sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sofrimento - o que é isso? (parte II)

Tenho ouvido com preocupação, algumas afirmações de destacados líderes evangélicos - e de alguns outros, nem tão destacados assim - os quais proclamam aos quatro ventos que "para parar de sofrer - basta querer". Algumas igrejas chegam a oferecer a eliminação do sofrimento - afirmando que aqueles que se transferirem para elas não sofrerão mais.

Claro que discordo de tais afirmações! Tenho percebido que aqueles que afirmam tais coisas, acabam por cometer um grande equívoco; por suporem que o sofrimento está relacionado tão somente a maldição e castigo. Ou então, como se o mesmo fosse tão somente um mal congênito, contagioso ou acidental. Minha discordância reside em minha convicção, baseada nas Escrituras, de que o sofrimento pode ser causado por diversos fatores. Ele tanto pode ser punitivo como terapêutico - e pode ter um fim proveitoso

E como já antecipei na postagem anterior - no dia 7 deste - o sofrimento, salvo raras exceções, geralmente é resultante da atitude do ser humano em relação à Palavra de Deus. Portanto, ele pode ser produzido e até mesmo agravado por falta do Evangelho na vida das pessoas que persistem em viver sem Deus. Como também pode ser causado, embora por fatores outros, por causa do Evangelho na vida daqueles que servem a Deus. Nesta postagem, tentarei explicar melhor estes dois conceitos:

Sofrimento por falta do evangelho

Qualquer cristão, minimamente experiente, tem o conhecimento de que a falta do evangelho na vida de alguém, pode agravar o seu quadro de sofrimento; ou mesmo causar sofrimentos ainda maiores - tanto físicos como espirituais e morais. Em meu ministério pastoral, tenho visto situações de dor e sofrimento que poderiam ter sido amenizadas - ou mesmo evitadas, se o evangelho de Cristo fosse abraçado pelos que assim vivem.

A mulher com fluxo no sangue é um exemplo para refletirmos quanto a isso. A Palavra de Deus relata que "certa mulher, que havia doze anos padecia de uma hemorragia, e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e despendido tudo quanto possuía sem nada aproveitar, antes indo a pior, tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe o manto" (Marcos 5.25-27). Vemos assim que ela sofria muito, indo de mal a pior... Até que ouviu falar de Jesus! À partir daí, sua vida mudou completamente!

A falta do Evangelho na vida de alguém, pode tornar-se um fator agravante do seu sofrimento - mesmo que este fator, à priori, não seja a causador direto do mesmo. Assim como em outros casos semelhantes, fica evidente que este mal presente no corpo daquela mulher, mediante o qual sofria tanto, só pode ser removido quando ela ouviu falar a respeito de Jesus. Não exagero ao afirmar que "ouvir falar de Jesus", foi o que a motivou a buscar em Deus a sua cura - ou o fim daquele terrível sofrimento.

Temos aqui um outro texto emblemático: "Senhor, tem compaixão de meu filho, porque é epiléptico e sofre muito; pois muitas vezes cai no fogo, e muitas vezes na água" (Mateus 17.15). Vemos nesta história, que a falta do evangelho na vida daquela família prolongou o seu terrível sofrimento - vendo no dia-a-dia o estado de opressão e sofrimento em que vivia o seu filho, até que ouviram falar de Jesus e recorreram a ele. O clamor de um pai aflito - "Senhor, tem compaixão de meu filho" - pode não ter sido o primeiro; mas foi o passo decisivo mudar a situação.

"Ora, naquele mesmo tempo estavam presentes alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os sacrifícios deles. Respondeu-lhes Jesus: Pensais vós que esses foram maiores pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, eu vos digo; antes, se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis" (Lucas 13.1-3)

Quanto ao fato de que o pecado atua como terrível "agente do sofrimento" - percorrendo caminho livre, devido a falta do evangelho; produzindo sofrimento e morte na vida daqueles que por ele foram vencidos - disso não tenho a menor sombra de dúvida! E o texto apontado acima, indica que o pecado iguala o destino de todos os pecadores. E a falta do evangelho do arrependimento irá definir a morte eterna daqueles que vivem na prática do pecado.

