domingo, 17 de junho de 2012

Clamor a Deus



"Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes."
 (Jeremias 33.3)

A alguns dias atrás, eu estava orando de manhã bem cedo na sala da casa do Pastor Antonio Novello. E, enquanto eu orava, fui levado a clamar com intensidade. E - enquanto eu clamava - senti em meu espírito a urgência do clamor; e percebi com clareza que o clamor é o único recurso válido e eficaz para quem perdeu algo ou alguém; e não sabe onde encontrar. Foi mesmo forte esta visão em meu pensamento!

E então, prostrado no lugar da oração, Deus me fez sentir que existem situações complexas  em nossa vida; ante as quais a oração que fazemos precisa entrar na dimensão do clamor. Também aprendi que o clamor é a linguagem mais apropriada a ser usada por alguém em crise - sem saber o que fazer - diante d'Aquele que sabe todas as coisas. E de repente, a importância do clamor se tornou tão clara para o meu espirito, como a água cristalina que costumo beber com abundância todos os dias pela manhã!

Resolvi então alinhavar algumas situações em que o clamor a Deus se torna indispensável e inadiável:

1. Quando nos sentimos cercados pelo inimigo, sem saber o que fazer e a quem recorrer: "E aproximando Faraó, os filhos de Israel levantaram seus olhos, e eis que os egípcios vinham atrás deles, e temeram muito; então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR." (Êxodo 14.10).

2. Quando nos sentimos em pobreza e miséria, sem saber o que dizer ou fazer: "Assim Israel empobreceu muito pela presença dos midianitas; então os filhos de Israel clamaram ao SENHOR" (Juízes 6.6).

3. Quando nos sentimos tristes e angustiados, mergulhados em aflição, sem entender a causa deste sentimento: "Estando em angústia, invoquei ao SENHOR, e a meu Deus clamei; do seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos" (II Samuel 22.7).

4. Quando nos sentimos dominados por rebeldia interior, sem saber como vencer aquilo que nos torna rebeldes: "E disse: Na minha angústia clamei ao SENHOR, e ele me respondeu; do ventre do inferno gritei, e tu ouviste a minha voz" (Jonas 2.2).

5. Quando sentimos necessidade de livramento do Senhor, em face de ameaças sofridas: "Por isso disseram os filhos de Israel a Samuel: Não cesses de clamar ao SENHOR nosso Deus por nós, para que nos livre da mão dos filisteus" (I Samuel 7.8).

E enquanto eu ainda orava, fui tomado de alegria; e, cresceu dentro em mim uma profunda convicção de que, se eu não clamar a Deus - mesmo tendo a possibilidade de ter uma longa vida pela frente - posso não ter chance de chegar ao dia seguinte. E eu não conseguiria descrever, mesmo que quisesse, o sentimento que ali me invadiu. Sei que isso pode parecer dramático; todavia, foi o que senti enquanto orava!

"A ti clamaram e escaparam; em ti confiaram, e não foram confundidos." 
(Salmos 22.5)

Cordialmente;
Bispo Calegari

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