terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Transformação gradativa


Nesta manhã Deus me fez lembrar a importância de me derramar a Seus pés. Então, mais uma vez eu percebi que não há como viver ou entender a novidade de vida em Cristo Jesus, sem manter a vida em oração aos pés do Senhor. Não esperei ser chamado uma segunda vez; corri para o lugar de oração; pois, nele, o Espírito de Deus se manifesta e o espírito humano se despoja. Pude também entender que não há como entender o novo de Deus sem a doce presença do Espírito de Deus. E concluí que foi a falta desta Presença que levou fariseus e sacerdotes a se apegarem obstinadamente ao novo de Deus revelado no Sinai, que envelhecera; negando-se a aceitar o novo de Deus revelado no Gólgota, que entrara em vigor.
 
Fui mais uma vez convencido de que estar ante a face do Senhor, representa minha libertação de conceitos deturpados; e minha transformação gradativa até a estatura de varão perfeito. Deus me fez ver que o mundo só será transformado por minhas pregações; se, antes, minhas orações se tornarem em instrumento de minha própria transformação. Então, louvei a Deus! Pois, sempre que me curvo diante do Pai, saio dali um pouco melhor do que era no instante que antecedera a minha prostração. E isso não se deve à oração em si mesma; e sim, ao Espírito que age enquanto eu oro com mente renovada e coração disposto a buscar - não confirmação do que penso ser melhor - mas, Sua direção para minha vida.
 
Nos, pregadores - de quando em vez - devemos meditar neste testemunho de Paulo: "E EU, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder; Para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Todavia falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus." ((1 Coríntios 2.1-10). Penso que esta posição apostólica dispensa qualquer comentário!
 
Cordialmente
Bispo Calegari

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Ocupação desafiadora

 

Estamos em pleno mês de dezembro, já psicologicamente envolvidos por aquelas preocupações inerentes ao último mês do ano (proximidade das celebrações natalinas, romper de um novo ano, férias). No entanto, minhas preocupações se voltam para as transferências de obreiros... ainda bem que foram poucas; mas, talvez, não suficientes. Sei que o ministério pastoral é uma ocupação desafiadora, especialmente nos dias em que vivemos; e, também, a mais gratificante missão a ser cumprida por alguém verdadeiramente chamado por Deus para a missão. Todavia, sempre me pergunto: Terão sido realmente chamados por Deus, todos aqueles que estão investidos de uma função pastoral? Sei que não cabe à mim fazer este tipo de julgamento. Contudo, entre as atribuições que recebi de Deus; está a de avaliar o desempenho dos pastores e obreiros da 2ª Região.
 
Quando me refiro a desempenho; na verdade, estou pensando nas qualidades inerentes ao ministério pastoral, tais como: Amor sacrificial, preparo espiritual, palavra motivadora, administração eficiente, fé no poder de Deus para transformar ovelhas de índole difícil, empatia, paciência... e assim por diante. Sei que, nem sempre, estas qualidades estão todas reunidas em um só pastor. Contudo, a metade delas já seria de bom tamanho para tornar o mais simples dos pastores, muito bem sucedido na missão de cuidar de vidas que pertencem ao Senhor. Em meu trato com pastores, as vezes fica em mim a impressão de que alguns parecem sentir um certo alívio com a saída daqueles membros que cobram atitudes verdadeiramente pastorais de seu pastor; como se a perda de um irmão assim pudesse por fim aos seus conflitos ministeriais. É lastimável ver este tipo de atitude em um ministro de Deus.
 
Como seria bom se todos os pastores entendessem que a igreja não se alimenta de seus conceitos e radicalismos; e sim de sua dedicação desprovida de preconceito. E que, após sua transferência, poderá vir um novo pastor com opiniões diferentes das suas; e que a única coisa que as ovelhas guardarão com saudosa lembrança é a figura do pastor anterior que foi capaz de deixá-las tranquilas e em paz. Bem alimentadas, à sombra de um pastor amoroso e atento que se ocupava em orar, dedilhar sua harpa e cantar canções ao Deus de amor e de paz; enquanto mantinha o tipo de vigilância sacrificial que inibia os ursos, leões e lobos que tentavam a todo custo devorá-las. Isso mesmo! Um pastor presente no dia a dia do rebanho; vendo pela fé as ovelhas se multiplicarem; de tão satisfeitas e seguras; pois é deste tipo de cobertura que uma ovelha precisa, para ser feliz e se reproduzir.

