sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Sinfonia de singular beleza

 

Eterno Deus criador; venho me estender com humildade no lugar de oração, com o coração carente de falar conTigo e de ouvir Tua voz. Não tenho como entender e, muito menos, explicar o nível de segurança que sinto estando a Teus pés. Enquanto Te busco e Te adoro, procuro auscultar o som do universo... Então, me dou conta de que não existe lugar algum na imensidão do espaço que não apresente marcas da Tua obra. Estrelas cintilam ou se apagam, cantam ou emudecem, em obediência ao Teu mandar. E, nas calotas geladas, nos desertos ardentes e nas regiões abissais; estranhas criaturas unem suas vozes ao som do eterno coral formado por aqueles que te adoram, sem que alguém as tenha ensinado. Isso me deslumbra e me assusta!
 
E eu, em meu pequeno mundo, não posso ficar insensível à esta sinfonia de singular beleza; preciso me prostrar e Te adorar de modo convincente. Pois, de que Tu é meu Deus, tenho a mais absoluta certeza! e de que Tu és o Autor da vida e Maestro desta gloriosa orquestra, não tenho a menor dúvida. No entanto, nem sempre estou seguro quanto ao meu lugar em meio a toda esta grandeza. Sei que sou Teu; mas, sei também que, muitas vezes, quero ser meu... E isso me enfraquece e me desconecta com o verdadeiro som do céu. No entanto, ao ouvir a música da eterna sinfonia, sou convencido de que preciso corrigir o rumo de minha vida, segundo o mapa traçado na Tua Palavra; pois, nunca serei tão meu como quando eu for inteiramente Teu!
 
Sempre fico fascinado, quando medito no diálogo de Deus com Jó: "DEPOIS disto o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho, dizendo: Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento? Agora cinge os teus lombos, como homem; e perguntar-te-ei, e tu me ensinarás. Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina, Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam?" (Jó 38.1-7). Quanto aprendizado eu encontro, no nível de revelação divina que contemplo neste texto!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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