segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Luta assaz desgastante


Sábado a noite, visitei pela primeira vez a IMW do Bairro Santa Cruz, em Volta Redonda. Preguei aconselhando à uma vida cristã baseada em princípios da Palavra de Deus. Hoje e amanhã, Maria Célia Calegari e eu, estaremos lá de novo. Enquanto reflito sobre a pregação de ontem, penso na importância de construirmos nossa vida sobre a Palavra de Deus. Pedro fez a melhor pesca de sua vida, ao lançar suas redes sobre a Palavra de Jesus (Lucas 5.5). São tantos os cristãos, vivendo uma crise crônica por insistir em viver uma vida fora dos ensinos de Cristo. Na verdade, não dá pra viver fora da Palavra.

Em minha vida diária, tenho agradecido a Deus por ter entendido, ainda cedo, a importância de buscar e receber Sua direção e cobertura. Tenho travado luta intensa para não me corromper; pois sei que os tentáculos da corrupção possuem poderosas ventosas, capazes de prender as pessoas de bem - até mesmo os melhores crentes - mesmo que não queiram. Tenho percebido que  o combate para não se corromper pode separar os melhores amigos (como Davi e Saul) e os melhores irmãos (como José e seus irmãos); o que faz com que esta luta se torne assaz desgastante. Para vence-la, só com ajuda de Deus!

Este texto é muito útil, pois se constitui em solene advertência à todos nós: "Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito. Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã. A religião pura e imaculada para com Deus e Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." (Tiago 1:23-27). Entendo ser de grande valor o tempo que dedicamos, a refletir sobre ele.

Que bênção é poder contar com a presença de Deus, conforme esta canção entoada por Melissa:
https://youtu.be/SYjqsXxBHGM

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Esforço para orar


Hoje senti necessidade de levantar bem mas cedo; não só pelo fato de saber que tenho o compromisso de pregar logo a noite, em Volta Redonda; mas sim, por sentir o desafio de estar na presença do Senhor. Razões para orar são muitas... E hoje, elas têm mais a ver com os outros do que comigo. No entanto, senti necessidade de agradecer ao Deus à Quem sirvo, por me fazer  sentir segurança e paz como não encontro em nenhum outro lugar. Enquanto eu orava, também refletia sobre a importância da oração, na terapia de quem sofre dores e conflitos que não são facilmente diagnosticados. Em momentos assim, sinto um grande alívio em me decidir por orar antes de falar ou agir.

Estou convencido de que grande parte de certos problemas que se afiguram crônicos, na vida de tantos cristãos, seriam melhor resolvidos; caso fossem levados à Deus em oração. Então, eu pergunto: Se o lugar de oração é como uma plataforma de lançamento, que nos transporta à um nível mais elevado de comunhão com Deus e acerto com os homens; por que então, somos tão descuidados neste assunto? E, se "o agir de Deus é lindo na vida de quem é fiel" (como afirma uma canção cristã); por que não investir mais tempo e clamor no lugar de oração? Enfim... São perguntas, cuja resposta todos nós crentes fieis, sabemos. O que falta é uma pequena dose de esforço para orar.

Que oração valiosa esta: "Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, Para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; Para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, Poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, E conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus." (Efésios 3:14-19). Bendito seja Deus!

Ouvir esta música pode ajudar bastante, nesta reflexão:
https://youtu.be/6ZdJGqshMYY

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Tempo de loucura


Nesta manhã que precede um tempo de loucura, que os homens chamam de carnaval, fiquei a pensar neste texto bíblico e como ele se contextualiza como aquilo que vemos por aí: "Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniquidade." (Eclesiastes 3:16). Os seus termos - "no lugar do juízo, impiedade e "no da justiça, iniquidade" - são aplicados à conduta humana, em todos os seus níveis de relacionamento e de procedimento. Vivemos um tempo de devastação invisível; pois - diferente da devastação das matas e florestas - o seu impacto ambiental é camuflado por formação acadêmica e refinada cultura. E os fatos não me desmentem.

