segunda-feira, 30 de abril de 2012

Altar de sacrifício a nossa espera

‎"Eu sou o SENHOR, que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te a ti esta terra, para herdá-la... Toma-me uma bezerra de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, uma rola e um pombinho" 
(Gênesis 15.7 e 9).

Tenho pensado na saga de Abraão, o "pai da fé". Nas coisas que precisou fazer, para que Deus fizesse o que fez através dele. Ele andou por caminhos nunca antes percorridos... Até chegar à terra que nunca chegou a possuir de fato, embora fosse sua de direito. Todavia - para aquele homem de Deus - o importante era ter sua vida no altar. Chego a conclusão de que existe um altar de sacrifício a espera da oferta daqueles que Deus chama para uma missão. Aconteceu com Abraão e acontece conosco.

considerando o nosso tempo e a nossa geração, estou convencido de que podemos ter - assim como Abraão - uma boa experiência com Deus. Todavia, para podermos ver aquilo que Abraão viu, precisamos estar no altar e fazer três coisas: Permanecer, perseverar e permitir. Eu explico! Nós precisamos:

1. Permanecer - demorando-nos no altar - sem dar ouvidos á voz da impaciência; que, aos gritos, tenta se impor sobre o nosso desejo de cumprir o propósito de Deus em nossa vida.

2. Perseverar - mantendo-nos firmes e constantes - sem atender aos apelos do desânimo que tenta, a todo custo, nos levar a perder o rumo e o foco da missão que Deus nos deu.

3. Permitir - deixando passivamente que aconteça - dando liberdade ao Espírito para agir e dirigir a nossa vida, sem resistência ou oposição ao Deus que nos chamou por sua Glória e virtude.

Então, se esta for a nossa postura no altar do sacrifício, organizando e vigiando a oferta - mesmo enfrentando lutas e provas que são comuns na vida de quem se dispõe a obedecer a Deus - veremos o fogo de Deus cair sobre a nossa oferta e consumar o Seu propósito em nós. Glória a Deus!

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 29 de abril de 2012

Se Cristo vive em mim


‎"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim"
(Gálatas 2.20).

Tenho entendido que a vida de um "crucificado com Cristo" - sendo de curta ou de longa duração - é para ser vivida em um dia de cada vez. Não estou querendo dizer com isso, que não devemos nos preocupar com o futuro; ou, deixar de planejar o dia seguinte. Sei muito bem que pensar no amanhã é próprio da curiosidade e da expectativa do ser humano - o que acaba por tornar esta atividade algo inevitável!

Mas... Como será o amanhã? O que ele nos reserva? temos condições de mudá-lo com ações preventivas? Sim! Eu creio que o nosso amanhã pode ser modificado - tanto para melhor como para pior - não tanto em função do modo como sonhamos; e sim, pelo modo como agimos no dia de hoje. É devido a isso que a Palavra de Deus adverte: "Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto" (Hebreus 3.7-8).

É isso mesmo! Devemos viver o dia de hoje; tomando decisões e assumindo responsabilidades que possam tornar melhor o nosso futuro. Todos nós sabemos que existe um leque de medidas e de atividades que se constituem em uma espécie de trampolim para uma vida em ascensão. Que pai ou mãe não sentiu, algum dia, a necessidade de dizer a seus filhos: "Estudem e se preparem para o dia de amanhã!"

Na verdade, muitos devem se recordar - para o seu sofrimento e angústia - das diversas vezes em que seus pais cobraram deles atitudes que, caso tivessem sido postas em prática, poderiam ter tornado os dias em que vivem bem melhores. É só nos aproximarmos de algumas rodas de "bate-papo" para ouvirmos as mais diversas histórias - de sucesso ou de fracasso - a confirmarem aquilo que digo.

Portanto, não estou dizendo que não devemos esperar dias melhores. O que quero mesmo dizer é que não devemos nos acomodar - inebriados por sonhos e fantasias quanto ao futuro - alimentando suposições que não podem ser garantidas; nem pela ciência, nem pela razão, nem pela crença... E, muito menos pela emoção. Há um provérbio popular que afirma: "O futuro a Deus pertence!" É isso que quero dizer!

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 28 de abril de 2012

As três prioridades



"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR."  (Josué 24.15).

