segunda-feira, 10 de junho de 2013

Geração eleita

 

Estou mais uma vez em BH. Maria Célia e eu temos vivido em um vai e vem constante, causado pela obrigações episcopais da 2ª Região. Estamos sempre saindo em direção a alguma igreja... E voltando sempre a Belo Horizonte, onde residimos. Louvo a Deus por ser quem sou e por fazer o que faço. Sinto profunda gratidão a Deus, por ser e viver em função do Seu reino. Sei muito bem que - no campo das hipóteses - eu poderia ter sido alguém diferente e ter tido outra ocupação. Todavia, creio que eu não seria tão feliz como sou. E esta felicidade não depende de quem sou e do que faço; e sim, de Jesus, que me redimiu do pecado e da morte. No entanto, existem coisas que me deixam deveras perplexo:
 
Sinto-me perplexo em meio à geração dos meus dias. É que, nela, eu vejo a geração "zumbi"; de olhar fixo e sem cor - a semelhança de vampiros em busca de sangue - sempre em busca de uma pedrinha de crak ou de algum outro tipo de droga. Também vejo a geração "papeis trocados"; formada por homens atraídos e dominados por gostos femininos; e, por mulheres seduzidas e dominadas por gostos masculinos; como se isso fosse apenas uma questão de gosto... E vejo ainda a geração "violência" - formada por gangues e em torcidas - promovendo vandalismo e caçando suas vítimas e rivais pelas ruas da cidade. No entanto, Deus amou tanto estas gerações, que enviou Jesus ao mundo para salvá-las!
 
Percebo que, algumas vezes, estas gerações se abraçam e se unem; movidas por interesses afins. Outras vezes, elas se incompatibilizam e se agridem; em alguns casos, logo após terem fumado juntas o cachimbo da paz. Na verdade, como não existe paz fora de Jesus, sua cumplicidade acaba sendo de curta duração. Todavia, eu também faço parte de uma geração que marca sua presença entre nós. Sou grato a Deus por fazer parte da "geração eleita"; geração alimentada pela Palavra de Deus e dirigida pelo Espírito de Deus. Geração que segue o seu caminho e o seu destino - motivada por canções de louvor e de paz - olhando para Jesus, autor e consumador da fé. Como eu louvo a Deus por fazer parte dela!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 9 de junho de 2013

Vítimas de complexos


Pai de amor; hoje eu venho ao lugar de oração, investido de um sentimento de intercessão por dois tipos de pessoas que se julgam perseguidas: Em primeiro lugar, quero trazer diante de Ti, aquelas pessoas que se sentem perseguidas por se acharem fracas, inúteis, sem valor. Sei que não são poucas as pessoas que nutrem este sentimento negativo a seu próprio respeito; e que, para todo o lugar em que olham, vêm pessoas discriminando-as devido a isso. Elas são vítimas do complexo de inferioridade; e se sentem perseguidas devido ao estado de inferioridade que atribuem a si mesmas. É triste, Pai!
 
Preciso também interceder por aquelas pessoas que se julgam perseguidas, por se acharem boas demais. Estas, em número bem maior do que as primeiras que citei, se julgam vítimas do ciúme e da inveja dos que - a seu juízo - não são tão bons quanto elas. Elas se julgam muito importantes e competentes; capazes dos melhores feitos, das melhores proezas. Movidas por complexo de superioridade; elas se sentem perseguidas por serem mais bonitas; por terem mais recursos; enfim, por fazerem qualquer coisa melhor do que os "incompetentes' mortais que estão a sua volta. Perdoa-lhes, Pai!
 
Pai de misericórdia; na eventualidade de terem elas alguma razão quanto ao que pensam e propalam; ajude-as a entender que tais sentimentos são facilmente corrompidos; a ponto de trazer mais dor e sofrimento aos que se julgam assim; do que as supostas perseguições que julgam sofrer. Não permita que se tornem prisioneiras de si mesmas; de seus sentimentos não confiáveis. E que elas possam um dia entender que - se existe algum proveito em perseguições sofridas - as únicas perseguições que tem mérito aos Teus olhos, são as que sofremos por amor a Jesus; pois são estas nos levam aos Teus braços!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 8 de junho de 2013

Internet pode ser boa ou ruim


Sempre que lanço alguma postagem na grande rede, com o intuito de expor minhas experiências, reflexões e convicções; vem à minha mente duas realidades que preciso levar em conta, enquanto eu faço uso dela: A primeira delas é que a internet tem milhares e milhares de olhos e ouvidos bem abertos; ao alcance de tudo aquilo que alguém veicule através dela. Portanto, preciso ter consciência de que, com aquilo que posto, poderei influenciar - para o bem ou para o mal - aqueles que acabarão por "refletir comigo"; influenciados, direta ou indiretamente, por aquilo que escrevo em minha página ou em página de algum amigo. Eu não ignoro que todos os que usam a grande rede para expor suas ideias; geralmente, se julgam cheios de razão em seu modo de agir e pensar; para postar aquilo que sentem no momento. Assim, não devo sobrepor minhas razões ou emoções aos ensinos da Palavra de Deus; pois, tal atitude pode me levar a postar algo que venha a ofender a Santidade de Deus.
 
