sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Giro episcopal pela II Região

Enfim, depois de um adiamento causado pelo Concílio Geral Extraordinário, fizemos a tão aguardada visita ao Distrito de Vitória. Desta vez Célia não pode me acompanhar, pois sentiu de Deus que precisava ficar e cuidar de minha mãe - Dona Luzia, levando-a para nossa casa. Ela está com oitenta e quatro anos e com problemas de saúde. Cheguei a tarde no aeroporto de Vitória, onde o Pastor Jorge Perim, SD do Distrito, já estava a minha espera. Fiquei hospedado em sua casa durante os dias em que fiquei em Vitória, desfrutando do carinho e da generosidade dele, de sua esposa Eunice e sua filha Cris. A irmã Eunice tem estado com saúde debilitada, mas sempre nos concedeu a melhor das atenções e um delicioso café da manhã e lanche da tarde. Inesquecivel! Que o Senhor estenda o Seu manto de cura sobre ela.

IMW de Consolação

Depois de um bom banho e um ótimo lanche, saímos juntos - Pastor Perim e eu, para a igreja de Consolação, que seria a nossa primeira visita. A muitos anos não ia naquele lugar (quando o ví da última vez, estava no início da construção do templo). Foi muito bom ter estado com o Pastor Júlio; pena que sua esposa Dina não esteve presente no culto, devido a uma cirurgia recente. O Ministério de Louvor, sob a direção do Presbítero Anderson, ministrou com unção; Daniele, líder de coreografia, no teclado. Preguei sobre "Fundamentos", e fiz o convite para oração. Foi um momento de grande poder.

Além do Pastor Perim, estavam presentes os Pastores Neto e Carlos Magno; e também a Missionária Rita. Pude conhecer também, além do Anderson, os Presbíteros: Fabrício, que nos recebeu à chegada; Jorge e Jaci. Ao final do culto, dos cumprimentos, os pastores me conduziram a uma pizzaria, onde ficamos conversando bastante sobre a obra wesleyana no município de Serra, enquanto aguardávamos a deliciosa pizza que eles fazem ali. Foi um momento de grande edificação, após o abençoado culto que tivemos.

IMW de Nova Carapina

No dia seguinte, o Pastor Perim e eu, fomos almoçar com o Pastor da igreja de Nova Carapina, Pastor Neto e irmã Nete. Foi-nos servido pescadinha fritinha, camarão "vg", salada de agrião com alface e rabanetes, bobó de camarão e arroz - um banquete! Tive o prazer de conhecer o pai do Pastor Neto - irmão Manoel Belisso, membro antigo da igreja de Cachoeiro; hoje jubilado, em idade avançada. Conversamos bastante após o almoço. É a segunda vez que visito aquela acolhedora casa.

A noite fomos para a igreja de Nova Carapina. À porta do templo, nos receberam o Pastor Neto e a irmã Nete, juntamente com o Presbítero Valdemir e sua esposa Diaconisa Julia. Foi um culto enriquecido com várias oportunidades para louvor. Os irmãos: Anibal; dueto Lilian e Letícia; e Juliano, cantaram belos hinos. O coral da congregação de Novo Porto Canoa também participou com belíssima apresentação. Logo em seguida, preguei sobre "Autoridade" e orei por todo o povo. Ao final do culto, a igreja nos presenteou (Maria Celia e eu) com belas peças de roupa.

Os pastores, Perim, Carlos Magno , Luiz Carlos e sua esposa irmã Lúcia, conselheira Regional de Adolescentes, estavam conosco neste maravilhoso culto. Além deles, estavam também presentes os obreiros locais - o Presbítero Fabrício, que dirigiu o louvor juntamente com sua esposa Trisbele; e os Presbíteros Carlos Eduardo e Jenuino, ambos da congregação de Novo Porto Canoa. O diácono Sebastião e os demais líderes da igreja também estavam presentes. Após os cumprimentos, houve uma atividade social nos fundos, para todos os irmãos, com deliciosos salgadinhos e refrigerantes.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Momento decisivo

Tenho sido um grande admirador das músicas do J. Neto; tanto pela sua leveza e interpretação, como pelo seu conteúdo. O estribilho de uma delas - "...me dê uma nova chance, eu quero ser como antes..." - revela-se de uma relevância admirável; é que, ao mesmo tempo em que clama por uma nova chance, proclama o desejo de voltar a viver uma vida abençoada e valorizada, tanto diante de Deus como diante dos homens.

