quarta-feira, 29 de junho de 2011

Quando uma obra vai além do seu autor

Em uma dessas madrugadas, estava eu orando a Deus como sempre faço - prostrado e chorando em Sua gloriosa Presença. Do mesmo modo como sempre inicio minha oração, comecei a adorar Aquele que vive e reina para todo o sempre. Em minha oração, comecei a perguntar ao Senhor o "por que" de não conseguirmos pregar com a mesma intensidade e unção, nas inúmeras ocasiões em que comparecemos perante o Seu povo para pregar a Sua Palavra.

Então, Deus falou comigo!

Deus me fez lembrar os inúmeros quadros pintados pelo maiores pintores de todos os tempos. Estes grandes homens da pintura clássica foram artífices de inúmeros quadros; frequentemente exibidos em algum museu de um País qualquer - todos de rara beleza. No entanto, apenas um ou outro desses quadros se tornaram obras primas da pintura universal (lembrei-me de Da Vinci e sua "Monalisa").

De modo semelhante, os grandes mestres da música clássica universal produziram inúmeras peças musicais que aprimoram o sentimento humano; mas apenas algumas delas conseguiram se impor como obras primas da música clássica; sendo constantemente executadas pelas mais famosas orquestras sinfônicas do mundo - sempre sob a batuta de algum maestro de renome (pensei em Beethoven e sua "Nona Sinfonia").

Deus me fez sentir que, em muitos desses casos, um trabalho apenas valeu por uma vida inteira - eternizando o seu autor.

E continuei ouvindo a voz do Senhor!

Veio ao meu espírito a lembrança dos compositores evangélicos. Alguns deles com um vasto repertório de belíssimas canções sacras! São diversos compositores evangélicos com reconhecimento nacional e até internacional. No entanto - mesmo com as belas composições que chegam a produzir - apenas um pequeno número delas pode ser catalogado como verdadeira obra prima (não posso deixar de recordar o saudoso Jair Pires com "alma cansada"; Edson Coelho com "Entrei no templo"; Paulo César e o seu "Situações"; Sérgio Lopes e "Para onde vão as aves"; Elizeu Gomes com e "Com muito louvor"; Regis Danesi e "Zaquel"; Anderson Freire e "Advogado fiel"... E por aí vai).

Finalmente, o Espírito me fez lembrar de inúmeros pregadores, cujos sermões incendiaram o mundo e ressoam pelos quatro cantos da terra. E todos eles foram considerados dignos de suceder os queridos Apóstolos: João e o "Sermão do Amor"; Paulo e o "Sermão da Graça" - os quais, por sua vez, beberam da fonte inesgotável do próprio Jesus e o seu glorioso "Sermão da Montanha".

E Deus concluiu a lição que eu precisava aprender

A unção dele estará sempre sobre qualquer pregador que se disponha a pregar sua Palavra com graça e amor. Isso significa que, independente do nível de entrega, as mensagens de um pregador ungido pelo Senhor serão sempre parecidas com as mensagens de outros pregadores ungidos. Todavia, na medida em que a consagração se intensifica, algumas mensagens poderão se tornar únicas - especiais.

Se por um lado, as mensagens que pregamos se tornam de grande edificação, à medida em que nos aproximamos dEle - por outro lado, a mensagem que pregarmos quando Ele se aproxima de nós, serão verdadeiras obras primas; as quais nos eternizarão como pregadores. Naquele instante Deus me fez saber que quando nos aproximamos dEle, nos tornamos inspirados; todavia, quando Ele se aproxima de nós, nos tornamos iluminados.

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 26 de junho de 2011

Visita ao Distrito de Mantena III

Estamos encerrando, nesta postagem, o relato do "giro" que fizemos pelo Distrito de Mantena. Foram visitas muito abençoadas; nas quais constatamos o avanço do novo Distrito. E nossa última visita foi à igreja de Vila Nova - bairro da cidade de Mantena.

