domingo, 30 de junho de 2019

Vida de oração


Hoje, domingo, é um excelente dia para falar sobre oração. Uma das canções sobre oração que mais aprecio é aquela que diz que com a oração quieta o mar, faz tempestade acalmar (ao final desta reflexão, vou postar). Glória a Deus! Se um crente ora com paixão e fé, o céu se abre em graça, o inferno estremece, e o inimigo emudece. Pois a oração daquele que acredita é ouvida no céu e temida no inferno. Aleluia! Portanto irmãos, neste dia do Senhor, vamos separar um tempo para buscar a face do Deus vivo.

Sei que uma vida de oração nem sempre consegue impedir que certas provações aconteçam e o mal se manifeste. Todavia, seja qual for a luta que alguém esteja sofrendo, uma oração convicta e convincente consegue amenizar a dor que aflige aquele que sofre. E mesmo em um lar atacado e afligido, onde as coisas não vão bem; quando a família se aliança em um propósito de oração, a resposta de Deus se faz ouvir e o Santo Espírito opera, enchendo de esperança os desesperançados e de paz os corações afligidos.

Elias orou ao Senhor: "Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e pôs o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu servo: Sobe agora, e olha para o lado do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então disse ele: Volta lá sete vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então disse ele: Sobe, e dize a Acabe: Aparelha o teu carro, e desce, para que a chuva não te impeça." (1 Reis 18:42-44). Então, a chuva veio sobre a terra.

Devemos orar, orar... Orar até o Senhor trazer resposta:
https://youtu.be/gkxrmg7VB5k

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 29 de junho de 2019

O inferno


Quarta-feira passada, presidi nossa primeira reunião de membros, na IMW de Lagos. Entre os assuntos pautados, fiz breve reflexão sobre os horrores do inferno. Sei muito bem que não existe prova física e palpável da existência do inferno (assim como da morada eterna dos salvos por Jesus, também não); mas, isto não atesta sua inexistência, sendo tão somente mero desconhecimento. Todavia, a Bíblia sagrada - livro de cabeceira e da crença de quem crê em Jesus, está repleta de ensino sobre ambos (tanto do céu, como do inferno) revelando alguns detalhes dos prazeres do céu e dos horrores do inferno.

Na supre-mencionada reunião, apresentamos um plano diretor possível para a realidade e potencial (ainda bem limitado) desta abençoada igreja. Nem preciso dizer que o foco foi edificação dos membros e salvação das almas. O assunto abrangeu, desde a comunhão e unidade entre todos nós, até à articulação dos membros e ministérios para um culto agradável (à Deus e aos homens) e eficiência na porta de entrada (com atendimento terno, simpático, acolhedor). Entretanto... Penso que o que falei sobre os horrores do inferno (com vidas sofrendo dores eternas e inimagináveis) já dá o que pensar.

Este relato não é uma parábola, pois Jesus dá nome aos personagens:

"Ora, havia um homem rico, e vestia-se de púrpura e de linho finíssimo, e vivia todos os dias regalada e esplendidamente. Havia também um certo mendigo, chamado Lázaro, que jazia cheio de chagas à porta daquele; E desejava alimentar-se com as migalhas que caíam da mesa do rico; e os próprios cães vinham lamber-lhe as chagas. E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. E, além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai, Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém, Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite."
(Lucas 16:19-31)

São tantas vidas seguindo à caminho do mesmo fim. Misericórdia!

"Apocalipse", com o Conjunto Sonoros. Vale a pena ouvir!
https://youtu.be/-LQt3cbYzKI

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Plena perfeição


Sempre que nos quedamos aos pés do Senhor, em plena rendição; logo, algumas falsas ideias caem por terra. E uma delas é a de nos julgarmos sempre certos, capazes, e melhores. Diante do Senhor, logo percebemos não termos a perfeição que julgávamos ter. Uma oração feita ao Deus verdadeiro, baseada em sua Palavra, pode trazer o fogo santo que incinera o lixo que ainda trazemos conosco; lixo este deixado por influência do humanismo que floresce no canteiro da vaidade pessoal. Na verdade, algumas coisas perfeitas que chegarmos a fazer, não serão indicação de perfeição pessoal que jamais atingiremos.

