terça-feira, 16 de julho de 2013

Real missão da Igreja


"Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia."
(João 15.19)
 
Hoje estou pensando na missão da Igreja; aliás, são três as preocupações mais frequentes que trago em meus pensamentos: O cuidado que devo ter com minha família, a responsabilidade que devo ter com o meu ministério e a real missão a ser cumprida por minha igreja. Quero aqui repetir algo que já tenho dito: Quando me refiro a "meu" ou "minha"; isso tem tudo a ver com razões afetivas, não com razões possessivas. Mas, como eu iniciei acima, preocupa-me - não a missão da Igreja claramente definida nas Escrituras - mas, o modo como alguns tentam impor um tipo de "missão" da Igreja; geralmente movidos por uma visão pessoal distorcida e por influência dos padrões de conduta deste mundo decadente.
 
É fácil perceber o modo de agir de alguns líderes cristãos; os quais demonstram o seu desejo de reformar a Igreja "por baixo"; para torná-la politicamente correta e socialmente aceita. Fala-se pouco na salvação dos perdidos, como se já não houvesse perdidos no mundo. Já não se vê nos dias de hoje discussões quanto a doutrina, usos e costumes; questões que sempre ocuparam espaço nos debates encetados pelas lideranças cristãs de ontem. As discussões de hoje são mais voltadas para a contextualização da Igreja, que corresponda aos tipos de adesão que vem recebendo (políticos, artistas, atletas); e, para o seu papel político e social em um mundo onde o mal é crescente e o pecado recebe outros nomes.
 
Quero deixar claro que, com este pensamento, não estou a lançar dúvida sobre a importância do papel político e social da Igreja; até porque, tenho procurado me lembrar do testemunho cristão, nestas e em outras esferas de ação e de conduta. Sei muito bem o valor do testemunho da Igreja demonstrado em ações políticas e sociais. Mas, este não é o seu principal papel no teatro da existência. Ouço líderes discutindo legitimidade de governos e defendendo a participação da Igreja nas esferas do poder secular, como se isso garantisse selo de autenticidade e probidade aos governantes e parlamentares surgidos desses manifestos. Todavia, a História bíblica e secular nos mostra que isso sempre terminou mal.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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