segunda-feira, 27 de abril de 2015

Linguagem do céu


Dias atrás, ao pregar em Aracruz, falei sobre a importância da linguagem do céu. Não me recordo de, alguma vez, ter falado do modo como falei (digo assim, mas sei que foi o Espírito falando através de meus lábios). No dia seguinte, levantei muito cedo (era bem cedo mesmo); pois Maria Célia e eu precisávamos viajar dentro em pouco e tínhamos algumas coisinhas a aprontar (sempre existem coisas a ser organizadas, antes de uma viagem). Enquanto orava, me lembrei deste foco: A linguagem do céu! Percebo que ela é cada vez menos utilizada pelos crentes deste lado do mundo (penso que seja constantemente usada por aqueles crentes que vivem sob ameaça de decapitação ou fuzilamento). O condicionamento da própria Igreja leva os crentes a se ocuparem cada dia mais com as coisas terrenas (e eu não me excluo deste processo); afinal, nossa humanidade está sempre pensando de modo efêmero, procurando chamar nossa atenção para as coisas deste mundo.
 
No entanto, penso ser de grande importância, investirmos mais na linguagem do céu e menos na linguagem da terra. Primeiro, porque a realidade presente é temporária; ao passo que, a realidade futura é eterna. Em segundo lugar, porque é próprio de quem tem esperança, idealizar e projetar pensando no futuro (apenas os desesperançados e desajustados vivem presos ao passado). E, finalmente, porque o fato de não sermos ameaçados de morte, por algozes, não nos torna menos próximos da inevitabilidade da mesma. Afinal, poderá o fato de vivermos em relativa segurança, nos afasta de sofrer a morte física que está determinada a todos os homens? Claro que não! Na verdade, o "Dia do Senhor" se aproxima... E não devemos olvidar esta realidade profética. Afinal, como eu disse acima, Antes de uma viagem sempre temos coisas a aprontar... E o Dia do Senhor exige que nos aprontemos! Então, devemos ter na lembrança a parábola das dez virgens; pois ela tem tudo a ver conosco.
 
Esta parábola é uma advertência de Jesus, acerca do arrebatamento da Igreja:
 
"Então o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do esposo. E cinco delas eram prudentes, e cinco loucas. As loucas, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo. Mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, com as suas lâmpadas. E, tardando o esposo, tosquenejaram todas, e adormeceram. Mas à meia-noite ouviu-se um clamor: Aí vem o esposo, saí-lhe ao encontro. Então todas aquelas virgens se levantaram, e prepararam as suas lâmpadas. E as loucas disseram às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas se apagam. Mas as prudentes responderam, dizendo: Não seja caso que nos falte a nós e a vós, ide antes aos que o vendem, e comprai-o para vós. E, tendo elas ido comprá-lo, chegou o esposo, e as que estavam preparadas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta. E depois chegaram também as outras virgens, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos. E ele, respondendo, disse: Em verdade vos digo que vos não conheço. Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir."
(Mateus 25:1-13)
 
Devemos refletir sobre ela, especialmente no momento profético que vivemos!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 26 de abril de 2015

Cultivando o hábito de orar


Em minha vida cristã, tenho entendido que todo crente deve cultivar o hábito de orar - não como obrigação religiosa - mas como devoção espiritual. Hoje mesmo, ao me curvar no lugar de oração; fiquei, por alguns instantes, sem saber como orar (algo como se não tivesse assunto agendado). Então, adorei e exaltei ao Rei e Senhor de todos nós! Enquanto adorava, me recordei da primeira vida que levei a Jesus: O meu único tio por parte de mãe (eu era ainda um crente novo e estava servindo o Exército Brasileiro). Acometido que fora de doença grave; eu ia lá, dia sim dia não, para fazer sua barba. Enquanto o barbeava, lhe falava do amor de Jesus. Um dia, ao começar a barbeá-lo, ele me disse: "Você não precisará mais vir; esta noite, Jesus esteve comigo e me disse que virá me buscar" (partiu na noite seguinte). Louvei a Deus, por meu trabalho em favor dele não ter sido vão!
 
Ainda em oração, pude entender que - quando estou na presença de Deus - aquilo que faço, ou que deixo de fazer, é bem mais importante do que aquilo que digo ou deixo de dizer; pois o Deus eterno conhece minhas palavras ainda não formuladas. Ele sabe tudo a meu respeito; e me conhece melhor do que ninguém! Ele conhece minhas ações e minhas intenções; sabe quando eu minto, mesmo quando estou dizendo verdades. Deus conhece as minhas orações que não foram feitas! Pois é omnisciente o nosso Deus. Aleluia! Em Sua presença, meia dúzia de palavras bem colocadas, valem muito mais do uma oração cheia de conceitos e afirmações que não nasceram de um coração quebrantado e contrito. Sua Palavra me ensina, que "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." (1 Cor. 13:1). Aleluia!
 
