sábado, 31 de outubro de 2015

Não devemos nos isolar


Domingo, Deus me concedeu a graça de conhecer a IMW Betesda. Foi uma experiência muito agradável estar com aqueles amados irmãos, no culto de missões promovido por esta amada igreja. Na verdade, conhecer novos irmãos é enriquecedor para o crente que valoriza a prática do salmo 133. Foi assim que Maria Célia Calegari & eu nos sentimos ontem! O cristão não deve se achar, nem mesmo em pensamento, como uma árvore solitária no deserto. Deus nos criou para vivermos em comunidade; daí a constituição da família e sociedades organizadas. Não devemos nos isolar, seja por qual pretexto for, pois jamais conseguiremos vencer nossas lutas sozinhos!

Percebo que, em todas as igrejas, existem cristãos que facilitam a vida dos demais. Vivem de bem com Deus e com a vida; e expressam isso, por meio de ações inclusivas; ora sorrindo com alguém que está feliz; ora chorando com alguém sob provação. Entretanto, existe também o cristão que vive sempre aborrecido e aborrecedor; para o qual, tudo aquilo que não é do seu interesse não é importante. Este tipo de crente é incapaz de se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram; pois em sua mente, pensam em si como o centro do universo - convencidos de que os seus problemas são bem maiores que os dos outros - sempre magoados com alguém.

É assim que devemos procurar pensar: "Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2:1-5). É assim que devemos procurar viver.

Sou um apreciador desta canção - "Não tente sozinho" - do J. Neto:
https://youtu.be/nImyHvxZ58c

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Fui ao lugar de oração


Algumas vezes, tenho dito que o impulso para orar pode surgir, em horas inesperadas... Geralmente, de madrugada; embora isto não signifique que não sejamos instados à oração em outros momentos do dia. No entanto, ainda que não haja motivo ou razão aparente; não é prudente postergar o momento em que somos tangidos à oração. Digo isto porque, mesmo não sabendo a causa, sempre existem razões para orarmos. Minha experiência tem sido esta: Quando alertado, procuro me render no lugar de oração; e, nele, começo a adorar e engrandecer a Deus. Depois, começo a agradecer por tudo - mesmo luta e provação - e o Espírito Santo começa a colocar motivos de intercessão em meu espírito. Comigo é assim.

E hoje, não foi diferente. Até tentei permanecer um pouco mais na cama, sob a alegação subliminar de que haveria tempo para orar depois; todavia, os argumentos aparentemente sensatos da razão (ou tentação sutil do adversário) não conseguiu convencer meu coração. Fui ao lugar de oração e pude ouvir a voz de Deus soar no íntimo; me movendo a interceder. Mais uma vez, fui ensinado sobre a virtude da gratidão. E meu espírito entendeu que não devo me prender ao passado, nem me preocupar com o futuro. Passado é lembrança, nem sempre salutar; presente é desafio, constante e inevitável; e o futuro? Futuro é Fé! E também esperança de dias melhores. E assim, mesmo em caminho sombrio, sigo em frente com Jesus!

Este texto é uma grande inspiração: "Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Por isso todos quantos já somos perfeitos, sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa de outra maneira, também Deus vô-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo." (Filipenses 3:12-16). Ele aponta para a única direção que devemos seguir.

Enquanto medito no que escrevi, ouço esta bela canção do Asaph Borba:
https://youtu.be/xzAD5MOGVRg

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Frutos de santidade e justiça


Foi revestido de grande beleza e de unção quase densa, o culto de posse do Bispo Anderson Caleb Soares de Almeida e sua esposa Lucimar Almeida, como líderes maiores da IMW da 1ª Região. O Centro de Convenções John Wesley não foi suficientemente grande, para conter a grande multidão que ali compareceu; nem o conteúdo emocional de que marcou a cerimônia. Da cadeira em que me assentei, ao lado de minha querida esposa Maria Célia; pude contemplar um novo tempo para esta obra que o nosso Deus levantou. E agradeci a Deus, por tanta graça concedida; e pela unidade existente entre os líderes desta Denominação da qual eu tenho a honra e o prazer de fazer parte. Creio na continuidade da visão e do propósito de Deus para esta obra! Glória a Deus!