E a história bíblica que aqui focalizo tem tudo a ver com isso.

No evangelho segundo João, no capítulo 8:1-12, encontramos o relato sobre uma mulher pega em adultério. Uma condenação sumária está em curso, com base em uma lei antiga. A sentença já estava prevista: Pena de morte por apedrejamento. A mulher era o foco da acusação, mas seus acusadores não eram isentos de culpa. Ela era pecadora; mas seus acusadores não eram santos... Era culpada; mas seus algozes não eram inocentes... Tratava-se de uma condenada; mas seus juízes não eram justos... Enfim, uma história como muitas; daquelas em que réus e autores convivem com a mesma miséria; com a mesma injustiça; mas que, embora merecedores do mesmo castigo, uns saem ilesos e outros não.

Um Destino nada favorável

Lá ia a infeliz mulher - humilhada e cabisbaixa, bem à frente da "procissão dos justos". Todos, ou quase todos, a uma voz, clamavam pelo justiçamento dela. Sim, naquele dia, a honra dos homens ofendidos seria lavada com o sangue daquela infeliz criatura! Sua sentença estava decretada e seu apedrejamento era uma questão de minutos. E lá ia ela, sem futuro e sem rota de fuga. Já condenada; pré-apedrejada pelos apupos e xingamentos de todos. Infeliz!

Uma Nova Chance para uma Nova Vida

Este era o trágico final de uma pecadora, que teve a infelicidade de ser pega no ato pecaminoso, sem chance de defesa. Na verdade, os que vivem em pecado sujeitam-se as mais duras penas; nesta vida e na outra. Ocorre que, no caminho para o "pátio dos condenados", alguém iria fazer a diferença: Lá estava Jesus! Seus algozes, implacáveis críticos que eram do Senhor, resolveram "matar dois coelhos com uma só paulada": Por que não armar uma "pegadinha" contra o Messias? "E agora, Mestre; cumprimos ou não a lei"?

Todos somos réus dignos de morte - só existe um juiz

Até que ponto "brincar", escrevendo na areia, é mais importante do que tão dramática questão? Pois é, Jesus agiu assim! Existem momentos na vida em que as atitudes "sérias" dos homens mais parecem uma paródia de péssimo gosto. E Jesus deve ter percebido isso, pois não se deixa enganar pelo "zelo" dos hipócritas! Ao ser novamente inquirido pelos tais, respondeu sinteticamente: "Aquele que, dentre vós, estiver sem pecado, que atire a primeira pedra". E continuou a fazer o que estava fazendo: Escrevia na areia (como eu gostaria de ter lido aqueles escritos! Que verdade eles revelariam?

A mulher teve sua nova chance

Todos começaram a retirar-se. Primeiramente os mais velhos, discretamente; não tão convencidos de suas supostas intenções. Depois deles, os mais jovens; não tão convencidos dar "verdades" que os mais antigos julgavam defender ao condenarem aquela pobre mulher. E só ficou a mulher. Muitas vezes, um habilidoso advogado consegue livrar um réu confesso, mesmo reconhecendo sua culpa. E Jesus é o "Advogado Fiel", conforme proclama o abençoado compositor wesleyano Anderson Freire, na música do mesmo nome, cantada por Bruna Carla.