E o texto que se segue nos alerta quanto ao risco que os desobedientes correm - mediante a falta do Evangelho - de serem banidos de diante da face do Senhor: "E a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus; os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder" (2 Tesalonicenses 1.7-9).

Sofrimento por causa do Evangelho

"Retiraram-se pois da presença do Sinédrio, regozijando-se de terem sido julgados dignos de sofrer afronta pelo nome de Jesus" (Atos 5.41)

Este texto bíblico exibe o modo como os cristãos primitivos lidavam com o sofrimento por causa do Evangelho. O que vemos aqui, nada tem a ver com algum tipo de prazer no sofrimento; nem uma simples alegria pelo sofrimento em si mesmo. O regozijo demonstrado por estes cristãos estava diretamente associado ao fato "de terem sido julgados dignos de sofrer afronta pelo nome de Jesus". Este é um tipo de sofrimento causado, devido ao comprometimento com a causa do evangelho. E neste quesito, os cristãos primitivos nos dão as maiores lições!

"Na verdade já é uma completa derrota para vós o terdes demandadas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes a fraude?" (1 Coríntios 6.7)

Na exortação do Apóstolo Paulo, encontramos uma séria advertência aos que não estão dispostos a "sofrer o dano". O sofrimento por causa do evangelho - além de glorificar a Deus em sua essência - descarta escândalos; daqueles provocados por cristãos que não são capazes de sofrer por amor a Cristo. Estes escândalos surgem, sob as mais variadas formas: Dentre elas, enumeramos o número de divórcios entre casais cristãos; a turbulência nas relações trabalhistas entre patrões e empregados cristãos; na maledicência entre aqueles que se sentem ofendidos por algum irmão crente; etc.

"Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério" (2 Timóteo 4.5)

Temos visto, nos dias de hoje, os grandes problemas causados pelo mau testemunho de obreiros em sua própria comunidade. E a maioria destes escândalos deriva de insatisfação quanto a salário - como se a vocação tivesse preço. De quando em vez, lemos sobre pastores que levaram sua igreja na justiça, para reparos financeiros a que julgam ter direito. Lamentável! Como se pastorear o rebanho do Senhor e pregar o evangelho fosse profissão. Prefiro antes que o Senhor me leve, do que vir a ser causa de escândalo devido a atitudes desse gênero. Misericórdia!

"É para disciplina que sofreis; Deus vos trata como a filhos; pois qual é o filho a quem o pai não corrija?" (Hebreus 12.7)

Existem muitos casos, em que o sofrimento nada mais é do que tratamento de Deus para disciplinar Seus filhos. E quando isso acontece, precisamos ter maturidade suficiente para buscar aprender através das medidas disciplinares que o Pai nos aplica; sempre para o nosso bem. Quando recalcitramos, o tratamento perde o efeito.

"Pois, que glória é essa, se, quando cometeis pecado e sois por isso esbofeteados, sofreis com paciência? Mas se, quando fazeis o bem e sois afligidos, o sofreis com paciência, isso é agradável a Deus" (1 Pedro 2.20)

Será que todos nós estamos aptos para entender esta sistemática? Alguns se dedicam a fazer o bem, contando ser regiamente recompensados pelo Senhor - já nesta vida. Não tenho a menor dúvida quanto a recompensa do Senhor para com os que agem com amor em prol do seu próximo. Todavia, ela nem sempre vem enquanto aqui vivemos.

"Portanto os que sofrem segundo a vontade de Deus confiem as suas almas ao fiel Criador, praticando o bem" (1 Pedro 4.19).

Outra coisa: sofrer com paciência quando pecamos pode ser um boa atitude. Mas sofrer com paciência quando fazemos o bem - é algo sobremodo agradável a Deus! Pois, a Palavra de Deus diz que é melhor "sofrerdes fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal" (1 Pedro 3.17).

"Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo. E o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de haverdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, confirmar e fortalecer" (1 Pedro 5.8-10).

