quinta-feira, 31 de maio de 2012

Meu pior inimigo

Na postagem "A difícil arte de orar", eu me referi a duas coisas que Deus me falou, enquanto orava! Falei sobre a primeira delas: O meu verdadeiro campo de batalha - situado dentro de mim mesmo - onde as maiores lutas de minha vida são travadas. Terrível combate, que exige vigilância constante. A segunda coisa que ouvi do Senhor foi a respeito do meu pior inimigo; aquele que maior mal pode me causar.

Enquanto eu orava, pude entender que quando revido a alguém que me agride, ou procuro me vingar de alguem que me ofende e me magoa, não estou focando o meu real inimigo. E, de igual modo, as circunstâncias que me me impedem de dar o melhor de mim, não devem ser vistas como minhas inimigas. Na verdade, nem mesmo os demônios que procuram me afligir são os meus piores inimigos. Até mesmo o próprio Satã perde o seu lugar como o meu pior inimigo, ante este meu inimigo maior.

Na verdade, se todos estes que aqui enumerei fossem os piores inimigos que tenho, eu poderia vence-los e descartá-los com menor dificuldade e sofrimento - tão somente usando o escudo da fé e a espada do espírito - tendo o Deus vivo ao meu lado nesta peleja. Todavia, o meu maior inimigo - aquele que pode me esmagar - é outro! É o pecado que, tomando forma em mim, consegue me arruinar, ao me afastar de Deus. Portanto, ele é o meu pior inimigo! E como louvo a Deus por ter me mostrado isso!

E assim, quando me queixo de alguem que me ofende e me magoa; ou, quando reclamo de situações que me oprimem e me impedem de dar o melhor de mim - estou errando o verdadeiro alvo de uma justa queixa. A Palavra de Deus é bastante clara quanto a isso: "De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados" (Lamentações 3.39). O pecado é tão sutil que, as vezes, consegue nos enganar até mesmo pelo mandamento: "Porque o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, me enganou, e por ele me matou" (Romanos 7.11). E pode nos destruir eternamente! Portanto, estou plenamente convencido de que, por mais inimigos que eu tenha, o pecado será sempre o pior deles!

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Aniversário da IMW de Alagoa-MG


No sábado passado, de manhã, Célia e eu saímos em direção ao sul de Minas. Chegamos na casa do Pastor Gilberto Mendes, em Itamonte, por volta das 13 horas. Ele e toda a sua família já nos esperavam para o almoço. A irmã Rosana preparou um verdadeiro banquete, com direito a leitoa assada e a frango caipira cozido. Enquanto comíamos, conversávamos sobre o crescimento da obra wesleyana na cidade. Após o almoço, descansamos um pouco; e, depois de um bom banho, saímos para a cidade de Alagoa - uma viagem em rodovia montanhosa e acidentada, sendo a maior parte em terreno de chão batido. Antes, porém, passamos pelo novo salão de cultos em Itamonte. Uma bênção!

Visita a IMW de Alagoa

Chegando em Alagoa, ficamos hospedados na casa do casal - João e Juliana. Mas Célia ainda deu uma passadinha na casa do Pastor Jair Sena, que mora ao lado do templo, onde a irmã Euseana nos esperava com um delicioso café. O culto foi iniciado com o templo inteiramente lotado, inclusive a galeria. Foi exibido por data-show um histórico desta igreja, que completou mais um ano de existência. Pastores presentes: O Pastor Couto, da IMW de Caxambu; o Pastor Camilo, da IMW de S. Lourenço; o Pastor Gilberto, da IMW de Itamonte; e os pastores dos dois campos da Assembléia de Deus. Ao final, foi servido um lanche a todos os irmãos visitantes; e um jantar aos pastores e seus familiares.

Visita a congregação wesleyana da Pedra do Papagaio 

No domingo pela manhã, após um café da manhã na casa do Pastor Jair, fomos em direção ao local onde fica uma das congregações da IMW de Alagoa - a cerca de uma hora de viagem de carro. O local é paradisíaco, na forma de um belo vale, com a famosa "Pedra do Papagaio" se sobressaindo com mais de dois mil metros acima do nível do mar. Ali reside uma comunidade de wesleyanos, que nos esperavam para um almoço. Eles capricharam no frango e na leitoa assada. Foi uma bênção nossa estada com o Claumir e a Rose; o Antônio e a Tatiane (que cozeu pinhões para nós); a Luciana; e o José Batista e Maria (foi ele que assou a leitoa e o frango). A congregação é dirigida pelo Anderson que, com sua esposa Joceli, reside e trabalha no local. Foi maravilhoso o tempo que passamos ali!