As vezes, me pergunto: Por que, em nossos dias, não se consegue prender tão facilmente os facínoras? Então, uma voz interior me responde: Porque os criminosos de hoje, diferente dos criminosos de outrora, não têm cara de bandido. Eles são bem formados, sorridentes, engravatados... Contudo, são mais hediondos e perversos do que os visivelmente degradados. E assim, vemos como este outro texto bíblico é assustadoramente contextual: "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará." (Mateus 24:12). E não é isto que vemos, todos os dias? Que o Senhor nos ajude a pregar a paz, em tempo de guerra; o amor, em tempo de ódio; e, que a bendita esperança não morra!

Devemos meditar nesta advertência: "E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado; Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias. Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito; Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. Eis que eu vô-lo tenho predito." (Mateus 24:20-25). Como ela soa bem; tão profética quanto oportuna!

Este hino, entoado por Ozeias de Paula, é muito bom para ser ouvido agora:
https://youtu.be/SN6Jj7z93NY

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Motivos mais que suficientes


Eis alguns dos motivos que me levam à prostração diária perante o Senhor: A consciência que tenho, de que ele é Deus e eu sou homem; de que ele é Criador e eu sou criatura; e, de que ele é Senhor e eu sou servo; e também, de que ele é Salvador e eu sou pecador. Penso que estes motivos seriam mais que suficientes, para minha prostração e adoração ao Deus eterno. Todavia, tenho outros motivos que se somam à estes! E posso relacionar alguns: Sou carente de sua graça e cuidado; tenho necessidades diárias, que não são atendidas apenas por coisas físicas e materiais; preciso de seu ensino e direção, para poder acertar com decisões que eu preciso tomar; e por escolhas que preciso fazer. Pois é, creio ter justificado minha prostração.

Eu bem sei que existem muitas outras razões; pois, em cada coração, se levantam motivos suficientes para manterem o lugar de oração sempre ocupado. No entanto, o que ainda me causa surpresa; é saber de cristãos (até mesmo obreiros do Senhor), que conseguem passar dias e dias sem orar a Deus (estou falando de oração com tempo e rendição); e, o que é ainda mais inquietante... Alguns crentes, mesmo experientes, tem uma espécie de barômetro invertido. Explico: Quanto mais lutas e provações ele sofre; tanto mais se afasta de Deus; como se suas dificuldades o fizessem pensar que a melhor coisa a fazer, quando a luta vem, é "dar um tempo" e se desligar das coisas espirituais. Não consigo entender atitude assim, deveras contraditória.

Neste salmo, o salmista descreve lutas e provações que enfrentou; ao ponto de se abater. porém, sua conclusão é admirável: "Todavia estou de contínuo contigo; tu me sustentaste pela minha mão direita. Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória. Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti. A minha carne e o meu coração desfalecem; mas Deus é a fortaleza do meu coração, e a minha porção para sempre. Pois eis que os que se alongam de ti, perecerão; tu tens destruído todos aqueles que se desviam de ti. Mas para mim, bom é aproximar-me de Deus; pus a minha confiança no Senhor DEUS, para anunciar todas as tuas obras." (Salmos 73:23-28). Ele põe toda a sua confiança no Deus vivo!

Este é um bom momento para ouvir esta canção entoada por Soraya Moraes:
https://youtu.be/rIlh0XW6ek4

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Estas três palavras


Sei o quanto alguns se sentem desconfortáveis, com aquilo que escrevo. À bem da verdade, até eu mesmo sinto o peso do desconforto ao pensar nas coisas que ainda estão por vir. Sempre que me apresento perante o Senhor, procuro ter o cuidado de avaliar corretamente o que peço e o que aprendo. Procuro agradecer o dia presente, sabendo que ele prenuncia dias mais difíceis, que aqueles que vivemos (ainda bem que vou morar no céu). Ao pensar no raiar de um novo dia, procuro vislumbrar o amanhecer profético do "Dia do Senhor"; pois, somente após ele, haveremos de ter o descanso de que tanto necessitamos. Sei que é difícil; mas o Senhor está conosco!

Então, enquanto o "Dia do Senhor" não se manifesta; devemos aproveitar cada minuto da presença do Senhor conosco, vivendo cada dia no Senhor. Devemos saber distinguir a diferença entre Suas promessas, propostas e profecias Estas três palavras começam com "P" de propósito; e terminam com "S" de santidade. Portanto, devemos viver segundo o propósito do Senhor, exalando o perfume da santidade que se espera de um verdadeiro discípulo de Cristo. Devemos procurar entender e valorizar a família, a igreja e a missão; pois são partes integrantes de um mesmo propósito divino. Feliz é a pessoa que consegue saltar, da graça salvadora ao chamado para servir.