A outra realidade a que me refiro; é que nem tudo o que circula neste gigantesco canal de comunicação e de informação deve ser levado a sério. Penso que uma grande parte daquilo que é dito na grande rede - mesmo por alguns amigos ou assinantes - não deveria sequer ser "comentado", "curtido" ou "compartilhado". Ao longo do tempo em que venho utilizando este sistema, percebo que alguns o usam para desabafar suas mágoas e ressentimentos, atribuindo a terceiros que não tem como se defender (pois, se assim agirem, correm o risco de se tornar semelhantes) a culpa por seus conflitos, desatinos e fracassos; outros fazem dele uma arma para expor pessoas e famílias inteiras, ampliando dificuldades e conflitos já existentes entre as mesmas; e existem também os que se valem deste meio de acesso para promover boatos e intrigas, com o intuito de lançar uns contra os outros, com o intuito de separar bons amigos e pessoas que se amam. Portanto, devo me policiar quando posto.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Entre um filho e seu Pai


Quem lê e comenta as mensagens e orações que posto, nem de longe imagina aquilo que o meu espírito sente quando me debruço no lugar de oração para buscar a presença do Pai celestial. E hoje não foi diferente! Sei que os sentimentos jamais poderão traduzir na íntegra, aquilo que se passa no íntimo de alguém que ora; tampouco, a razão... Nem mesmo a espiritualidade. E por mais que estas três esferas de influência do pensamento e da conduta humana, sejam depuradas dos resquícios da impureza e da maldade; elas jamais serão capazes de interpretar plenamente a rendição do homem e o agir de Deus na vida daqueles que se encontram no lugar de oração. Glória a Deus!
 
Portanto, quem lê e comenta as mensagens e orações que posto; precisa buscar entender aquilo que se passa, quando buscamos a Deus em espírito e em verdade. É que não se trata apenas de orar e falar com Deus; buscando coisas ou se queixando de lutas e dores. Vai muito além disso! Creio ser muito importante os crentes saberem que o grande prazer desfrutado no lugar de oração, não é dar ou receber coisas... Não mesmo! Sei muito bem que dar e receber coisas de Deus é muito importante; mas... Estou falando de colóquio cordial e amoroso entre um filho e seu Pai. E eu tenho razões para afirmar que não existe prazer algum neste mundo que supere este prazer! Aleluia!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Omissão e comissão


Pai de amor; nesta manhã eu venho perante a Tua face, buscar ouvir Tua voz e sentir o Teu poder; pois preciso de Tua direção para entender melhor o sentido da minha própria existência. As vezes eu me admiro com pessoas que teriam tudo a ganhar em estar diante do Senhor em oração - perdendo apenas aquilo que precisam de fato perder - e no entanto, passam a vida e o tempo evitando o lugar de oração. Quanto a mim; não sei viver longe de Tua presença. Sinto-me sozinho e sem direção, quando Te procuro e não Te encontro. Ajuda-me, querido Pai; a estar sempre em Tua presença e a evitar tudo aquilo que procura me afastar dela.
 
Pai de graça; enquanto eu oro, percebo que preciso aprender a lidar com as pessoas que estão a minha volta; pois sei que não é tão simples como parece. Preciso, de um modo especial, aprender as lidar com aquelas pessoas que não conseguem me ver como um amigo; e com aquelas que me tem como inimigo. Ajuda-me a amar e a entender, sendo possível, aos que pensam assim a meu respeito. Sei que, a inimizade nem sempre é gratuita e que a amizade é algo que não se impõe. Assim, ajuda-me a estar pronto a amá-las e compreendê-las; a ajuda-las quando dependerem de mim, sem que eu me sinta mal com isso.
 
