domingo, 26 de maio de 2013

Falar baixo ou pensar alto


Querido Pai celestial; nesta manhã ainda escura, venho me apresentar no lugar de oração; convencido de que não existe melhor lugar neste mundo, para eu me curvar e me expor. Aqui, posso falar baixo ou pensar alto - sem a preocupação de ter o silêncio como reposta - na certeza de que Tu sempre me ouves; mesmo quando não me falas. Sei muito bem que não é tão fácil permanecer em Tua presença (se fosse fácil, a grande maioria dos cristãos não evitaria tanto o lugar de oração). Sei que, as vezes é necessário agir, reagir, transpirar, gritar... Todavia, nenhuma destas ações se sustenta sem que a oração esteja na base e na cobertura das mesmas. Como nos enganamos ao pensar que o volume do nosso grito ou a força de nossa atitude pode fazer mais do que o agir do Senhor em nossa defesa e em defesa de nossa causa. Graças Te dou, ó Pai; pois continuo acreditando que o grito de guerra conseguirá muito menor resultado do que uma boa canção de louvor. E não abro mão de crer assim!
 
Todavia, respeito e admiro aqueles cristãos que pensam diferente de mim. Sei que eles precisam ter boa dose de coragem e de convicção para fazer o que fazem e viver como vivem. Jamais discutirei o mérito de suas convicções - se elas são falsas ou verdadeiras - até porque, qualquer que sejam as ações de um homem de Deus; ele irá responder muito mais pelas motivações que o inspiraram, do que pelos atos que praticaram. Afinal de contas - antes de julgar as atitudes - Sei que o Senhor contempla as intenções de cada um. E eu me situo entre os que acreditam que os atos de um crente podem ser absolvidos mediante arrependimento; ao passo que suas motivações - sem encontrar lugar de arrependimento - podem, ao final de tudo, se transformar no remorso que antecede o desespero. Assim, é bem melhor não termos do que nos envergonhar ou do que nos arrepender. Mas, no caso de pecado cometido, que possamos ao menos ser capazes de sentir vergonha e arrependimento por ele.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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