Em minha vida de crente, o bondoso Deus me tem concedido a graça de compreender e alcançar três coisas que são da maior importância para a vida de qualquer um de nós: A crença, a família e a igreja. E, ao agrupá-las, procurei ter o cuidado de colocar as três na ordem que julgo ser a mais adequada. Sei que poderia incluir também o trabalho - uma bênção de Deus para todos nós - mas, abaixo destas três.

"Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus 6 .33)

E na ordem de prioridades, tive o cuidado de colocar a crença em primeiro lugar, devido ao fato de que não se pode construir nada de concreto e valioso neste mundo sem a presença da crença no Deus eterno. A Crença é anterior à nossa própria existência e o elo que nos mantém ligados às coisas espirituais e eternas. Portanto, pelo que ela representa na história humana, desde o alvorecer da civilização, me sinto em condições de dizer que não é sábio diminuir sua importância e - muito menos - abrir mão dela!

"Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração" (Atos 17.28).

Mas... Tive também o cuidado de não incluir Deus nesta escala - por uma razão bem simples: É que Deus ocupa posição infinitamente superior a qualquer escala que eu faça. Digo isso porque Deus, para mim, é a realidade primeira e última. Como o texto acima explicita: "Nele vivemos; e nos movemos; e existimos". Ele e, em Sua eternidade, anterior e posterior a qualquer criatura - conhecida ou desconhecida.

Deus é! Ele é onisciente, onipresente e onipotente. Portanto, não há como agrupar em uma escala de prioridades o Deus eterno, cujo exclusivos atributos colocam-no bem distante de qualquer peso ou medida que o homem consiga criar e utilizar. João disse: "E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último" (Apocalipse 1.17).

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Amor verdadeiro

 

Hoje, o Pastor Milton Junior - no facebook - declarou que "O amor desassociado da verdade não é nada mais que um sentimento falso. Esse sentimento está se reproduzindo entre os relacionamentos "Cristãos". Uns querem ser amados e somente amados, e não confrontados com a VERDADE. Outros querem AMAR e falar a VERDADE sem AMOR" (citação textual). E, ao concluir o seu artigo, afirmou que os relacionamentos sólidos são EQUILIBRADOS; e cita o seguinte texto: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tiago 5.16). E o Pastor Milton Junior tem inteira razão!

Ao comentar o artigo, declarei que - infelizmente - muitos estão tratando fraternidade, cumplicidade, afinidade e comunhão de interesses como se fosse amor; daí tanta frustração quando se decepcionam com as pessoas que "amam". Pena não conhecerem a essência do genuíno amor (1 Coríntios 13.1-10). Na verdade, "o amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Romanos 13.10). Claro que isto se refere ao amor verdadeiro; e não à sua caricatura!

E, com referência aos relacionamentos sólidos, é importante sabermos que o perfeito equilíbrio nos relacionamentos se dará, quando soubermos  distinguir a diferença entre o "amor-sacrifício"; o "amor-amizade"; e o "amor-pornô". A questão é que, mesmo entre crentes sinceros, muitos confundem estes três tipos de "amor". Julgam os três como se fossem a mesma coisa. Lamentável engano!

Quando usei o termo "amor-sacrifício", foi em referência àqueles que praticam o amor de Deus - único capaz de amar até os inimigos. Já o "amor-amizade" existe entre aqueles que se amam fraternalmente (a família, os amigos, etc). E o "amor-pornô" é o tipo de "amor" que busca prazer sexual fora dos parâmetros bíblicos; tais como: Relações extra-conjugais; incestuosas; homossexuais; pedófilas; etc. Sabemos pela Palavra que os que assim procedem não herdarão o reino de Deus (Romanos 1.18-32).

Estes e outros tipos afins de conduta, são condenados por Deus. E a Bíblia nos indica a real dimensão da tragédia: "Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus" (1 Coríntios 6.9-10). Ainda que muitos discordem do que digo; não podem anular o que está escrito.

No entanto, o amor de Deus é tão grande e includente... Que Ele está pronto a ilibar de qualquer culpa, aqueles que se entregam verdadeiramente a Jesus e renunciam às paixões mundanas. Vejam a continuação do texto anterior: "E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (1 Coríntios 6.9-11). É a justificação pela fé! A Palavra diz que "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça" (I João 1.9). Vemos aqui, que Deus está pronto a nos perdoar, se nos arrependermos verdadeiramente. Louvo a Deus por Seu amor!

Cordialmente;
Bispo Calegari