quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Esaú negociou seu direito


Dou graças a Deus, por Seu cuidado para conosco e por nos usar para Sua glória e edificação do Seu povo. Isto aconteceu ontem na abertura da "Semana Acadêmica" promovida pelo polo do CEFORTE em Volta Redonda. Como faz bem a qualquer filho de Deus saber que, em certos momentos, o Senhor pode transformar sua boca em "boca de Deus", para pronunciar verdades que precisam ser ditas; ou para fazer soar advertências e encorajamentos que o Seu povo precisa ouvir. Não tenho a menor dúvida de que isto aconteceu ontem, aqui na sede do CEFORTE. Sou admirador dos belos e profundos cânticos compostos por alguns compositores e cantores que compõem o que crêem e cantam o que vivem. Dentre eles, faço menção do Fernandinho, quando proclama que apesar dos homens que "se desviaram e profetas se venderam", ainda "existem aqueles que não de dobraram ante outros deuses"; e cito Anderson Freire - Oficial, que canta a "identidade" do servo do Senhor; buscando exemplo nos amigos de Daniel.
 
Vivemos dias de comércio e negociação de valores que deveriam ser inegociáveis. Do mesmo modo como se vende de tudo hoje em dia - tanto no mercado popular, nos grandes magazines; como nas feiras livres e nos grandes atacadões - também existem pessoas que vendem seus corpos, sua honra, suas almas; julgando ter o direito de fazer negócios deste tipo. Esaú negociou seu direito à "bênção da primogenitura", pensando na ocasião ter feito um bom negócio. Judas negociou sua lealdade ao Mestre, vendendo Jesus a pronta entrega pelo preço combinado de "trinta moedas de prata". Alguns vendem seus próprios filhos para comércio da prostituição. No entanto, ignoram existir valores que são inegociáveis, pois o seu preço vale uma vida eterna. Portanto, a um homem ou mulher de Deus a quem Deus confiou talentos tais; cabe a missão de desenvolver e preservar um patrimônio sagrado que não é seu - em forma de honra, dignidade, credibilidade, santidade - em um mundo que procura sempre nos seduzir.
 
Por não aceitarem negociar princípios, os amigos de Daniel foram condenados à morte:
 
"Responderam Sadraque, Mesaque e Abednego, e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste. Então Nabucodonosor se encheu de furor, e mudou-se o aspecto do seu semblante contra Sadraque, Mesaque e Abednego; falou, e ordenou que a fornalha se aquecesse sete vezes mais do que se costumava aquecer. E ordenou aos homens mais poderosos, que estavam no seu exército, que atassem a Sadraque, Mesaque e Abednego, para lançá-los na fornalha de fogo ardente. Então estes homens foram atados, vestidos com as suas capas, suas túnicas, e seus chapéus, e demais roupas, e foram lançados dentro da fornalha de fogo ardente."
(Daniel 3.16-21)
 
Todavia, um homem ou mulher de Deus, podem ser preservados em meio às ameaças.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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