Como faz bem ler um texto assim, tão motivador e edificante: "Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos." (Hebreus 12:1-3). Todavia, melhor ainda é poder cumpri-lo em nossa vida.

Pretendo dormir um pouco mais, embalado por esta canção do Fernandinho:
https://youtu.be/Isr3nVCVeP0

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dois modelos de oração


Existem algumas questões, que precisamos resolver antes de buscarmos a face do Senhor. O que desejamos buscar e o que pretendemos oferecer, estão entre as mais importantes. Na verdade, se formos considerar tudo aquilo que está fora de ordem em nossa vida; jamais teremos chance de nos aproximar de Deus de modo aceitável. Daí, a expressão corrente no jargão dos pregadores - "venha como está" - que vai ao encontro do projeto divino de redenção da humanidade e salvação do pecador. No entanto, não podemos ignorar que, para nos aproximarmos de Deus, precisamos deixar alguma coisa para trás. Moisés deixou suas sandálias, o cego de Jericó sua capa, e nós... O que fazer com aqueles trastes velhos, que não nos dispomos a abrir mão?

Quando oramos, precisamos ser claros e objetivos em nossa pretensão. Na verdade, bom seria se nos aproximássemos de Deus com agenda aberta, tal e qual uma folha em branco. Entretanto, isto pode soar como exigência em demasia ao ser humano, tão tendente a questionar e a defender interesses próprios. Conheço gente que vive perseguindo certos desejos e sonhos que o Deus verdadeiro jamais irá abonar (uma cena semelhante à do adágio, do cão que vive a perseguir a sua própria cauda). Pior é quando tal pessoa opta por um "deus" capaz de realizar seus sonhos e desejos; mal percebendo a terrível escolha que fez. Enfim, devemos nos apresentar como o publicano (Lucas 18.13); ou então, como Isaías, dizendo: "Eis-me aqui" (Isaías 6.8).

Dois modelos de oração: "Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado." (Lucas 18:9-14). Um é certo; o outro errado.

Penso ser oportuno ouvir esta tão significativa canção:
https://youtu.be/26nQmq1FCUY

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Eu nasci neste vale


Tenho notado que existe gente à procura de motivos, para atribuir à Deus culpa pelo sofrimento humano; ou, simplesmente para descrer dele. Enquanto penso nisto, cultivo convicção oposta à esta tendência. E isto, porque percebo no ser humano inclinação para cometer erros e mais erros. É verdade! Erramos fazendo e deixando de fazer certas coisas. Nos equivocamos nas escolhas que fazemos; e em nossa indefinição em faze-las. Em minhas observações, vejo o ser humano priorizando a felicidade, em detrimento da honestidade e da santidade. Enquanto isto, cresce em mim a admiração - chegando às raias da fascinação - que tenho pelo amor de Deus, por seres tão pecadores.

Minha convicção, aberta à discussão; é que o ser humano fracassa no dia a dia; nem sempre por fazer escolha errada; mas, sempre, por ser movido por motivações erradas, mesmo quando escolhe fazer coisas nobres. Sei que existem as exceções; todavia, as mesmas podem ser atribuídas ao agir de Deus na vida de quem a Ele se rende. Tão certo como eu respiro; amor e graça de Deus se manifestam no vale dos aflitos; e fazem enorme diferença na vida dos que vivem neste vale. Este mundo - o vale dos cansados - também chamado de região da sombra da morte - é o lugar para onde Deus enviou Seu Filho amado para salvar os pecadores. Eu nasci neste vale... Todavia, sei que não morrerei nele. 

Todo cristão sabe o quanto é triste este vale escuro: "O povo, que estava assentado em trevas, Viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte,A luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no." (Mateus 4:16-20). Todavia, sobre suas trevas, a Luz de Deus raiou desde que o Senhor Jesus nele nasceu. Aleluia!

Como me faz bem, ouvir este hino lindamente cantado por este coral evangélico:
https://youtu.be/CGXH4jadJ7Q

Cordialmente;
Bispo Calegari