IMW de Vila Nova

Depois de um breve descanso da visita que fizemos pela manhã à igreja de Itabirinha, nos encaminhamos para a igreja de Vila Nova - para estarmos em seu culto dominical. O culto foi marcado por muita unção! A igreja de Vila Nova foi emancipada em dezembro, por ocasião do Concílio Regional. Dá gosto ver a motivação e alegria em que a igreja se encontra. O seu templo não está comportando o crescente número de pessoas que vem frequentando as suas reuniões.

O Ministério de Louvor, com a participação de Wiriane, Daniel e Keilliane, conduziu a adoração em uma abertura muito edificante (Wiriane é neta do Presbítero Alcino, de saudosa memória, pioneiro desta igreja). O culto teve também a participação da irmã Vanderli cantando o hino "Jesus Cavaleiro do Céu" (esta irmã dirige um dos trabalhos da igreja). Após a mensagem, foi servida a Ceia do Senhor - em um ambiente de quebrantamento e grande comunhão.

Após o culto, a igreja ofereceu a todos os membros e visitantes, um jantar que teve como prato principal um "risoto" de frango delicioso. Enquanto comíamos, conversamos com alguns oficiais da igreja. Graças a Deus, a IMW pode contar com homens como o Presbítero Neraci, que está nesta igreja a muito tempo. Ele tem sido um grande companheiro do Pastor Neto, desde sua chegada a Mantena - no início deste ano. Pela manhã, após o café da manhã na casa do Pastor Neto, iniciamos nossa viagem de volta.

Aproveitando o roteiro

Passando por Divino das Palmeiras, fizemos uma breve visita ao Pastor Alcir; o qual tem feito um ministério de resultados a frente da IMW naquele lugar. Ele já está residindo na nova casa pastoral que a igreja construiu - construção esta de muito bom gosto (Eles não param - já estão trabalhando na reforma do templo). Sou grato a Deus pela vida do Pastor Alcir, de sua família, e dos oficiais que compõem o seu Conselho. É admirável o zelo que eles tem por aquela igreja. Saímos de lá com peso a mais na bagagem (a esposa do Pastor Alcir nos presenteou com mexericas, laranjas, bananas e limões - produzidos no sítio que eles possuem naquele lugar).

Chegando em Governador Valadares, Interrompemos novamente a viagem - para almoçar na casa do Pastor Gervaldo. Sua esposa Luciene nos preparou um delicioso almoço (arroz, feijão, salada, carne assada e uma especial "farofa de couve", algo que nunca tínhamos visto, muito saborosa). Eu disse a Luciene que, antes de partir para o Senhor, a irmã Teresa transferiu para ela todas as habilidades culinárias que possuía - isso porque o seu modo de cozinhar é bem parecido com o da saudosa irmã Teresa. E dali, após conversarmos um pouco sobre o Distrito de Ipatinga, prosseguimos a viagem até Belo Horizonte.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 25 de junho de 2011

Babilônia desperta

Não é necessário ser um expert em escatologia, para perceber o inevitável despertar de Babilônia. Pelo Espírito, tenho notado que - ao longo da história - Babilônia intercala períodos de hibernação e loucura. Cobiçada por Lúcifer; amaldiçoada por Deus; desejada pelos profanos; descartada pelos santos... Babilônia exerce um estranho fascínio sobre a humanidade. Reis e governantes da terra se rendem a seus pés, procurando satisfazer os seus caprichos. Esta é Babilônia: Não uma cidade - mas um sistema iníquo, prestes a se findar; e que não será lembrado na eternidade.

Babilônia desperta! E o seu despertar traz novamente os piores receios daqueles que vivem a esperar pela chegada de dias melhores. E no seu despertar, ela traz à tona todos os estilos de vida submersos na lama em que tem estado adormecida.

Babilônia desperta! E o seu despertar se constitui na realização dos sonhos dos profanos e no pesadelo dos santos. Enquanto aqueles que profanam a terra celebram nas praças e avenidas o seu despertar; aqueles que temperam e iluminam a terra elaboram o seu plano de fuga deste terrível sistema.

