sábado, 31 de agosto de 2013

Vaso e livro

 
Alguns dias atrás, recebi uma mensagem de uma irmã, com uma pergunta interessante: "olá paz do senhor , vai uma perguntinha ai. O Senhor prefere estar na mão do oleiro ou em uma estante sendo admirado." Sem entender exatamente o que a irmã pretendia com a pergunta, achei por bem lhe dar a seguinte resposta: "Se eu fosse barro (como de fato sou) iria preferir estar nas mãos do oleiro; se eu fosse um livro (como de fato sou) iria preferir estar aberto sobre uma estante de biblioteca. E assim, em ambos os casos, eu seria útil naquilo para o que fui formado." E assim, dei por encerrado o episódio, ao responder àquela querida irmã.
 
E hoje, ao pensar no assunto, reforço a minha convicção de que todo crente é uma espécie de vaso e uma espécie de livro. Enquanto, em nosso perfil de vaso, devemos estar cheios do óleo do Espírito, nos tornando instrumentos para despertar e avivar pessoas; em nosso perfil de livro, devemos estar cheios da Palavra - gravada em nossas páginas - para ensinar e fortalecer as pessoas no conhecimento de Deus. Portanto, em ambos os casos - em nossa condição de vaso e em nossa condição de livro - devemos estar abertos e prontos a projetar aquilo que Deus nos concedeu em Cristo Jesus; sendo instrumentos de Deus para abençoar vidas.
 
Veja o que a Palavra de Deus nos ensina: "E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;" (Efésios 5.18); portanto, somos vasos! Mas, ela também diz sobre nós: "Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração." (II Coríntios 3.3); logo, também somos livros! Então, devemos nos deixar encher do Espírito e ser lavrados com a Palavra: "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós." (II Coríntios 4.7).
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Noite escura e fria


Em um destes dias, precisei me erguer mais cedo do que o habitual. É que senti profundo profundo desejo de orar pela querida IMW de Pequeri. Em seguida, ao pensar nas Escrituras, me lembrei deste texto: "Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmo 30.5). Enquanto eu meditava, pude recordar inúmeras vezes em que este pequeno texto me trouxe grande conforto e capacidade de superação. Outra declaração das Escrituras que salta aos olhos é a que adverte a cada um de nós: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16.33).
 
Então, o Espírito me fez entender que, nesta vida, algumas noites podem ser excepcionalmente longas. Pensei nas longas noites do inverno polar; e, na tenacidade daqueles que vivem em clima tão hostil, precisando cumprir tarefas e obrigações sob condições tão adversas. E assim, pude perceber que nós, os crentes, também temos as nossas longas noites de desafio e de provação. Algumas vezes, são problemas de família que parecem intermináveis; outras vezes, conflitos existenciais sem razão clara. Inúmeras vezes somos afligidos por cansaço, abatimento, doença, melancolia... Sem que saibamos ao certo à que atribuir tais sentimentos. Na verdade; é a noite escura e fria que se abate sobre cada um de nós.
 
Enfim, tais sentimentos e conflitos resultam da fragilidade de nossa natureza humana, sensível que é a tais aflições. Todavia, traz grande conforto saber que o choro produzido pelas aflições do mundo, dura apenas uma noite. E que - por mais longa que essa noite seja - a alegria do Senhor virá na esteira dos primeiros raios do Sol. O ferro comum, para transformar-se em aço, precisa intercalar altas e baixas temperaturas para ser moldado. E, também nós; precisamos intercalar lágrimas e sorrisos, alegria e tristeza; enquanto o nosso homem interior vai sendo moldado, até à estatura de varão perfeito. Então, quando passarmos por aflições, tenhamos fé e paz em Jesus; pois Ele nos assiste em todo o tempo!

Sempre que leio a Bíblia, percebo que ela nos encoraja a esperar em Deus, conforme vemos neste versículo: "Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada." (Romanos 8.18). Em outro texto, lemos que "todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8.28). Aprendi que "As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade." (Lamentações 3.22-23). Portanto, eu me sinto seguro e confiante em Jesus!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Formação da criança

 

Alguns dias atrás, eu pude sentir o quanto a educação e formação apreendida no seio da família é importante para a construção do caráter do ser humano. A notícia saiu estampada em diversos jornais e em noticiários da TV: Um menino encontrou uma carteira com muito dinheiro, pertencente a uma humilde aposentada; e... Devolveu! Sim, devolveu! Indagado o seu pai sobre o fato; o mesmo respondeu que - desde muito cedo - os ensinou a não ficarem com nada que seja dos outros. Isso aconteceu, porque aquele pai comprometido em formar seus filhos, entendeu que uma escolha correta de um filho só é possível, quando o mesmo é devidamente ensinado quanto à diferença entre o bem e o mal.
 
