sábado, 13 de outubro de 2012

Peregrino cansado



 
Na terça-feira passada, ao me erguer do lugar de oração, percebi que deixei marcas de minha presença ali - em forma de tapete amassado; e de lagrimas derramadas sem economia. Mas... Como não deixar marcas assim; se, na oração, Deus se fez presente? Como explicar a relação de causa e efeito em um relacionamento que mescla o mortal e o imortal? Eu estive ali e posso dizer que não há meios de explicar o que senti.
 
Na noite anterior, estive visitando um velho amigo e sua família. O Pastor Devoncir Barone não foi tão afetado pelas marcas dos 27 anos passados; a não ser em sua estrutura neurológica. E como lamento isso... Enfim, estivemos juntos, mais uma vez, naquela sala. A irmã Maria, dedicada esposa sempre ao seu lado; e suas filhas, Siméia e Lisete Barone. Então, chegou o Cláudio Barone - seu filho homem - e dali vislumbrei, nas brumas da memória, o ano de 1985; ano em que nossas histórias se cruzaram na IMW de Vila Nivi.
 
E, no lugar de oração, Deus me fez entender mais uma vez que - neste mundo - eu sou um peregrino que caminha na linha do tempo. Uma caminhada que intercala momentos como este que vivi nesta visita que fiz. Um viajante que mantém seus olhos fixos na linha do horizonte; sem esquecer dos pontos-de-apoio pelos quais passou ao longo da vida. Isso mesmo! Sou um peregrino cansado... Mas com história e com roteiro!
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

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