domingo, 17 de agosto de 2014

Prisioneiros de sua crença


Sexta-feira ainda escura, quando me estendi no lugar de oração, na casa do Pastor Hilmar e Mônica onde eu estava hospedado. Enquanto eu orava ao Senhor, veio à minha lembrança o culto de quinta, na IMW do Bairro Coimbra, em Águas Lindas (Goiás). O Espírito me levou a discorrer sobre as obras da carne e o fruto do Espírito (Gálatas 5); todavia, a ênfase maior foi sobre uma vida cheia do Espírito. Mesmo cansado de uma viagem que parecia não terminar nunca, senti que fui usado pelo Senhor... Sem ter tido tempo de tomar banho ou trocar de roupa devido ao enfadonho atraso verificado no Aeroporto Santos Dumont - onde nem sequer almocei - cheguei com dez minutos de atraso no culto. Ainda bem que Deus é sempre fiel; e o poder do Seu Espírito compensa a nossa fragilidade.
 
Enquanto eu ainda orava em busca de renovo; me dei conta de que, no culto de quinta, o Espírito sinalizou ao meu espírito que eu estava sob unção. Ele me fez lembrar desta expressão que utilizei: Não sou prisioneiro de minha crença; sou prisioneiro de Jesus Cristo (algo que eu nunca disse antes)! Então, me fez entender a dimensão do que eu tinha declarado. E ainda no lugar de oração, percebi que muitos se perdem por serem prisioneiros de sua crença. Ali eu pude ver o muro de separação que nossa crença ergue entre nós e nossos irmãos. E o que digo não se refere ao fato de crermos em Jesus e na Bíblia. Não mesmo! O que estou querendo dizer é que o modo como bons cristãos sistematizam e condicionam o seu jeito de crer, acaba por aliená-los, se transformando em sua prisão.
 
O texto que segue foi focado na mensagem por mim pregada:
 
"Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito."
(Gálatas 5.16-25)
 
Assim, a vida vivida no Espírito neutraliza as obras da carne.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

Nenhum comentário:

Postar um comentário