Ao longo de minha vida, tenho procurado espelhar o meu ministério pastoral nos ensinos de Jesus. E este, em especial, tem feito o meu coração disparar: "Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas. Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas." (João 10.11-15). Vejo crescer a cada dia, o número dos que pensam que pastorear é pregar nos cultos e dizer às ovelhas o que elas devem ou não fazer. Todavia, lendo os ensinos de Jesus, não consigo ver um outro modo de ser um pastor segundo o coração de Deus.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 7 de dezembro de 2013

Chamado à intercessão


Hoje levantei bem mais cedo; sentindo necessidade de interceder por minha querida família. Tenho aprendido sobre o imperativo do chamado à intercessão; e sei que ele tem tudo a ver com urgência. Portanto, não titubeei! Lancei-me aos pés do Senhor e orei até sentir paz. Não ignoro que vivemos dias difíceis; e que, em dias assim, não podemos nos distanciar do lugar de oração. Todavia, existem escalas de dificuldade; e, devido a isso, uns dias são sempre mais difíceis que outros. Talvez esta seja uma das mais importantes razões pelas quais o Senhor nos incitou, com insistência, a orar e vigiar sempre.
 
Prostrado, ante a presença do Senhor, percebi mais uma vez o valor da paz e do descanso que encontro aos Seus pés. não sei se algum dia conseguirei explicar em detalhes como eles se processam; mas, sei de duas coisas muito importantes sobre eles: Sei que eles produzem uma sensação de bem estar, incomparável a qualquer outro tipo de paz e descanso que podemos experimentar nesta vida. Também sei que o manancial desta paz e descanso nasce da justificação pela fé; uma fonte capaz de trazer segurança e satisfação suficiente para perfeito descanso, mesmo em meio a terríveis lutas e provas.
 
Considero este texto essencial na doutrina da justificação: "TENDO sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; Pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer. Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira." (Romanos 5.1-9). E me deleito em saber que não existe mérito meu nesta conquista; mas somente amor e graça de Deus!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Crescimento e progresso


Este fim-de-semana foi intenso; Maria Célia e eu participamos de três eventos que serviram de bálsamo aos meus olhos e alento ao meu espírito: Na manhã de sábado, a reunião com os obreiros da região metropolitana de Belo Horizonte, no templo da IMW de Palmeiras (pastores comigo, esposas e missionárias com Maria Célia), com participação dinâmica dos SD - Pastor Marcus Ely e Francisco Quesado, juntamente com suas respectivas esposas: Mel Ribeiro e Regina. Na noite de sábado, o culto distrital, envolvendo os distritos de Betim e Contagem, no templo da IMW do Palmares, sob a liderança do Pastor Elcias Borges. Ontem a noite, o culto no templo da IMW do Novo Amazonas, sob a liderança do Pastor Rômulo Vieira. Não tenho duvida em declarar que Deus falou em nosso meio; nos confirmando e mobilizando para um novo tempo. Louvo a Deus por tudo que tem feito entre nós!
 
Enquanto observávamos o desempenho e alegria dos pastores, lideranças locais e wesleyanos em geral - das diversas igrejas e congregações dos três distritos wesleyanos da "Grande BH"; recordávamos dos dias que se sucederam à nossa chegada, para nossa nova missão à frente da 2ª Região. Dá para perceber as profundas transformações ocorridas, em todos os níveis de comparação. Deus tem agido com graça e unção na vida dos pastores e igrejas aqui da região metropolitana de BH. Não digo que não haja um e outro foco de acomodação e conformismo; pois é raro haver uma regra sem sua exceção. Todavia, é notório o agir de Deus e a resposta positiva do povo wesleyano por aqui; em unidade crescente e adesão à mobilização para os ministérios que são "menina dos olhos" da administração regional: GCEU, ESPAM, ESCOMIW, "Retiro do Coração Abrasado" e "Desperta Débora". Glória a Jesus por tudo!
 
Assim que iniciei minha carreira ministerial, comecei a perceber que precisava exercer um pastorado de qualidade; com um olho na igreja sob os meus cuidados pastorais e o outro nos relatos sobre o modo de ser e de frutificar da Igreja primitiva. E, já em meus primeiros anos como pastor, este texto de Atos, sempre mereceu da minha parte cuidadosa atenção e profunda reflexão: "Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo." (Atos 9.31). Não sei se conseguiria transmitir tudo o que aprendi neste texto; mas, graças a esta narrativa, sempre acreditei que uma comunidade cristã investida do temor do Senhor e da consolação do Espírito Santo, logo se torna referência de PAZ, UNIDADE E EDIFICAÇÃO; e, deste modo, se torna capaz de alavancar o crescimento e o progresso da Igreja.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Recursos sobrenaturais