Hoje de manhã, pensando em tudo isto; aproveitei para passar em revista, os meus sentimentos e convicções; então, me dei conta, de que não devo nem posso abrir mão dos frutos - seja de santidade, seja de justiça - os quais preciso produzir e carregar comigo; sem me esquecer de semeá-los. Pois são eles que dão respaldo e relevância a tudo que sou, tudo que tenho e tudo que faço. Então, pedi a Deus que me mantenha no foco da unção do Espírito; para que eu possa exibir, em meu viver diário, o doce fruto do Espírito - tanto em minhas prédicas, como em minhas práticas. Eu sempre soube que não seria fácil a minha jornada cristã (especialmente, depois de ler o clássico evangélico "O peregrino"). Todavia, tenho a meu favor um fruto do Espírito chamado paciência.

Considero uma bênção, podermos viver e praticar plenamente este ensino: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado." (Romanos 5:1-5). Feliz o crente que pode viver e praticar este ensino em sua vida!

É sempre bom refletirmos sobre as coisas de Deus ouvindo belas canções evangélicas, como esta a música, "Meu barquinho", entoada por Giselli Cristina: https://youtu.be/Twi3hta6mII

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Meu nível de discernimento


Na manhã de sábado, ao buscar a face do Senhor, fui lembrado da posse do Bispo Caleb, que se daria nesse dia, no CCJW. Ao orar por ele, aproveitei para orar pelos demais bispos; pois sei das grandes responsabilidades que pesam sobre seus ombros. Aproveitei para agradecer ao meu Deus por ter rompido a barreira dos setenta anos, na plenitude das faculdades intelectuais e espirituais; e dotado de vigor físico, capaz de dar conta das funções que me cabe desempenhar. Penso que todo cristão deve manter o sentimento de gratidão a Deus no melhor nível possível; mesmo ao se sentir sob provação ou sofrimento. Na verdade, somos todos devedores - à Deus e aos homens - e ao devedor não cabe discutir o montante de dívidas; mas, sim, procurar paga-las.

Aproveitei o momento favorável da oração, para pedir a Deus reforço em meu discernimento; pois vivemos dias de confusão e especulação... Dias, em que cresce a possibilidade de confundirmos discernimento de espírito com opinião racional ou intuição sensitiva. É o que vejo com frequência... Crentes confundirem sonhos projetado pela mente, com os sonhos de José; ou, darem status de revelação à sua opinião intelectual provocada pelo fato de alguém lhes contar um sonho qualquer (pensando ser a interpretação de José, aos servos de faraó, e a interpretação de Daniel a Nabucodonosor, uma manifestação corriqueira). Daí, a minha necessidade de renovar o meu nível de discernimento; para não incorrer nestes mesmos erros tão comuns.

Vejo neste texto, ensinamento que me capacita a entender esta questão: "Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido." (1 Coríntios 2:12-15). Na verdade, o Espírito Santo é o canal por onde flui a revelação profética em nossa direção.

Esta canção entoada por Eyshila, nos leva a refletir sobre a importância de buscarmos a Deus:
https://youtu.be/GR3crZ7zIJ8

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Chega a causar espanto


Qualquer cristão mais atento, pode ver com clareza que vivemos um tempo em que uma cuidadosa meditação neste texto bíblico - e sua devida aplicação em nossa vida - é assunto para não ser ignorado; pois a sua observância, em nosso modo de falar e de viver, é algo da mais urgente necessidade:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; Para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus." (Rom. 8:1-8).

Na verdade, para nosso próprio lamento, vemos que o procedimento de muitos crentes, hoje em dia, segue na contra-mão deste texto. Chega a causar espanto, o modo como a carnalidade se manifesta, contaminando até orações sinceras; em que se ousa pedir a Deus certas coisas proibidas por Ele.

Tenho pregado, muitas vezes, sobre este texto: "Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus." (Hebreus 12:1-2). E ele nos indica aquele para quem devemos voltar os nossos olhos.

