quarta-feira, 4 de maio de 2016

Fronteiras do apocalipse


Enquanto eu reflito sobre a rica herança cristã que recebemos de nossos ancestrais na fé; procuro encontrar os seus vestígios nas práticas cristãs que vigoram em nosso tempo... Confesso que me preocupam as práticas que vejo. Que o mundo jaz no maligno; isto sabemos de sobra; e que a agressão aos valores da tradição cristã, tão evidente nestes dias, também sabemos... E vemos acontecer. No entanto, fica em mim a impressão de que a grande maioria dos cristãos ainda não se deu conta de que estamos nas fronteiras do apocalipse. Vejo crescente resistência à este tema bíblico tão atual!

O tropel dos quatro cavaleiros do apocalipse já se vê no horizonte; tendo no comando o anti-Cristo e trazendo em seu rastro a guerra, a fome, a peste e outros males afins. E assim, enquanto as nações se armam para exibir sua força no teatro da guerra; vemos crentes (homens e mulheres), a maioria nem sequer chamada, exigindo ser apóstolos, bispos, profetas, pastores... Muitos dos quais sem terem sequer aprendido a arte de ser ovelhas. E na esteira desta sede de mando; o mau testemunho cresce, a ponto de constranger o crente fiel. Ó meu Senhor! Que o teu reino de justiça, paz e alegria venha logo!

O som deste tropel é prenúncio de horror:

"E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer. E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho. E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra."
(Apocalipse 6:1-8)

Pois é o som da guerra, da fome e da peste.

Precisamos aprender com o Senhor, como nos sugere esta canção:
https://youtu.be/NhIRxmLLOuA

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 3 de maio de 2016

Meus frutos e meus desafios


Venho em tua presença Senhor, trazendo os meus frutos e os meus desafios... Como arcar com o peso dos mesmos, sem buscar o teu socorro? Na verdade, a nossa vida gira em torno desta preciosa carga; de tal modo, que não podemos nos emancipar delas... A não ser, nos alienando, de tudo e de todos. Portanto, amado Pai, como tenho a mente lúcida e o coração comprometido; preciso manter os olhos nos frutos e as atenções nos desafios; sabendo porém, que jamais conseguirei, sozinho, dar conta dos mesmos; pois, os inimigos da fé são tantos, que nem dá pra calcular. Envia teu socorro e teu sustento, meu Pai!

Estou ciente que os meus frutos se traduzem por filhos (biológicos e espirituais), amigos e irmãos contraídos ao longo da jornada; e os desafios são provas e metas que preciso enfrentar e superar. Além disto, preciso manter minha vida em movimento e meu trabalho em execução; pois, tua Palavra me adverte que aqui não é o lugar do meu descanso. Aproveito para interceder por aqueles que me amam e por aqueles que falam bem de mim; sem deixar de orar por aqueles que me maldizem e maltratam, pois correm o risco de finalmente perceber, que podiam ter ocupado o seu tempo com algo melhor.

Este texto tem iluminado minha vida e minha caminhada: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;" (Romanos 12:10-15). Por ele e por outros, posso ser melhor luz e melhor sal.

Esta é uma boa canção, para ser cantada em um momento assim:
https://youtu.be/TWDqErHtcWw

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Poderosa arma de guerra


Ainda deitado, aconchegado sob uma boa coberta em função do frio que faz aqui em Petrópolis; comecei a refletir na Palavra de Deus (é raro eu fazer isto antes de orar). Pensei nela, como a mais importante arma na luta contra o mal; mesmo sabendo que não é a única arma nesta luta (fé, verdade, justiça, testemunho, e oração também são integrantes de nossa armadura). Pensei na necessidade de saber interpretar e utilizar esta poderosa arma de guerra; e no quanto ela é importante como instrumento de segurança conforto para os que estão a nossa volta; especialmente os angustiados por suas carências afetivas e suas carências espirituais.

Na verdade, pensei também em minha idade, em meu envelhecimento... A velhice não é mais tempo de fazer história; mas, de contar histórias. E não me refiro às histórias para ninar crianças; ou pra "boi dormir"; e, sim, muito mais sobre o agir de Deus, do que sobre as nossas realizações pessoais (salvo, aquelas conjugadas com o agir sobrenatural de Deus).  Sei o quanto é importante, os velhos reunirem a sua volta a gente mais jovem; para inspirarem novos talentos e ministérios, com suas histórias de poder. Aleluia! Todavia, história alguma - por mais bem contada que seja - se sustentará por muito tempo, sem que tenha suporte na santa Palavra.

Foi assim a origem: "Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos." (Salmos 78:3-7). É assim a história.

Esta bela canção de Sérgio Lopes põe em destaque o poder da Palavra:
https://youtu.be/SNTo4OZ_tVs

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 1 de maio de 2016

Geração que menos ora


Algumas vezes, me preocupo com o fato de que, em toda a história humana, somos a geração abrangida pelos mais assustadores vaticínios. Vemos nações sendo roubadas por aqueles que foram eleitos para serem seus guardiões e referenciais; Vemos os povos sendo insuflados ao ódio e intolerância; vemos famílias inteiras sendo arruinadas por novos conceitos e modismos; enfim... Somos a geração do apocalipse. Porém, falando em termos cristãos; me preocupa o fato de sermos a geração que menos ora.