Mas a mulher não poderia mais ser como antes

"Então, erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém senão a mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor" (João 8.10-11). Era só ela e Jesus. Sua salvação estava garantida! É assim mesmo: Quando alguém tem um encontro decisivo com Jesus, sua vida não pode ser mais a mesma. "Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais" (João 8.11) - finalizou Jesus sua participação no episódio. E aquela mulher já não seria mais a mesma; nem esqueceria jamais aquele momento decisivo.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 6 de novembro de 2010

Giro episcopal pela II Região

IMW de Durval de Barros

Esta é mais uma visita que Celia e eu fizemos à igreja de Durval de Barros. Chegamos um pouco atrasados, mas ainda em tempo de poder participar de um bom período dirigido pelo Ministério de Louvor. O Pastor Jeferson Henrique juntamente com sua esposa - Missionária Paula, nos fez uma bela recepção. No púlpito estavam os Presbíteros: Reginaldo, Eder e Rafael. O grupo de senhoras entoou um belo hino, edificando a todos nós. Antes da oração final, Celia e eu fomos chamados para sermos presenteados por esta amada igreja eu ganhei um boné estilo "golfe" e Célia um belíssimo pijama).

IMW de Venda Nova

Na tarde de sábado, véspera da votação do segundo turno, fomos visitar o Pastor Benildo e a irmã Claudete, que nos receberam com um delicioso café com biscoitos caseiros e outras coisas. Bênção pura! A irmã Glecy nos acompanhou nessa visita. Dali, fomos juntos para a igreja de Venda Nova. Apesar da distância, conseguimos chegar adiantados.

Em la chegando, o Pastor Manoel Murilo e sua esposa Solania nos aguardavam na entrada do templo. O programa do culto foi muito bem conduzido pelo Ministério de Louvor. O Senhor ministrou grande unção a todos nós. Ao meu lado, no púlpito, além do Pastor Murilo e dos Presbíteros, estava o Pastor José Antonio, um obreiro com muitas histórias de ministério, que se encontra jubilado.

Ao final do culto abraçamos os Presbíteros: Maurício, Ademir, e José Teodoro. Pude também cumprimentar o Pastor Adeilson, sua esposa e filhos, que está ingressando na IMW. Conversamos bastante com a Irmã Maria Augusta Amaral, mãe do Bispo Roberto Amaral; e também com a irmã Enilzete, filha do saudoso Bispo Nilson de Paula Carneiro, que tem sido uma grande amiga nossa.

Pouco depois do encerramento do culto, o Pastor Manoel Murilo Junior nos convidou para um Jantar de gala, no salão social do templo, para todos os obreiros. O prato principal foi strogonoff de frango, com todos os ingredientes que geralmente acompanham este delicioso prato, que agradou a todos os obreiros, pois o irmão que preparou o jantar, o fez com gosto apurado. No próximo "giro" estaremos relatando a nossa visita às igrejas do Distrito de Vitória.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Giro episcopal pela II Região

IMW de Olaria

Esta foi a nossa primeira visita à igreja de Olaria, no Distrito de Belo Horizonte, ainda em processo de organização. Célia esteve comigo nesta visita. Pelo que pudemos ver e sentir, o Pastor Odilon, juntamente com sua esposa - Missionária Antonia, tem feito um trabalho abençoado ali. O culto foi marcado por uma grande unção do Senhor. O salão de cultos estava repleto. Senti grande liberdade no Espírito para pregar a Palavra de Deus. Além do Pastor Odilon, estava também no púlpito o Presbítero Leandro de Alisson, homem de Deus. O Ministério de Louvor foi de abençoada eficiência na ministração do louvor.

Após o culto, cumprimentamos os irmãos e, depois, subimos para a residência pastoral, que fica em cima do salão de cultos. A família. pastoral nos recebeu com um jantar digno de filhos do Rei! Alguns irmãos da igreja também participaram da deliciosa comida mineira, de dar água na boca. Foi um momento de grande alegria. Logo em seguida, retornamos para descansar, pois no dia seguinte teríamos que estar na igreja do Kennedy

