terça-feira, 25 de novembro de 2014

Senti segurança e paz


Após orar nesta manhã, fiquei a pensar nos dias que temos pela frente... Já faz tempo, aprendi que não existe meio de saber sobre o que um novo dia nos reserva; pois, nem mesmo as revelações de Deus sobre os mesmos são detalhadas. Na verdade, a única segurança que tenho, quanto ao novo dia que está por vir; é que Jesus me exorta a não me preocupar com o dia seguinte; pois o dia que vivo, com os seus desafios e provações, já é suficiente para ocupar o meu tempo. Ao pensar nisso, senti alívio ao saber que preciso estar sempre na presença de Deus; pois, envolto em Sua graça, não preciso temer aquilo que não pode me atingir sem que Ele consinta; e quando Ele consente, também fornece os meios para que eu tenha proteção e direção em meio aos conflitos que devo enfrentar. Então, por que temer se a luta é grande? O meu Deus é bem maior que ela!
 
Senti segurança e paz... Uma sensação de satisfação e saciedade, por saber que tenho do Pai tudo aquilo que de fato preciso. Logo, por que me prender ao dia que passou - ou me assustar com o dia seguinte - se tenho o amor de Deus trabalhando em meu favor no dia de hoje?! Cheguei até a pensar naqueles que me olham com desprezo ou que me querem ver "pelas costas"... E senti compaixão deles; por não saberem que trabalhar em prol do reino de Deus não é trabalhar contra alguém em especial; e sim, trabalhar em favor daqueles que o reino abraçou; e também em favor daqueles que o reino ainda não descartou. Ah... Também senti que minha bolha de imunidade - aquela que envolve a mim e minha família - permanece inviolável. Enfim, por que temer nos dias maus ou sombrios? O Senhor é o meu refúgio, bem mais eficaz que um poderoso exército!
 
Recomendo a leitura deste salmo em sua totalidade; pois o destaque que ele dá ao valor da vida humana, é de suprema importância para quem busca a essência da verdadeira sabedoria: "Ouvi isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo, Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres. A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento. Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enigma na harpa. Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniqüidade dos que me armam ciladas? Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas, Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele." (Salmos 49:1-7). Realmente, meditar nele nos leva a entender um pouco mais o real sentido da vida.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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