sábado, 31 de dezembro de 2011

Graças te dou Senhor

O salmista exorta toda a criatura a louvar ao Senhor

"1  LOUVAI ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder. 2  Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza. 3  Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa. 4  Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos. 5  Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes. 6  Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. Louvai ao SENHOR" (Salmo 150)

Agora a pouco, postando uma reflexão em minha página no facebook, senti o desejo de traze-la também para o meu blog. Se eu fosse um compositor, talvez transformasse esta palavra em um cântico de gratidão. No entanto - não tendo recebido de Deus este dom - contento-me em expressar o meu sentimento do modo como sei fazer.

"Obrigado Senhor"

"Nesta virada de ano - em que saltamos de 2011 para 2012; quero tornar pública a minha gratidão a Deus por ter me conduzido, pelo Seu Espírito, em segurança e paz - ao longo de mais um ano que vejo se findar. Tenho visto Sua potente mão agir com poder - tanto em minha vida, como em minha família e ministério. Não tenho palavras suficientes para expressar toda a minha gratidão! Obrigado por tudo, meu eterno e amado Salvador!

Sou grato a Deus por ter me escolhido para o ministério, sem que houvesse em mim capacidade para exerce-lo. Ele, entretanto, me tornou capaz de honra-Lo e servi-Lo com amor e humildade - missão que venho cumprindo nos 44 anos em que O tenho conhecido como meu Senhor e Salvador. E trazer-me para servi-Lo na II Região Eclesiástica foi muito mais um prêmio do que um dever. É ventura demasiada para um ser pequeno como eu!

Sou grato a Deus pela querida família que me concedeu. Maria Celia tem sido uma esposa exemplar - em todos os sentidos - estando sempre ao meu lado, como companheira fiel e sempre preocupada comigo. Juntos, construímos um projeto de família que resultou em 03 filhos, 01 filha, 02 noras, 01 genro, 05 netas e 02 netos. Uma família abençoada! Cada vez que os contemplo ou converso com eles, sinto-me o mais privilegiado dos mortais!"

E assim, tendo transformado o meu sentimento em palavras de gratidão, começarei a me preparar para romper o sexagésimo sexto ano - desde o início da minha abençoada existência. Obrigado Senhor!

"Que darei eu ao SENHOR, por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do SENHOR"
 (Salmo 116.12-13)

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mais um ano se finda

Estamos vivendo o "apagar das luzes" de 2011. E quantas lembranças gostaríamos que permanecessem em cativeiro no ano que se finda. Ou que, em nossa memória, se esvaíssem tal e qual um nevoeiro ante a chegada do sol. No entanto, elas insistem em fazer a travessia para o novo ano conosco - enraizadas em nosso consciente. Sem poderem ser descartadas - devido ao registro do bem e do mal que nos marcaram neste ano prestes a morrer - elas se tornam em uma espécie de livro destas experiências.

Se fossemos capazes de fazer uma retrospectiva daquilo que experimentamos durante o ano de 2011, quais seriam os pontos salientes da mesma? O que fizemos... O que deixamos de fazer... O que não deveríamos ter feito... Enfim, quais histórias surgiriam desta retrospectiva imaginária? É natural que, ao longo dos 365 dias de um ano que se finda, muito poderia ser dito sobre nossa atuação durante o mesmo. Triste é quando não temos histórias pra contar...

No entanto, existe uma experiência ainda mais triste do que a de não termos história pra contar. Isso mesmo! Sou daqueles que acreditam que pior ainda do que não ter história é ter histórias de obscenidade e de violência. Ou mesmo histórias sobre males que tenhamos infligido a outras pessoas - humilhando; injuriando; caluniando - enfim, causando-lhes sofrimento. No entanto, estas ainda não são as piores histórias...

Ao longo de minha vida, tenho chegado a conclusão de que as piores histórias protagonizadas por alguém, são aquelas cujo conteúdo está repleto de atitudes inconvenientes contra o Deus eterno. Nossos pecados cometidos a luz do dia ou na escuridão da noite. Nosso modo leviano e irreverente de tratar as coisas de Deus. Nossas preferências idólatras e demoníacas. Enfim... As histórias mais tristes são aquelas protagonizadas por vidas em contumaz desobediência e rebelião contra Deus!

Infelizmente, sou obrigado a dizer que não há muito o que fazer em relação a erros que porventura tenhamos cometido ao longo deste ano. Entretanto, temos o testemunho da Palavra de Deus a nos indicar o modo como agir no novo ano que se aproxima: "Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus" (Filipenses 3.13-14).
 
E a todos aqueles que ainda não tiveram experiência de salvação em Cristo Jesus, especialmente aqueles que seguem ou acessam o meu blog, quero aqui afirmar que existe esperança de um futuro melhor, quando entregamos nossa vida a Jesus; pois a Bíblia diz que, "se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (II Coríntios 5:17).

