sábado, 21 de março de 2015

Questão de sobrevivência


Embora a manhã fria anuncie um dia ameno; e o coração tenha mil razões para louvar... Tenho muitos motivos para vigiar e orar. Afinal, as lutas são intermitentes e o inimigo ataca sem parar; portanto, preciso buscar no lugar de oração o remédio que me traz a cura; e renovar minha cota do óleo da alegria, que anula o azedume que a vida impõe. Preciso também estar preparado para lidar com a tristeza que, algumas vezes, chega sem se anunciar; e com a euforia sem sentido que sucede uma vitória alcançada. Preciso ter em mente, que o melhor antídoto para a tristeza é manter o coração alegre; e que o melhor modo de combater a perigosa euforia é saber que uma batalha vencida não é garantia da vitória final.
 
Assim, entre uma noite de repouso e um dia de luta, preciso entender que minha presença no lugar de oração não é apenas uma necessidade cristã; mas sobretudo, uma questão de sobrevivência! Afinal, grandes provações podem nos sobrevir - tal e qual as tempestades de verão - sem se anunciar. E um crente que ora tem melhores condições para entender o sentido dos duros golpes que recebe; tanto quanto, das bênçãos que pontilham o seu caminho. Então... Se eu tiver Jesus ao lado, o céu nos olhos e a Palavra no coração; tenho os meios para vencer os ardis de Satã e as tentações deste mundo; pois a presença de Deus em minha vida, pelo Seu Espírito que em mim habita, é a garantia de um final feliz.
 
Leia e medite neste texto:
 
"Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude; Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo. E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, E à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, E à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade. Porque, se em vós houver e abundarem estas coisas, não vos deixarão ociosos nem estéreis no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Pois aquele em quem não há estas coisas é cego, nada vendo ao longe, havendo-se esquecido da purificação dos seus antigos pecados. Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis."
(2 Pedro 1:3-10)
 
Que bendita esta Palavra!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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