sábado, 26 de setembro de 2015

Cantoria disfarçada de louvor


Algo que tem ocupado meus pensamentos; é o recrudescimento de uma estranha violência contra o ser humano. E para todo lado que eu me viro; fica patente aos meus olhos, que o homem se tornou o mais temido, cruel e implacável predador de sua própria espécie. E de tal modo esta violência cresce, que as pessoas são mortas com requinte de crueldade, em tempo de guerra e em tempo de paz; seja por vingança ou por motivos fúteis; por motivos passionais ou por puro preconceito. E sem que eu possa impedir, cresce em mim o sentimento de que a humanidade caminha para tempos ainda piores, irrefreáveis. Então, eu pergunto: Será mesmo este, o fim predito na Bíblia?
 
Confesso, que me causa preocupação esta cantoria disfarçada de louvor - algo bem comum de se ver - nos templos, nas casas de show e nas praças. Antes de prosseguir, deixe-me explicar: Não sou contra o louvor! Pois, sei que louvar é índole do adorador. O que me causa estranheza é a falta de frutos de santidade e justiça, em meio à esta euforia toda. Cristãos estão sendo caçados e mortos por inimigos históricos da fé cristã... E me pergunto: Como separar minha vocação de adorador da minha missão de intercessor? E, se intercedo, como não sentir a paixão de Cristo em meio à dor causada por este terrível quadro? É... Parece ser mesmo o fim predito na Bíblia.
 
Este é o quadro do fim, profetizado nas Escrituras:
 
"Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Então vos hão de entregar para serdes atormentados, e matar-vos-ão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se odiarão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim."
(Mateus 24:7-14)
 
Vemos grande semelhança entre ele e os nossos dias.
 
Esta canção do Anderson Freire soa como ponte profética; que liga os dias da Igreja primitiva - marcados por oposição e perseguição contra os eleitos - e os dias da Igreja de nossos dias. Vale a pena ouvir e refletir:
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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