Babilônia desperta! E o seu despertar coloca este sistema corrupto e corruptor em evidência. Mas ela não é apenas um sistema iníquo: Babilônia é também uma besta tingida de vermelho - enfurecida e enlouquecida por sua sede de sangue, de poder e de luxúria. Com o seu despertar, ela promove a pornografia, o infanticidio, a pedofilia, e toda a espécie de prazer sexual impuro.

Babilônia desperta! E o seu despertar - tal e qual na Roma antiga - promove a insensatez e persegue o sagrado. Ao despertar do seu sono milenar, retoma o controle do mundo e faz com que os poderes nele dominantes se curvem perante ela, em total submissão. Em sua loucura desmedida, arrasta com sua cauda reis e governantes deste mundo - rumo ao seu eterno destino.

Babilônia desperta! E o seu despertar interfere nas tradições e nos bons costumes da crença, da família e da sociedade - alterando o equilíbrio e a normalidade do existir. Plenamente desperta, ela transforma os legisladores deste mundo em marionete em suas garras. Em sua sagacidade, manipula as mentes e perverte as motivações - usando como pretexto a defesa das minorias, para promover leis absurdas; leis aprovadas por seus súditos fiéis travestidos de legisladores.

Babilônia desperta! Sim - mas para a morte. Ela não subsistirá ao juízo Deus que cairá sobre ela. Tanto ela como seus seguidores e admiradores serão tragados pelo mar de fogo e enxofre - destino final de todos aqueles que se levantam contra Deus; de todos aqueles que amam e praticam a iniquidade e a mentira.

Babilônia tem sobrevivido ao longo da história - mergulhada em um mar de lama e excremento, no qual sobrevive mantendo suas narinas acima da linha de lama em que hiberna; e de onde sai de quando em vez. E o seu despertar em nossos dias, nada mais é do que a derradeira tentativa se se perpetuar - promovendo delinqüência, sadismo, luxúria, idolatria e feitiçaria. Mas o seu fim está previsto nas Escrituras Sagradas. Não há como escapar dele!

Vejamos o que as Escrituras Sagradas dizem sobre o fim de Babilônia:

"Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição"
(Apocalipse 14.8)

"e a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira"
(Apocalipse 16.19)

"e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra"
(Apocalipse 17.5)

"2 E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável. 10 e, estando de longe por medo do tormento dela, dirão: Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! pois numa só hora veio o teu julgamento. 21 Um forte anjo levantou uma pedra, qual uma grande mó, e lançou-a no mar, dizendo: Com igual ímpeto será lançada Babilônia, a grande cidade, e nunca mais será achada"
(Apocalipse 18.2,10,21)

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Visita ao Distrito de Mantena II

IMW de Itabirinha de Minas

De manhã bem cedo, o Pastor Neto e eu, saímos de Mantena - rumo a Itabirinha de Minas. A igreja wesleyana de Itabirinha, depois de muitos anos sob o pastorado do Pastor Alberto coelho, recebeu em janeiro último o Pastor Manoel Vitorio como seu novo pastor. Celia - que contraiu forte resfriado - não pode nos acompanhar, permanecendo com a irmã Nete em Mantena. Nesta viagem, de aproximadamente cinquenta km, passamos defronte a dois templos wesleyanos que ficam no trajeto: O da IMW de Divino das Palmeiras e o da IMW de S. João de Manteninha.

Ao chegarmos na cidade, encontramos um belo templo erigido para a glória do Senhor - em muito bom estado de conservação. Uma das cenas que mais me entristecem, é chegar em uma localidade onde haja uma igreja wesleyana cujo templo esteja em mal estado de conservação. Sempre entendi que a manutenção e conservação de um templo depende muito mais de zelo e boa vontade de sua liderança, do que de recursos. Penso, inclusive, em escrever algo sobre o zelo da casa do Senhor. Graças a Deus, são poucos estes casos lamentáveis.

O culto matutino teve início, sob a direção do Pastor Manoel Vitorio. Deu para notar que os membros desta igreja estão muito motivados com o novo pastor e sua família (irmã Graça e sua filha), nomeado para ali em nosso último concílio. Tivemos um abençoado período de louvor a Deus, com a participação de alguns irmãos, cujo nome não recordo agora. Tive a oportunidade de pregar a Palavra de Deus; e após a mensagem, foi servida a Ceia do Senhor. O culto foi encerrado com um momento de oração em favor de todos os membros.