Pai; não é de hoje, tenho notado o quão vulnerável sou em meus pensamentos e sentimentos. Tenho percebido que não há como impedir o fluxo de pensamentos e sentimentos equivocados; algo comum a qualquer ser humano. É como se fosse travada uma constante batalha campal em nosso interior - com curtos intervalos - na qual, Satã procura municiar com recursos impróprios os nossos pensamentos e emoções; visando corromper a finalidade daquilo que fazemos e o curso de nossa própria existência neste mundo. E assim, o único modo de promover a estabilidade e a paz interior é manter os pensamentos e sentimentos indevidos confinados em nosso interior; não permitindo que se manifestem por meio de palavras e ações.
 
Então, Pai; tenho aprendido que é neste tipo de combate interior que costumam surgir pensamentos e sentimentos tais, como: Mágoa, rancor, revolta, cobiça, avareza, sensualidade, paixão proibida e outros afins. E quanto eles conseguem se sobrepor à razão e ao bom senso, chegando a se manifestar por meio de palavras e atitudes; alguém enlouquecido explode uma bomba em algum lugar do mundo, exterminando em sua loucura, seres que nada têm à ver com seus problemas pessoais não resolvidos. E surgem também - entre cristãos - os casos de inimizade e de relações promíscuas; levando, muitas vezes ao ódio e ao adultério; aqueles que se dizem teus filhos; submergindo os mesmos no lodaçal do pecado que conduz à morte.
 
Enfim, Pai; ante tal situação, sinto-me tão feliz por ter descoberto que o Senhor me concede dois recursos sobrenaturais; que, além de anular a vantagem de Satã, me dão meios adequados para me impor neste conflito: A mente e os sentimentos de Cristo! Assim, enquanto que, com a mente de Cristo, posso combater os pensamentos impróprios com as armas da luz e da fé; com os sentimentos de Cristo, eu posso me nutrir do Teu amor e me contrapor aos sentimentos estranhos propostos por Satã. Creio ser este nível de luta interior, um dos itens do "bom combate" ao qual Paulo se refere; pois é o tipo de luta que todo o ser humano vê ser travada em seu íntimo; mas, que, somente com a mente e os sentimentos de Cristo pode prevalecer.
 
Não tenho a menor dúvida de que - para vencermos os conflitos em nosso interior - precisamos aprender com o exemplo de Jesus; como se pode ver nestas recomendações apostólicas: "Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2.3-5). "Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo." (I Coríntios 2.16). Pois, somente com a mente e os sentimentos de Cristo, conseguiremos vencer a nós mesmos. Eu creio nisso!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Condicionamento infrutífero

 

No sábado passado, precisei me levantar um pouco mais cedo para estar diante do Senhor; pois, Maria Célia e eu iríamos a uma reunião de liderança dos três distritos da região metropolitana de Belo Horizonte. Enquanto procurava ordenar meus pensamentos e meus sentimentos, em linha com a Palavra de Deus depurada de conceitos religiosos construídos sobre a letra desprovida do Espírito - em dissonância com a essência sobrenatural da revelação divina - o meu coração se voltou para o perigo embutido no condicionamento bíblico errado. Me refiro aos conceitos baseados na letra da lei e não no palpitar do coração de Deus e no sussurrar de Seus lábios; sons que só podem ser captados por homens capazes de ouvir e entender com 100% de aprovação aos olhos do Pai.
 
Então, me dei conta de que existem discussões em torno do nome de Deus; da natureza de Jesus; da pessoa do Espírito Santo; da lei de Deus; da doutrina cristã... Enfim, diversas correntes afirmam suas posições; cada uma delas com os olhos brilhando de convicção e a certeza de que são as únicas certas; como se a Verdade Absoluta pudesse ser do domínio de um segmento religioso - mesmo cristão - ou se a Verdade Plena pudesse ser contida em um conceito construído em torno dela.
 
Enfim, concluí que um número incalculável de cristãos são confinados em tais conceitos, mediante um discipulado imposto - sofrendo prejuízos espirituais devido a isso - e correndo o risco de se tornarem meras cópias repetitivas de doutrinadores de plantão; os quais, no afã de impor suas ideias, declaram fazê-lo por ordem de Deus; em sua aparente convicção de que são os únicos capazes de interpretar corretamente pontos de difícil interpretação das Escrituras sagradas. E assim, muitos crentes ficam presos a tais mestres; ao ponto de não receberem o batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais; desprovidos da simplicidade de uma vida piedosa e da alegria de uma vida realmente liberta de preconceitos e conceitos espúrios. Que o Senhor nos guarde de tais condicionamentos.

