sexta-feira, 1 de junho de 2012

Chamado para o ministério

 

Tenho certeza que - independente do nível de formação ou de conhecimento - todo aquele que se apresenta perante a Liderança da igreja em busca de algum ministério ou posição, precisa ter uma experiência pessoal com o Senhor; tanto de conversão como de real chamado para o Ministério da Palavra! E, alem disso, existem conceitos e práticas que desqualificam uma vida chamada por Deus. Daí a solene advertência apostólica: "Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão" (I Timóteo 6.11). Muito embora o termo "fugir" não seja agradável a um lutador; muitas vezes - no ministério - a questão se resume em fugir ou cair.

A questão basilar é que - no quesito vocação - cada homem ou mulher que almeja o ministério, tem a necessidade e o dever de trazer em seu íntimo a convicção do seu chamado. Além disso, todo o vocacionado por Deus para o Ministério precisa sentir o peso da missão - temendo e tremendo diante de Deus - ciente de que não conseguirá fazer nada sozinho na seara do Senhor. Portanto, se ele pretende a ajuda de Deus, deve estar sempre aos pés do Senhor Jesus, buscando viver uma vida no Espírito.

Isso significa que - mesmo tendo o chamado - o obreiro precisa estar preparado para toda a boa obra; sendo moldado em Cristo Jesus e refletindo em qualquer lugar a imagem de um verdadeiro homem de Deus. Assim diz a Palavra do Senhor: "Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração" (II Coríntios 3.3). Resumindo: A verdadeira credencial que abre as portas para um ministério bem sucedido, não é aquela que é emitida por uma Igreja evangélica reconhecida; ou mesmo por uma Escola de Teologia prestigiada. Unção não é algo tão simples assim!

Portanto, como "carta de Cristo" que é - além de dons, talentos e qualificações superficiais - o vocacionado precisa carregar algo mais consigo. E este "algo mais" a que me refiro, pode não fazer volume em seu bolso - ou mesmo ser posto em uma bela moldura em seu gabinete - todavia, deixará em sua fronte o inconfundível brilho de uma vida em comunhão com o Deus eterno. E isso fará diferença!

Cordialmente;
Bispo Calegari

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