sábado, 2 de novembro de 2013

Cheios do Espírito Santo


Nesta manhã, retornando do lugar de oração, meus pensamentos se voltaram para as escolhas que eu fiz ao longo da vida. Sei que errei e acertei, nas escolhas que fiz ao longo do tempo. No entanto, tive o privilégio de fazer a melhor escolha: Receber Jesus como meu Salvador e Senhor! E esta escolha teve o dom de me conduzir nas boas escolhas que fiz durante a minha vida de crente. Não digo que acertei todas; mas, por esta maravilhosa graça alcançada através de Jesus, consegui acertar na grande maioria das escolhas feitas e das decisões tomadas. E mesmo quanto aos erros cometidos durante a jornada; posso garantir que foram amenizados pela felicidade de ter encontrado a "Pérola de grande preço"... Verdadeiro encontro com a Vida; cujo nome é Jesus Cristo de Nazaré!
 
Todavia, não posso omitir o fato de que - ao longo de minha vida - o meu senso de observação se deu conta de que muitos bons crentes foram terrivelmente fustigados por algumas escolhas que fizeram; de tão infelizes que estas escolhas foram. E isso me levou a considerar um fato que tem sido menosprezado por muitos filhos de Deus: Trata-se da necessidade imperiosa que o cristão tem, de se deixar encher e conduzir pelo Espírito de Deus. E, preciso dizer, não estou me referindo a um mero convencimento intelectual desta Presença; nem aos surtos emocionais que um crente costuma ter, em momentos de contrição e sensibilidade (alguns confundem emoção exagerada com unção sobrenatural). Sentimentos assim são comuns, especialmente nos dias de hoje.
 
No entanto, a direção do Espírito Santo na vida de um crente, terá como prioridade o cumprimento da boa, agradável e perfeita vontade de Deus; e não a realização da vontade humana. Quantas vezes ouvimos de irmãos - dominados pelo desejo ardente de fazer algo ou obter alguma coisa - que algo ou alguém é "sonho de Deus para sua vida"; e a alegria esfuziante da realização do desejo, só não é maior do que os problemas que passam a sofrer, decorrentes da suposta bênção recebida. Alguns chegam a culpar a Deus pelo desenlace; outros chegam a desanimar de tudo. Todavia, o que não percebem é que aquilo que julgavam ser direção do Espírito, nada mais era do que a emoção e o ego no comando. Sempre que isso acontece, o final é doloroso; quando não termina em tragédia.
 
Desde muito cedo, aprendi que o enchimento com o Espírito Santo é uma das mais importantes promessas feitas por Deus aos crentes. Na verdade, a Igreja foi tornada dinâmica após a descida do Espírito Santo; pois, nesse dia, ela saiu das quatro paredes: "E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (Atos 2.4). O Espírito, além do poder que concede, nos ensina como proceder na vida: "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." (João 14.26). Não há como cometer enganos trágicos, quando tomamos a decisão de nos deixarmos encher e dirigir pelo Espírito Santo.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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