domingo, 31 de julho de 2011

Quando parar

Pode um obreiro estar a frente de uma igreja; ou exercer um ministério, estando sob conflitos psicológicos não resolvidos; ou mal resolvidos? Penso que não. Por que? Quando perdemos a condição de lidar com nossas emoções - ante os atritos gerados pela proximidade com o nosso irmão, podemos nos tornar melancólicos ou irritadiço; vingativos ou depressivos. Portanto: cura primeiro - ministério depois! Como entender e lidar com tamanho problema?

Meu objetivo, neste "post", não é sugerir solução ou tratamento para este mal. E sim, chamar a atenção daqueles que seguem ou consultam o meu blog - para os riscos inerentes ao mesmo. Podemos dividir, então, aqueles que são afetados por desajustes psicológicos em vários níveis, em quatro grupos principais:

1. O grupo daqueles que se tornam melancólicos

Eles estão sempre entristecidos com quase tudo - e com quase todos. Geralmente, sentem-se vítimas de pessoas que julgam ter contribuído para tornar sua vida infeliz. Agravam o seu estado melancólico, quando não lhe dão oportunidade para alguma tarefa que seja do seu agrado; ou até mesmo quando são esquecidos em um cumprimento ou em um convite. Em seu constante estado de melancolia, costumam queixar-se do cônjuge que "não os amam"; e até dos filhos que "não o valorizam".

2. O grupo daqueles que se tornam irritadiços

Este grupo reage com irritação, até mesmo a uma brincadeira gentil que lhe fazem. Alguns dentre eles - até para aconselhar ou ajudar alguém - não conseguem fazê-lo sem visível irritação. Desde muito cedo, começam a ter o seu rosto marcado por sulcos e rugas faciais correspondentes ao semblante irritado que sempre trazem consigo. Sentem-se prejudicados por pessoas próximas de si - irritando-se até mesmo contra animais e até mesmo objetos.

3. O grupo daqueles que se tornam vingativos

Penso ser este o grupo que mais risco oferece. Eles são capazes de guardar profundo rancor de pessoas que tenham, em algum momento, advertido ou discordado, quanto a algo que tenham dito ou feito. Eles vão acumulando dentro de si mágoa suficiente, para, na primeira oportunidade que ocorra, despejá-las em forma de vingança sobre aqueles que, a seu juízo, lhe tenham feito algum mal. Podem se tornar cruéis na execução de sua vingança. Geralmente, pessoas nesse grupo, julgam estar agindo como uma espécie de "chicote de Deus" para punir os "errados" (os errados, neste caso, são sempre aqueles contra os quais carregam imensas doses de rancor).

4. O grupo daqueles que se tornam depressivos

Este último grupo, nesta relação, é também um grupo perigoso. No entanto, o seu perigo é muito mais contra si mesmo do que contra os que estão à sua volta (podem voltar-se contra si mesmos, chegando até ao suicídio, caso permaneçam nesse estado). No entanto, se possuem alguma manifestação de depressão eufórica, podem expressar-se extremamente felizes e motivados - irradiando alegria e simpatia - chegando a uma admirável exuberância. Somente nesse caso, geralmente, podem entristecer ou ferir alguém, em alguma mudança súbita de humor.

Concluindo

Como já afirmei, em nota, na minha página no facebook; e também na introdução deste assunto; estes sintomas podem ser observados tanto em um cristão sincero e dedicado, exercendo algum ministério; como em um obreiro a frente de uma igreja. E pessoas vivendo nesse estado, afetadas por conflitos psicológicos - podem ampliar os seus problemas e os dos outros, se exercem algum tipo de influência sobre eles. Penso que quando perdemos a condição de lidar com nossas emoções, estando sob pressão; precisamos primeiramente tratar nossa psique; para, então exercer com saúde psíquica, tanto quanto física e espiritual, um ministério edificante e de resultados para todos os que forem abrangidos por ele.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 30 de julho de 2011

Visita ao Distrito de Uberaba

Celia e eu, teríamos uma longa viagem pela frente: A visita a três dos nossos distritos - Uberaba, Uberlândia e Brasília. E assim, saímos cheios de alegria para o cumprimento desta tríplice missão, começando com o Distrito de Uberaba.

