terça-feira, 17 de junho de 2014

Profanação crescente


Daqui a pouco, Maria Célia Calegari & eu estaremos novamente na estrada... É lógico que já estive aos pés do Senhor nesta manhã, antes do dia raiar. Afinal, não existe lugar melhor para definirmos o começo, meio e fim de uma viagem, especialmente nestes dias de trânsito beirando o caos. Enquanto eu buscava a Deus, duas coisas me chamaram à atenção nesta manhã: A primeira delas, que devo guardar as entradas de minha vida (olhos, ouvidos, lábios, etc) dos males que cruzam o meu caminho. É fácil notar que vivemos dias de poluição visual e sonora imposta, a ponto de nos tirar o direito definir o que ver e o que ouvir. Não resta dúvida que esta crescente onda de poluição tem deturpado valores, corrompendo mentes e corações bem intencionados. É como se o mal fosse entrando - discreta e sorrateiramente - contaminando o interior daqueles que não se apercebem desta tática maligna que Satã usa para corromper o ser humano.
 
Fui também alertado para o estado de profanação crescente e invasiva; em que nem os lugares considerados sacros são poupados (dias atrás, vi um vídeo em que pessoas dançavam - dança de par agarradinho - ao som de um louvor, dentro de um salão de cultos). Desde que comecei a ler as Escrituras sagradas, me inteirei das advertências sobre a profanação entrando no lugar santo; mas não pensei que cristãos despidos de temor e discernimento pudessem chegar a tanta insensatez! As vezes, penso que alguns líderes cristãos perderam o senso de liderança temente e responsável; e vejo crescer em nossos dias, a tendência de se retirar os anciãos do púlpito; substituindo-os por instrumentos e instrumentistas; como se isto fosse mais importante do que a presença de pastores e presbíteros nesta posição estratégica. Sei que os levitas precisam ter um lugar adequado no templo; mas não em substituição aos líderes espirituais que Deus pôs na igreja.
 
O Antigo Testamento relata este momento triste na vida do povo de Deus - depois dos milagres, da revelação do Sinai e da construção do tabernáculo: "E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara. Então saiu fogo de diante do SENHOR e os consumiu; e morreram perante o SENHOR. E disse Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR falou, dizendo: Serei santificado naqueles que se chegarem a mim, e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão calou-se." (Levíticos 10.1-3). Sei que somos imperfeitos, suscetíveis de equívocos... Todavia, precisamos evitar promover inovações desnecessárias ou equivocadas, desprezando os marcos antigos; pois a novidade de vida em Cristo não dispensa certos valores antigos e tradicionais. Afinal, nem tudo o que é antigo é descartável
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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