domingo, 30 de junho de 2013

Sou um filho feliz


Eterno Deus e Pai; conforme tem acontecido algumas vezes ao longo deste mês, venho me estender no lugar de oração bem antes do horário habitual. Creio que tens um propósito para esta medida. As vezes me sinto assustado e confuso com tudo aquilo que vejo a minha volta. Sei que os conceitos e as circunstâncias exercem peso de influência em nosso modo de pensar e de agir. Creio que Abraão parou muitas vezes - ao longo da caminhada - para lidar com seus medos e conflitos. Moisés, teu servo, assustou-se com a visão da sarça e sentiu-se confuso com a Palavra revelada. Sinto que, as vezes, a própria verdade me confunde; mas... Isso não me incomoda; pois, sempre soube que a verdade é tão vasta e tão profunda que jamais a conhecerei inteiramente. O importante é a convicção que tenho, de que a mentira já não me engana mais.

Percebo, Pai, que vivemos dias de tristeza e sofrimento em toda parte. Gritos de dor e de imprecações ressoam por toda parte. Vejo que o mundo está em crescente desespero; e sei que existem razões de sobra para isso. Mas, de uma coisa estou certo: Não existe prazer maior neste mundo do que estar assim, prostrado aos Teus pés, sob Tua proteção. Não há meios de evitar tão agradável emoção que se transforma em especial alegria. E esta Alegria não se compara a nada que eu já tenha experimentado por aqui. Alegria sem ressaca, sem dor, sem encrenca; diferente da alegria que este mundo costuma oferecer. Assim como estou - em Tua presença - não consigo conter o riso e as lágrimas. Ainda bem que consigo falar contigo em outras línguas! Estou alegre e sei que a alegria por estar diante de Ti, me satisfaz e me fortalece. Sou um filho feliz!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 29 de junho de 2013

Pirâmides financeiras


 
Nesta tarde, sinto necessidade de me pronunciar sobre a importância e o valor do trabalho honesto, para a geração de renda; ou, até mesmo, de riqueza. O trabalho tem sido o meio mais importante, através do qual Deus concede ao homem, frutos para uma vida digna e abençoada. Então, ainda que o trabalho remunerado não possa enriquecer alguém; posso dizer que a renda produzida pelo trabalho honesto nos permite ter consciência tanquila e dormir em paz!

No entanto, desde pastor ainda jovem; ouço falar sobre as vantagens trazidas por determinadas pirâmides financeiras. Cheguei a ver, em meu tempo, uma pirâmide financeira semelhante à muitas daquelas que são oferecida nos dias de hoje. Na ocasião, quando tentaram me atrair com as promessas de dinheiro fácil; recusei de imediato! Depois, vi a decepção no rosto dos perdedores. E o pior é que haviam até pastores envolvidos em tais pirâmides.

No tocante ao TELEXFREE, mediante a polêmica amplamente divulgada na Mídia, devo me pronunciar pela II Região. Jamais fui procurado por algum pastor acerca deste tipo de negócio, em busca de conselho. Portanto, faço o seguinte comunicado: A IMW II Região não apoia pastor ou membro da mesma que ofereça este ou outro produto similar. Ele o faz por sua própria conta e risco; estando sujeito à Comissão de Ética, caso a sua participação - oferecendo ou divulgando - venha prejudicar alguém.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Marta Fuly partiu para o Senhor

Irmã Marta gostava de pregar e ensinar

A querida irmã Marta Fuly partiu para o Senhor. Seu falecimento se deu neste domingo, dia 23/06/2013, ás 15 horas; no Hospital Santa Tereza em Petrópolis. A notícia me surpreendeu; nem tanto por sua idade, já avançada; mas sim, pelo seu vigor (ainda a poucas semanas, fez parte de um grupo que viajou até Israel). Nesta manhã, enquanto eu orava ao Senhor; o meu espírito expressava gratidão a Deus por esta querida família. Lembrei-me da primeira vez em que os vi (eu era um pastor ainda bem jovem) quando preguei na iniciante IMW de Mantiquira. Pois é; os amei assim que os vi!


 
Me lembro como se fosse hoje: O saudoso Presbítero Jaydes Fuly e sua esposa Missionária Marta Fuly; sempre solícitos. Nos tornamos amigos na primeira conversa. Me hospedei em sua casa muitas vezes. Eles me tratavam com um carinho especial. Jaydes, falecido a mais tempo, me fazia sala. Sentados próximos, ali ficávamos - ele e eu - conversando sobre tudo. Eu gostava do modo como ele me tratava - sempre por "Calegari" - com sua voz mansa e arrastada. É... Sempre fomos bons amigos.