IMW em Monte Carmelo

Nossa primeira visita, no Distrito de Uberaba, foi à igreja de Monte Carmelo. Chegamos já ao fim da tarde, mal dando tempo para um ligeiro descanso. O Pastor Luiz e sua esposa Jerusa, já estavam a nossa espera. Percebemos visível alegria, em seu semblante, com a nossa chegada. Em lá chegando, já encontramos o Pastor Ângelo - SD do Distrito; que estaria nos acompanhando nesta visita as igrejas do Distrito.

Tivemos um maravilhoso culto, com uma boa presença de membros e convidados, apesar de ser uma sexta-feira. Deus se fez presente em nosso meio desde o início. Estava presente também o Pastor Cleber (não tenho certeza se este é o seu nome), que preside uma Casa de Recuperação que dá assistência a vítimas de tóxico e álcool. Alguns jovens e adultos assistidos pela Instituição, tiveram uma bonita participação - cantando ao Senhor com alegria e unção. Senti-me muito a vontade para pregar a Palavra de Deus; e, ao final, oramos por vidas que vieram a frente. A Igreja, através do seu setor de fraternidade, nos presenteou ao final do culto.

Após o culto, nos deliciamos em casa do Pastor Luiz, com o delicioso jantar à base de "strogonoff"; com o qual a irmã Jerusa teve a gentileza de nos servir. O Presbítero Rodrigo e sua esposa - grandes companheiros do Pastor nesta igreja - que também estiveram conosco da última vez em que ali estivemos; participaram também deste jantar, juntamente com o Pastor Ângelo. Fomos descansar em seguida; pois, na manhã do dia seguinte teríamos que viajar para Uberaba, para participar de uma reunião distrital de obreiros.

Reunião Distrital de Obreiros

Chegando em Uberaba, a irmã Regina e seu esposo Dirceu, já nos esperavam com um almoço maravilhoso (parece até que havia combinado com a irmã Jerusa, pois nos serviu a mesma iguaria - inclusive com a mesma sobremesa). Feliz coincidência!

Logo em seguida, fomos diretamente para a reunião com os obreiros do Distrito. A reunião foi realizada no templo da igreja do Bairro da Abadia - sede do Distrito de Uberaba. Foi uma reunião muito proveitosa; na qual todos participaram com visivel satisfação. Creio que todos saíram edificados e desafiados para um novo tempo, de avivamento e conquista, para a glória de Deus. Após a reunião, fomos nos preparar; pois, o Culto Distrital seria logo em seguida - no templo da igreja do Bairro de Boa vista. No próximo "giro" daremos continuidade ao relato desta visita ao Distrito de Uberaba.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Perdoar é preciso

"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará vossas ofensas" (Mateus 6.14-15).

O perdão é como analgésico para a alma angustiada pela dor da traição. Portanto, é muito melhor beber o cálice medicinal do perdão; do que sorver a peçonha mortal do rancor. Falando em rancor - raramente encontramos alguém rancoroso que reconheça o seu estado de amargura provocado por este sentimento. O rancor é como o fel - que torna amargo tudo aquilo em que toca. Ser traído é inevitável; perdoar é preciso!

O perdão é como um elo intermitente em uma espécie de cadeia, formada por pessoas perdoadoras e pessoas perdoadas. Francisco de Assis declara em uma de suas mais belas orações, transformada em poesia: "É perdoando que somos perdoados". O princípio que rege o perdão, determina: Perdoar primeiro - ser perdoado depois. E não há como quebrar este princípio - nem como invertê-lo. A fórmula é simples: Para que sejamos perdoados, precisamos perdoar - nunca o contrário!

Na oração do "Pai nosso", Jesus assim nos ensina: "E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores" (Mateus 6.12). Portanto, aí está a formulação do princípio que inspirou Francisco de Assis, em sua famosa prece. Perdoar não é apenas um ato de generosidade - é também um ato de bom senso.

Existem, nas relações humanas, alguns riscos previsíveis. Desentendimentos, desafetos e traições estão entre eles. em assim sendo, todo aquele que se dispõe a estabelecer laços com o seu próximo, precisa estar preparado para lidar com os possíveis riscos inseridos nos relacionamentos - sejam eles de que tipo forem (amizade, negócios, e outros tipos). Posso garantir que o perdão precisa ser um dos itens da nossa "caixa de primeiros socorros"; para podermos tratar devidamente algum "acidente de percurso", provocado pelos atritos interpessoais.