Após o culto, enquanto conversávamos com alguns irmãos, uma equipe de irmãs nos brindou com um delicioso almoço (maionese, salada, macarrão, feijão tropeiro, arroz e um delicioso frango frito). Dentre os irmãos com quem conversamos, estavam as três irmãs mais antigas desta igreja: Irmã Aparecida, esposa do Presbítero Geraldo; irmã Maria, que já conhecia desde o meu tempo de SD do Distrito de Valadares (ela é mãe do irmão Juvercino - que mora em Rondônia); e a terceira irmã, cujo nome esqueci de anotar.

Antes de retornarmos para Mantena, demos uma passadinha na casa da irmã Aparecida e de seu esposo - Presbítero Geraldo (este irmão tem uma história de milagre em sua vida, que o levou a uma profunda experiência de conversão). Ali, ficamos conhecendo uma das filhas do casal - a Lucineide (fiquei sensibilizado com sua cordialidade e simpatia). Oramos por ela, antes de retornarmos a Mantena, para o culto de comunhão na igreja de Vila Nova.

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 21 de junho de 2011

O crente e a fé

No domingo último, Deus me concedeu a graça de pregar em nossa igreja de Guaçuí no sul do Espírito Santo - pastoreada pelo SD do Distrito de Alegre, Pastor Gilberto Beloni. E o que se segue agora, é a íntegra do sermão pregado naquela tribuna.

O crente e a fé

"Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11.6).

Desde muito cedo, em minha vida cristã, comecei a ser atraído para um dos componentes que considero essencial para uma vida cristã bem sucedida: Eu me refiro a fé. A Palavra de Deus diz que "Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor" (1 Coríntios 13.13). Portanto, salvo melhor juízo, tenho entendido que - na relação bíblica de atributos - a fé só perde em importância para o amor.

Preciso dizer aqui, três coisas que considero da maior relevância quando se trata de fé. Minha premissa é que a fé desempenha papel fundamental em toda a trajetória do cristão - desde o seu despertar para Deus, passando pelo seu novo nascimento e no desenvolvimento de sua experiência de santificação; bem como na esperança da vida eterna - a fé permeia todos os passos dados por alguém que tenha tido um encontro real com Deus.

Dada a importância da fé em toda a existência de um crente, torna-se necessário saber, pelo menos, três coisas básicas sobre ela: Precisamos saber como ela se apresenta; precisamos saber o que ela realiza; precisamos saber como agir por meio dela. Vejamos isso então:

1. Como a fé se apresenta

1.1. A fé vem pelo ouvir da Palavra de Deus: "Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo" (Romanos 10.17). Daí a necessidade de se pregar o evangelho. Todo o crente precisa saber que a pregação do evangelho é o instrumento para produzir fé salvadora no coração do ser humano. E, ao que me parece, não existe um outro meio para fazer a fé salvadora chegar no coração humano! É assim com a fé que salva; com a fé que cura; e com a fé que liberta - enfim, com a fé que se apropria das promessas de Deus: Ela só vem pela Palavra de Deus!

"Como pois invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas" (Romanos 10.14-15).

1.2. A fé se manifesta pela confissão: "Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos" (Romanos 10.8). O texto não deixa a menor dúvida quanto ao fato de que a Palavra da Fé precisa estar tanto no coração como na boca daquele que a professa. O princípio está claramente definido: É com o coração que se crê e com a boca que se confessa aqui em que se crê! Resumindo: Não basta acreditar; é preciso confessar aquilo em que se acredita.

"Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" (Romanos 10.9-10).

1.3. A fé se impõe em meio as lutas: "Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 João 5.4). Os grandes combates travados por valorosos homens de Deus no passado, foram iniciados e vencidos pela fé (Davi contra Golias; Josué em Jericó; e muitos outros). Pois é; tanto os homens de Deus dos tempos bíblicos do Antigo, como do Novo Testamento - travaram suas batalhas mediante a fé. E é por meio da fé que o crente em nossos dias consegue vencer suas grandes lutas e provações.