 
Fui também amigo do Pastor Jeremias - pai de Marta - a quem visitei algumas vezes, em sua casa, nas proximidades do antigo salão da igreja de Mantiquira. Certa vez, viajamos juntos - um grupo de oito pessoas - inclusive o saudoso Bispo Gessé; em uma combi do Jaydes, por ele dirigida, até ao Paraguai. Estivemos no Paraná; fomos aos indígenas paraguaios, próximo ao lago Ypacaraí. Foram dias de abençoada e frutífera missão de levar o evangelho. Nos divertimos bastante naquela viagem. Amei!
 
Irmã Marta com seu filho, nora e netos
 
Ah, também cheguei a estar com o seu filho - na época Capitão-médico do Exército - sua nora e netos, na cidade de Marabá. Na ocasião estávamos iniciamos o trabalho wesleyano em Marabá, cidade do Estado do Pará, através do casal que enviamos para este fim: Pastor José Araújo e sua esposa Maria Lucia. Enquanto eu revia estas cenas em minha memória, fiquei a pensar no quanto o saudoso Jaydes fuly sentiria prazer com o ministério de seu neto Jaydes Fuly; prazer que Marta pode sentir antes de partir.
 
"E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem."  (Apocalipse 14.13)
 
Cordialmente;
Bispo Calegari
 

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Grito das multidões


Nestes dias agitados por clamores e manifestações, pelos mais diversos motivos, digo sinceramente: Não encontro um lugar melhor para me sentir seguro do que na presença de Deus. vivemos dias marcados pelos gritos de uma multidão cansada de promessas de homens. E seus gritos são ouvidos nos campos e nas cidades; nas choupanas e nos palácios. E o trabalho informativo da grande mídia se encarrega de potencializá-lo. No entanto, esta mesma mídia - por razões ainda não explicadas - não veiculou o grito de milhares em Brasília, em defesa da família, liderado pelo Pastor Silas Malafaia.
 
No entanto, é bom que se diga que estas manifestações que ocorrem no mundo inteiro, não são originais. Pois, um crescente clamor popular vem percorrendo países do mundo inteiro - desde as nações árabes, passando pelas nações europeias e chegando até nós - como se fosse uma onda; mobilizando os povos a dar um basta no estado de injustiça social e abusos promovidos por ditaduras bem conhecidas e governos corruptos e inoperantes. Não resta dúvida que este é um dos poucos recursos de que dispõe as multidões desprotegidas e abandonadas à sua própria sorte por seus próprios governantes.
 
Entretanto, percebo existir uma nota de preocupação no clamor dos povos sedentos por justas mudanças: É que o povo já tão sofrido, acaba se tornando vítima de lideranças oportunistas erguidas deste quadro. Assim como os gritos de ontem guindaram ao poder nazistas crueis, ditadores intolerantes, caçadores de marajás, anistiados de ocasião e sindicalistas espertos; os gritos de hoje, certamente, devem trazer em sua esteira - dos bastidores da manipulação - aqueles que saberão se aproveitar desta onda de inconformismo justificável; para tentar obter o seu cobiçado quinhão de poder no curso da História.
 
Porém, este estado de insatisfação não se manifesta apenas no mundo secular e político; ele também se manifesta no mundo religioso e cristão. Vemos as mais diversas instituições - novas e antigas - sendo açodadas em promover mudanças para tentar agradar uma clientela cada dia mais insatisfeita com quase tudo. E assim, como se diz no jargão comercial, lideranças vão tentando fazer de tudo um pouco para agradar o exigente "gosto do freguês". E os gritos de insatisfação religiosa se fazem ouvir, aqui e ali, assustando muitos líderes religiosos; especialmente aqueles que anseiam por aceitação popular.
 
Todavia, não podemos nos esquecer que gritos ruidosos como os que hoje ouvimos, eclodiram nas ruas de Jerusalém e nas ruas de Roma a dois mil anos atrás; ainda que por motivos diversos. Na verdade, o ruido do clamor nem sempre consegue repassar as sua verdadeiras intenções. As vezes eles soam como grito de socorro; outras vezes, como grito de revolta. Dependendo do quadro vigente, o grito clama por justiça; em algumas ocasiões, clama pela manutenção de flagrante injustiça. Enfim, gritos pacíficos, gritos anárquicos... Que o Senhor nos guarde de tanta gritaria; e, dos atos que se seguirão aos gritos!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 25 de junho de 2013

Como me fez bem orar


Meu amado Pai celestial; nesta manhã venho te buscar um pouco mais cedo do que o horário habitual. Não foi uma decisão intencional ou planejada por mim. Simplesmente, os meus olhos se abriram antes da hora costumeira e entendi ser o momento ideal para estar em Tua presença. Na verdade, eu me sinto muito bem em poder estar prostrado aos Teus pés, recebendo graça e unção em medida especial; para, então, poder dar conta da missão que me confiaste. Meu coração não cabe de tanta alegria!
 