Vemos aqui uma exortação apostólica, a que vigiemos e sejamos sóbrios; sabendo que Satanás utiliza de todos os meios para nos tentar e ferir. O texto evoca o sofrimento dos nossos irmãos que, pelo mundo afora, sofrem por causa do evangelho. E conclui afirmando que o Deus que nos chamou, irá nos aperfeiçoar e fortalecer; depois de havermos sofrido por um pouco. Glória a Deus!

E para concluir este importante assunto - sem todavia esgotar o tema - deixo o testemunho do apóstolo Paulo; concernente as aflições que - como crentes - sofremos neste mundo: "Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Romanos 8.18)

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Visita ao Distrito de Betim

O Distrito de Betim foi criado por ocasião do mini-concílio, em Governador Valadares, em dezembro de 2009. Ele conta atualmente com sete igrejas e algumas congregações. Seu primeiro SD foi o Pastor Bartolomeu - atualmente SD do Distrito de Contagem. No concílio de dezembro de 2010, nomeei para ser seu Superintendente Distrital o Pastor Francisco Quesado. Nesta primeira visita que faço ao Distrito, após a mudança, tive a grata satisfação de encontrar uma liderança bastante motivada.

Reunião de Pastores e Obreiros

No sábado pela manhã, tivemos uma reunião com todos os Pastores e Obreiros do Distrito de Betim; nos reunimos no salão de cultos da IMW do Bairro Industrial, pastoreada pelo Pastor Luiz Carlos - o qual esteve presente, com sua esposa e filhos, dando todo o suporte. A reunião foi precedida por um farto e delicioso Café da Manhã (frutas diversas e sucos, enriqueceram o já delicioso café).

Esta reunião se iniciou as nove horas da manhã; e seu encerramento se deu um pouco depois do meio dia. Após a abertura da mesma, feita pelo Pastor Luiz Carlos, ministrei uma palavra inspirativa aos Pastores e Obreiros presentes. Nesta palavra, procurei chamar a liderança para uma posição de vida com Deus e dedicação à Sua obra - servindo ao Seu povo. Senti uma alegria especial em conhecer pessoalmente a Missionária Ieda - dirigente da "igreja em organização" do Jardim Teresópolis. O encerramento foi feito pelo Pastor Francisco Quesado, discorrendo sobre as obrigações do Distrito para com a Região e no cumprimento da Agenda Distrital.

IMW de Jardim Teresópolis

A noite, conforme agenda definida previamente, dirigi-me para a IMW do Jardim Teresópolis. Tive o prazer de encontrar a maioria dos pastores do Distrito presente no culto. Pude conhecer também o Pastor Adeilson, que está "namorando" a nossa Igreja. Ele é irmão do Pastor Adeilton, com quem seguiu viagem para estar na IMW de Bocaiuva, onde pastoreia este último. Maria Celia não pode me acompanhar; pois, estaria no casamento da filha do Pastor Jefferson e Missionária Paula, que estava acontecendo nesta mesma noite.

Desde o início da reunião, pude dar-me conta do dinamismo admiravel da Missionária Ieda. Esta serva do Senhor, dirige aquela igreja com uma coragem e dedicação - superior a de muitos pastores jovens - mesmo estando com 70 anos de idade. É ma grande guerreira! O culto foi de uma dinâmica agradável. Após a abençoada participação do Ministério de Louvor, cada pastor deu uma breve saudação à igreja. Preguei em seguida, sob forte unção, com o coração cheio de gratidão por aquilo que estava vendo.

Após o culto, fomos convidados pela Missionária Ieda para uma social na parte dos fundos. E tanto nós, os obreiros, como muitos irmãos e visitantes, fomos servidos com um "cachorro quente" - dos melhores que já tenho saboreado (acabei "passando do limite"). Passamos ali um bom tempo em conversa descontraída. É admirável ver a influência que a Missionária Ieda tem na comunidade.