Mas, infelizmente, na contra-mão deste processo de formação consagrado na história humana, vemos governantes e pedagogos - muitos sob suspeita de conduta imprópria nas políticas públicas; alguns até indiciados ou formalmente acusados por improbidade administrativa - a querer substituir os pais na sagrada missão de formar cidadãos de bem... Para, em lugar dos genitores, tentar convencer meninos e meninas deste País, que eles podem escolher por si mesmos o que desejam ser na vida (aonde vamos parar?). Creio que os tais dariam uma contribuição muito melhor à nação, se procurassem aplicar melhor em favor das crianças os recursos de um País que tem tudo pra dar certo.
 
Então, pergunto: Que País é este; em que - ao mesmo tempo em que obrigam por meio de mecanismos legais, povos indígenas a manterem suas tradições e crenças milenares, ensinando-as aos seus filhos; não admitindo interferência de outras culturas, mesmo que sejam interferências saudáveis. E ao mesmo tempo, se contradizem, ao tentar impedir os seus cidadãos de ensinar os seus princípios morais e crenças aos seus próprios filhos; herdados de gerações anteriores, ao longo da sua história. E, como se isso não bastasse, tentam impor por meio de leis forjadas com este fim, certos conceitos de moralidade e de convivência; em total descompasso com as melhores tradições da família brasileira.
 
É... Não sei que tipo de País teremos na próxima geração, se este plano vingar. No entanto, estou convencido de que os verdadeiros cristãos não devem abrir mão do seu direito/dever - consagrado nas Escrituras Sagradas e na própria Constituição brasileira (que tentam a todo o custo modificar) - de fornecer as bases de formação aos seus próprios filhos, no caminho da justiça, da verdade e da fé. Desde o alvorecer da humanidade, tem se mantido como princípio pétreo que a família é a "célula-mater" da sociedade; sendo este o seu núcleo de formação e difusão dos valores morais e espirituais. Portanto, é mister que se incentive os pais no cumprimento de sua missão de formar os seus filhos.
 
Concernente à educação da criança, qualquer crente sabe que as Escrituras Sagradas advertem a todos nós - em diversos textos - a corrigir e educar os nossos filhos. Eis os termos de um deles: "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." (Provérbios 22.6). Enfim, a Palavra de Deus define os pais como os principais responsáveis pela formação de seus filhos. Realmente... Quem poderá cumprir melhor o papel de ensinar e formar uma criança, do que os seus genitores? Estou convencido de que, nem os melhores pedagogos serão capazes de substituir pais conscientes e responsáveis, na tarefa de inculcar valores morais e espirituais às crianças.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sou grato pela vida


Pai! Hoje despertei um pouco mais tarde; mas, ainda em tempo de poder ver o dia começar a clarear. Linda imagem, que não seria conhecida... Caso eu não tivesse nascido a 68 anos atrás! É verdade; ao me reportar ao dia 28 de agosto de 1945 - instante em que nasci - sei que contemplei a vida e sua nuance, sem jamais tê-la visto antes; e emiti meus primeiros sons, sem ter ideia do sentido. Pai de amor; ao pensar em minha infância e juventude, me dou conta de que nunca tive sonhos expandidos; e, que, meus projetos eram de natureza simples (ter uma família, trabalhar em uma oficina, ser alguém útil...), sem grandiosas ambições. Me lembro de, muitas vezes, me pôr a admirar um horizonte imaginário; sem entender o que realmente procurava... Mas, vim a entender depois: É que, naqueles dias de infância e juventude, eu já estava a Tua procura sem me dar conta disso!

E assim, querido Pai de amor, estou agradecido nesta manhã - como nas manhãs anteriores - mas, por uma razão especial: Sou grato pela vida que tenho e pela vida que vivo! Sei que não seria capaz de enumerar todos os livramentos do Senhor ao longo do tempo. Consegui chegar até aqui porque Tu me conduziste, tenho consciência disso. Tenho a família que tenho, porque tu me permitiste. Então, procuro recordar o passado, sem sentir constrangimento ou tristeza; mas, apenas a satisfação interior por saber que - em minha vida - graça, perdão, amor, fé, esperança, unção e alegria não foram apenas palavras; mas, também, sentimentos vividos com frequência; ora se alternando, ora se misturando... Sou o que sou pela graça do Senhor; portanto, minha maior alegria e gratidão não é pelo fato de ter nascido, ou, de ter vivido intensamente; mas, por ser aceito e amado por Ti!

 
Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Aos que desistem de orar


Hoje de manhã eu pude sentir mais uma vez o quanto é difícil orar. Ainda bem que tenho aprendido ao longo dos anos, que a oração é alimento urgente e necessário; ainda que o corpo se recuse a comer. Precisei travar enorme luta para permanecer buscando a Deus. Talvez, se eu não tivesse aprendido o quão necessário é perseverar em oração, eu tivesse desistido de orar naquele momento de intensa oposição do adversário. Enquanto penso na rudeza do lugar de oração nesta manhã; fico também a pensar nos desistentes... E eu me refiro aos que desistem de orar, por não se sentirem confortáveis na presença de Deus. E, infelizmente, não são poucos (inclusive muitos pastores entre eles) os que desistem de orar em situações em que o céu parece estar fechado; sem mesmo perceberem que aquela poderia ser a hora em que a oração fosse a mais urgente e necessária em toda a sua vida.
 