Culto de encerramento em Alagoa

A noite, foi realizado o culto de encerramento da festa de aniversário da igreja. Foi um culto tão enriquecido pela presença de Deus como o da noite anterior. Cada vez que vou até Alagoa, fico admirado com a dedicação da liderança local, sob o comando do Pastor Jair. Maria Célia deu uma palavra de grande edificação para todos nós; e, como na noite anterior, preguei a Palavra de Deus. O poder de Deus se manifestou e era visível a alegria e quebrantamento no semblante dos irmãos.

Ao final, fomos para a cozinha do irmão Sarjob, onde a irmã Nadir e sua filha Juliana prepararam um caldo delicioso, que foi saboreado com farofa de pinhão. Aproveitei para dar uma palavra de incentivo ao irmão João, esposo de Juliana, que retornou ao caminho do Senhor após ter se desviado. Mas creio que o Senhor o levantou, como fruto da orações daqueles que intercederam por sua libertação.

Retorno a Itamonte

Na manhã de segunda-feira, tomamos um café completo na casa do Sarjob, preparado pela irmã Nadir; e passamos um bom tempo conversando e rindo juntos. Em seguida, partimos para Itamonte, onde o Pastor Gilberto e Rosana nos esperavam para um delicioso almoço bem mineiro (abóbora cozida, angu com fubá de moinho de pedra e bifes acebolados). Após o almoço, fomos orar no comércio de uma querida família que está se transferindo para nossa igreja. Foi um momento de oração, em que sentimos fortemente a presença de Deus! Dali mesmo, Célia e eu saímos de regresso - com o coração saudoso - mas louvando a Deus por tudo aquilo que Ele fez por ocasião desta visita!

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 29 de maio de 2012

A difícil arte de orar


Se orar é uma arte - talvez seja a mais difícil das artes! Digo isso, porque foi exatamente isso que senti hoje pela manhã. E não foi pelo frio intenso que fazia em Alagoa - sul de Minas - situada a mil e duzentos metros acima do nível do mar. Não mesmo! Na verdade, já venho sentindo isso a muito tempo. Portanto, o que quero dizer é que - seja arte, seja ministério - orar é mesmo uma ocupação difícil.

Enquanto orava, levei minha queixa ao Senhor por causa disso; mas, tomando o cuidado de não atribuir culpa a quem quer que seja por minha dificuldade. Até porque, já faz muito tempo, aprendi que se existe um culpado por minha falta de oração; basta a mim mesmo dar uma boa olhada no primeiro espelho que encontrar e... O culpado estará ali, diante dos meus olhos! Entretanto... A grande questão não é encontrar culpados; e, sim, tomar medidas diante de Deus, para vencer este imenso obstáculo. Uma delas é cair de joelhos diante do Senhor - rendido a Seus pés - pronto a mergulhar na vastidão do sobrenatural, em profunda contrição. E ali, enquanto orava, Deus me fez entender algo especial.

Prostrado diante do Senhor, procurei orar intensamente - sobre um confortável tapete - tentando ignorar o frio que me cercava por todos os lados, como se isso fosse possível de imediato. Na verdade, deixar de orar é uma decisão bem mais fácil e favorável, do que evitar o frio que chega sem avisar e entra sem ser convidado. Comecei a minha oração timidamente, como se fosse um menino pego em falta; ou um motorista surpreendido em algum delito no trânsito - sentindo dificuldade para orar diante do Deus eterno que ali estava, a minha espera, no lugar da oração. Mas... O importante é começar. E sinto que comecei bem! Chorei e cantei ao Senhor... Na verdade, cantei para mim mesmo. Como é isso? Cantei a canção de Marquinhos Gomes: "Levante os teus olhos e veja o sobrenatural"! E me senti motivado a entrar no novo nível da oração: O quebrantamento e rendição! Aí então as coisas começaram a acontecer!

Conforme eu já disse, me queixei sobre os motivos que me impedem de orar como devo. Falei sobre as vezes em que passo próximo ao lugar da oração e "olho para o outro lado" como se este lugar pudesse ser ignorado. Todavia, como ando sempre bem acompanhado; enquanto orava, lembrei-me daquela voz cheia de mistério que sempre me adverte: "Não fuja daí. É a única chance que você tem de conseguir viver e vencer... E de continuar vivendo e vencendo. Reconheça isso e ocupe o seu lugar ali!". É... Não há mesmo como evitar a voz do Espírito! E como sou grato a Deus por me dar conta disso! E logo depois, Deus me fez entender duas coisas muito importantes. E é sobre elas que quero falar.