Ao final, nos dirigimos de regresso a Contagem, onde estamos residindo temporariamente, para um descanso. É que no dia seguinte, as atividades se iniciariam também cedo. Mas isto é para ser narrado em outro "post"

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 11 de abril de 2011

E voltaram os setenta

"Voltaram depois os setenta com alegria, dizendo: Senhor, em teu nome, até os demônios se nos submetem. Respondeu-lhes ele: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dei autoridade para pisar serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo; e nada vos fará dano algum. Contudo, não vos alegreis porque se vos submetem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus" (Lucas 10.17-20)

Senti hoje, o desejo de falar sobre a essência da Missão

Encontramos na Palavra de Deus, aquilo que poderíamos chamar de "três gritos de largada" para a Obra Missionária. No primeiro, o Senhor Jesus convoca os "seus doze discípulos" e os envia (Lucas 9. 1-6). Já no segundo, ele designa "outros setenta e os envia adiante de sua face", de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir" (Lucas 10.1). E finalmente no terceiro - que deriva do texto mais mais popular, em se tratando de desafio para a evangelização - ele reuniu os seus discípulos, momentos antes de ser arrebatado, "e disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" (Marcos 16.15-16).

Se examinarmos atentamente os três textos citados, nos quais o Senhor Jesus comissiona os seus seguidores para a missão de evangelizar; vamos deparar com três componentes bem interessantes, presentes em cada um deles:

O primeiro é o fato de existirem universos diferenciados entre as três comissões

Enquanto que a primeira comissão - que podemos chamar aqui de "pequena comissão" - tem um universo restrito. E isso se deduz do fato de ser a mesma executada por um pequeno grupo; e por ser de curta duração (eles não necessitariam levar nada consigo para o caminho - nem mesmo alimento, roupa suplementar ou dinheiro). Já a segunda comissão - que podemos chamar aqui de "'média comissão" - é executada por um grupo bem maior e tem um universo mais alongado; todavia, tal como na primeira, seus agentes não necessitariam levar recursos suplementares. No entanto, quanto a terceira comissão - universalmente conhecida como a "Grande Comissão"; a mesma não é mais dirigida a um grupo distinto; e sim, a todos os crentes, em todos os lugares e para todas as gerações.

O segundo indica um ponto comum entre as três comissões

Vemos que, na três comissões, está explícita a ordem de Jesus para que: Preguemos o evangelho; expulsemos os demônios; curemos os enfermos. Os textos de referência não deixam qualquer dúvida quanto a existência desta tríplice ordem presente nas comissões:

"Reunindo os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curarem doenças; e enviou-os a pregar o reino de Deus, e fazer curas... Saindo, pois, os discípulos percorreram as aldeias, anunciando o evangelho e fazendo curas por toda parte" (Lucas 9.1-2,6)

"Depois disso designou o Senhor outros setenta, e os enviou adiante de si, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. E dizia-lhes: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide; eis que vos envio como cordeiros ao meio de lobos... Curai os enfermos que nela houver, e dizer-lhes: É chegado a vós o reino de Deus" (Lucas 10.1-3,9)

"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados" (Marcos 16.15-18)

Quando lemos a continuação destes textos, percebemos que os discípulos cumpriram plenamente a ordem recebida! Mesmo na Grande Comissão - em sua fase inicial. Está patente nas Escrituras, que o trabalho realizado pelos cristãos primitivos não dispensava a missão de curar e libertar os enfermos e oprimidos.

E isso nos leva a refletir sobre um questionamento inevitável: Por que - ao longo da história da Igreja, incluindo os dias atuais - a grande maioria dos que tem sido enviados pelo Senhor só consegue cumprir uma das três tarefas ordenadas?

O terceiro é a existência de um relatório, ao final da missão

Na "Pequena Comissão" - tendo cumprido a missão para a qual haviam sido enviados - "Quando os apóstolos voltaram, contaram-lhe tudo o que havia feito. E ele, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada Betsaida" (Lucas 9.10). E ali, um banquete sobrenatural selou o cumprimento daquela comissão restrita.