Sou grato a Deus, por te aprendido em tempo hábil, que, Satã vê na oração dos crentes o seu maior transtorno. Ele sabe o quanto seu discernimento se enfraquece, seus projetos se embaraçam, seus agentes se desesperam e suas obras se desfazem, justamente quando os crentes estão orando. Lúcifer se incomoda tanto com a oração que os cristãos fazem, que, quando ele não consegue interrompe-la; procura meios de corrompe-la; desviando-a de seu real objetivo. Tenho ouvido de muitos casos de confusões, escândalos e divisões que surgiram logo após o exercício de boas atividades de oração (no monte, no templo, nas casas, nos "ranchos", etc). Então, alguns bons pastores - por não orarem o bastante - atribuem culpa do problema à oração. Estão enganados! Talvez, por falta de oração na vida do próprio líder, Satã tenha conseguido corrompê-la e desvia-la de seu propósito original.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Verdadeira força


Durante os últimos dias, tenho experimentado mais uma vez que retornar a um melhor estado anterior, não é algo tão simples como parece. É verdade; alguns males que nos afligem, chegam com rapidez; mas, para sair, precisam ser retirados a força! Ainda bem que - no meu caso - se trata tão somente de males físicos, não morais; pois isso seria bem pior. É que o retorno a um bom estado anterior é como escalar uma grande montanha; e isso implica em sacrifício. Ao refletir sobre isso, procurei pensar nos possíveis benefícios da fraqueza... Então, aprendi muito enquanto pensava a respeito disso.
 
É comum, nos dias de hoje, vermos pessoas valorizarem exageradamente a força física e até mesmo a força espiritual que afirmam possuir. E agem deste modo, como se uma simples declaração de força fosse suficiente para torna-las semelhantes aos super-heróis imaginários das antigas histórias em quadrinhos, ou, aos super-heróis de carne e osso (me refiro àqueles que são produzidos pelo market e pela Mídia) exibidos nas telas de cinema e de TV; os quais vivem em seu castelo, em uma espécie de redoma de vidro, como se fossem seres de um mundo distante. E não são poucos os que pensam assim.
 
No entanto, aprendi que a verdadeira força de um crente reside justamente em sua fraqueza; pois, em sua fraqueza, o poder de Deus pode se manifestar e produzir uma força interior de grande amplitude. Sansão pensou que sua força poderia compensar o seu afastamento de Deus, livrando-o em grande estilo de seus inimigos. Enganou-se e foi vencido! Já em outro quadro, Paulo, afligido por sentimento de fraqueza, buscou a Deus intensamente; ouvindo do próprio Deus que a verdadeira força vem tão somente Dele; em resposta ao clamor do crente, ante sua reconhecida impotência frente às lutas da vida.
 
"E, para que não me exaltasse pela excelência das revelações, foi-me dado um espinho na carne, a saber, um mensageiro de Satanás para me esbofetear, a fim de não me exaltar. Acerca do qual três vezes orei ao Senhor para que se desviasse de mim. E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco então sou forte."
(II Coríntios 12:7-10).
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 25 de agosto de 2013

Exílio temporário


Que bom é poder estar em Tua presença nesta manhã, ó Pai de amor! E venho cheio de gratidão a ti, pelo dom da vida; pelo privilégio de existir. estou ciente de que isso eu não devo apenas aos meus pais; àquele seu momento de paixão que me trouxe à existência. Também sou grato por conhecer a minha origem e o meu destino; por estar em um mundo - meu exílio temporário - do qual não faço parte; pois sou cidadão de um mundo distante, chamado céu. Sinto indescritível prazer por saber que não me situo entre os que se deixam tanger pelos ídolos e demônios que inflamam os homens nas mais abjetas paixões. E sei que não devo isso a mim mesmo; mas, à graça de Jesus que me deu uma nova natureza!
 
Entendo com clareza, quando preciso passar por provações. Não as vejo como sintomas de uma causa provável... Mas, como circunstância natural reservada aos que transitam por aqui; sejamos nos quem formos. todos precisam saber que aflições do mundo fazem parte da vida; no entanto, somente os Teus verdadeiros filhos - aqueles que são nascidos da água e do Espírito - conseguem saber isso melhor do que ninguém. Sou grato a Ti, pela família que me deste e pelos amigos que puseste ao meu lado; sei que eles são de inestimável valor em qualquer tempo. Admito que tenho muitas coisas justas e boas nesta vida; mas... Estou convencido de que são poucas as coisas que me fazem feliz neste mundo.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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