domingo, 31 de maio de 2015

Familia e Igreja sob ameaça


Estou pensando, com a mente carregada de preocupação, no perigo que a instituição família vem correndo nestes últimos dias. E não me refiro apenas às leis e às medidas governamentais desfavoráveis a ela; uma vez que é crescente e gritante o preconceito contra a família segundo o modelo da Bíblia sagrada. Na verdade, a família vem sendo maculada com certos tipos banais de divórcio, que proliferam por todo lado; e com certas propostas de união estável em total dissonância com os princípios e valores da Palavra de Deus. Se examinarmos atentamente, tanto o que a Bíblia registra, como o testemunho da própria história; vamos perceber, que o desprezo aos valores sagrados - que corrompeu povos e nações - forjou sociedades ímpias e profanas (como Sodoma, Gomorra e outras), contribuindo decisivamente para sua terrível condenação e inevitável extinção.
 
O perigo que ronda a família, provém da mesma fonte que persegue a Igreja cristã. E a razão é simples: Assim como cabe à família preparar o cidadão maduro; cabe também à Igreja cristã o papel de formar e orientar seus membros a temer a Deus e às leis, estabelecendo fundamentos para uma sociedade pautada na moral e na ética. Infelizmente, se tornou tão comum a sucessão de escândalos, em todas as esferas; que nem paramos para pensar que os pontos de sustentação desta civilização estão corroídos, nos aproximando de um fim tão previsível quanto trágico. Na verdade, assim como se perdeu o navio, no naufrágio sofrido por Paulo; já não há como salvar este navio chamado mundo. Penso ser momento ideal, para ouvirmos o que Pedro diz: "E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa." (Atos 2:40).
 
A Palavra de Deus diz que o mundo que jaz no maligno: "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo." (Apocalipse 12:9-12). Mas os que tiverem fé em Jesus, vencerão pelo sangue do Cordeiro de Deus.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 30 de maio de 2015

Nos julgamos tão imunes


Nesta semana, tenho sido golpeado por uma gripe ou virose (ou as duas coisas) que tem me levado à lona. Existem ocasiões em que nos sentimos tão bem e nos julgamos tão imunes; que nos surpreendemos, quando algo assim acontece conosco. Nestes dias, meu tempo de oração tem sido marcado por grande sacrifício; hoje inclusive. Todavia, não me deixei seduzir pelos apelos da carne sofrida; e me prostrei aos pés do Senhor, pois este é o lugar onde sempre encontro segurança e paz.
 
Enquanto estou de "molho", aproveitei para acompanhar algumas decisões da Câmara e do Senado... E, ao ouvir o que alguns dizem e decidem, percebo que as decisões tomadas tentam fazer crer que os culpados pelos problemas econômicos que afligem a nação, são os aposentados e pensionistas do regime geral da previdência; pois não vi uma só medida que penalizasse o regime especial, o poder econômico (os bancos e as grandes fortunas), os parlamentares e o governo federal.
 
O Senhor Jesus tem uma palavra de juízo aos opressores deste mundo:
 
"Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais o juízo e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! que sois como as sepulturas que não aparecem, e os homens que sobre elas andam não o sabem. E, respondendo um dos doutores da lei, disse-lhe: Mestre, quando dizes isso, também nos afrontas a nós. E ele lhe disse: Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas."
(Lucas 11:42-46)
 
Penso não estar tão longe o dia em que o juízo eterno irá se manifestar.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Paixão pela crença


Sempre que penso na salvação oferecida gratuitamente por Jesus; um dos textos bíblicos que estão sempre em minha mente é este: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos." (Atos 4.12). No entanto, me preocupa o modo como muitos, que se dizem cristãos, entendem ou interpretam a doutrina do novo nascimento. No encontro de Jesus com Nicodemos, lemos que "Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus." (João 3:3). No entanto, o que mais se vê hoje em dia é um tipo de "paixão pela crença" (nada a ver com fé salvadora) que fascina santos e profanos; como se o objetivo da vida fosse a crença em si mesma.
 
Penso ser importante fazermos distinção entre a fé salvadora e a crença religiosa; para então podermos entender a essência do cristianismo e do novo nascimento. Na verdade, a crença religiosa destituída do amor de Deus, tem sido responsável por atrocidades cometidas, em sua fanática tentativa de defender seu credo; seja torturando, seja exterminando aqueles que o fanatismo religioso rotula de "hereges". E até em segmentos auto intitulados cristãos, tais atrocidades tem sido cometidas, ao longo da história. Já a fé salvadora, quando se manifesta no coração humano; ela o confronta consigo mesmo e o leva ao arrependimento de seus pecados e à confissão de Jesus como seu salvador. Como sua real finalidade é salvar o ser humano; ela produz frutos de justiça naqueles que são exercitados por ela.
 