Na "Média Comissão" - tendo também cumprido a missão para a qual haviam sido enviados - "Voltaram depois os setenta com alegria, dizendo: Senhor, em teu nome, até os demônios se nos submetem" (Lucas 10.17). Naquela ocasião, Jesus lhes deu algumas lições importantes:
Primeira lição (v. 18): Existe sempre o risco de que a alegria do êxito da missão pode transformar-se em orgulho!
Segunda lição (v.19): A autoridade que nos capacita para tão importante tarefa, não é nossa - foi-nos delegada!
Terceira Lição (v. 20): A fonte da nossa alegria deve ser sempre o fato de termos o nosso nome no Livro da Vida!
Quarta lição (v. 21): Nosso trabalho - quando bem feito - alegra o coração do Senhor!
Quinta lição (v. 22): Não estamos na missão por competência nossa; ou por qualidades excepcionais - mas sim porque Jesus nos deu este privilégio!
Sexta lição (v. 23): Jesus chama a atenção para o fato de que muitos grandes homens de Deus do passado, bem melhores do que nós, desejariam ver (milagres) e ouvir (evangelho) aquilo que temos visto e ouvido - que é ainda mais importante do que aquilo que estamos fazendo!

Na "Grande Comissão" também haverá relatório. Sim - haverá uma prestação de contas! O texto de Marcos, no qual a mesma está registrada, encontramos este termo de encerramento: "Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam" (Marcos 18.19-20). Portanto, ao que tudo indica, a prestação de contas será no cumprimento da missão.

E como a missão ainda está em fase de cumprimento, temos ainda tempo de por em ordem algumas coisas; de cuidar de fazer as tarefas que estamos deixando para trás. Ou será que alguém ainda tem alguma dúvida quanto ao fato de que o cumprimento integral da missão só se dá quando pregamos, curamos e libertamos?

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 9 de abril de 2011

Visita à IMW de Bocaiuva

Saímos de Divinópolis por volta das oito da manhã, após termos tomado um delicioso café com a família pastoral. Depois de uma viagem de cerca de 450 km, já bem perto de Bocaiuva, fomos barrados na estrada, devido a um trágico acidente que assistimos - a cerca de 15 km da cidade.

Este terrível acidente, praticamente à nossa frente, no qual perderam a vida cerca de quatro ocupantes de um palio; que se chocou de frente com uma carreta "cegonha", nos fez chegar com mais de uma hora de atraso a Bocaiuva. O pequeno automóvel, tendo perdido o controle, foi bater de frente com o pesado caminhão; o qual passou por cima do mesmo e seus infelizes passageiros; deixando um montão de ferros retorcidos; em que não se via nada que indicasse haver em seu interior quatro vítimas fatais.

Todavia, mesmo tendo chegado com tanto atraso, ainda almoçamos com o Pastor José Adeilton - titular da IMW de Bocaiuva; que estava acompanhado Presbítero dirigente da mais importante Congregação da igreja. Logo após o almoço, fomos conhecer o templo; o qual passou por uma reforma em seu púlpito. Aproveitamos para cumprimentar as três irmãs que estavam preparando o jantar que seria servido após o culto da Ceia do Senhor. E dali, fomos conhecer a congregação da igreja, em um bairro próximo ao centro. Além do salão de cultos, vimos também o terreno para a construção do seu templo. Em seguida, o Pastor Adeilton nos deixou no hotel; para um breve descanso e banho, antes do nosso primeiro culto em Bocaiuva.

Com tempo chuvoso, fomos para a igreja - bem próxima do hotel - no centro da cidade. O culto ainda não havia se iniciado; mas já havia um bom número de pessoas no templo. O Pastor José Adeilton deu início à reunião, cheio de alegria, com o templo repleto. O ministério de louvor estava bem inspirado, no momento em que conduzia o povo em adoração ao Senhor. Foram exibidos dois vídeos: Um deles, motivando a igreja à unidade; o outro, exibindo cenas do sacrifício de Cristo na cruz. Preguei com grande liberdade, procurando edificar a igreja com a Palavra de Deus.