Tenho constatado que algumas pessoas, mesmo experientes obreiros, deixam de ser as pessoas dóceis que eram outrora; após um tipo de amizade, companheirismo ou aliança - afetados por desentendimentos, discordância ou aliança quebrada. Geralmente, aquele que se julga prejudicado em um relacionamento rompido, pode tornar-se em potencial vítima do rancor e até mesmo do ódio. Algumas pessoas não conseguem lembrar-se de alguém, sem formular as mais severas críticas encharcadas de ressentimento e amargura. Que pena!

Quando emergimos de um desavença, após nos desarmarmos, devemos estar prontos para perdoar aqueles com quem mantivemos algum tipo de animosidade ou conflito; mesmo que tenhamos sido a parte injustiçada. O ato de perdoar, liberta tanto o justo quanto o injusto. Quando perdoamos um desafeto, nos libertamos - tanto do nosso oponente como do nosso rancor. E não existe melhor bálsamo para aliviar a dor da traição, do que o ato do perdão. então... Perdoemos e sigamos em frente - a carreira que nos está proposta - olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé (Hebreus 12.1-2)!

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 26 de julho de 2011

Visita ao Distrito de Ipatinga

Visita a IMW de S. Maria de Itabira

Celia e eu, após uma viagem corrida - de Luminárias a Belo Horizonte - rumamos para a cidade de S. Maria de Itabira (como o seu próprio nome parece indicar, ela vive sob a sombra da poderosa economia da cidade de Itabira; da qual dista poucos quilômetros). Na verdade, a nossa Igreja iniciou suas atividades nesta cidade, onde permaneceu durante alguns anos; representada em um pequeno trabalho, pelo qual passaram alguns pastores wesleyanos; tendo sido fechada na gestão do Pastor Geraldo Natalino, que transferiu o trabalho para a cidade de Itabira.

Sob o pastorado do Pastor Eduardo; o mesmo resolveu reabrir aquele trabalho, trazendo de Cataguases o Presbítero Gerley para assumi-lo. Este obreiro tem se dedicado de corpo e alma a esta missão, colhendo frutos importantes para o estabelecimento da igreja nesta pequena cidade. Celia e eu, acompanhados do Pastor Eduardo e Anna Paula, sua esposa, saímos para o culto em S Maria de Itabira.

Ao chegarmos para o culto, prestes a iniciar-se, encontramos o Aspirante Gerley e sua esposa Kátia a nossa espera (Kátia está feliz da vida em sua gravidez). O culto foi iniciado pelo Ministério de Louvor, sob a direção do irmão Alex. Deus se fez presente em todos os momentos do culto - tanto durante a ministração do louvor como durante a pregação da Palavra. Ao final, a igreja nos homenageou; e também prestou uma comovente homenagem ao seu líder, que o levou às lágrimas.

Ao final do culto, tivemos a oportunidade de abraçar os irmãos; antes de retornarmos para a casa do Pastor Eduardo, em Itabira, onde estávamos hospedados. Senti grande alegria em poder reencontrar as Diaconisas Adriane e Neuza - esta última, pioneira deste trabalho. Em seguida, retornamos a Itabira; com aquela sensação de prazer, por poder ver o ressurgimento da igreja - em uma cidade onde a mesma havia encerrado suas atividades. Glória a Deus!

Visita a IMW de Itabira

Após uma noite bem dormida, o Pastor Eduardo me conduziu em uma visita à Escola Dominical das quatro congregações que a igreja de Itabira mantém na cidade. Nossa primeira visita foi à Congregação do Bairro Eldorado, sob a direção do Presbítero Mauro e sua esposa Gláucia. Após uma breve palavra, rumamos para a Congregação do Bairro Praia, sob a direção do Presbítero Wilton e sua esposa Elecsandra. Dali, fomos para a Congregação do Bairro Gabiroba, sob a direção do Presbítero Washington e sua esposa Jeane. Em seguida, chegamos à Congregação do Bairro S. Ruth, sob a direção do Presbítero Ivair e sua esposa Suelly. Finalmente, fomos para a Sede em Itabira, onde ainda encontramos alguns irmãos, onde o Pastor Eduardo nos mostrou algumas obras para melhor atendimento ao povo que ali se reune. Realmente, foi um roteiro que muito me edificou.

