sábado, 7 de maio de 2016

Compaixão e misericórdia


Nesta manhã, antes de me dirigir ao lugar de oração; o meu espirito sentiu o peso destas duas palavras: Compaixão e misericórdia. Na verdade, ambas as palavras possuem pontos afins; embora tenham suas diferenças. Todavia, sua definição não é tão importante agora; pois o que pesou em mim foi pensar na perfil das mesmas, na sua aplicabilidade ao longo de um dia inteiro; só para não dizer, da vida inteira. Pensei naqueles que pela vida afora, cruzam nosso caminho deixando e recebendo marcas nesse cruzamento. E quando digo que isto pesou em mim; estou me referindo ao que digo e ao que faço no tocante a alguém; quando sua maldade se volta contra si e contra os seus.

Realmente, aprendi muito ao se invadido por este pensamento; pois vivemos num país, em que os presidentes de várias instituições e organizações (inclusive em sua mais alta esfera) estão sob suspeita ou sob julgamento. É triste isso... Vê-los expostos, respondendo, penal ou civilmente, por improbidade e irresponsabilidade. Todavia, a vida é assim; de modo que, não podemos fugir às consequências de uma administração desastrada (concernente a isto, a Bíblia está repleta de advertências). No entanto, o sofrimento de uma vida (mesmo as condenadas) fica a espera de nossa compaixão e misericórdia; ainda que não tenhamos como absolve-la de suas culpas, ou alivia-la sua dor.

Na Bíblia, somos advertidos a ser compassivos e misericordiosos: "Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?" (Mateus 18:29-33). Assim seja, meu Senhor Jesus!

Vejo nesta canção de Paulo César Baruk, um importante auxílio:
https://youtu.be/BmDLlq1uRck

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Quebra de aliança


Enquanto Maria Célia & eu aguardamos o voo para Manaus (passaremos o fim de semana na Igreja Metodista Wesleyana da Paz); fico a pensar na fidelidade de Deus... Sua Palavra diz que "Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo." (2 Timóteo 2:13). Portanto, se alguém se perder; sua tragédia se deverá, única e exclusivamente, à sua infidelidade; pois o nosso Deus permanece fiel! Ele não quebra aliança. Infelizmente, nos dias de hoje, quebra de aliança é uma das coisas que mais vemos acontecer. Cabe ao crente honrar, com máxima dedicação e fidelidade, as suas alianças. 

Não são poucas as vezes, em que me ponho a pensar nas alianças que construí ao longo do tempo... Aliança com Deus, aliança com minha esposa, aliança com meus filhos, aliança com meus amigos, aliança com minha igreja... E por aí vai. Sinto paz em meu coração, por ter honrado todas as alianças que fiz. Se, porventura, alguma delas se partiu; sinto alívio em dizer que não fui eu a romper. Vivemos em um mundo marcado por infidelidade, nos diversos tipos de relacionamento e de contrato. Todavia, não existe perda maior do que a causada por quebra de aliança com o Senhor; pois seus efeitos são eternos.

Sinal de alerta: "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." (2 Tim. 4:1-5). Amém!

Que bom ouvir esta canção do Adhemar de Campos:
https://youtu.be/fTtvs1RJwzc

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Ao deixar de orar


Existem inúmeras razões, que me levam ao lugar de oração (ainda que sem ocupar este tão importante lugar com o tempo ideal). Uma delas é a certeza de que todos nós precisamos encontrar tempo e lugar definido para orar. Outra, é a paz que sinto, ao buscar e achar a presença do Senhor enquanto eu oro. Existem muitas outras; mas não é necessário enumerá-las. Na verdade, no lugar de oração, o céu se expande e o mundo se apequena. Nele, nossos problemas se resolvem e as forças contrárias se enfraquecem. Enquanto eu reflito sobre isto; penso nas bênçãos que o crente perde, ao deixar de orar... Perdas que irão fazer uma grande diferença em seu amanhã.

Na verdade, oração não é apenas uma arma de guerra; pois, é também o melhor meio de acesso ao Pai. Enquanto eu oro, percebo que a minha insignificância é compensada pelo agir de Deus em minha vida. E descubro que o ser humano é o único vaso que pode ser preenchido com um conteúdo bem maior que ele; e isto faz toda a diferença entre as pessoas. Afinal, Golias era um vaso grande com conteúdo pequeno; ao passo que, Davi era um pequeno vaso com grande conteúdo... E isto mudou o rumo daquela luta! Portanto, não devo me importar se não sou lembrado ou notado; pois, mesmo sendo um pequeno ser em meio à multidão, sei que os olhos de Deus estão sobre mim.

Veja que grande bênção o testemunho de Paulo revela: "Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte;" (Filipenses 3:7-10). Na verdade, ela se constitui em nosso grande ganho. Aleluia!

Que canção maravilhosa esta! Vale a pena ouvir:
https://youtu.be/hRuePzx6DYQ

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Fronteiras do apocalipse


Enquanto eu reflito sobre a rica herança cristã que recebemos de nossos ancestrais na fé; procuro encontrar os seus vestígios nas práticas cristãs que vigoram em nosso tempo... Confesso que me preocupam as práticas que vejo. Que o mundo jaz no maligno; isto sabemos de sobra; e que a agressão aos valores da tradição cristã, tão evidente nestes dias, também sabemos... E vemos acontecer. No entanto, fica em mim a impressão de que a grande maioria dos cristãos ainda não se deu conta de que estamos nas fronteiras do apocalipse. Vejo crescente resistência à este tema bíblico tão atual!