Após o culto, foi servido um jantar delicioso (as irmãs prepararam um delicioso strogonoff de frango, que agradou a todos). Ficamos ali, enquanto jantávamos, conversando sobre os mais diversos assuntos. Enquanto jantávamos, percebíamos a manifestação de carinho dos irmãos pelo seu novo pastor. Em meu íntimo, me dei conta de que a nomeação do Pastor José Adeilton para Bocaiuva não fora apenas uma necessidade emergencial; fora também um ato profético com 100% de acerto, para a glória de Deus!

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Sofrimento - o que é isso? (parte I)

"Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória, o Espírito de Deus. Que nenhum de vós, entretanto, padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus neste nome" (1 Pedro 4.14-16)

No dia 29 de janeiro, postei um artigo com o tema: " Sofrimento - como lidar com isso". Em minha observações, percebi que uma das unanimidades quanto a presença do sofrimento na natureza humana - é que o mesmo representa uma das facetas mais perturbadoras na experiência humana.

Nas pesquisas que tenho feito sobre este tema, tenho concluído que o sofrimento é um sintoma presente na vida humana, desde o alvorecer da civilização - do seu nascimento até o seu falecimento. Não há como evitá-lo! Esta experiência dolorosa é tão normal e frequente, como outras experiências; tais como alegria e outras sensações experimentadas por qualquer pessoa, ao longo de sua vida.

O sofrimento pode ser causado por diversos fatores. Tanto pode ser relacionado a razões pontuais, tais como: Doença ou morte na família; prejuízos sofridos; agressões físicas infligidas por alguém; ou dedicação a uma causa nobre - como pode também ser cronico, devido a traumas da infância; defeito físico; discriminação e ofensa frequente; ou vida desregrada. O que se percebe é que as dores causadas pelo mesmo podem ser temporárias ou demoradas - afetando profundamente, tanto o ser físico como o ser moral.

No entanto, é nas Escrituras Sagradas que encontramos fundamentos claros para entender o sofrimento humano - sua origem e efeitos. Na Bíblia, percebemos que a causa primária do sofrimento é a queda do homem no Edem. Portanto, quando analisamos a doutrina da "Queda", nos damos conta das consequências desastrosas que esta experiência projetou sobre toda a humanidade. É assim que Deus se dirige ao primeiro casal: "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua conceição; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida" (Gênesis 3.16.17). Em assim sendo, se considerarmos a relação de causa e efeito:, podemos admitir que o pecado é a causa e o sofrimento o efeito.

Portanto, se descartarmos os aspectos científicos e objetivos que definem este fenômeno - nos voltando apenas para o aspecto religioso, para definir o conceito; podemos propor que o sofrimento, de modo geral, é resultante de dois fatores principais; os quais produzem dois tipos de sofrimento - diferenciados entre si - sendo eles: O sofrimento provocado por falta do Evangelho na vida de uma grande parcela da humanidade. E o sofrimento provocado por causa do Evangelho na vida daqueles que servem a Deus. Na próxima postagem sobre este assunto, tentarei explicar melhor estes dois conceitos:

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Visita à IMW de Divinópolis

No sábado passado, Celia e eu, fomos à Divinópolis. Esta foi a segunda visita que fiz à querida IMW dali - ligada ao Distrito de Betim, na grande BH. Mas, para Maria Célia, esta foi sua primeira visita àquela igreja. Viajamos quase seiscentos quilômetros, chegando por volta das 16 horas. O Pastor João Braz - pastor titular da igreja - estava a nossa espera, na entrada da cidade. Dali, fomos conhecer o terreno da igreja; o qual fica bem próximo do salão de cultos.

Ficamos hospedados na residência pastoral. A irmã Débora - esposa do Pastor João Braz - já estava à nossa espera, com um lanche delicioso.Ficamos ali, em volta da mesa, conversando um pouco. Fiquei comovido com o desprendimento do casal. Eles perderam o seu filho mais novo - ainda criança - a alguns anos, vitimado por terrível doença. Seus dois filhos mais velhos - uma jovem e um rapaz - já estão casados, residindo em Belo Horizonte.