IMW de Kennedy

Enfim, visitamos mais uma vez a igreja do Kennedy. O Pastor Onésimo estava a nossa espera, na calçada defronte ao templo, embora o culto já tivesse iniciado. Quando adentramos o templo, já repleto, percebemos que a nossa Diretora Regional de Adultos - irmã Arlete, que é membro desta igreja, estava dirigindo o grupo feminino em um belo cântico. No púlpito estavam os Presbíteros: Carlito, Derly e Abenideo; e também o Pastor Onésimo, que para lá se dirigiu, me conduzindo com ele. Quanto a direção do culto de campanha, estava sob a responsabilidade do Presbítero Álvaro, que vem presidindo esta campanha. Percebi que a mensagem pregada atendeu ao objetivo da campanha. Ao final do culto, ganhamos, como presente da igreja, um relógio de parede personalizado.

Ao fim do culto, houve um momento de abraços e despedidas em um ambiente bem descontraído. Realmente, Deus tem feito grandes coisas naquela igreja. Parabéns ao Pastor Onésimo pelo ministério que vem desenvolvendo ali. Até o próximo "post".

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Piedade e Humildade: o essencial

"1 Tendo Jesus entrado, num sábado, em casa de um dos chefes dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando. 2 Achava-se ali diante dele certo homem hidrópico. 3 E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, e perguntou: É lícito curar no sábado, ou não? 4 Eles, porém, ficaram calados. E Jesus, pegando no homem, o curou, e o despediu. 5 Então lhes perguntou: Qual de vós, se lhe cair num poço um filho, ou um boi, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado? 6 A isto nada puderam responder" (Lucas 14.1-6).

Este episódio demonstra o quando a piedade é mais importante que a religiosidade

Embora Jesus não demonstrasse ser adepto da doutrina do sábado (ele jamais poderia ser identificado como um daqueles "sabatistas" que normalmente fazem a defesa deste importante dia no calendário judeu), era muito comum sua presença em eventos que ocorriam por ocasião do sábado; nem tanto pela data em si mesma, mas sim pela oportunidade de ministrar a alguns que se reuniam para eventos sociais por ocasião deste feriado judeu. E, em linha com este raciocínio, lá estava Jesus em mais um almoço comunitário, para o qual fora convidado! E ele fora convidado para comer em casa de um dos principais fariseus. Este episódio revela três fatos interessantes:

1. O convite tivera um objetivo religioso, eivado de preconceito

Ao que tudo indica, o que seus anfitriões pretendiam, era surpreendê-lo em alguma falta naquela ocasião; para, então, apontar o seu "pecado". Já haviam tentado um montar "flagrante" em outras ocasiões, não logrando êxito. Na verdade, o Mestre conhecia suas verdadeiras intenções (eram muito habilidosos em preparar armadilhas). Segundo o texto, "eis que o estavam observando" (v. 1).

Geralmente, a presença de Jesus sempre atraia pessoas enfermas, desassistidas, infelizes, logo acercou-se dele um homem em péssimo estado. Jesus tomou a iniciativa de indagar deles se, a seu juízo, a observância do sábado era superior ao ato de socorrer um desvalido. Afinal de contas, "se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?" (v. 5).

Graças a Deus, a frieza do preconceito religioso não impediu o agir de Deus naquele momento. O amor profundo e a unção sobrenatural, que inundavam a vida de Jesus, prevaleceram sobre a intolerância religiosa e silenciaram os seus críticos. Então, Jesus, virando-se para o enfermo e "tomando-o, o curou e o despediu" (v. 4)

2. Aquele evento provocou uma "correria" em busca dos melhores lugares

Era evidente que muitos daqueles convidados procuravam "aparecer"; cada um mais do que os outros. Eles disputavam entre si, pelos melhores lugares à mesa. E esta atitude soberba não passou despercebida aos olhos de Jesus, que "reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola" (v. 7).

Naquela ocasião, Jesus procurou ensinar pelo menos duas lições aos que procuravam "aparecer":
A primeira, é que a verdadeira honra é a que vem de Deus. Ela é concedida de modo vertical - de cima para baixo. E neste quesito, não somos nós que determinamos o nível de honra a recebermos; é o próprio Deus que decide a quem honrar! Ele é quem chama aqueles que escolhe, para mais perto de si: "Amigo, senta-te mais para cima" (v. 10).
A segunda, é que a verdadeira honra e exaltação é precedida pela humildade, pois, "todo aquele que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado" (v. 11).