Após a visita aos trabalhos, o Pastor Eduardo e Anna Paula, nos levaram a um restaurante, para almoçarmos. Logo após o almoço, Retornamos a casa, para descansarmos; pois, o culto em Itabira prometia ser de intenso mover. Antes do descanso, ainda fizemos visitas.

Finalmente, fomos para o culto. O Ministério de Louvor deu abertura, em um clima de muita alegria e emoção. Os cânticos foram nos conduzindo em adoração crescente. O ponto culminante do entoar dos louvores, foi com o cântico de Marquinhos Mendes, cujo estribilho declara:

"Não morrerei, enquanto a promessa não se cumprir. Quem tem promessa de Deus não morre não; e tem a fé, a fé de Abraão! Levante os seus olhos e veja o sobrenatural! Quem tem promessa de Deus, vence o mal".

Foi um momento de forte impacto espiritual! Preguei sob forte unção. Também cantei no momento do apelo. Oramos por diversas pessoas (o salão de cultos estava repleto). Sinto profunda gratidão a Deus, por ter-me inspirado a enviar para aquela cidade o Pastor Eduardo e sua família. Sempre entendi que uma nomeação precisa ser, antes de tudo, fruto de um ato profético; e não somente de um ato administrativo.

Ao final do culto, fomos tomar caldo (estava fazendo frio em Itabira). Logo em seguida, fomos descansar; pois, teríamos que viajar de manhã, para Ipatinga. Logo após o delicioso e farto café da manhã, que Anna Paula preparou com tanto carinho, saímos para mais uma etapa do nosso "giro". Foi de grande proveito as visitas que fizemos. Até a próxima!

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O Caminho de Deus

O Caminho de Deus, também conhecido como o "Caminho da Vida", é um caminho para ser percorrido do início ao fim. Nele, não se admite andar no sentido oposto ao seu objetivo final. Seu percurso exige algum esforço, pois é ascendente. Mas os resultados compensam todo o esforço que venhamos a fazer; pois, quanto mais caminhamos, mais elevados ficamos. É permitido, neste Caminho, andar em marcha lenta; ou em marcha rápida. O que não se admite é tomar atalho - nem desvios. É também chamado de "Caminho Estreito"; pois, toda a bagagem que possuímos neste mundo, nele é dispensada.

O Caminho de Deus, é também um caminho de conquistas - conquistas diárias. Caminho em que cada passo dado é um desafio superado; e também um marco estabelecido. Geralmente, algumas conquistas alcançadas ao longo do Caminho de Deus, acabam por ser esquecidas - ou nem chegam a ser notadas - por serem pequenas. Todavia, são tão importantes na jornada, quanto os grandes feitos dos maiores peregrinos que já transitaram por este Caminho. Elas nos mantém de pé, dando suporte para o passo seguinte.

Todavia, existe um segredo para desfrutarmos plenamente das conquistas, nele, obtidas: O segredo é nunca nos deslumbrarmos com elas. Isso, porque o Caminho de Deus é muito mais importante do que os benefícios ao longo da jornada. Sim! Porque os benefícios alcançados ao longo deste Caminho, são dádivas temporárias. Na verdade, as venturas nele descortinadas, são acessórios temporários. O Caminho de Deus é a mais importante dádiva! E percorrê-lo é a nossa mais importante missão! Concluir a caminhada e chegar ao seu destino - a nossa maior conquista. Portanto, vamos em frente!

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 23 de julho de 2011

Visita ao Distrito de Lavras

Visita a IMW de Luminárias

Célia e eu, lamentamos muito não ter participado da comemoração das Bodas de Ouro do Pastor Domingos e da irmã Conceição - pais do nosso querido Pastor Ramon Marcos. As fotos indicam que foi uma grande festa; carinhosamente preparada pelos seus queridos filhos e pela IMW de Luminárias.

Mas Deus nos proporcionou o prazer de chegar ali alguns dias depois. O ambiente ainda transpirava a festa. Estivemos em casa do casal - tendo chegado já ao final da tarde. A irmã Conceição, como sempre, já nos aguardava com um delicioso lanche posto à mesa.