Sempre que assaltados por insegurança; devemos recorrer a textos, como este, para desfrutar do conforto que a Palavra nos traz: "Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos. E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8:24-28). Todas as vezes em que nele medito, sou lembrado de que o Espírito me assiste em minhas orações.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 25 de abril de 2015

Mártires de ontem e de hoje


Hoje despertei pensando na saga do povo de Deus... Desde sua milagrosa saída do antigo Egito, até os nossos dias. É sabido que o povo de Deus - desde sua gênese - convive com oposições (ora brandas, ora duras). Na Bíblia, lemos sobre dois pontos de referência, ligados a este povo diferente dos demais: O monte Sinai e o monte Calvário. Estas duas montanhas protagonizaram revelações distintas; porém, oriundas de uma mesma fonte. No Sinai, a LEI foi dada através de Moisés; no Calvário, a GRAÇA veio por meio de Jesus Cristo. Então, entre os rigores da LEI e os afagos da GRAÇA; a história deste povo especial, passa por gloriosa transformação; pois... Se em Orebe recebem uma LEI que jamais conseguiram cumprir plenamente; no Calvário recebem a GRAÇA que os libera de exigências tão rigorosas; sendo absolvidos de seus pecados, por meio do sacrifício  de Cristo na cruz.
 
Assim, no Calvário mediante a morte expiatória de Jesus, o povo da lei teve a chance de se tornar o povo da cruz; assim reconhecido, tanto por seus amigos mais generosos, como por seus inimigos mais odiosos. Se, por aqueles, são amados e honrados; por estes, cruéis e sem rosto, são caçados e torturados. Mas, esta é a saga: Uma história pontilhada de heróis e mártires, capaz de inspirar aqueles que se debruçam sobre ela. As cruéis perseguições dos dias de hoje, em nada diferem das cruéis perseguições babilônicas, romanas, nazistas... E tantas outras que se intercalam ao longo de sua gloriosa história. Na verdade, enquanto em algumas crenças muitos morrem com o intuito de matar e destruir; na fé cristã e bíblica, muitos morrem tentando libertar e salvar. Acredito ser esta a razão do conflito de ideia, quanto ao martírio e a figura do mártir, ser tão diferente entre o povo de Deus e os seus inimigos.
 
Sinto necessidade de ler e refletir, com frequência, sobre este texto: "Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a lei, mas querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne. Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus. Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus." (Gálatas 6:12-17). Pois sei que é sempre bom amar e fazer parte do povo da cruz!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Agradeci a Deus por tudo


Nesta manhã, enquanto eu orava, agradeci a Deus por tudo... Tudo mesmo! Especialmente, por ter escolhido seguir Seus passos e cumprir Seu propósito. Posso dizer que, em algumas ocasiões, foi bem difícil...Todavia, sempre contando com Sua presença e ajuda. Enquanto orava, agradeci por não ter definido meu próprio rumo... E olha que fui tentado a isso! Preferi tentar fazer como fez Abraão: Não escolher o lugar de passagem ou de chegada... Achei melhor deixar tudo nas mãos do Deus eterno!
 
Enquanto orava, trouxe comigo minha esposa... Em oração, é claro! Agradeci por não te-la escolhido pelo ver dos olhos ou ouvir dos ouvidos... Mas, por ter ouvido de Deus que era por Ele escolhida para compor minha vida! É verdade: Não procurei nela virtudes ou defeitos; mas... Apenas o sinal inconfundível de que era a escolhida de Deus para me acompanhar na jornada... Da vida, presente e futura! É... Foi uma escolha acertada; pois ouvi a voz do Espírito... Deixei o Senhor escolher por mim!
 
Enquanto eu orava, trouxe comigo meus filhos, noras, genro... Netas e netos também! Algumas vezes, abri mão deles, para cumprir missão definida por Deus... E nunca os tive tão perto, como quando em ocasiões assim! Em oração, aprendi que o que nos aproxima ou afasta dos homens - das pessoas que amamos - não é a distância física... Mas, nosso distanciamento ou proximidade de Deus. Agradeci, pelo bem e pelo mal que sofri... Pois, todas as coisas trazem benefício aos que amam a Deus (Rom. 8.28).
 
Gosto muito de meditar neste texto:
 
"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito:Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia;Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor."
(Romanos 8:31-39)
 
Como ele inspira a minha vida!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Contemplo a cruz vazia


Eu não sei se todos os crentes sentem aquilo que sinto... Algumas vezes, penso que sou igual a todo mundo... Outras vezes, me sinto único, diferente, em meu modo de pensar e de entender as coisas. Na verdade, desde que me entendo por gente; nunca tem sido fácil tomar uma decisão - mesmo a decisão mais simples - como, por exemplo, saber em que direção dar o próximo passo. Algumas vezes, desejo incontido de parar... Outras vezes, vontade imperiosa de prosseguir. Penso ser esta a razão de muitos, ao se alienarem de tudo. Então, em ocasiões assim, recorro ao Único capaz de me entender e de me ajudar. Contemplo a cruz vazia e... Não tenho dúvida alguma quanto ao fato de que, as marcas de seu Hóspede mais importante são a minha mais importante riqueza!
 
