sexta-feira, 12 de julho de 2013

Ciranda de sofrimento

 

Hoje, enquanto eu ainda orava, comecei a pensar naqueles cristãos que não conseguem sair de um determinado ciclo vicioso; girando, girando e tornando sempre aos mesmos problemas que, em ocasiões anteriores, os feriram e fizeram outros sofrerem. Então pensei: "Ou eles gostam de sofrer e de fazer sofrer; ou, então, encontram-se presos em alguma prisão do tempo; sem se darem conta de que Satã os mantém engaiolados, tirando deles a chance de viver uma vida inteiramente nova, livres das prisões que - por meses ou anos - os mantém infelizes e infelicitadores". Esta é uma rotina por demais dolorosa.
 
Imbuído deste pensamento, logo me voltei para a Palavra de Deus. E, assim, fui levado a meditar em Eclesiastes. Logo, o primeiro texto que me veio foi o verso 9 do capítulo 1. Também meditei em todo o capítulo 3; mas, parei um pouquinho no verso 15. Ao refletir, notei que o Pregador considerava, estas e outras ações, males e tribulações da vida. Então, senti profunda compaixão daqueles que caem nesta ciranda de sofrimento - sempre voltando aos mesmos atos infelizes - não se apercebendo do seu estado de prisão e de incerteza. Será que em momento algum se dão conta do quanto sofrem e fazem sofrer?
 
Todavia, continuei a pensar na Palavra; e, ali, encontrei a fórmula criada por Deus para por um ponto final em destino tão trágico. Senti conforto ao ler 2 Coríntios 5.17; pois, revi o que conheço a anos: Que o novo nascimento é uma das causas da libertação; e a ruptura com este ciclo vicioso, um dos efeitos da libertação experimentada. E, do cimo desta meditação, pude ver a minha própria vida; e, nela, o sentido prático desta experiência: Que Deus me libertou do ciclo vicioso que me destruía aos poucos; ao me dar nova vida em Cristo, que me conduz à Vida Plena. Sou feliz e nem sei explicar como!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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