Encontramos ali sua filha Maria Inês, que reside em Lavras (ela sofrera um pequeno acidente doméstico, ao cair de uma escada, tendo fraturado os pés; sendo cuidada por sua querida mãe). Maria Inês é muito habilidosa na arte da pintura (inclusive prometeu pintar um quadro para nós). Estavam lá também os dois netos do casal - Jenifer e Isaque - de sua filha Cilésia, residente em Bom Sucesso. O líder dos jovens da igreja de bom Sucesso estava lá, prestando serviços de informática; hospedado na casa do Pastor Domingos.

Logo em seguida, fomos nos preparar para o culto. Foi um culto muito abençoado! Fiquei admirado com a obra de reforma e ampliação do templo. Vi no trabalho feito, a dedicação de um homem que, apesar da idade avançada, demonstra grande força e motivação no cuidado das coisas do Senhor (todos o admiram e respeitam em Luminárias). O templo wesleyano tornou-se, com esta reforma, o mais bonito da cidade. No culto, assistimos uma seleção de fotos pelo datashow - mostrando a obra de reforma em todas as suas fases. Em cada uma delas, via-se o empenho do Pastor Domingos e dos obreiros daquela abençoada igreja.

Após o culto, fomos comer "cachorro-quente" na casa do casal ( a irmã Conceição é especialista em fazer o molho de tão apreciada iguaria; não sobrou nada para o dia seguinte). Já um pouco tarde, fomos todos dormir. É que no dia seguinte, Celia e eu, teríamos que viajar para Itabirito - para examinar um sítio para a realização do nosso Retiro Espiritual de Pastores. Ao sairmos, levamos de carona o Diretor de Jovens da IMW de Bom Sucesso, até a cidade de Lavras, próxima de Luminárias.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Nota de Falecimento

Minha mãe foi ao encontro do Pai

"Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham" (Apocalipse 14.12-13)

Ontem cumpri um dos mais dolorosos deveres, ao longo da minha missão como Ministro de Deus: Presidi o ofício fúnebre - encomendando "ao pó" os restos mortais de minha querida e inesquecível mãe. Foi tudo muito rápido... Pegou-me de surpresa (as vezes nos esquecemos ser este o destino de todos nós). Ela faleceu no dia 19/07/2011, aos 83 anos de idade.

Minha mãe chamava-se LUZIA DE ARAÚJO FIGUEIREDO. Sempre foi uma mulher muito geniosa - até chegar a terceira idade. Desde muito cedo, durante a minha infância e juventude, percebi o quanto era difícil conviver com ela no dia-a-dia; e mal me dava conta de que eu era o filho mais parecido consigo (graças a Deus! O mesmo evangelho, cujo poder me transformou, foi capaz de mudá-la também). Após a minha conversão; logo compreendi que a conversão de minha mãe seria o algo urgente. Foi com gratidão a Deus, que tomei conhecimento de sua conversão, no ano seguinte a minha ida para Portugal.

Me converti e me formei no Colégio de Cadetes do Exército de Salvação. Ao me tornar Oficial do Exército de Salvação, minha mãe foi a São Paulo - a distância mais longa que percorreu ao longo de sua vida - em uma das raras vezes em que saiu do eixo Niterói/S. Gonçalo (fora receber a "estrela de prata" - Homenagem que recebiam todas as mães, cujos filhos se tornavam Oficiais do "Salvation Army").

Célia e meus dois filhos mais velhos - Pastor Calegari e Elizeu Calegari - me acompanharam nesta dolorosa missão. Já estavam lá, alguns dos meus irmãos; e também as três irmãs de minha mãe - Dalva, Diva e Dinair - além de outros familiares. Também pude encontrar amigos da juventude. O clima era de muita emoção, como sempre acontece em funerais (nunca é fácil nos despedirmos dos nossos mortos). Preguei uma palavra da parte do Senhor; baseada em Apocalipse 14.13. Após alguns testemunhos, rumamos para o sepultamento, onde finalizei o ofício fúnebre. O semblante de minha mãe estava tranquilo - com um leve sorriso nos lábios.

Minha mãe não foi a melhor mulher do mundo; ela foi apenas ... Uma mulher de Deus!
Louvo a Deus pelo ventre que me gerou e pelos seios que me amamentaram!

Saudosamente;
Bispo Calegari

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