quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Sermão em chamas


Aqui no Galeão, onde nos encontramos, acabamos de abraçar o Pastor e cantor Elizeu Gomes; que, assim como eu, vive sempre viajando, entre uma e outra missão. Enquanto aguardo o voo para BH, estou pensando na necessidade que todos nós, pregadores do evangelho, temos: A de pregar a Palavra de Deus na unção do Espírito. É verdade, irmãos; não basta prepararmos um bem elaborado sermão - enriquecido com os melhores textos das Escrituras - se o fogo do Espírito não conseguir incendiá-lo em nosso espírito. Não é de hoje, fui convencido de que o fogo que incendeia uma igreja se inicia ou, então, se apaga em uma tribuna. E ele não se torna quente e crepitante através da oratória ou dos fundamentos de um pregador, por mais bem-intencionado que este pregador seja em sua missão.
 
Ontem, Deus me deu a oportunidade de pregar em nossa querida IMW de Morro Branco, em Natal. E todos nós, que ali estivemos, pudemos ver o crepitar das chamas do Espírito. Não estou querendo dizer com isso que fui o promotor de tamanha unção. Sei muito bem que na relação entre causa e efeito do que Deus fez ali, posso até ter sido efeito propagador; mas, digo com absoluta certeza: O Espírito foi o promotor de tamanha unção de Deus. Em minha jornada ministerial, lamento ter me demorado a entender que o homem de Deus, por mais consagrado que seja, será apenas uma acha de lenha que deve estar pronta a ficar em brasas. Enfim, um sermão pode até nascer na mesa de um pregador; mas, se incendeia e explode em luz, ao entrar em combustão, em seu lugar de oração.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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