"E que mais direi? Pois me faltará o tempo, se eu contar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas; os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões" (Hebreus 11.32-33).

2. O que a fé realiza

2.1. A fé da sentido a crença: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem" (Hebreus 11.1). Como admitir realidades tão abstratas como a vida futura; a salvação pela graça; a cura pela fé; e muitas outras? Apenas a fé é capaz de comprovar e fundamentar a certeza e a esperança que temos no tocante a estas coisas. A fé é o único recurso que temos, capaz de nos fazer crer em Deus - em sua existência; em seus atributos; em seu amor por nós. É somente pela fé que conseguimos manter tais convicções.

"Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam" (Hebreus 11.5-6).

2.2. A fé qualifica e autentica o sacrifício: "Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho das suas oferendas, e por meio dela depois de morto, ainda fala" (Hebreus 11.4). Já tenho ouvido pregadores dizerem que o sacrifício de Abel foi aceito porque ele ofereceu um animal - com derramamento de sangue. Eu mesmo já preguei que Deus aceitou o sacrifício de Abel por ter ele oferecido o melhor animal do rebanho. Todavia o texto afirma que a aceitação foi mediante a fé de Abel!

"Sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, mas sim, pela fé em Cristo Jesus, temos também crido em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não por obras da lei; pois por obras da lei nenhuma carne será justificada" (Gálatas 2.16).

2.3. A fé dá substância a promessa de Deus: "Pela fé, até a própria Sara recebeu a virtude de conceber um filho, mesmo fora da idade, porquanto teve por fiel aquele que lho havia prometido" (Hebreus 11.11). A Palavra de Deus explica como Abraão chegou a ser o "pai da fé": Está escrito que Abraão "sem se enfraquecer na fé, considerou o seu próprio corpo já amortecido (pois tinha quase cem anos), e o amortecimento do ventre de Sara; contudo, à vista da promessa de Deus, não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus, e estando certíssimo de que o que Deus tinha prometido, também era poderoso para o fazer" (Romanos 4.19-21).

"Então respondeu Jesus, e disse-lhe: ó mulher, grande é a tua fé! seja-te feito como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã" (Mateus 15.28). "E pela fé em seu nome fez o seu nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde" (Atos 3.16).

3. Como devo agir em relação a fé

3.1. É a minha fé em Jesus que move o braço de Deus em meu favor. Devo me apegar sempre a plena certeza de que Deus pode agir em meu favor - seja qual for a minha dificuldade: "Partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, que clamavam, dizendo: Tem compaixão de nós, Filho de Davi. E, tendo ele entrado em casa, os cegos se aproximaram dele; e Jesus perguntou-lhes: Credes que eu posso fazer isto? Responderam-lhe eles: Sim, Senhor. Então lhes tocou os olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo a vossa fé" (Mateus 9.27-29).

3.2. Nunca devo olhar para a grandeza do meu problema - mas sim para a grandeza do meu Jesus. A questão é apresentada de maneira clara neste texto: Seja qual for a nossa dificuldade - o problema não está no fato de Jesus poder ou não fazer - e sim, no fato de podermos ou não crer: "E perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo sucede-lhe isto? Respondeu ele: Desde a infância; e muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Ao que lhe disse Jesus: Se podes!-tudo é possível ao que crê. Imediatamente o pai do menino, clamando, [com lágrimas] disse: Creio! Ajuda a minha incredulidade" (Marcos 9.21-24).

3.3. Nunca devo me deixar influenciar pelas vozes da incredulidade ou da impossibilidade. Muitas vezes, a voz da incredulidade sai até mesmo dos lábios dos nossos maiores amigos; em seu desejo de nos ajudar. Mas, em tratando-se de assuntos de fé, não devo me deixar influenciar pela voz da incredulidade - mas sim pela Palavra de Deus: "Enquanto ainda falava, veio alguém da casa do chefe da sinagoga dizendo: A tua filha já está morta; não incomodes mais o Mestre. Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe: Não temas: crê somente, e será salva" (Lucas 8.49-50).

