sexta-feira, 4 de julho de 2014

Insondável mistério


Na manhã de segunda-feira, enquanto eu ainda orava em Bom Sucesso - tranquila cidade do sul de Minas Gerais - na casa do Pastor Edson Borges e irmã Maria Angela Pimenta Borges; pensei em Moisés. Ele, que foi um dos maiores homens de Deus da História, desejou ver a face do Senhor; no entanto foi advertido pelo o próprio Deus quanto ao risco inerente à visão. Assim, da fenda de uma rocha, teve que se contentar em ver Sua sombra. É isso mesmo!!! Não há como contemplar a face do Deus eterno e sair ileso desta visão. Neste instante, fui tomado de grande e profundo temor; pois, entendi que jamais conseguirei ver a face do Deus eterno; posto que o único modo de contemplá-lo é olhando para Jesus - expressa imagem do Pai - cuja visão me mantém em sintonia com o Deus todo poderoso, sem correr risco ou perder o rumo. Enquanto me recompunha em meu interior, fui levado a refletir...
 
Fato é (isto afirmo com certeza) que homem algum jamais conseguirá encontrar Deus na matemática, na física ou na biologia; pois, ainda que consiga por este processo, descobrir verdades a Seu respeito; todavia, jamais O encontrará por meio de simples observação e pesquisa. Portanto, se pretendemos conhecer Sua divina Pessoa, mesmo envolta em insondável mistério; só conseguiremos resultado ao manter os olhos fixos em Sua Palavra e em Jesus, o Autor da Vida. A visão unicista de Deus; por não conseguir explicá-lo pela razão e investigação, procura definir de modo simplista este mistério: Uma das correntes do unicismo declara que Jesus é tudo; a outra declara que Jesus não é nada - ambas se auto afirmando como única depositária do mais indecifrável mistério do Universo. E assim - para o bem ou mal de ambas - nenhuma das duas tem a razão que pensam ter naquilo que proclamam.
 
Na verdade, o Pai existe e é reconhecido pelo próprio Filho; e, por sua vez, o Filho existe e é reconhecido pelo próprio Pai; e, de igual modo, o Espírito Santo existe e é reconhecido e por ambos - Pai e Filho - sendo Ele o agente invisível da divindade indivisível e coexistente em três Pessoas distintas. Todavia, este mistério não é para ser discutido em rodas de teólogos; ou investigado por curiosos; ou mesmo sistematizado em algum esboço teológico. Este é um fato que não busca ou exige comprovação. Deus se basta a si mesmo; não dependendo de conceitos ou preconceitos a Seu respeito para ter sua existência legitimada. Quanto a nós - simples mortais - somente nos cabe amar a Deus; proclamando o amor do Pai; unindo nossa vida ao Seu Filho Jesus; e, anunciando, cheios do Espírito Santo, salvação em Cristo Jesus a todos os homens e mulheres deste mundo tão carente de libertação e de paz.
 
Louvo sempre a Deus por ter ao meu alcance as Escrituras Sagradas, pois foi nela que pude entender o plano de Deus para minha vida; encontrando em suas páginas tesouros em forma doutrina e poesia, tais como esta: "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." (Romanos 11.33-36). É verdade! Posso afirmar que sou o que sou e devo a Deus tudo o que tenho; e que, mediante Sua Palavra, posso carregar comigo um tesouro sob a forma de  conhecimento; ciente que não poderia discernir seus ensinos sem o auxílio do Seu Espírito Santo.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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