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Lobo entre ovelhas

"Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho" (Atos 20:29)

Hoje, comentando uma foto postada pelo Pastor José Ribeiro em minha página no facebook, senti o desejo de ampliar e estender o comentário ao meu blog. Penso ser de grande relevância para a realidade com a qual lidamos hoje em dia. É que, do jeito que as coisas vão, convivemos com inúmeros crentes - sem chegarmos a conhece-los - no "pequeno/grande" rebanho do Senhor.

Vivemos em época de produção de medicamentos genéricos em larga escala. O Aurélio define genérico como um adjetivo aplicado a medicamento comercializado com o nome técnico, que é o nome do princípio ativo que o integra. Na verdade, este termo se atribui a remédio cuja patente foi quebrada. É mais ou menos como aquele crente que diz ser "cristão", mas sem ter "patente". Eles dizem ser "de Cristo"; portanto, sem compromisso com  igreja. E quando se introduzem em alguma, é apenas para criticar e tentar confundir alguns crentes mais frágeis que não resistem a argumentos persuasivos, embora contraditórios. Será errado ver este tipo de crente como "crente genérico"?

Todavia, de uma coisa tenho absoluta certeza: Esta espécie de "crente" vai se tornando cada vez mais comun na Igreja do Senhor. Ele não é de estar em todos os cultos, pois, só vai aos mesmos quando "sente de Deus". Quando os encontramos, em meio a um culto cheio da unção de Deus, percebemos uma convincente expressão de temor e quebrantamento. Quando não os conhecemos muito bem, suas lágrimas abundantemente derramadas chegam a nos convencer de que estão entre os crentes mais dedicados.

No entanto, alguns desses "crentes" são capazes de, no dia seguinte, ir a um programa mundano com a mesma expressão de deslumbramento no rosto e no olhar. Tenho, inclusive, sabido de casos tristes; em que este tipo de crente, logo após um fervoroso culto, consegue utilizar sua lábia para seduzir uma ingênua irmãzinha; sendo capaz de desencaminha-la ali mesmo, na porta da igreja. Geralmente, fico sem saber definir se o tal é mesmo um "crente genérico" ou um "lobo entre ovelhas". Então, me ponho a pensar... Aonde os tais pretendem chegar com esta duplicidade de vida?

Chego a triste conclusão que o "lobos entre ovelhas" é um espécimen que vem se reproduzindo assustadoramente - infiltrando-se dentro do rebanho do Senhor e pondo-o em perigo. Geralmente, está sempre muito bem camuflado! E, de tal modo se disfarça, que o seu disfarce somente se desmascara com a pregação da "Palavra da Verdade" - aquela que é como uma espada cortante - única capaz de denunciar o mal (lobos e demônios), diagnosticar a doença (natureza pecaminosa) e indicar a cura (conversão a Cristo)! 

"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas" (Mateus 10:16)

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Orçamento familiar I

A Parábola dos dez talentos
"14  Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens. 15  E a um deu cinco talentos, e a outro dois, e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe. 16  E, tendo ele partido, o que recebera cinco talentos negociou com eles, e granjeou outros cinco talentos. 17  Da mesma sorte, o que recebera dois, granjeou também outros dois. 18  Mas o que recebera um, foi e cavou na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19  E muito tempo depois veio o senhor daqueles servos, e fez contas com eles. 20  Então aproximou-se o que recebera cinco talentos, e trouxe-lhe outros cinco talentos, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que granjeei com eles. 21  E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 22  E, chegando também o que tinha recebido dois talentos, disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; eis que com eles granjeei outros dois talentos. 23  Disse-lhe o seu SENHOR: Bem está, bom e fiel servo. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 24  Mas, chegando também o que recebera um talento, disse: Senhor, eu conhecia-te, que és um homem duro, que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste; 25  E, atemorizado, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu. 26  Respondendo, porém, o seu senhor, disse-lhe: Mau e negligente servo; sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei? 27  Devias então ter dado o meu dinheiro aos banqueiros e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros. 28  Tirai-lhe pois o talento, e dai-o ao que tem os dez talentos. 29  Porque a qualquer que tiver será dado, e terá em abundância; mas ao que não tiver até o que tem ser-lhe-á tirado. 30  Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes" (Mateus 25.14-30).

 Nesta manhã, quero compartilhar com aqueles que acessam o meu blog, sobre algo que vem me inquietando ultimamente. Algo que não tem sido levado em conta, como fator de instabilidade na família e até no ministério de muitos obreiros. Logo no início do meu ministério, ouvi dizer que três fatores se constituem em grande ameaça para o Pastor: Sexo, dinheiro e poder. E ter ouvido esta advertência em meus primeiros anos de ministério, me ajudou em muito a procurar me resguardar ao longo de minha vida como obreiro do Senhor.