Sempre acreditei que, em sua definição mais simples, orar é falar com Deus. Todavia, orar não é apenas falar com Deus; é também o som de um coração agradecido e o clamor de uma alma carente de respostas. A oração tanto pode aproximar a criatura de seu Criador; como é capaz de aproximar as pessoas que se amam e reconciliar aqueles que se odeiam. Quando oramos, com um coração sincero e perdoador, somos transportados à dimensão do Espírito; onde entendemos verdades antes ignoradas. Então, devemos orar!

Salomão orou e foi ouvido: "Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar." (2 Crônicas 7:13-15). Se nós orarmos, também seremos ouvidos!

É muito bonita e inspiradora, esta canção de Beatriz:
https://youtu.be/olpyn4-_upM

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 30 de abril de 2016

Por nos amar assim


Ao pensar no amor de Deus; por mais que eu tente calcular sua extensão, entender sua real dimensão ou definir sua essência, eu me sinto como se estivesse olhando a vastidão do infinito, em uma noite sem nuvens. Senhor, o teu amor contempla os encarcerados, os enlouquecidos, os rejeitados, os diminuídos... O que mais posso dizer? Se por Deus assim nos amar, é que os pecadores (mesmo os piores) podem ser salvos; salvos pela graça revelada em Cristo Jesus, nosso Senhor. Como mensurar tão grande amor? Enfim... Minha conclusão é que o único modo de corresponder ao grande amor do nosso Deus é investir em nossa santidade pessoal.

Em minhas reflexões, tenho concluído que cada cristão renascido precisa libertar o santo nele existente (também chamado na Bíblia, de homem interior e homem espiritual). Digo isto, porque o homem interior (o espírito humano), quando confinado em uma prisão denominada natureza carnal, vive uma crise de identidade e de propósito. Paulo, ao se referir a este estado, exclamou: "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" (Romanos 7:24). Embora pareça difícil de se entender; esta estranha crise, geralmente, é causada pelas trágicas opções da natureza carnal, quando a mesma mantém sob prisão o homem espiritual.

Que testemunho! "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; e com efeito o querer está em mim, mas não consigo realizar o bem. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim. Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros." (Romanos 7:18-23). Que entendimento!

Como me faz bem, buscar e ouvir Deus no secreto:
https://youtu.be/KzvR1sG1YmY

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Dois tipos de oração


Quando oramos a Deus; sem nos apercebermos, somos tangidos a dois tipos de oração (um aceito, outro recusado). Um deles, pode ser ilustrado pela oração do fariseu: "graças te dou porque não sou como os demais homens," (Lucas 18:11); o outro, pela oração do publicano: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" (Lucas 18:13). Vemos no texto que, aos olhos do Pai, apenas esta última foi aceita. Na verdade, estas duas orações demonstram a diferença entre a soberba e a humildade. Alguns chamam, equivocadamente, a oração soberba de oração ousada. Porém, ousadia tem seus limites.

Ainda que, para muitos crentes de nossos dias, a oração humilde pareça ser uma oração enfraquecida; entretanto, esta é a forma de oração que move o coração de Deus. Sei que existe a humildade falsificada (aquela que após chorar no altar, trata seu próximo com soberba); mas a que eu indico é a que procede de um quebrantado coração, que transpira humildade em seu modo de pensar, falar, e agir. A Palavra de Deus declara que "Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus." (Salmos 51:17). Humildade na vida nunca é demais!

Veja o que Deus nos fala: "Quando clamares, livrem-te os ídolos que ajuntaste; mas o vento a todos levará, e um sopro os arrebatará; mas o que confia em mim possuirá a terra, e herdará o meu santo monte. E dir-se-á: Aplanai, aplanai a estrada, preparai o caminho; tirai os tropeços do caminho do meu povo. Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos." (Isaías 57:13-15). Vamos dar ouvidos à sua voz!

Esta canção encerra muito bem este assunto:
https://youtu.be/46thyA55R8c

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Uma rota de fuga


A madrugada ainda tem longo caminho a percorrer, até se tornar dia pleno... E eu refletindo sobre o dia a dia de um filho de Deus. Parece ser simples viver cada dia no Senhor; mas não é! Cada dia na vida de um cristão convicto é um dia cheio de surpresas... Para as quais ele precisa estar preparado. Enquanto penso; peço a Deus que guarde minha alma - tantos dos sentimentos impuros, como dos pensamentos inglórios - pois ela é propensa ao engano. Enfim, como Davi; vou esperar com paciência no Senhor (Salmo 40.1). E nada deve me impedir de buscar em Deus meu refúgio e fortaleza.

Ao longo dos anos, tenho mantido uma rota de fuga que me leva ao esconderijo do Altíssimo... E eu a percorro muitas vezes, sempre que me sinto ameaçado. Ontem, minha esposa sofreu uma queda tão forte que me assustou; logo me ajoelhei ao seu lado e orei por ela, pedindo ao Pai que não a deixasse sofrer. Para minha alegria, ela se levantou com minha ajuda e manteve sua rotina do dia; sem demonstrar qualquer sinal de dor ou de indisposição. Louvei a Deus em meu íntimo; e agradeci por ser socorro dos que nele esperam e confiam. É bom ter rota de fuga que leve ao Pai!

Este salmo de Davi tem sido um tônico para o meu espírito: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.) Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã." (Salmos 46:1-5). Perdi a conta, das vezes em que à ele eu recorri!

Como não chorar, ao cantar esta canção!
https://youtu.be/o39QIb-FQp8

Cordialmente;
Bispo Calegari