos embora em seguida. Chegando em casa, achamos muita graça de tudo aquilo. Víamos diante de nós a imagem da querida irmã Luci, tal e qual uma mãe zangada, tratando-nos como filhos - nos pondo em nosso devido lugar. As meninas (Ideilza e Célia) também riram muito, ao ficarem sabendo do que aconteceu.

No dia seguinte, saímos muito cedo, de ônibus (eram raros os pastores que possuíam carro naquele tempo). Lembro-me que, após saltarmos do ônibus, havia ainda uma razoavel distância a ser percorrida à pé. E lá íamos nós, com as caixas na cabeça. Os irmãos dali, nos esperavam para a Escola Dominical na "igreja de Biquinha". Em lá chegando, reparei melhor, por ser uma bela manhã, e vi que a igreja estava situada num local muito bonito e agradável do sítio. E o casal estava à nossa espera na entrada do templo. Os avós do Pastor Berê eram os responsáveis por aquele trabalho; e também proprietários do sítio. Seu avô, sempre muito atencioso; e a irmã Luci era, e ainda é - mesmo com idade bem avançada, uma mulher de um dinamismo admirável. Já naquela época, era bastante conhecida nos meios wesleyanos.

Enfim... O tempo passou. Em minha transferência para a II Região, me deparo retornando a lugares e caminhos por onde pensava jamais voltar a passar - e aquele lugar era um desses caminhos. Visitando Cachoeiro em fins de 2008, tive o prazer de reencontrar as queridas irmãs Luci e Dileiga (respectivamente avó e mãe de Berê). Conheci também a Deise, esposa do Pastor Berê. Ela tem sido um valioso instrumento ao lado de seu esposo, contribuindo positivamente para o êxito do seu ministério. Nessa ocasião, os encontrei à frente de uma pequena mas promissora congregação, no Bairro cachoeirense do Alto Coramara. Pela fé, percebi duas coisas grandiosas naquele dia: O embrião de uma grande igreja; e o embrião de um grande ministério.

E agora, sem que se tenha passado dois anos desde nossa primeira visita à IMW do Alto Coramara, retornamos ao local e encontramos uma igreja em franco desenvolvimento. Seus membros muito bem apascentados por um Pastor que transpira paixão pelas almas. Seu crescimento pode ser considerado explosivo, glória a Deus! Seu templo é um dos maiores e mais belos templos da II Região. A história de ambos - igreja e pastor - é uma história de luta e sacrifício, cheia de frutos para a glória de Deus.

Cordialmente;
Bispo Calegari

Um comentário:

  1. TEM SIDO GRATIFICANTE ACOMPANHAR ATRAVEZ DO GIRO EPISCOPAL OS ACONTECIMENTOS DA IMW II REGIÃO A QUAL FAÇO PARTE A POUCO TEMPO. MAS JÁ APRENDI A AMAR. DEVO ISTO AO QUE LEIO E APRENDO CADA VEZ QUE VISITO TANTO O " GIRO EPISCOPAL " QUANTO OS " BASTIDORES DA MEMÓRIA " PR. LUSMAR IMW SANTANA DO DESERTO - MG

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