Todavia, percebo um perigo oculto - tão perigoso quanto os três fatores apontados - até porque não é levado em conta: O consumismo descontrolado de muitos obreiros e suas esposas. Desde garoto, ouvia meu pai dizer que não podemos gastar mais do que aquilo que ganhamos. Em nossa casa nunca faltou comida, embora tudo fosse muito simples. Meu pai sempre priorizou nossa alimentação e nossa educação, acima de qualquer outra coisa que idealizasse.

Ainda hoje tenho na memória uma cena interessante: Eu era um menininho (talvez uns dois anos) sentado no peito de meu pai; o qual se encontrava deitado na esteira em que dormia com minha mãe. Enquanto ele brincava comigo, peguei um pedaço de pau ao lado e acertei em sua testa. Ele reclamou sorrindo. Ainda menino (seis, sete anos) lembro-me que qualquer coisa diferente que trouxéssemos para casa, ele ordenava que fossemos deixar onde pegamos. Foi sem dúvida um dos homens mais honestos que já conheci... Sinto saudades do meu pai! 

Me recordo de meus primeiros anos no ministério. Foram anos difíceis. Não era difícil colocar pão sobre a mesa; mas, passávamos semanas sem provar algo diferente daquele prato básico (arroz, feijão e algum verdura). Carne, só uma vez ou outra. Passamos alguns anos sem fazer um lanche na rua. Me recordo de, em certa ocasião, ter passado alguns meses sem poder comprar um pedaço de carne... E o rebanho a mim confiado era tão necessitado quanto eu.

Ainda me lembro de uma estratégia que utilizei logo no início do nosso casamento, que muito nos ajudou. Eu pegava os poucos recursos que recebia e distribuía em envelopes identificados - padaria; mercado; quitanda - envelope para cada área de consumo básico. Celia era muito nova (dezesseis anos) e eu lhe dizia: "Cuidado com o uso de cada um destes envelopes; se o recurso de algum deles acabar antes do fim do mês, ficaremos desprovidos". Celia foi sempre uma grande companheira - muito compreensiva. Louvo a Deus pela esposa que Ele me deu!

Na verdade, nós não tínhamos um salário específico. Posso afirmar que vivíamos literalmente "das migalhas que caiam da mesa"! Algumas vezes, eu notava alguns obreiros mais antigos desfrutando de uma condição melhor de vida; e, nessas ocasiões, ouvia uma voz insinuando: "Por que eles tem e você não tem"? "Por que tem que ser desse jeito"? Então, o meu espírito reagia contra tais insinuações. E eu respondia a mim mesmo: "Se eles chegaram a esta condição é porque já superaram suas provas; ou, porque foram fiéis; ou, porque crêem mais no Deus de promessas do que eu". Hoje, louvo a Deus por não ter me deixado influenciar por aquelas insinuações de Satã. Creio ter sido esta a maior vitória em meio aquela provação!

Celia e eu, travávamos muitas batalhas em oração. Era mesmo uma nomeação desafiadora! Em uma noite, nós dois estávamos orando, quando Deus nos falou: "Filhos, não estranheis a prova que vocês estão passando. Eu vos tenho provado e vocês passaram na prova. A partir daqui, em todo o lugar para onde forem, abrirei as janelas do céu sobre vocês. E abençoarei também os que estiverem ao vosso lado". A partir daquele momento, mesmo não percebendo diferença nos meses subsequentes, descansamos plenamente no Senhor. E valeu a pena!

Dali, fomos para Petrópolis. Depois, Governador Valadares; de lá, seguimos em missão pioneira para Portugal... e assim por diante. Em todo esse tempo, cumprindo o nosso ministério em nome de Jesus, vimos as promessas que Deus nos fez se cumprirem ao pé da letra! Ainda hoje, depois de tantos anos no campo, continuamos vendo a mão de Deus agir em nossa vida e na vida daqueles que Ele tem posto ao nosso lado. Suas promessas tem se cumprido fielmente!

Todavia, como antecipei na introdução deste assunto, meu objetivo é advertir quanto ao consumismo e, ao mesmo tempo, falar sobre a necessidade de administrarmos bem os recursos - poucos ou muitos - que o Senhor coloca em nossas mãos. Como não é possível fazer isso em um só post, darei continuidade ao assunto na próxima postagem.

"E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor" (Mateus 25:21).

