domingo, 12 de abril de 2015

Figura do intercessor


Nesta manhã, ainda em penumbra, procurei interceder (como sinto necessidade imperativa de fazer). Penso estar entre aqueles que acreditam, que a intercessão é o instrumento mais eficaz de apoio e ajuda efetiva a quem recorre à nós, em busca de algum tipo de socorro. Já de longa data, trago comigo a certeza de que a oração - quando bem sucedida - tanto nos aproxima de Deus, quanto nos aproxima dos homens. E a intercessão é um dos componentes mais importantes da oração, ficando apenas um pouco abaixo da adoração. Por estas e por outras razões, eu valorizo a figura do intercessor.
 
Assim, orei em favor de minha família; pois, não creio no futuro de uma família, sem o amor turbinado pelo socorro de Deus; apenas alimentada por declaração de boas intenções, por promessas e "juras de amor". Digo isto porque sei, que os conflitos que geram desgaste nas relações humanas, podem transformar amigos de ontem, em cruéis inimigos de hoje. Sempre vejo tal coisa acontecer, mesmo entre casais bem justados e entre os melhores amigos. É comum vermos atitudes - como intriga, intolerância e traição - destruírem amizades antigas. Daí a necessidade de intercedermos!
 
A oração faz aflorar angústia e tristeza que antecede o arrependimento:
 
"Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo. E, indo um pouco mais para diante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então nem uma hora pudeste velar comigo? Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca."
(Mateus 26:36-41)
 
Mas, o seu fim é proveitoso, pois provoca a resposta e o agir de Deus!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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