Concluindo

Marta julgava ter motivos lógicos para interpelar o Mestre, chamando sua atenção para a inconveniência de se remover a pedra da tumba; onde os restos mortais de seu único irmão repousavam. Mas Jesus exortou-a a crer: "Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque está morto há quase quatro dias. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus" (João 11.39-40).

E Lázaro levantou-se dentre os mortos, para a glória de Deus e para a alegria de todos os que o amavam. Assim aconteceu com as duas irmãs de Betânia! Assim acontecerá conosco, se pusermos fé em Jesus!

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Visita ao Distrito de Mantena I

Reunião Distrital de Obreiros

Esta reunião foi realizada na IMW Central de Mantena. Foi um trabalho maravilhoso; com abertura feita pelo Pastor Sebastião Antonio Neto - SD do Distrito - e participação do Ministério de Louvor da igreja anfitriã. Deus me deu uma palavra para a liderança ali reunida; e, em seguida, o Pastor Neto abriu oportunidade para perguntas. O genro do Pastor Alcir - que é Presbítero na igreja do Divino das Palmeiras, fez algumas colocações interessantes, que procurei responder pausadamente. Ao término da reunião, fomos todos almoçar no salão social da igreja - um delicioso strogonoff de frango (que pareceu-me não ter havido quem não repetisse).

IMW Central de Mantena

A tarde estivemos fazendo uma visitinha a família pastoral. O Pastor José Sérgio Neto é o pastor da igreja central de Mantena a muitos anos. Sua esposa, irmã Areli, havia contraído dengue e estava bem debilitada. Estavam lá também dois de seus filhos - Estêvão Sérgio e José Sérgio Júnior, juntamente com suas esposas. Senti uma grande alegria em poder abraçar novamente esta querida família (Areli é irmã do Pastor Alvino Pereira e da irmã Ambrosina Rita, m - muito conhecidos na II Região). O culto da noite teve o formato de culto distrital. O louvor foi dirigido por Rita - nora do Pastor José Sérgio (esposa do Juninho, que também é Conselheira Distrital de Adolescentes). O Pastor Neto dirigiu o culto e, em seguida, me passou a palavra para a pregação. Foi um culto de muita unção e alegria no Senhor. Houve ao final um momento de oração de grande mover do Senhor.

Após os cumprimentos, o Superintendente Distrital e sua esposa, irmã Nete, nos convidaram para comer um "macarrão na chapa" (Celia e Nete preferiram um "caldo de mandioca"). No restaurante que fomos, encontramos alguns irmãos wesleyanos, saboreando pizzas. Logo em seguida fomos descansar em casa do casal - onde estávamos hospedados. No dia seguinte, o Pastor Neto e eu, iríamos sair bem cedo para o culto matutino com a Ceia do Senhor na igreja de Itabirinha de Minas, onde estariam nos aguardando. Mas isto será narrado no outro "Giro episcopal".

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dons e Ministérios - força da igreja local (parte III)

"E dizei a Arquipo: Cuida do ministério que recebestes no Senhor, para o cumprires" (Colossenses 4.17). "Dou graças àquele que me fortaleceu, a Cristo Jesus nosso Senhor, porque me julgou fiel, pondo-me no seu ministério" (1 Timóteo 1.12). "Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2 Timóteo 4.5)

Qualquer líder espiritual minimamente comprometido com a Palavra de Deus, sabe em seu íntimo que a manifestação dos dons e ministérios na igreja local é por demais importante para ser descartada - ou mesmo ignorada. Nesta parte do estudo, sentimos a necessidade de dar uma palavra preliminar sobre os Dons e Ministérios.

Dons e Ministérios - o que é isso?

"Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes" (1 Coríntios 12.1).

