quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Deus é o juiz


Em uma dessas manhãs, após passar alguns momentos com Deus em oração, resolvi meditar sobre fatos lícitos e até sagrados que, algumas vezes, nos levam a afastar-nos d'Ele; cheguei a conclusão de que - em se tratando de vida com Deus - todo o cuidado ainda é pouco, mesmo ao lidarmos com algo bom. Pensei nas missionárias wesleyanas, cujo dia foi comemorado a pouco; pensei nos pastores wesleyanos, em sua perigosa jornada pelos caminhos do "ser e não ser" e de "fazer e não fazer"; pensei nas ovelhas wesleyanas, em seus medos quanto aos dias vindouros e em sua esperança por dias melhores. Enfim...
 
Também pensei em mim mesmo. Afinal, por que não pensar em minha própria existência e "razão de ser"? Então, me senti pequeno; mas este sentimento é comum. As vezes, sinto-me bem menor do que aqueles crentes que me julgam - declarada ou reservadamente - atribuindo a mim supostas intenções ou atitudes. Será que eles tem alguma razão no que pensam ou no que dizem? Só Deus o sabe; pois, nem eu mesmo sei. Na verdade, percebo que não sei como julgar-me a mim mesmo; nem como julgar aos outros. E nem faço questão de aprender isso. A muito tempo aprendi que Deus é o Juiz! Então...
 
Devo prosseguir em minha jornada peregrina; sem medo ou coragem aparente, sem ressentimento ou mágoa... Em direção a um ponto não marcado no mapa que não tenho; pois ando por fé. Todavia, tenho plena certeza de que lá chegarei; tão somente seguindo o caminho do "Vento" e observando o "Ponto de Luz" no horizonte, que supera a luz do sol e o brilho das estrelas. E assim, não devo me preocupar sobre aquilo que dizem que eu sou; pois, não responderei diante do Deus eterno pelas opiniões dos homens a meu respeito; e sim pelo modo como me conduzi neste mundo, conhecendo a verdade que conheço.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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