Concluindo

Realmente, as vezes me parece que algumas pessoas não conseguem entender o verdadeiro sentido do conceito de liderança. A Palavra de Deus está repleta de exemplos e de ensinamentos, todos eles apontando para o fato de que, no Reino de Deus, a humildade e o exemplo em servir estão entre os requisitos mais importantes para indicar aqueles que, verdadeiramente, servem a Deus. O próprio Jesus define este assunto, afirmando que "assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20.28).

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Giro episcopal pela II Região

Com esta postagem, estamos iniciando o lançamento das visitas que fizemos a algumas igrejas do Distrito de Belo Horizonte. Durante estes dias, nos hospedamos na residência do Bispo José Damião e da irmã Glecy, onde desfrutamos da generosidade deste abençoado casal. O Pastor Warley nos conduziu em seu carro em todas as visitas que fizemos às igrejas do Distrito. Também aproveitamos para dar expediente na Sede Regional. Em uma das nossas idas à Sede, o Pastor Romildo, da igreja de Canaã, levou para o nosso almoço um delicioso galo com batata, acompanhado com angú, feijão, arroz e couve à mineira, bem fininho como os mineiros gostam de fazer.

IMW de Milionários

Nossa primeira visita foi à igreja de Milionários. Esta igreja sofreu um duro golpe, devido a morte por acidente do seu pastor - José Wilson Nunes. Pouco antes de sairmos para o culto, desabou um grande temporal em BH, deixando boa parte do lugar em que estávamos às escuras. Ao chegarmos à igreja, ainda debaixo de chuva, o local estava sem energia. Mesmo assim, alguns irmãos compareceram para o culto.

A reunião foi iniciada de modo improvisado, à luz de velas. Tivemos que realizar o culto à moda antiga, sem o uso de equipamento de som. Um dos jovens estava dedilhando o seu violão, acompanhando os hinos entoados pela igreja, sob a direção do Presbítero Juvenal. Maria Célia teve uma oportunidade para falar; e aproveitou para cantar um hino. O jovem me emprestou o violão e acompanhei Maria Célia, tocando e formando dueto com ela.

A igreja está sem pastor, sendo conduzida pelos presbíteros até o próximo concílio, quando será nomeado um novo pastor para a mesma. Ao final do culto, durante os cumprimentos, pudemos abraçar as irmãs Maria Aparecida e Laodicéia - respectivamente esposa e filha do saudoso Pastor José Wilson. Foram momentos de comunhão e emoção, que muito nos edificou, pois a presença do Senhor foi marcante em nosso meio. Até o próximo "post"!

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A quarenta e seis anos atrás...

Encerrei a alguns instantes a minha oração secreta, como faço ao fim de cada madrugada. Enquanto eu orava pelos diversos assuntos que fazem parte da minha rotina de oração - objeto que são da minha intercessão; o Espírito me fez lembrar que hoje - dia 02 de novembro de 2010 - faz quarenta e seis anos que dei o meu primeiro testemunho público. Isso aconteceu alguns dias após minha conversão ao Senhor, em um culto na cidade de Niterói, no dia 26 de outubro de 1964. Fui conduzido por Deus aos bastidores da memória e lá encontrei alguns detalhes daquele dia tão importante, os quais posso trazer a este post, com o título de:

A quarenta e seis anos atrás...

Lembro-me vagamente da maioria dos detalhes que, normalmente, fazem parte de um culto ao ar-livre (pessoas que cantaram, quem dirigiu, quem pregou, etc.). Não me lembro de tudo. Todavia, alguns detalhes que ficaram na lembrança são suficientes para me trazer a alegria que pretendo compartilhar nesta manhã.

