segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Israel e Igreja


A dias atrás, estando em visita a nossa igreja em Gurupi, no Estado do Tocantins; fui levado a refletir sobre a jornada do povo de Deus pelos caminhos desta vida. E só consegui compreender melhor o caminhar - ora seguro ora incerto - daqueles que se declaram filhos de Deus; ao comparar os dias de hoje com os dias de Moisés e do povo de Israel no deserto do Sinai. Comparação que descortinou afinidades... Trata-se, na verdade, de duas sagas com incríveis semelhanças - tanto históricas como proféticas.

A nação de Israel fora retirada do Egito, sob a liderança de Moisés, e conduzida em direção à terra de Canaã terrena. Sua jornada incluía, em meio a tantos desafios, uma perigosa travessia através de um mar misterioso; e também através de um deserto perigoso. Desde a sua saída da terra do Egito, várias foram as fases de esfriamento e afastamento de Deus - com lamentáveis desvios de conduta - enquanto caminhavam; ainda que tão bem conduzidos pelo grande legislador e sob a proteção do Deus eterno.

A Igreja de Cristo tem sido retirada do mundo - sob a liderança do Espírito Santo - e conduzida em direção a Canaã celestial. E, assim como Israel no passado, sua jornada inclui entre os inúmeros desafios: Perigosa travessia pelo mar desta vida, convivendo com ameaça de naufrágio; e, sofrida peregrinação por um deserto tão hostil e perigoso quanto o deserto de Sinai. E, assim como Israel no deserto, a Igreja intercala momentos de grande fervor com momentos de esfriamento e aguda crise espiritual e moral.

Qualquer observador mais atento há de constatar que Israel caminhava em pleno deserto sob o ungido comando de Moisés; todavia, tão heterogêneo como a Igreja nos dias de hoje - ao caminhar pelo deserto da vida. Os passos e descompassos eram gritantes - mesmo sob a nuvem de glória e a coluna de fogo. E muitos caminhantes - mesmo tendo Deus tão perto - mantinham-se tão distantes d'Ele. E, assim como no Sinai, vemos crentes caminhando em Deus; e, crentes caminhando sem rumo... Vigiemos!

Cordialmente;
Bispo Calegari

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