Acho tão interessante o que sinto. Na verdade, não me sinto melhor nem pior do que algum outro filho Teu, do passado e do presente; mas, a semelhança deles, sinto-me necessitado deste amor que flui em Tua presença. Não consigo entender como posso te abraçar sem te ver; ou te sentir sem te tocar. Penso ser um daqueles mistérios inexplicáveis que envolvem o ser supremo e sempiterno que Tu és! É maravilhoso Crer em meu espírito que para sempre te louvarei, Deus da minha vida e do meu amor!
 
Ah... Como me fez bem orar por minha esposa e por meus filhos; por meus netos, minhas noras e meu genro. Senti-me feliz e atendido ao orar por eles! Também senti alegria especial ao orar pelos Bispos e pelas regiões que eles presidem. Enquanto eu orava, senti como seu eu estivesse junto com eles - no cumprimento de sua missão - caminhando ao seu lado em suas andanças regionais. Enfim, pude terminar, orando por aqueles que tem sido nomeados desde o ultimo concilio! Obrigado, Senhor!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Valores sagrados


Tenho pensado na necessidade que todos nós, cristãos dos últimos dias, temos; de nos mantermos ligados aos valores sagrados que sustentaram e motivaram os cristãos primitivos. Tenho percebido, em minhas observações, que as novas gerações estão sempre a clamar por mudanças; e este clamor chega a um volume ensurdecedor nestes dias em que vivemos. Sem querer emitir juízo de valor sobre o que vem acontecendo; percebo que a humanidade - ao longo da história - tem sido constantemente afligida pelas escolhas que faz. E, com raras exceções, a História é fiel testemunha daquilo que estou aqui dizendo.
 
Não é de hoje as multidões estão sempre em busca de algo que as contentem. De modo geral, o início de sua procura é sempre nobre e legítimo. No entanto, por falta de uma visão de Deus, elas vão sendo facilmente desencaminhadas por oportunistas e aproveitadores. Um observador mais atento vai perceber que as multidões estão sempre andando em círculo - sem rumo e sem destino - voltando ao ponto de partida; para então começar tudo de novo. Elas vivem a sofrer os mesmos males e decepções de sempre; por confiar em soluções puramente humanas e por sua insistente recusa em buscar ajuda de Deus.
 
A Palavra de Deus prenuncia que no mundo teremos aflições; mas, que a perfeita paz e a verdadeira vitória só encontramos em Jesus (João 16.33). Diz também que não devemos nos conformar com este mundo; mas, buscar conhecer a vontade de Deus que é boa, agradável e perfeita (Romanos 12.2). Sempre que um povo desassistido por seus governantes, consegue levantar um novo líder que lhe dê  esperança e melhores condições de vida, acaba se frustrando; uma vez que a tendência do novo líder é repetir os erros que cometeram os líderes anteriores. Só em Jesus temos vida e paz verdadeira!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 23 de junho de 2013

Oração é sempre necessária


Quando estive na casa do Pastor Jorge Perim, mesmo cansado da viagem até Uberlândia, senti necessidade de me erguer em busca do favor do Senhor. Já tenho dito algumas vezes, que, nunca é fácil orar quando se está cansado. Na verdade, nunca é fácil orar em circunstância alguma! E, talvez por isso, a alma humana está sempre a buscar uma alternativa ao lugar de oração. Mas aprendi que a oração é sempre necessária; mas, as vezes - além de necessária - é também urgente! Então, decidi não dar ouvidos ao meu queixoso cansaço e me derramei ali mesmo, no local que escolhi para lugar de oração.
 
Enquanto eu orava, fui invadido por um sentimento que me causou desconforto. Então, perguntei ao Senhor o "por que" de sermos tão maus juízes de nós mesmos? Também perguntei o "por que" - em uma questão que nos coloca em conflito com o nosso próximo - de termos a tendência de achar que a razão está conosco? Enfim, Por que se torna tão difícil admitirmos culpa em uma demanda? Enquanto fazia estas indagações; aprendi que a melhor coisa a ser feita em um conflito com alguém - antes de tomarmos alguma decisão - é abrirmos mão de qualquer julgamento temerário e nos recolhermos em Deus.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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