Nesta vida, por mais que nos esforcemos para sermos perfeitos nas coisas que fizermos; o máximo à que chegaremos se reduzirá a algumas realizações, as vezes quase perfeitas, que serão julgadas por pessoas tão imperfeitas quanto nós. Mas, isto não significa que não possamos obter certo nível de relativa perfeição. Por exemplo: É possível ser perfeito em amor; em obediência; e, mesmo, em certas realizações. Mas, isto não faz alguém absolutamente perfeito. Pois a perfeição absoluta é atributo divino. Enfim... Nosso modo "perfeito" de querer julgar os outros, pode nos acarretar os mais graves problemas.

Em minha mente, tento imaginar o sentimento de Paulo, enquanto escrevia este texto:

"Porventura começamos outra vez a louvar-nos a nós mesmos? Ou necessitamos, como alguns, de cartas de recomendação para vós, ou de recomendação de vós? Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração. E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica."
(2 Coríntios 3:1-6)

Precisamos cultivar este sentimento: Que somos o que somos, pela graça de Jesus.

Pai! Perdoa o meu jeito de achar que sou perfeito:
https://youtu.be/Y8QWKwo5Vw8

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 27 de junho de 2019

O prazer e o dever


Vez por outra, eu me vejo a pensar na interessante relação que deveria existir, entre dever e prazer - seja ao lidamos com as nossas obrigações espirituais, ou quando cumprimos nossas obrigações seculares. Já tenho ouvido de alguns atletas, esta declaração: "Eu faço o que mais gosto e ainda sou bem pago para fazer". Na obra de Deus, já ouvi vários tipos de queixas; tais como: "os irmãos não me ajudam no que eu faço"; "a igreja não reconhece meu valor"; "vivo a gastar minha vida na obra e não sou recompensado"; e outras ainda piores. Mas se há um lugar, em que o prazer e dever devem se conjugar, é no ministério.

Ao refletir sobre esta importante questão, me pus à refletir: Se na vida secular, o prazer antecede o dever; na vida espiritual, o dever antecede o prazer. Ou seja: Na vida material, alguém começa a sentir prazer em alguma atividade para a qual se sente atraído e depois se qualifica para fazer ainda melhor aquilo que gosta - até ao ponto de ser valorizado e remunerado por sua habilidade. Porém, na vida espiritual, desde o início da conversão, somos desafiados pelo dever de buscar a Deus e de testemunhar de Jesus. E, após o dever cumprido, a alegria contagiante em fazer a vontade de Deus, transborda o coração do crente.

Que bênção Senhor! Como este texto exerce influência em minha vida e ministério:

"Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho. Mas eu de nenhuma destas coisas usei, e não escrevi isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória. Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais."
(1 Coríntios 9:13-19)

Sou grato a Deus, por poder unir o dever deste imperativo ao prazer dele resultante.

Vida cristã deve unir o dever de fazer ao prazer de cumprir:
https://youtu.be/CLBffgOmnVk

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Haverá um final feliz


Penso ser algo recorrente na oração de muitos crentes, logo após termo declaratório de adoração, a confissão por pecados cometidos. Sempre que busco a presença de Deus, procuro seguir este formato. Para tanto, levo comigo algumas certezas. Uma delas, é que não há homem que não peque e que não há pecado que não possa ser perdoado (exceção feita àqueles de difícil interpretação). Creio que o amor de Deus, que em Cristo nos salva e perdoa, é a melhor das terapias. Glória a Deus! Infelizmente, muitos cristãos vivem um perigoso estilo de vida - entre o altar dos sacrifícios e a feira das vaidades - estando ora em um, ora em outro. Isto é muito preocupante, para não dizer lamentável.

Com referência à gravidade de certos pecados, o apóstolo Paulo (em 1 Coríntios 5:5) expõe a possibilidade de salvação de alguém, pela graça de Jesus; sem que isto impeça a destruição de seu corpo por satanás (este é um texto de difícil explicação teológica; o qual pode ser melhor entendido, quando analisamos os tristes casos de desvio espiritual e fracasso moral que conhecemos). Enfim... Faz bem saber que Jesus morreu para nos livrar do pecado; que sua graça salvadora pode mudar a vida do pior pecador; que nosso pecado pode ser apagado pelo fluir de seu sangue inocente vertido na cruz; e que sempre haverá um final feliz para quem vive e pauta sua vida no Senhor Jesus.