Pai de misericórdia; ajuda-me a entender a diferença que existe entre aqueles que me fazem mal e aqueles que não me fazem bem; para que eu não seja tentado a colocá-los num mesmo nível. Até porque, isso é questão de omissão e de comissão. Afinal de contas, vivemos em um mundo em que as pessoas são tendentes a pensar apenas em si. E quando elas se isolam em si mesmas, acabam deixando de fazer bem a quem quer que seja; optando por cuidar apenas de si. Isso não significa que queiram o meu mal; apenas, que não conseguem fazer o bem que poderiam. Quanto aos que procuram me fazer mal, ajuda-me a amá-los mesmo assim.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Três modelos de pastor

 
Hoje, desde que os meus olhos se abriram, comecei a refletir sobre o ministério pastoral. Enquanto eu orava sobre isso, o meu espírito se voltou para algumas situações frequentes. Uma delas; é aquela em que certos pastores passam a se dedicar exclusivamente a um círculo fechado de amigos em sua igreja; como se a mesma se resumisse nos amigos que granjeou. Geralmente, em casos assim, os demais membros dessa igreja passam a ser vistos como: "Os outros". Não quero dizer com isso que seja errado ter alguns "amigos mais chegados"; todavia, não a ponto de receberem mais atenção do que os demais; ou, de assumirem o governo dessa igreja apenas por serem amigos. Até porque, nem sempre os membros mais eficientes e dedicados são aqueles a quem dedicamos uma atenção preferencial.
 
Outra é aquela em que pastores, ao assumir uma igreja, começam a impor o seu modo de ver e de ser. Isso mesmo: Impor sua vontade, como se as ovelhas fossem obrigadas a se submeter aos caprichos deste ou daquele pastor recém-chegado. Alguns chegam ao ponto de dizer: "O pastor agora sou eu; portanto, vocês tem que obedecer ao que eu mando"; como se as ovelhas tivessem mudado de dono. Misericórdia! Por isso vemos tantas ovelhas doentes e confusas; mal servidas por pastores que não conseguem ver que Jesus é o verdadeiro dono do rebanho. Na verdade, somos pastores por procuração; cuidando de ovelhas que não são nossas. Então, devemos desenvolver o nosso modo de "ser e ver" conforme Jesus; seu Bom Pastor e único Senhor! Aquele que as comprou com Seu próprio sangue!
 
Existem também aqueles pastores que exigem que suas ovelhas o entendam; quando eles mesmos não são capazes de entender os conflitos de algumas ovelhas por ele pastoreadas. Tenho notado que este tipo de pastor não consegue entender conflitos de sua própria família. Em muitos casos, percebe-se que o seu maior problema é achar que todos os que por ele são liderados, estão obrigados a entender os seus motivos e razões. Ao longo de minha vida, tenho encontrado líderes assim. Minha conclusão é que um obreiro nesse estado não percebe que a sua missão não é ser entendido; e sim, procurar entender o drama e conflitos daqueles que Deus entregou aos seus cuidados; sejam eles os membros de sua própria família; ou, as ovelhas que lhe foram confiadas por Aquele que um dia exigirá conta delas.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 1 de junho de 2013

Em oração constante


Hoje precisei me levantar mais cedo para estar no lugar de oração. Enquanto eu me abria perante o meu Senhor, percebi que precisava orar por meus irmãos no mundo inteiro; pois, oposição crescente e dissimulada perseguição se verifica em todo mundo contra um povo e uma crença que dotou o mundo de melhores condições de vida; nas artes, nas ciências, nos princípios e nos valores morais que este povo sempre praticou e defendeu. É verdade! Como negar a contribuição dada ao mundo, pelos cristãos de todos os tempos? Que o Senhor ouça e proteja o Seu povo do mal que está por vir!
 
Senti também a necessidade de orar por minha família. De orar por minha esposa e por meus filhos; por ver o quanto são alvejados por atitudes e palavras, justamente por serem quem são. Não posso deixar de orar por cada um deles; pois, sei muito bem que o simples fato de serem e fazerem parte de minha vida e ministério já é suficiente para torná-los alvos preferenciais do adversário. E quando eu me refiro a "adversário", não estou pensando naqueles que - de modo gratuito - se levantam contra mim ou contra os crentes de modo geral; mas, penso no grande acusador daqueles que vivem no Senhor.
 
Precisei também orar pelo rebanho que Deus me confiou: Uma pequena comunidade com cerca de 25 mil pessoas; que, por sua vez, são lideradas por pouco mais de 200 pastores. Este é o aprisco das ovelhas que recebi do Senhor para cuidar. Sei que devo cuidar de ovelhas de outros apriscos, quando por elas for solicitado. Todavia, por estes eu preciso me prostrar aos pés do Senhor em oração constante. E estes pastores que conheço muito bem; se diferenciam entre si, por seu modo de ser e de viver; e pelos frutos que apresentam. Embora me preocupe por alguns em especial, louvo a Deus por eles!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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