A primeira delas é sobre o verdadeiro lugar em que minhas maiores lutas são travadas. Deus me convenceu sobre a realidade de um campo de batalha, cuja existência e localização a maioria conhece. Ele não está em algum lugar lá fora - como se fosse o tablado de um ringue de combate sangrento. Não mesmo! Ele está dentro de mim mesmo; nos limites da minha própria razão. E deste combate eu não posso fugir ou me esconder - sendo açodado pelos gritos da minha própria emoção. E a luta prossegue, interminavel... Sem que eu consiga me desvencilhar de mim mesmo - empurrado pelos apupos da minha irrefletida emoção - apanhando de todos os lados, sem perceber que o meu adversário no combate sai tão machucado como eu mesmo; pois, trata-se de uma só pessoa lutando consigo mesma.

E, enquanto travo o interminavel e mais importante combate desta vida... Vejo sem ver, choro sem chorar, sinto sem sentir, grito sem gritar! E tudo isso acontece nos limites do campo de batalha - em algum lugar dentro de mim mesmo - longe dos olhos daqueles que estão a minha volta, a família inclusive. A segunda coisa importante sobre a qual Deus me ensinou - falarei aqui mas não agora. Trata-se de quem é de fato o meu mais perigoso inimigo. Confesso que fui pego de surpresa - não por desconhecer o fato - mas; por não conhece-lo tão profundamente como deveria; pois... Eu pensava diferente.

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Merecida homenagem

 

No dia 25 - sexta-feira - estivemos no salão da Câmara de Deputados. Foi um evento atípico: O reconhecimento pelo trabalho da Igreja Metodista e da Igreja Metodista Wesleyana em solo brasileiro - com destaque para o "Dia do Coração Abrasado". Líderes e representantes das duas "famílias" metodistas, bem como os metodistas & metodistas wesleyanos de Brasília e entorno, estavam presentes!

Enquanto transcorria o ato solene - iniciativa do Deputado Roberto de Lucena - sob a presidência do Deputado Mauro Benevides, fiquei a pensar... Naquele dia da aclamação pública de Jesus - com direito a honras e louvores - que antecederam o horror da cruel perseguição que, em seguida, O levou ao Calvário e à morte. Na verdade, a Igreja - "Corpo de Cristo" - convive com estas duas realidades antagônicas: Louvor e martírio. Tem sido sempre assim, ao longo de sua gloriosa História!

Vivemos, aqui no Brasil, um momento impar de deslumbramento; em que muitas lideranças evangélicas se ufanam com o crescimento e aceitação social da Igreja brasileira - até mesmo em segmentos antes inacessíveis desta sociedade. Muitos obreiros inclusive, usando de estranha e rara habilidade mercantilista, aproveitam-se desta onda de consagração popular para se locupletarem ao máximo.

E por tudo aquilo que tenho visto e ouvido, sinto-me no dever de advertir aos que assim procedem; dizendo-lhes que - se esta é mesmo a sua recompensa preferida e a sua maior ambição - devem então procurar se aproveitar ao máximo deste momento de pompa e circunstância. E falo assim, porque não se pode prever com clareza até quando isso vai durar... Nem o que se seguirá a esta ruidosa festa!

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 24 de maio de 2012

"Dia do Coração Abrasado"


"E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?"
 (Lucas 24.32).

Hoje - dia 24 de maio - é um dia muito especial para os pastores, esposas e missionárias da Igreja Metodista Wesleyana. A experiência do coração abrasado tem o seu ponto-de-partida nesta data - protagonizada por John Wesley - a quase três séculos. Louvo a Deus por este abençoado ministério! E assim, sendo hoje comemorado o "Dia do Pastor Wesleyano", vejo nele um dia oportuno para refletirmos sobre a relevância do nosso ministério. É sempre bom sabermos que não teremos a menor chance de exercermos um pastorado abençoado e edificante, se não tivermos também o coração abrasado!

No "Dia do Coração Abrasado", aproveito para afirmar que nossa pregação precisa transpirar o ardor do coração aquecido. A alguns dias atrás, o Pastor Sebastião Calegari fez a seguinte postagem em sua página no facebook: "Nunca ministre nada que Deus não tenha ministrado a você. Não pregue porque 'alguém' precisa, ou porque 'fulano muito importante' vai estar no culto, ou porque o esposo 'ateu' da líder da intercessão avisou que vai ao culto no domingo - FUJA DESSA ARMADILHA! Toda mensagem que você pregar pra UM, vai pregar pra NENHUM". Vale mesmo a pena pensar nisso!