Enquanto conversávamos, lembrei-me, quando da minha chegada à II Região, de ter sido procurado pelo Pastor João Braz. O que pensei ter sido uma visita de cortesia; na verdade, era uma visita com um pedido objetivo: O Pastor João Braz desejava fazer parte das fileiras wesleyanas (nos conhecemos em Rondônia, quando ele residia em Cacoal). Confesso que fiquei surpreso com o seu pedido. Todavia, com sabia tratar-se de um homem de Deus, declarei-lhe que, na primeira oportunidade que houvesse, o seu desejo seria realizado.

E esta oportunidade surgiu, quando enfrentamos um sério problema na IMW em Divinópolis. Sem saber como lidar com o que estava acontecendo por lá, entendi que seria necessária uma substituição. Lembrei-me então do Pastor João Braz. E ele, atendendo a esta convocação, foi de imediato para Divinópolis; onde vem desenvolvendo um trabalho muito importante à frente daquela igreja. Logo após sua ida, estive lá. Percebi então o quanto fora acertado o seu envio. Com seu jeito humilde e dedicado, assumiu aquela igreja com naturalidade. Como é homem de oração, Deus lhe deu direcionamento para tomar suas primeiras medidas pastorais; as quais começaram, de imediato, a produzir algumas mudanças necessárias ali.

E agora, pouco mais de dois anos após tudo isso; pude ver em Divinópolis é uma igreja bem estruturada; com uma membresia comprometida e participativa. A igreja conta com um corpo de obreiros, muito bem posicionado em suas funções; e um grupo de cinco jovens, chamados para o ministério; os quais aguardam com grande motivação, a oportunidade de ingressar no CEFORTE (Centro de Formação Teológica) da IMW, para receberem o seu preparo ministerial.

A noite, participamos de um culto muito especial; com um bom número de membros presentes, cultuando a Deus com muita alegria. O Ministério de Louvor teve abençoada participação; e também o conjunto de senhoras da igreja. Ao me ser passada a palavra, dei oportunidade a Maria Celia, para trazer uma palavra de saudação. Em seguida, ministrei para um auditório atento à pregação. Ao final, o Pastor João Braz transmitiu-me um caloroso abraço, em nome da igreja; e a irmã Débora fez o mesmo com Maria Célia. Foi um momento de grande emoção e alegria!

Após os cumprimentos, subimos para a residência pastoral; a qual fica sobre o salão de cultos. A irmã Débora estava dando os retoques finais no saboroso jantar que preparou para nós. Enquanto jantávamos, conversamos sobre muitas coisas. Os sonhos, revelações e projetos do casal de obreiros, foram sendo compartilhados conosco. Ao final da conversa, fomos descansar; pois, teríamos que viajar cedo, no dia seguinte, à caminho de Bocaiuva - a cerca de 450 km de Divinópolis - usando um itinerário que aprendêramos com um dos presbíteros daquela igreja.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Abençoada Visita

Deus tem nos dado a graça de percorrer a II Região. Já visitamos a grande maioria das igrejas... Convivemos de perto com a grande maioria dos pastores e seus familiares. Celia e eu nos sentimos chamados para um ministério que, entre outras ocupações, nos mantém em constante contato com aqueles que o Senhor entregou aos nossos cuidados - Os Pastores e Obreiros.

Também nos sentimos chamados a percorrer as igrejas; as quais se constituem na razão de ser da II Região. São 172 igrejas distribuídas entre os 23 Distritos Eclesiásticos e os 4 Campos Missionários Setoriais. Somos gratos a Deus por tamanho privilégio! Sabemos que existe uma recompensa para aqueles que se dedicam a fazer a obra do Senhor com dedicação e esmero. Todavia, mesmo que não houvesse tamanho galardão; o fato de podermos servir e motivar a este rebanho que o Senhor nos confiou, já é considerado por nós uma grande recompensa!

Mas existe um outro privilégio que temos tido - à par e passo com este que colocamos acima: É podermos atender a alguns convites, de um e outro pastor de outra região. E nestes últimos dias, tivemos a alegria de poder atender a dois desses convites: Visitamos no domingo, a IMW de Nilópolis - sobre a qual já publicamos um "post"; e na segunda-feira, a IMW de Boa Vista. Agora vamos postar a visita à igreja de Boa Vista - pastoreada pelo Pastor Gerson Costa.