A Palavra de Deus é clara como a água cristalina. Ela demonstra neste texto que Deus não nos quer ignorantes quanto aos dons. O primeiro passo para compreendermos a natureza e papel dos dons e ministérios na igreja, é sermos sensíveis à voz do Espírito Santo. Todavia, para chegarmos a um entendimento equilibrado quanto ao exercício dos Dons e Ministérios, precisamos primeiro conceituar os termos:

Dom é talento; Ministério é tarefa;
Dom é ferramenta; Ministério é missão.
Com é capacitação; Ministério é chamado.
O Espírito Santo distribui os dons visando um fim proveitoso.
Para cada tipo de Ministério, existem os Dons correspondentes.
Ministério sem Dom é esforço sem resultado; Dom sem Ministério é desperdício.
Ministério sem Dom é missão não concluída; Dom sem Ministério é missão nem começada.

Dons e Ministérios - como fomentá-los?

"Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito para o proveito comum" (1 Coríntios 12.4-7))

Os dons e ministérios não aparecem casualmente em uma igreja. Eles surgem por obra do Espírito Santo, que os reparte graciosamente. No entanto, os resultados decorrentes dos mesmos irá depender muito do discernimento e da sensibilidade - tanto daqueles que exercem o governo espiritual da igreja, como daqueles que serão instrumentos para o exercício dos mesmos.

No entanto, precisamos compreender que os frutos do exercício dos Dons e Ministérios só serão possíveis mediante um trabalho dedicado e perseverante. Todo cristão precisa saber que o agir de Deus na vida de um obreiro não o dispensa de se preparar para fazer a obra de Deus. É importante afirmar aqui, que - no Reino de Deus - o único improviso sem risco, é aquele provocado por uma ação inesperada do Espírito Santo.

E cada Pastor - como agente direto segundo o propósito de Deus na vida de uma igreja - é a peça chave para o desenvolvimento e exercício dos dons e ministérios existentes na igreja. E quando o Pastor se omite dessa responsabilidade; ou quando administra este setor sem procurar entender a dimensão do mesmo - o resultado poderá ser desastroso, em todos os sentidos! Na verdade, igreja alguma poderá desfrutar plenamente de uma perfeita interação entre dons e ministérios, sem que a gestão do Pastor seja eficiente e madura.

Por tudo aquilo que tenho visto ao longo de meus 43 anos de ministério; sinto-me em condições de afirmar que uma igreja sem pastor tem maior chance de colher frutos do exercício dos dons e ministérios de seus membros; do que uma igreja cujo pastor não seja objetivamente atuante na motivação espiritual e coordenação inteligente dos mesmos.

Dons e Ministérios - investimento de resultados

"E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos operadores de milagres? Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?" (1 Coríntios 12.28-30)

Ao longo de minha vida, tenho sido um pastor interativo. Tenho ensinado; e tenho aprendido à medida que ensino. E esta condição privilegiada me autoriza a fazer a seguinte declaração: Os bons resultados alcançados por um pastor à frente de sua igreja, tem uma relação direta com o investimento que o mesmo faz em dons e ministérios.

No governo da igreja local, o pastor nunca deve agir como se fosse um capataz. Ele deve proceder como um maestro de uma orquestra; ou como um técnico de um time. Ele não precisa ser um grande especialista em todas as posições - ou mesmo estar atuando diretamente no conjunto; o que ele precisa mesmo é saber reger e motivar o conjunto que tem sob seus cuidados!

Ao longo de minha vida, tenho investido em dons e ministérios. Posso garantir que meu objetivo tem sido tornar aqueles que por mim foram ajudados, obreiros muito melhores do que eu tenho sido. Nunca escondi isso - nem me preocupei com o crescimento e projeção daqueles que passaram pelas minhas mãos. Sempre tive a certeza de que minha missão só seria finalizada, se eu conseguisse fazer deles instrumentos aprovados por Deus - tal como eu tenho sido. E nada mais importava!

CONCLUSÃO

O objetivo dos dons e ministérios é, em primeira instância, edificar a igreja. Cada pastor deve estabelecer um alvo de crescimento para a sua igreja, desafiando os departamentos, procurando levar o seu rebanho a crescer em quantidade e em qualidade. O pastor é a figura chave para a edificação, mobilização e motivação de sua igreja na expansão do Reino de Deus.

Bispo Sebastião Calegari
Superintendente da 2ª Região

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