O tropel dos quatro cavaleiros do apocalipse já se vê no horizonte; tendo no comando o anti-Cristo e trazendo em seu rastro a guerra, a fome, a peste e outros males afins. E assim, enquanto as nações se armam para exibir sua força no teatro da guerra; vemos crentes (homens e mulheres), a maioria nem sequer chamada, exigindo ser apóstolos, bispos, profetas, pastores... Muitos dos quais sem terem sequer aprendido a arte de ser ovelhas. E na esteira desta sede de mando; o mau testemunho cresce, a ponto de constranger o crente fiel. Ó meu Senhor! Que o teu reino de justiça, paz e alegria venha logo!

O som deste tropel é prenúncio de horror:

"E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer. E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê. E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer o terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança em sua mão. E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho. E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra."
(Apocalipse 6:1-8)

Pois é o som da guerra, da fome e da peste.

Precisamos aprender com o Senhor, como nos sugere esta canção:
https://youtu.be/NhIRxmLLOuA

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 3 de maio de 2016

Meus frutos e meus desafios


Venho em tua presença Senhor, trazendo os meus frutos e os meus desafios... Como arcar com o peso dos mesmos, sem buscar o teu socorro? Na verdade, a nossa vida gira em torno desta preciosa carga; de tal modo, que não podemos nos emancipar delas... A não ser, nos alienando, de tudo e de todos. Portanto, amado Pai, como tenho a mente lúcida e o coração comprometido; preciso manter os olhos nos frutos e as atenções nos desafios; sabendo porém, que jamais conseguirei, sozinho, dar conta dos mesmos; pois, os inimigos da fé são tantos, que nem dá pra calcular. Envia teu socorro e teu sustento, meu Pai!

Estou ciente que os meus frutos se traduzem por filhos (biológicos e espirituais), amigos e irmãos contraídos ao longo da jornada; e os desafios são provas e metas que preciso enfrentar e superar. Além disto, preciso manter minha vida em movimento e meu trabalho em execução; pois, tua Palavra me adverte que aqui não é o lugar do meu descanso. Aproveito para interceder por aqueles que me amam e por aqueles que falam bem de mim; sem deixar de orar por aqueles que me maldizem e maltratam, pois correm o risco de finalmente perceber, que podiam ter ocupado o seu tempo com algo melhor.

Este texto tem iluminado minha vida e minha caminhada: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor; Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração; Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade; Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram;" (Romanos 12:10-15). Por ele e por outros, posso ser melhor luz e melhor sal.

Esta é uma boa canção, para ser cantada em um momento assim:
https://youtu.be/TWDqErHtcWw

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Poderosa arma de guerra


Ainda deitado, aconchegado sob uma boa coberta em função do frio que faz aqui em Petrópolis; comecei a refletir na Palavra de Deus (é raro eu fazer isto antes de orar). Pensei nela, como a mais importante arma na luta contra o mal; mesmo sabendo que não é a única arma nesta luta (fé, verdade, justiça, testemunho, e oração também são integrantes de nossa armadura). Pensei na necessidade de saber interpretar e utilizar esta poderosa arma de guerra; e no quanto ela é importante como instrumento de segurança conforto para os que estão a nossa volta; especialmente os angustiados por suas carências afetivas e suas carências espirituais.

Na verdade, pensei também em minha idade, em meu envelhecimento... A velhice não é mais tempo de fazer história; mas, de contar histórias. E não me refiro às histórias para ninar crianças; ou pra "boi dormir"; e, sim, muito mais sobre o agir de Deus, do que sobre as nossas realizações pessoais (salvo, aquelas conjugadas com o agir sobrenatural de Deus).  Sei o quanto é importante, os velhos reunirem a sua volta a gente mais jovem; para inspirarem novos talentos e ministérios, com suas histórias de poder. Aleluia! Todavia, história alguma - por mais bem contada que seja - se sustentará por muito tempo, sem que tenha suporte na santa Palavra.

Foi assim a origem: "Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado. Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez. Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos; Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos." (Salmos 78:3-7). É assim a história.

Esta bela canção de Sérgio Lopes põe em destaque o poder da Palavra:
https://youtu.be/SNTo4OZ_tVs

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 1 de maio de 2016

Geração que menos ora


Algumas vezes, me preocupo com o fato de que, em toda a história humana, somos a geração abrangida pelos mais assustadores vaticínios. Vemos nações sendo roubadas por aqueles que foram eleitos para serem seus guardiões e referenciais; Vemos os povos sendo insuflados ao ódio e intolerância; vemos famílias inteiras sendo arruinadas por novos conceitos e modismos; enfim... Somos a geração do apocalipse. Porém, falando em termos cristãos; me preocupa o fato de sermos a geração que menos ora.

Sempre acreditei que, em sua definição mais simples, orar é falar com Deus. Todavia, orar não é apenas falar com Deus; é também o som de um coração agradecido e o clamor de uma alma carente de respostas. A oração tanto pode aproximar a criatura de seu Criador; como é capaz de aproximar as pessoas que se amam e reconciliar aqueles que se odeiam. Quando oramos, com um coração sincero e perdoador, somos transportados à dimensão do Espírito; onde entendemos verdades antes ignoradas. Então, devemos orar!

Salomão orou e foi ouvido: "Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo; E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar." (2 Crônicas 7:13-15). Se nós orarmos, também seremos ouvidos!

É muito bonita e inspiradora, esta canção de Beatriz:
https://youtu.be/olpyn4-_upM

Cordialmente;
Bispo Calegari

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