terça-feira, 3 de setembro de 2013

Servindo de exemplo


No último domingo, acordei pensando no dia anterior. Afinal de contas, como esquecer aquilo que Deus fez - por nós e através de nós - em um momento tão edificante para o Distrito de Muriaé: A reunião com os pastores e seminaristas, no templo da IMW Central de Muriaé. Ainda repercute em meu espírito, a Palavra que o Senhor me concedeu a graça de ministrar; destacando a nobreza do ministério pastoral. Não aquilo que hoje se vê; e que, equivocada ou ingenuamente, chamam de ministério pastoral (homens produzidos em um camarim, como se atores fossem, procurando captar a atenção e os recursos de todos aqueles que conseguem convencer de que sua causa é justa e nobre; ou, tentando convencer que este é o único modo capaz de promover ações sobrenaturais nesta mundo em ruínas). Sim, repito! fiz questão de falar sobre a nobreza do ministério pastoral segundo as Escrituras!
 
Entretanto, não quero fazer juízo temerário sobre alguém em particular; pois, apesar de tudo que vem acontecendo no âmbito do ministério, ainda creio que hajam obreiros dedicados - agindo com boa fé naquilo que fazem - mesmo cometendo erros primários; como o de afirmarem ou insinuarem que a verdadeira vida com Deus traz em sua esteira - obrigatoriamente - saúde física, riqueza material e sorte no amor; como se estes sinais visíveis de felicidade, almejados por quase todos as pessoas - santas e profanas - fossem a causa pela qual Jesus deu a sua vida em favor do ser humano. Na reunião com os obreiros e candidatos a obreiros, deixei bem claro que o verdadeiro ministério pastoral, segundo as Escrituras sagradas e o exemplo do próprio Jesus, segue um rumo claramente oposto àquilo que se vê em nossos dias. E fiz questão de deixar claro: Estamos procurando formar pastores, não teólogos!
 
Quanto ao meu testemunho; posso aqui apontar uma das coisas que tenho procurado fazer: Observar atentamente os ensinos das Escrituras, quanto ao ministério - especialmente o pastorado. Textos, como esta advertência feita por Pedro aos pastores da Igreja Primitiva, têm causado forte impacto em minha vida de obreiro: "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória." (1 Pedro 5.2-4). Sei muito bem que esta não é uma atividade comum; especialmente, nos dias de hoje. No entanto, percebo ser esta a única maneira de um Pastor apascentar o rebanho do Senhor, sem ter do que se envergonhar depois; quando comparecer perante o Sumo Pastor.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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