Eu sei que todos os crentes precisam sentir aquilo que sinto: Que aquela rude cruz vazia, com as marcas de seu mais nobre Ocupante, deve ser o meu lugar de pouso e recolhimento; pois, nela, me identifico com Quem por ela passou e abriu caminho para que pudéssemos ter rumo certo, ainda que nem sempre fácil, para chegarmos ao porto desejado. Do alto da cruz, posso ouvir seus gemidos; quando, descuidado, me torno indiferente aos valores agregados pela cruz. E do alto dela, posso ouvir seu convite; quando, cansado, penso em parar e desistir. Em ocasiões assim, sei que meu grande tesouro se concentra no Ocupante temporário da cruz que tenho a honra de ocupar; cujo nome (muitos polemizam este ponto... Que o chamem como quiserem), é Jesus de Nazaré.
 
Procuro manter na memória a mensagem da cruz;
 
"Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, fornicação, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito."
(Gálatas 5:17-25)
Pois sei que não posso viver sem o seu conteúdo.
 
Tenho plena certeza de que a cruz é o único lugar capaz de conter o velho homem e seus impulso:
 
"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde."
(Gálatas 2:16-21)
Sei também que ela é o nosso lugar de aceitação.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Jesus orava como ninguém


Estou sempre em viagem... Sempre em transição de um para outro lugar. Todavia, carrego sempre comigo o meu lugar de oração. No sábado, preguei no Encontro Distrital promovido pelo Distrito de Serra, na IMW de Aracruz (era seu aniversário). Lá estavam os pastores, obreiros e membros das diversas igrejas do Distrito: Aracruz, Feu Rosa, S. Marcos, Novo Horizonte, Barcelona, Jardim Tropical, Colatina (não vi Linhares e Sooretama). Em meio à linda festa de louvor, preguei a mensagem de Deus, que Célia reproduziu em três curtos vídeos gravados de seu celular (os celulares fazem tudo hoje em dia).Todavia, o que quero mesmo dizer; é que no momento em que pregava, louvei a Deus no íntimo por ter o lugar de oração, sempre disponível e ocupado (de nada valeria o ter disponível, sem ocupá-lo com frequência). Ficamos hospedados na casa do casal, SD Pastor Neto e sua esposa irmã Nete.
 
Antes de escrever, estive prostrado diante do Pai (alguns dizem que não devemos dizer que oramos); todavia, não me envergonho nem me ufano ao dizer que oro; pois sei que é uma de minhas obrigações. Glória a Deus! Dentre as coisas que pedi a Deus enquanto orava; uma foi que me guarde da tentação, pois me lembrei desta advertência de Jesus: "Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca." (Marcos 14:38). Alimentamos nossa carne, para podermos ter força física suficiente para cumprir as tarefas do dia (força que a carne, as vezes, utiliza para praticar atos menos nobres e mais pecaminosos). Então, precisamos também alimentar o nosso espírito; e a oração faz parte da cadeia alimentar que nos sustenta espiritualmente. Tenho aprendido que oração e vigilância, não só nos livram de cair; também nos capacitam à servir a Deus em santidade.
 
Sempre que acharmos que oramos "demais", devemos pensar que Jesus, nosso eterno Salvador, orava como ninguém! "E, saindo, foi, como costumava, para o Monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram. E quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão. E, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza. E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação." (Lucas 22:39-46). Sua vida de oração é nosso modelo e referência!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 21 de abril de 2015

Estou pensando no homem


Estou pensando no homem... E me pergunto: O que é uma pessoa fora da presença de Deus? Não passa de uma vida sem rumo - qual um barco sem leme - sem velas ao vento, navegando em imenso oceano; sem terra a vista onde possa atracar. Assim é o homem sem Deus... Um ser perigoso, até mesmo para aqueles que ama e para as pessoas mais próximas. Não há como corrigir o curso de uma vida sem Deus... Salvo, se o seu coração se abrir ao socorro do Espírito Santo e seus ouvidos se abrirem à Palavra de Deus; pois, somente assim, os seus olhos despidos das trevas e iluminados pelo olhar de Deus; poderão ver, finalmente, as realidades da vida presente e da vida futura.
 
Ao pensar no homem, pensei também no mundo... E renovei o meu senso crítico em relação a ambos - pontos distintos da criação de Deus - incompatíveis entre si; posto que, o mundo é alvo do juízo de Deus e o homem alvo do Seu amor; pois Jesus veio ao mundo perdido, condenado; para buscar e salvar o ser humano perdido em seus delitos e pecados. Infelizmente, o homem perdido, envolto em sua própria miséria e solidão, só consegue enxergar aquilo que este mundo lhe permite ver: Luz e cor, festa e alegria, prazer e euforia... Todavia, quando tem os seus olhos abertos pelo amor e pela Palavra de Deus; então,consegue ver a face oculta de um mundo de natureza cruel.
 
Vivemos a última hora de um mundo julgado e condenado: "Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno. Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre." (1 João 2:14-17). Nesta hora tenebrosa em que o mundo vive, a única força que nos vale é o amor de Deus.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari