domingo, 27 de outubro de 2013

Sob a sombra do Pai


Como é bom iniciar um novo dia com um cântico nos lábios e louvor no coração! Foi assim que iniciei... Enquanto orava ao Pai. Senti minha alma afligida pelo peso das responsabilidades que pesam sobre ela. Ainda bem que o meu espírito conhece a Fonte do verdadeiro prazer. Enquanto estive prostrado, fui levado a pensar no cuidado de Deus para com Seus filhos. Então, entendi melhor a questão do desgaste - seja ele físico, moral ou espiritual - e agradeci a Deus por ter me feito Seu filho, quando me aceitar como servo já seria de bom tamanho. Assim, mediante o senso de gratidão e rendição que sinto; renovei o meu propósito de jamais ser um daqueles filhos que desfrutam da herança do pai, esbanjando-a em seu próprio proveito. Antes, procurarei servir a Quem me revestiu de honra!
 
Como me fez bem deixar envolver minha minha nulidade com o manto da misericórdia! E pude ver melhor, que, o amor do Pai é maior do que a minha miséria; que Sua graça é maior do que minha esperança; que Sua unção é maior do que os meus limites; e, que o Seu perdão é maior do que o meu pecado. Tenho aprendido, andando com Cristo, que o Pai cuida de mim em qualquer situação; no entanto, é muito bom conhecer detalhes desse sobrenatural cuidado. Tenho consciência de que jamais chegarei a conhecer Deus em Sua plenitude; mas estou ciente de que isso não é importante para minha vida. Meu espírito se satisfaz em conhecer Jesus! E, nele, saber que tenho lugar garantido em Seu reino, sob a sombra do Pai; apenas porque me amou o bastante para me salvar do inferno.
 
Ao longo dos anos, lendo a Bíblia, percebi o quanto me deleito em conhecer textos como este: "E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave." (Efésios 5.2). Quando me debruço sobre o Novo Testamento, aprendo que "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." (Gálatas 2.20). Portanto, minha condição de filho de Deus jamais encobrirá minha condição de servo de Deus; pois não quero tratar a herança do Pai do mesmo modo que o filho pródigo a tratou. Sim! Serei servo de Deus e - como tal - servo daqueles que Ele amou, a ponto de dar Seu Filho para morrer por eles!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

Nenhum comentário:

Postar um comentário