quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Todo o cuidado é pouco!

É algo muito comum - vermos nas redes sociais, cristãos tecendo comentários sobre os mais diversos assuntos; alguns, inclusive, emitindo conceitos teológicos e doutrinários  de conteúdo no mínimo indeterminado. Outros, fazendo severas críticas a igrejas de reconhecida contribuição à causa do Evangelho e a doutrinas cristãs consagradas ao longo da história da Igreja - sem que saibamos de onde são e a que grupo pertencem; ou se são ovelhas de verdade, pastoreadas por um pastor de caráter bíblico.

Tenho percebido que - em muitos destes casos que tem me preocupado - é crescente a interação de outros cristãos; os quais começam a comentar com eles sobre os assuntos e notas que postam, inclusive abonando a sua opinião, sem ao menos saberem de onde são e que tipo de pessoas são, correndo o risco real de serem ludibriados em sua ingenuidade mesclada com boa fé.

Falando por mim mesmo, penso que - ao estabelecermos contato com alguém na grande rede - deveríamos submeter o nosso juízo a alguns critérios, tais como: "Esta pessoa "existe" de fato; ela é quem diz que é? Ou, esta pessoa vive ocupada com coisas saudáveis; trabalha, estuda, tem uma vida equilibrada? Ou, Esta pessoa é conhecida como uma pessoa de bem; ela merece confiança? Ou, Esta pessoa faz parte de uma igreja evangélica respeitável; é submissa a sua liderança e desempenha ministério de edificação em sua igreja?". Na verdade, sabemos de "crentes" que não são vistos como cristãos verdadeiros - nem mesmo pela própria família - no lugar em que moram.  O povo mineiro, notabilizado por seus famosos ditados, costuma dizer que "só conhece alguém de verdade, aquele que comeu um saco de sal com ele".

Todos nós sabemos de casos - alguns de repercussão nacional e até mundial - de casais que contrataram serviços de babá para seus filhos pequenos; para depois descobrirem, através de câmeras instaladas na casa, que os seus filhos eram maltratados e até brutalizados. E, na grande maioria dos casos, eles não submeteram o seu juízo a critérios como os que alinhavei acima. Realmente, nenhum relacionamento a distância deve evoluir, se não temos meios de conhecer a pessoa com quem mantemos este tipo de contato. É que corremos o risco de sermos enganados!

Existem inúmeros casos de jovens, adolescentes e até mesmo crianças que - mantendo um inocente contato com alguém pela internet - acabam sendo enredados por um jogo de palavras e de sedução; vindo mais tarde a descobrir que foram terrivelmente enganados. Em alguns casos passam a conviver com dolorosas sequelas; e isto, quando conseguem escapar com vida. É como diz um outro ditado muito conhecido: "Precaução e caldo de galinha não faz mal a ninguém".

Fato é que as redes sociais funcionam como veículos transportadores e mediadores dos mais diversos tipos de pessoas. Portanto, é importante sabermos que - assim como o diabo é muito mais perigoso como "anjo de luz" do que como "lobo mau" - assim também, devemos estar precavidos contra aquela "conversa macia" e "palavreado encantador". Não queremos aqui lançar dúvidas sobre aquelas pessoas que podem até ser boa gente. No entanto - até sabermos "quem é quem" - todo o cuidado é pouco!

Cordialmente;
Bispo Calegari

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