Este texto revela a terrível gravidade do pecado:

"Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E nisto sabemos que o conhecemos: se guardarmos os seus mandamentos. Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele, também deve andar como ele andou."
(1 João 2:1-6)

E prescreve o único remédio capaz de o debelar.

Glória a Jesus! A graça divina é maior que o pecado humano:
https://youtu.be/q2Sphje5CSM

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 25 de junho de 2019

Vigiando em todo tempo


Percebo uma interessante "moda" surgindo no horizonte: Cantores seculares, de reconhecida projeção, regravando músicas evangélicas que considero clássicas. Antes de prosseguir, antecipo que não sou contra qualquer manifestação declaratória da grandeza de Jesus - mesmo aquelas que vierem de espíritos malignos (a Bíblia registra algumas). Além disso, a própria Bíblia registra que, em conversa com os discípulos, "Jesus lhe disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós." (Lucas 9:50). Entretanto... Segundo o meu entendimento, um cantor precisa ser minimamente coerente com aquilo que decide cantar. Lamentavelmente, coerência é um valor que está em falta, até em alguns pregadores.

Percebo o mover de uma onda de relativismo religioso que tenta impor como normal a mistura do profano com o sagrado - não para sacralizar o profano; mas, para profanar o sagrado. E ao dizer isto, não é minha intenção julgar o motivo dos que buscam conjugar estes valores inconciliáveis (há quem o faça por ingenuidade). Assim diz o Senhor: "E a meu povo ensinarão a distinguir entre o santo e o profano, e o farão discernir entre o impuro e o puro." (Ezequiel 44:23). Satã é capaz de transformar a melhor das intenções, na pior das atitudes, levando pessoas ingênuas (como fez com Eva) à práticas profanas e ofensivas à Deus, usando como argumento o conceito de "mente aberta" e de que "nada tem a ver".

Este tempo é reconhecido por muitos como tempo do fim:

"E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo. Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro. Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã."
(Apocalipse 22:10-16)

Neste tempo, precisamos agir como os irmãos de Bereia.

Glória a Deus! Um adorador é tudo que eu sou:
https://youtu.be/hXJ9IcWulEU

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Conduta de algumas igrejas


Em meu dia-a-dia, tenho orado pela Igreja do século 21 (é lógico que eu me refiro à verdadeira Igreja do Senhor Jesus; e não às suas imitações baratas). As suas dores e aflições são incisivas e seus desafios enormes (seriam intransponíveis, se ela não tivesse Deus ao seu lado). Penso não haver um lugar neste mundo, onde a vera Igreja de Cristo não esteja sofrendo as lutas e provações que estão preconizadas nas Sagradas Escrituras (em alguns lugares, perseguição atroz; em outros, aplausos, fama e popularidade). E assim, vivemos os tempos difíceis preditos na Palavra de Deus! Daí a urgência de orações gemidas e choradas em seu favor.

Ao orar um pouco mais pela Igreja (repito que não refiro à uma congregação local; e sim ao Corpo místico de Cristo, sendo a congregação local é uma das partes); logo penso na conduta de algumas igrejas que se auto-proclamam "de Cristo". Então, me vem à mente a figura de alguém que transfere dinheiro - de um para outro bolso da própria calça; vivendo a falsa ilusão de ter ganho mais algum dinheiro. Enfim, tantas igrejas vivem do mesmo modo, deslumbradas com certo crescimento aparente - provocado por ovelhas aliciadas de outros rebanhos; tendo perdido (sem ter notado) a visão do perdido e a missão de seu resgate.

Sobre a missão da Igreja, este texto não diz tudo aquilo que nós precisamos ouvir:

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! E por isso, se o faço de boa mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é confiada. Logo, que prêmio tenho? Que, evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu poder no evangelho. Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele."
(1 Coríntios 9:16-23)

Porém, ele lança luz sobre a verdadeira missão da Igreja: Buscar e salvar o perdido.

Pelo vale escuro, sob a luz de Deus, seguirei Jesus:
https://youtu.be/CGXH4jadJ7Q

Cordialmente;
Bispo Calegari

Compartilhar