E esta reflexão que o Pastor Calegari fez, levou-me a considerar a urgência e a importância da mensagem inspirada e revelada. Tem sido uma cena comum - tão triste quanto trágica - ouvir um pastor direcionar o seu sermão apenas para 'alguns'; ou, mesmo, pregar sobre suas próprias virtudes ou - ainda pior - sobre seus problemas pessoais. Enfim... Pregando sobre 'nada', para ouvintes que continuarão famintos e vazios. Por tudo aquilo que vejo e que ouço, isso deve acontecer com freqüência!

Mas... Creio que ainda há tempo para revertermos este tempo de sequidão e de frieza espiritual. Nós, que pregamos a Palavra de Deus, precisamos saber que não há como atuar sozinho neste campo. A tribuna de um pastor deve ser a extensão do seu lugar de oração - incendiada pelas chamas de uma vida cheia do Espírito - fonte de inspiração para todos os que vão a uma igreja, ávidos por receber algo de Deus. Não tenho dúvida alguma de que somente o agir do Espírito de Deus poderá fazer a diferença! Enfim... Somente a real presença de Jesus poderá impedir o fracasso de vociferar de tribunas wesleyanas!

"Sopra Espírito de Deus, neste lugar;
Com teu poder e tua graça vem avivar.
Sobre um vale de ossos secos, faz um exército se levantar;
Sobre as feridas não tratadas vem restaurar e curar!

Sobre os nossos corações, vem Senhor;
Sobre todas as nações, vem Senhor;
Sobre toda a terra estende a Tua gloria!
Ora vem Senhor Jesus!"
Ludmila Ferber

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Avanço da IMW no Vale do Aço


Na semana passada o nosso "giro" nos levou novamente de Belo Horizonte até o Distrito de Ipatinga. No entanto, a razão desta visita era outra; pois, nossa principal missão era pregar na inauguração de um novo trabalho no Vale do Aço; e também pregar na inauguração da congregação wesleyana de Vila Celeste/Ipatinga. E lá fomos - Célia e eu - certos de que Deus iria agir por nosso intermédio.

Inauguração do trabalho wesleyano em Coronel Fabriciano

A presença da IMW em Coronel Fabriciano já é uma realidade

Chegando em Ipatinga, fomos diretamente para a casa do nosso genro Alessandro e da nossa filha Daniela. Lanchamos juntos, mas não deu tempo para tomarmos banho; pois, tínhamos que sair logo em seguida. Dentro de instantes, o Pastor Eduardo chegou, para nos guiar até lá. É que embora esta cidade fique bem perto de Ipatinga, esta ajuda iria facilitar nossa chegada mais rápida no salão de cultos.

Este é o salão da IMW em Coronel Fabriciano

Já temos um bom grupo de membros ali, sob a direção do Pastor Agilson. Ele é irmão dos pastores Adeilton e Adeilson; e, egresso de uma outra igreja evangélica, está se filiando à IMW (o Pastor Adeilton se filiou em 2010 e o Pastor Adeilson em 2011). O culto teve a participação de irmãos das IMW de Itabira, de Sta Maria de Itabira e das IMW de Ipatinga. Tivemos maravilhosa confraternização após o encerramento do culto. É um trabalho que tem tudo para crescer e prosperar!

Inauguração do novo salão da congregação de Vila Celeste

Bispo Calegari orando pelo povo na inauguração de Vila Celeste

Na quinta-feira tivemos uma grandiosa festa de inauguração do salão wesleyano no Bairro Vila Celeste, que sinaliza para um novo tempo da IMW em Ipatinga. O trabalho já está com o perfil de igreja grande, sendo elevado a categoria de "igreja em organização", em vista do seu potencial e também devido ao projeto distrital. Creio que será uma igreja de grande destaque no Distrito de Ipatinga.

Célia com Anna Paula - Daniela com Alessandro logo atrás

O culto já nos deu uma idéia da dimensão do trabalho. Foi bem motivada a participação de muitos irmãos wesleyanos - tanto da Central de Ipatinga, Betânia e Vale do Sol; como também de Itabira e Coronel Fabriciano. Ao final do culto, tivemos um momento de comunhão e confraternização pleno de alegria e motivação; e creio que não vai ficar somente naquilo que vimos! O agir de Deus é lindo!

Equipe de vencedores defronte ao salão da IMW de Vila Celeste

Na sexta-feira, após o fim do expediente, retornamos a Belo Horizonte acompanhados de Alessandro e Daniela, juntamente com os nossos netos - Dudu e Bia - para passarmos juntos o final de semana. Eles nos hospedaram durante os dois dias em que ficamos em Ipatinga; e, agora vamos hospedá-los em BH. É sempre um grande prazer para nós tê-los conosco. Louvo a Deus por suas vidas!

Cordialmente;
Bispo Calegari