IMW de Boa Vista

Viajamos do Rio de Janeiro para Volta Redonda (cerca de duas horas de viagem), a tempo de chegar para participar do delicioso almoço preparado pela irmã Rosalha - esposa do Pastor Gerson costa. Foi um grande prazer termos podido estar mais uma vez naquela confortável casa. Uma dádiva do Senhor a esta abençoada família, após tantos anos de ministério integral; totalmente dedicado a abençoar vidas, nas igrejas por onde passou exercendo o seu pastorado.

Como sempre acontece, nas visitas ao Pastor Gerson Costa, existe sempre aquele "dedinho de prosa", voltado para os mais diversos assuntos - todos ligados à obra do Senhor. Pouco depois do almoço, nós dois saímos para visitar a sede do "Jornal da cidade" - importante diário regional - onde ele tem uma coluna semanal a alguns anos. Ali, fomos recebidos pela equipe que dirige e põe este jornal em circulação diária. Fomos também entrevistados pela equipe de jornalismo.

Ao sairmos dali, passamos em casa do Pastor Gerson, para pegar Rosalha e Maria Célia; pois, tínhamos uma visita a fazer em casa de minha prima Joselita Calegari Tirelo e seu esposo - Presbítero Silas. Esta é uma família pioneira da obra wesleyana em volta Redonda. Encontramos também o Presbítero Joeci e sua esposa Aline - filho e nora do casal. Tomamos um delicioso lanche, em meio à sombra de um jambeiro e um pé de acerola, na parte dos fundos do quintal de sua casa. Que momento tão especial desfrutamos ali!

Retornamos à casa, ainda em tempo de ter um breve descanso - muito breve mesmo! Pois o culto de aniversário, dos 31 anos da IMW de Boa vista, se iniciaria as 19.30 - e não queríamos nos atrasar. Após um banho rápido, saímos para este maravilhoso culto. Foi uma experiência gratificante! Participamos da homenagem prestada ao veterano no ministério - Pastor jubilado - Cila Lúcio de Morais; do qual tive a honra de sentar-me ao lado no púlpito. O jornal "A Voz da Cidade" também estava lá, para registrar e fotografar aquele momento; o qual seria transformado em reportagem no dia seguinte.

O culto contou com a presença de alguns pastores e presbíteros; bem como de membros de algumas congregações. Houveram várias participações. Célia se dirigiu à igreja, com uma breve palavra de edificação. Anotei também a presença do Pastor Samuel e sua querida família (ele foi Diretor Geral de Jovens da IMW); o qual encontra-se convalescendo de um grave acidente de automóvel sofrido a alguns anos, em Recife. Sua recuperação é fantástica - já renovou sua CNH; está dirigindo, pregando, etc. Ouvimos a leitura de um histórico desta querida igreja; com a menção dos nomes de todos os obreiros que passaram por ela, desde a sua fundação. Deus me deu uma palavra profética para aquela igreja - sobre "sofrimento" - sobre a qual não falarei agora. Ao final, Célia e eu fomos homenageados e presenteados. Após um momento de intercessão, o culto foi encerrado com oração pelo Pastor Cila Lúcio e impetração da bênção apostolica por este que vos escreve.

Após o culto, houve um momento social; e um farto e delicioso lanche nos foi servido, nos anexos do templo. Retornamos à casa do nosso anfitrião em seguida. E agora, com a presença do Gustavo - um de seus filhos - atual Diretor Regional de Jovens da Primeira Região, que chegou do Rio ao final do dia. Enquanto Maria Célia e Rosalha foram se recolher; ficamos conversando em volta da mesa, sem ver o tempo passar. Quando nos demos conta do horário, já passava das duas horas da manhã. Fomos logo dormir; pois, pela manhã, após o café, teríamos que seguir viagem de volta à casa. Até o próximo "post".

Cordialmente;
Bispo Calegari

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