Que bênção, poder ouvir esta bela e edificante canção do Anderson Freire:
https://youtu.be/kxH_vPSo7KI

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 25 de outubro de 2015

Não escondo de ninguém


Não escondo de ninguém, o quanto me preocupa o modo como um amplo segmento da Igreja deste tempo, se comporta com relação à oração. Na verdade, percebo um tratamento - que vai do descaso ao exagero, no que concerne à oração - ao observar o dia a dia de muitas igrejas (e não são poucas aquelas, em que a reunião de oração foi definitivamente remetida às brumas do esquecimento). Sinto certo desconforto, ao perceber o olhar de desconfiança de muitos, dirigido a quem buscam espaço para orar; embora, como eu já declarei; existam descasos e exageros, quando o assunto é oração. Todavia, estas não são razões para abolirmos reuniões de oração no templo.

Sei que convivemos com estes dois extremos perigosos: 1. Os crentes que - mesmo tendo motivos, na vida e na família, para orar ao menos um pouco mais - preferem dedicar seu tempo disponível às festas e programas sociais promovidos pela igreja... Sem se dar conta, que podiam fazer estas coisas; mas, sem descuidar sua vida de oração. 2. E, os crentes que vivem sempre em busca de lugar para orar; no entanto, o que procuram é um "rancho de profetas"; ou seja: Anseiam por ouvir uma palavra profética; ou, sentir algum êxtase, arrepio, ou coisa do gênero... Sem que se vejam frutos de santidade em sua vida. Todavia, eu repito: Estas não são razões para deixarmos de orar!

Meditemos neste texto da Bíblia: "E o Senhor apareceu de noite a Salomão, e disse-lhe: Ouvi a tua oração, e escolhi para mim este lugar para casa de sacrifício. Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar." (2 Crônicas 7:12-15). Creio ser a prática destes princípios, grande necessidade do povo de Deus!

Quando se trata de oração com propósito, faz bem ouvir esta canção entoada pela inesquecível Denise:
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded...

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 24 de outubro de 2015

Lembrança acumulada


Maria Célia e eu, passamos a tarde e parte da noite de terça-feira ajeitando nossas coisas em Belo Horizonte (cada objeto nosso; cada peça de roupa de uso pessoal); enfim... Cada lembrança acumulada, dos últimos sete anos a frente da 2ª Região, tudo agora carinhosamente reunido; condicionado - ou no porta-malas do carro, ou em um escaninho da memória - para ser por nós levado. Enquanto reflito em meus últimos atos administrativos; não devo esquecer de agradecer ao Pai celeste, por tudo aquilo que experimentei e vivi durante esse tempo. Me ajuda muito, em hora assim, saber que o que fiz, movido por visão profética e propósito de Deus; não o fiz visando o meu próprio proveito. E me ajuda saber que, tudo de bom que pude fizer, fiz para Deus.

Então, simplesmente, penso que o cuidado de Deus para conosco é algo indizível! É verdade! Mesmo submetidos a provas; Seu amor e cuidado se faz presente. Provavelmente, devido à dor e ao sofrimento temporal; não vejamos como bem, certas circunstâncias que nos golpeiam. Todavia, para o nosso próprio bem, Deus permite provação aflitiva; mas sempre visando um fim proveitoso ao crente fiel. A Palavra de Deus diz que, "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar." (1 Coríntios 10.13). Como traz conforto saber que, da vida de cada um de nós, Deus conhece o fim da história. E isto serve de consolo ao fiel.

Por mais que eu leia e medite sobre este texto bíblico, jamais consigo chegar à sua plena riqueza e profundeza: "Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece." (Filipenses 4.10-13). Todavia, sempre recebo conforto e paz ao ler este testemunho do apóstolo Paulo. Como é bom e enriquecedor, ouvir Deus nos falar!

Experimente refletir nesta postagem, ao som desta bela e profunda canção de Bruna Karla:
https://youtu.be/lItKk20A2nc

Cordialmente;
Bispo Calegari

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