sábado, 25 de outubro de 2014

Relutância interior


Na maioria das vezes em que me aproximo do lugar de oração, preciso lutar contra uma certa relutância interior; como se orar fosse uma tarefa árdua, que pudesse ser descartada, ou adiada para outra ocasião. Então, querido Pai, preciso lidar com o grande desafio de orar; e estar disposto a percorrer o caminho que me conduz à Tua presença, levando sempre comigo os meus conflitos existenciais e as minhas convicções espirituais. Eu sempre soube, por experiência própria, que orar não é tarefa fácil; pois, se fosse, todos os crentes orariam bastante; pois qualquer crente minimamente comprometido, sabe que orar é por demais importante. Penso que não haja um cristão sequer, que não tenha que lutar do começo ao fim para permanecer no lugar de oração. Não sei se é conspiração do inferno ou se é acomodação da alma, ou se ambas as coisas; mas que esta luta existe, isto eu sei com toda certeza!
 
E assim, me rendo em oração; ciente de que minha sobrevivência como homem de Deus depende disso. É que não consigo conceber a ideia de que vida cristã real seja simples opção religiosa; ainda que a maioria dos cristãos pense deste jeito. Ao seguir o caminho da Vida, preciso me certificar de que levo comigo os recursos sobrenaturais que me tornam capaz de enfrentar qualquer obstáculo que se levante. Um deles, que me mantém no rumo; é este imperativo profético, sempre a me incentivar: "E os teus ouvidos ouvirão a palavra do que está por detrás de ti, dizendo: Este é o caminho, andai nele, sem vos desviardes nem para a direita nem para a esquerda." (Isaías 30.21) o outro, é o imperativo do próprio Jesus, ao me exortar dizendo: "E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim." (Mateus 10.38). Então, com os olhos postos em Jesus, vou seguindo em frente!
 
Gosto de meditar nesta advertência de Jesus: "Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. Mas qualquer que me negar diante dos homens, eu o negarei também diante de meu Pai, que está nos céus. Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada; Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares. Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á." (Mateus 10.32-39). Ela sempre me fortalece e me alerta sobre a importância da confissão do nome de Jesus.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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