Era um "Dia de Finados" (modo como muitos chamam o dia 2 de novembro). Eu havia me decidido por Cristo na semana anterior; estava ainda confuso com algumas coisas que eram novas para mim. Entretanto, o Espírito Santo me motivava a prosseguir no caminho do Senhor. O Exército de Salvação - igreja na qual me converti, realizava muitos cultos ao ar-livre, sempre aproveitando ocasiões oportunas para tais eventos. E o "Dia dos Mortos" era, de fato, uma data bem apropriada para se pregar o "Evangelho da Vida". Todos fomos convocados para o culto, que seria realizado no famoso "Cemitério de Maruí", em um bairro chamado Barreto, na divisa entre os municípios de Niterói e de S. Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro.

A igreja do Exército de Salvação, em Niterói, não era muito numerosa. Ela possuía uma pequena banda de música, da qual vim a fazer parte meses depois, tocando trombone de vara. Uns poucos jovens dela faziam parte (eu agora era um deles). E lá fomos nós: Oficiais (pastores), sargentos (presbíteros e diáconos), soldados (membros sem função específica) e recrutas (candidatos a membros, eu entre eles). Formamos no centro do cemitério de Maruí, um círculo com cerca de trinta irmãos, todos felizes e motivados; alguns com panfletos e jornais "Brado de Guerra" (periódico do Exército de Salvação, tipo o nosso "Voz Wesleyana"), para serem distribuídos entre os assistentes e passantes. Assim que formamos o círculo, ao som da nossa pequena e querida banda de música, o "Sargento Custódio", um dos líderes, assumiu a direção do culto. Não sei se ele ainda vive (foi ele, juntamente com sua esposa - a saudosa irmã Nair, que me levou à Jesus). Muita gente começou a se aproximar; alguns chorando; muitos deles com ramalhete de flores, para depositá-las sobre a sepultura de seus entes queridos.

Em meio ao clima de unção e emoção que se sentia, fui repentinamente surpreendido pela palavra do Sargento Custódio, convidando-me a dar o meu testemunho perante o povo que estava à nossa volta. Encaminhei-me para o centro da roda, ao som dos "aleluia" e "glória a Deus" que brotavam dos lábios dos irmãos que compunham o círculo. Senti-me nervoso e inseguro, mas fui firme. Quando comecei a falar, ainda gaguejando devido à emoção, olhei em redor e vi um amigo da velha vida, conhecido como "Nilton couro de sapo", de quem eu havia comprado uma pistola a umas duas semanas antes de me converter. Quando o vi, senti-me constrangido, só de imaginar o que ele poderia pensar ao me ver ali. Pensei comigo: "e se ele achar que eu era crente quando comprei a arma? Ele deve achar que sou um crente falso. Ele vai me ouvir falar e pode pensar que sou um enganador". Mas Deus foi me dando graça e testemunhei do seu amor, mesmo não conhecendo nada sobre a bíblia ou sobre a vida de um crente. Percebi que ele permaneceu atento, até o fim do ar-livre. Após a mensagem, pregada por um dos sargentos, algumas vidas se decidiram por Cristo. Logo que o culto chegou ao fim, o "grupo da panfletagem" iniciou um trabalho de distribuição de literatura,entregando um exemplar a cada um dos presentes, ao "Nilton couro de sapo" inclusive. Ao final de tudo, ele se dirigiu a mim, cumprimentando-me, e disse: "Você está num bom caminho; fique firme nele". Tempos depois, ao lembrar-me do fato, agradeci a Deus por ter usado um homem ímpio, violento, para incentivar-me de modo tão sincero e espontâneo, no início de minha vida com Jesus.

Nesta manhã, ao ser lembrado por Deus quanto a esta experiência, fiquei comovido. Quarenta e seis anos se passaram, e eu estou ainda por aqui, firmado na "Rocha Eterna". Neste momento, quando finalizo este testemunho, louvo a Deus por ter me permitido manter viva na memória, estas lembranças. Meu desejo é que, pela graça de Jesus, esta postagem possa te edificar. Toda a glória seja dada a Jesus!

Cordialmente;
Bispo Calegari

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