Sou um admirador das posições doutrinárias de Paulo: "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema." (Gálatas 1.6-8). Se estudarmos esta epístola com zelo sem preconceito, veremos com clareza a aversão do apóstolo às tentativas judaizantes de contaminar o evangelho da graça.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Espírito de murmuração

Foto: Hoje de manhã, enquanto eu orava; o meu espírito foi despertado para lembranças que me fizeram muito bem! E pensei: Como é bom termos lembranças edificantes, que - mesmo com o passar do tempo - não perdem o prazo de validade no seu papel de nos edificar, pelo simples fato de sabermos que são verdadeiras; e que nos inspiram a continuar buscando a presença de Deus; perpetuando bens e pessoas de inestimável valor para nós. Pensei nas diversas vezes em que me senti cansado e deprimido; e que o Senhor me fez saber que Ele era o meu refúgio e o meu descanso em meios às lutas. Lembrei-me de algumas ocasiões em que me senti a beira da queda, de tão enfraquecido; sob o calor de fortes terríveis tentações; e do modo como Deus, em Seu infinito amor, me tomou pela mão e me conduziu - passo a passo - à uma posição bem mais segura.

Todavia, a lembrança que mais me fez pensar... Alguns momentos de turbulência e desgaste; em que murmurei contra situações, pessoas - chegando a murmurar de coisas que não entendia - sem perceber na altura, que todas aquelas dores e sensações desagradáveis; nada mais eram que processos de tratamento e depuração para minha própria vida e ministério. Então, em tais ocasiões, Deus me despertou para o fato de que fui chamado para servir, não para ser servido; e, para ser adorador, não murmurador. Como eu me senti grato a Deus, por estas lembranças registradas em meu espírito! Então, ao mesmo tempo em que meu coração estremeceu de gratidão a Deus; fiquei a pensar naqueles servos de Deus que se deixaram dominar pelo espírito de murmuração; até ao ponto de perder perder a visão de Deus e a alegria da salvação.

Hoje de manhã, enquanto eu orava; o meu espírito foi despertado para lembranças que me fizeram muito bem! E pensei: Como é bom termos lembranças edificantes, que - mesmo com o passar do tempo - não perdem o prazo de validade no seu papel de nos edificar, pelo simples fato de sabermos que são verdadeiras; e que nos inspiram a continuar buscando a presença de Deus; perpetuando bens e pessoas de inestimável valor para nós. Pensei nas diversas vezes em que me senti cansado e deprimido; e que o Senhor me fez saber que Ele era o meu refúgio e o meu descanso em meios às lutas. Lembrei-me de algumas ocasiões em que me senti a beira da queda, de tão enfraquecido; sob o calor de fortes terríveis tentações; e do modo como Deus, em Seu infinito amor, me tomou pela mão e me conduziu - passo a passo - à uma posição bem mais segura.
 
Todavia, a lembrança que mais me fez pensar... Foi a de alguns momentos de turbulência e desgaste; em que murmurei contra situações e pessoas - chegando a murmurar de coisas que não entendia - sem perceber naquela altura que todas aquelas dores e sensações desagradáveis; nada mais eram que processos de tratamento e depuração para minha própria vida e ministério. Então, em tais ocasiões, Deus me despertou para o fato de que fui chamado para servir, não para ser servido; e, para ser adorador, não murmurador. Como eu me senti grato a Deus, por estas lembranças registradas em meu espírito! Então, ao mesmo tempo em que meu coração estremeceu de gratidão a Deus; fiquei a pensar naqueles servos de Deus que se deixaram dominar pelo espírito de murmuração; até ao ponto de perder a visão de Deus e a alegria da salvação.
 
Ao ler esta epístola de Paulo, percebi de imediato o sentimento do apóstolo em  dirigir aos irmãos em Filipos um testemunho de vida: "E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho;" (Filipenses 1.12). É bem provável que ele, com base nestas experiências, pode ser preparado por Deus para ser usado pelo Espírito Santo; para nos trazer ensinamento sobre os mais diversos assuntos da vida: "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito." (Romanos 8.28). Portanto, se soubermos tirar lições da Palavra; saberemos lidar com nossas lutas e provações - sejam boas ou ruins - depositando as mesmas aos pés do Senhor; e delas sairemos maduros, fortalecidos e aperfeiçoados.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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