terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma sombra curvada

"Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém"
(Judas 1.24-25).

Nesta madrugada estava orando a Deus... E me quebrantei até as lágrimas por poder perceber o cuidado de Deus para comigo em coisas simples, mesmo triviais, tai como: O canto de um sabiá, o perfume de uma rosa, o ruído do vento passando pelo bambuzal, o igarapé serpenteando entre as pedras... É belo demais! Glorifiquei a Deus - sem poder "soltar" plenamente a voz, devidos a alguns netos que estão dormindo em minha casa (eles também são fruto desse maravilhoso cuidado).

E ali prostrado, pude contemplar, perpassando ante os meus olhos - como que habilidosamente agrupadas em um caleidoscópio - uma sucessão de imagens, revelando o quanto Deus tem me amado e suprido. Ah... É difícil exprimir sentimento assim! E ali estava eu, se não o menor, um dos menores mortais que Deus ainda tem por este mundo afora. Sei que tenho nome, domicilio, família, ocupação; mas, ali... Que era eu? Uma sombra curvada - refletida no brilho do Seu olhar!

Não sei... Não sei mesmo! Por que terá me amado tanto, se sou somente um homem... Saído da linhagem de Adão? Mas, é assim mesmo! A contemplação das Escrituras sob a luz do Seu rosto revela verdades que estão submersas entre os textos. Glória a Deus! Como é bom perceber que a Verdade absoluta está codificada em meio a verdade revelada - aquela que chegou até nós por instrumentalidade de quarenta escritores... Canais de Deus, esparsos ao longo da linha do tempo.

Mas sei... Sei mesmo! Sou filho de Deus - lavado e remido pelo sangue de Jesus! E este status ninguém me pode roubar... A não ser que eu dele me abstenha - desencaminhado e destruído por insana vontade. Sei que foi a percepção deste glorioso Deus, que me fez quebrar os meus ídolos - reduzindo-os a pó, de modo a não poderem ser reaproveitados. Aleluia! Sou redimido! E isso ninguém pode mudar em mim; pois, sou o que sou pela graça de Deus - um servo inútil entre aqueles que amou!

Cordialmente;
Bispo Calegari

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