sexta-feira, 19 de abril de 2013

Oceano de amor


Querido Pai celestial; venho nesta manhã perante a Tua face, te agradecer o pão que me sustenta e a água que me dessedenta em um mundo sequioso e faminto. E nesta oração, não estou pensando apenas na comida que perece ou na água que se esvai. Sei muito bem que o alimento que subsiste para a vida eterna é mais importante do que aquele que tem utilidade temporária. Te agradeço também por minha família; e pelos amigos que puseste ao meu lado; em dias tão maus e perigosos. Sei muito bem que alguns amigos não permanecem para sempre conosco; e que, por razões nem sempre justas, eles se vão do mesmo modo que vieram. Mas, ainda assim, sou grato a Ti por eles.
 
Pai, sou também grato por Teu perdão. Teu servo Willian Booth propôs em uma canção, que o perdão é um infinito oceano de amor. Penso que o perdão é realmente assim: Um oceano infinito de amor; capaz de libertar e transformar corações presos por mágoa e rancor. Descobri que as marés deste oceano, em seu fluxo e refluxo; levam e trazem coisas que - em nossas vidas - precisam ser acrescentadas ou descartadas. Descobri também que nesse vai-e-vem contínuo das marés deste oceano; nos tornamos, ao mesmo tempo, perdoados e perdoadores. E quando nos negamos a ser tocados pelas águas do perdão; ficamos à mercê dos sentimentos mais diversos e imprevisíveis.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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