quinta-feira, 30 de abril de 2015

Da reserva para a ribalta


Nesta noite tive um sonho... Sonho de revelação, que me levou a buscar mais cedo o lugar de oração; e, nele, expressar o meu sentimento e temor diante do Pai. Senti paz e segurança na presença de Deus; e pude ouvir Sua voz soando em meu íntimo colocando algumas coisas em seu devido lugar. Pude entender melhor o que fez de Sanção um homem de força descomunal! Não foram seus bíceps ou tríceps... Pois a força que empregava não estava em sua carne; estava em seus cabelos. Ele soube desde cedo que era onde se concentrava o poder sobrenatural que tinha; mas, com o passar do tempo, mudou o seu modo de ver e de pensar. O que aconteceu com Sansão, acontece com todos nós; ou seja: Quando Deus nos tira da reserva para a ribalta; isto nos aproxima tanto do adversário, que corremos o risco de pensar de nós mesmos, além do que somos capazes de criar; e de atribuir a nós mesmos a causa e razão de nosso êxito.
 
Quando Sanção foi lançado na ribalta; as luzes que o focavam o transformaram em celebridade. Então, começou a fazer concessões às vozes que se faziam ouvir à sua volta... E os erros foram se sucedendo; a princípio, sem grande importância (erros de superfície), até chegarem ao erro que lhe custou a unção, a honra e os próprios olhos. Sanção perdeu a força? Depende de que força estamos falando. Se foi a força física, eu digo que não; pois ele tinha força suficiente para girar a roda de um moinho em lugar de um jumento. Agora, se falamos em força sobrenatural; aí sim, perdeu! Pois ela estava em seus cabelos - fios finos e frágeis - lugar propício à que o poder de Deus se manifestasse e fizesse dele o homem forte que foi. Também corremos este risco (nós, que fomos chamados por Deus), quando nos deixamos enganar e atrair, do mundo das celebrações para o mundo das celebridades; lugar onde o sucesso vira fracasso.
 
Entendo ser da maior importância - especialmente nestes dias que vivemos, este testemunho pessoal do apóstolo Paulo: "Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado." (1 Coríntios 9:24-27). É bem fácil perceber, que quando damos e dizemos aquilo que o mundo quer receber e ouvir, somos aplaudidos, até premiados; todavia, quando lhe damos e lhe dizemos apenas o que ele precisa, sem levar em conta o seu fútil interesse; somos injuriados, apupados e, até mesmo, agredidos.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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