Vida com Deus é vida de mansidão e de paz:
 
"Porque Quem quer amar a vida, E ver os dias bons, Refreie a sua língua do mal, E os seus lábios não falem engano. Aparte-se do mal, e faça o bem; Busque a paz, e siga-a. Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, E os seus ouvidos atentos às suas orações; Mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o mal. E qual é aquele que vos fará mal, se fordes seguidores do bem? Mas também, se padecerdes por amor da justiça, sois bem-aventurados. E não temais com medo deles, nem vos turbeis; Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo."
(1 Pedro 3:10-16)
 
Vida com Deus é vida plena de frutos de justiça!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Importante mesmo é ser fiel


Na manhã deste dia, antes que as estrelas deixassem de brilhar, busquei a face do Senhor; e lhe fiz alguns pedidos: Pedi que guarde minha pequena casa, frente aos perigos camuflados à nossa volta. Pedi que guarde o rebanho que foi entregue à minha guarda, chamado de 2ª Região; que depende muito de minha dedicação e de minha vida de oração, bem mais do que eu possa imaginar. Pedi também que me guarde de cair ou mergulhar nas águas do conformismo e do mundanismo em que muitos se afogam. Finalmente, pedi que me guarde na fé apostólica e na santidade bíblica; fiel à aliança feita, desde quando aceitei a Jesus como meu Salvador; pois sei que não é tão simples quanto parece viver segundo os ensinos da Bíblia.
 
Na medida em que eu orava, fui alertado para o fato de que a humanidade está em perigo; pois as reservas do planeta se esgotam rapidamente; e que suas entranhas dão sinais crescentes de saturação. É verdade; existem inúmeros perigos a nos rodear... E inimigos do bem, que se instalam em toda parte procurando envolver os desapercebidos. E mesmo entre nós, cristãos professos, se ouve a voz de falsos mestres, a ensinar que podemos servir a Deus à nossa maneira; e que o amor de Deus olha com bons olhos a qualquer um que tenha o Seu nome nos lábios, ainda que não o tenha no coração. Chegam a gritar aos quatro ventos que o importante é ser feliz. Porém, mais que ser feliz na vida, o importante mesmo é ser fiel até o fim.
 
Não resta a menor dúvida de que muito importante, o testemunho que alguém dá sobre Deus: "E ao anjo da igreja em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte." (Apocalipse 2:8-11). Porém, bem mais importante é o testemunho que Deus dá sobre alguém!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A missão de um pastor


No domingo, dia do pastor wesleyano, preguei na IMW Palmeiras (onde também fui homenageado, juntos com o Pastor Renato Jabor Campos e o Pastor Almir). Na ocasião, preguei sobre a missão de um pastor. Dentre os diversos problemas e desafios que um pastor enfrenta, ao longo de seu ministério, destaquei as duas maiores dificuldades que ele não tem como deixar de enfrentar: A primeira, quanto ao seu paradigma - Jesus - cujo ministério é o seu modelo. Jesus disse: "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas." (João 10:11); portanto, ser um bom pastor significa amar como Jesus amou, sentir como Jesus sentiu e cuidar como Jesus cuidou. Este é o primeiro desafio a ser encarado por alguém que pretende ser um pastor por excelência: O desafio de imitar o Mestre Jesus, Pastor por excelência!
 
A outra dificuldade tem a ver com a natureza do rebanho. Vejamos este diálogo de Jesus com Pedro: "Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas." (João 21:16). Esta é uma missão difícil; pois não se trata apenas de presidir uma igreja; mas, de apascentar as ovelhas. E sem amor prático não existe apascentamento. Existem duas verdades sobre as ovelhas que pastoreamos: Uma é que as ovelhas diferem muito entre si; tanto no modo de viver, como no modo de reagir. Não é tão difícil amar a quem nos ama; todavia, amar a quem nos resiste e critica não é tão simples. Porém, precisamos apascentar o rebanho (os favoráveis e os contrários). Outra verdade é que as ovelhas pertencem a Jesus, não a nós!
 
Tenho notado que, as vezes, ovelhas correm mais perigo com maus pastores do que com lobos:
 
"Assim diz o Senhor meu Deus: Apascenta as ovelhas da matança, Cujos possuidores as matam, e não se têm por culpados; e cujos vendedores dizem: Louvado seja o Senhor, porque tenho enriquecido; e os seus pastores não têm piedade delas. Certamente não terei mais piedade dos moradores desta terra, diz o Senhor; mas, eis que entregarei os homens cada um na mão do seu próximo e na mão do seu rei; eles ferirão a terra, e eu não os livrarei da sua mão. Eu, pois, apascentei as ovelhas da matança, as pobres ovelhas do rebanho. Tomei para mim duas varas: a uma chamei Graça, e à outra chamei União; e apascentei as ovelhas." (Zacarias 11:4-7)
 
Mas quando são apascentadas com graça e união, elas sobrevivem aos embates e aflições da vida!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 26 de maio de 2015

Não pensei duas vezes


Entendo ser urgente a oração, seja por que motivo for! Seja adorando, seja louvando, seja intercedendo... O lugar de oração é uma espécie de ponto de apoio para o crente com seus projetos e conflitos, seus erros e acertos. Aleluia! Nesta manhã fui encharcado com banho de graça! Então, agradeci a Deus por ter sido preservado - ainda no aconchego do ventre de minha mãe - tendo Ele estendido Seu favor sobre mim, desde que fui aparado pela parteira até este momento de adoração. Diante do Senhor, lembrei minha infância... Menino assustado seguindo por uma trilha escura, sem saber que direção tomar; mas, sabendo que - se quisesse viver - haviam rumos a ser evitados. Nada conhecia sobre razão ou propósito; mas tinha esperança em dias melhores. E o menino assustado se transformou, aos poucos, em rapaz revoltado... Assim como aquela trilha escura se transformou em trevas densas, assustadoras.
 
Foi nessa condição que o Senhor se revelou a mim; e me fez ver que haveria paz e segurança em minha vida, caso aceitasse sua proposta de vida. Não pensei duas vezes! Tomei a decisão que me salvou e que me fez um novo homem. Agora, trilha não mais escura! Mas iluminada, com seus pontos de apoio, a me oferecer abrigo temporário (Moisés teve sua "fenda da Rocha; Elias teve sua "caverna"; Daniel teve sua "cova dos leões"); como uma espécie de útero da terra, onde o crente protegido é preservado em meio aos perigos desta vida. Sim! Eu tenho minha fenda na rocha, ou caverna (chamem como quiserem); onde me sinto abrigado em meio ao caos chamado mundo. Que bênção é Ter Jesus (que alguns teimam dizer que é só Yeshua). Mas, Ele tem múltiplos nomes! Pois, na Bíblia, Ele é também chamado: "Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz." (Isaías 9:6). Aleluia!
 
Como é bom sentir a proteção de Deus, conforme este texto: "Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate, a Etiópia e a Seba em teu lugar. Visto que foste precioso aos meus olhos, também foste honrado, e eu te amei, assim dei os homens por ti, e os povos pela tua vida. Não temas, pois, porque estou contigo; trarei a tua descendência desde o oriente, e te ajuntarei desde o ocidente." (Isaías 43:1-5). Sua proteção é eficaz em todo tempo!
 
Sinto grande sensação de bem estar, sempre que ouço esta canção da Fernanda Brum:
 
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Atitudes e decisões


Existem atitudes que, nós cristãos, não devemos tomar; ainda que pressionados por pessoas e circunstâncias. Estou entre aqueles que acreditam que nossa família, nossa igreja e até mesmo o nosso planeta seriam bem melhores, se não tomássemos certas atitudes que julgamos ser boas e necessárias; mas que, ao final, só nos trarão frustração e dissabor. Se observarmos bem, vamos perceber que cresce o número de pessoas que se aprofundam cada vez mais na solidão e no desespero, por insistirem em seguir um caminho que não tem futuro. Elas se perdem, tentando se achar. E não são poucos os crentes que, por não cultivarem o hábito de orar, seguem seus próprios instintos e acabam por perder o rumo do céu.
 
Existem também aquelas atitudes que não podemos deixar de tomar; pelo simples fato de definirem algumas etapas importantes em nossa vida e família. Josué tomou a que julgo ser a mais importante delas, quando declarou: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor"! (Josué 24.15); Este homem de Deus decidiu se demarcar dos seguiam outra direção. E nós, algumas vezes, precisamos nos demarcar de alguns que seguem conosco (pensando estar na mesma direção) e optarmos por buscar e seguir a direção de Deus; ainda que isto nos afaste de alguns que amamos. Contudo, as nossas decisões somente serão mais acertadas, se cultivarmos o hábito de orar; pois isto nos manterá no caminho certo, rumo ao céu.
 
A atitude de Josué, firmada em Deus e em Sua Palavra, foi seguida pelo povo de Deus:
 
"Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade; e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais além do rio e no Egito, e servi ao Senhor. Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Então respondeu o povo, e disse: Nunca nos aconteça que deixemos ao Senhor para servirmos a outros deuses; Porque o Senhor é o nosso Deus; ele é o que nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da servidão, e o que tem feito estes grandes sinais aos nossos olhos, e nos guardou por todo o caminho que andamos, e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos."
(Josué 24:14-17).
 
Precisamos ter cuidado em nossas atitudes; pois elas influenciarão aqueles que nos seguem.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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