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Geazi anda por aí

"20  Então Geazi, servo de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da sua mão alguma coisa do que trazia; porém, vive o SENHOR que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa. 21  E foi Geazi a alcançar Naamã; e Naamã, vendo que corria atrás dele, desceu do carro a encontrá-lo, e disse-lhe: Vai tudo bem? 22  E ele disse: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois jovens dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupas. 23  E disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. E instou com ele, e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupas; e pô-los sobre dois dos seus servos, os quais os levaram diante dele. 24  E, chegando ele a certa altura, tomou-os das suas mãos, e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e foram-se. 25  Então ele entrou, e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte. 26  Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro a encontrar-te? Era a ocasião para receberes prata, e para tomares roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas? 27  Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve".
(II Reis 5.20-27)

Algumas histórias da Bíblia tem conseguido marcar profundamente a minha vida e o meu ministério. Algumas delas, pelos valores morais e espirituais que conseguiram me passar - mediante o bom testemunho daqueles que as protagonizaram. Outras, nem tanto assim... Na verdade, algumas revelam o lado mau de decisões tomadas por alguns que poderiam ter tido um melhor destino. Dentre as que servem de advertência a todos nos - obreiros do Senhor que sentem o chamado de Deus para servir no ministério - chamo a atenção para a triste história de Geazi.

Geazi ainda vive entre nós

Quando afirmo que Geazi ainda continua vivendo entre nós, não estou me referindo a presença física do moço do profeta Eliseu. Assim como Jesus, ao declarar que Elias esteve entre eles, não se referia a Elias, o tisbita; e sim, a unção e virtude de Elias - presentes na vida de João Batista. Longe de insinuar reencarnação, doutrina condenada nas Escrituras, o objetivo do Mestre é demonstrar que João viera no mesmo espírito e virtude de Elias, para cumprir missão análoga a do famoso profeta.

E é neste mesmo sentido, que me refiro ao fato de Geazi continuar existindo entre nós. Não estou proclamando o retorno do Geazi do passado! Mas, sim, denunciando a existência de "moços-do-profeta" e, até mesmo de profetas; vivendo na mesma condição e com a mesma motivação daquele infeliz. São aqueles que - chamados ou não por Deus para o ministério - escolheram seguir os passos de Esaú e de Geazi; trocando a bênção por um prato de comida ou por um punhado de moedas, completamente seduzidos pela ganância e pela cobiça.

Para Geazi, a prioridade já não era o cumprimento da missão; mas, as vantagens materiais que podia auferir através dela. Mesmo que ele tivesse tido um belo início de carreira ministerial, tal experiência fora sufocada por sonhos de prosperidade e de grandeza. O seu maior desejo, agora, era enriquecer e adquirir bens e fama - valendo-se dos privilégios da missão. Portanto, em sua vida, viver em função do chamado e da missão deixou de ser prioridade.

Tentando entender Geazi, percebo que sua motivação foi corrompida pela cobiça. Não sei precisar o ponto em que ele perdeu o rumo. Entretanto, é de supor que foi crescendo dentro de si o desejo de ganho fácil e enriquecimento - tendo a missão se tornado o trampolim para concretizar este desejo. Finalmente, quando atingisse seu objetivo, a missão seria apenas um "faz-de-conta"; ou, uma espécie de "moeda-da-sorte" de um famoso personagem das histórias em quadrinhos. Ou, talvez, a descartasse em um canto escuro qualquer, na tentativa de remove-la de sua lembrança. Quanto a lepra... Não devia fazer parte de seus planos. Triste fim para um promissor "moço-do-profeta"!

O Monte da Tentação é logo ali

Tenho entendido em meu espírito que o "Monte da Tentação" não é apenas um episódio do ministério de Jesus; mas, também, um sinal de alerta, a nos advertir que Satanás não desiste nunca de tentar nos seduzir e aniquilar. Quando ele vê mediocridade em nós, nos oferece alguns "brinquedinhos" de quando em vez, para nos manter sob controle. Se, por outro lado, vê em nós graça e unção acima da média, procura então nos assediar: Primeiro com pressões rotineiras. Caso não isso seja suficiente - tenta nos seduzir com o poder, fama e riquezas deste mundo sob seu absoluto controle.

Foi deste modo que Satã tentou desviar Jesus de sua missão: Oferecendo-lhe fama e riqueza, recusadas de imediato pelo Mestre. E, do mesmo modo, procura desencaminhar os homens de Deus - tanto os profetas, como os "moços-dos-profetas" - voltando-se especialmente para aqueles que trazem marcas de um chamado especial, com grande capacidade de influência; para então, através deles, exercer domínio sobre o povo de Deus. Aos tais, disponibiliza fama e riqueza em larga escala. E não são poucos os que tem sido vencidos por este ardil de Satanás.

Ambição pelo poder e suas conseqüências

O Apóstolo João denuncia a ambição pelo poder existente na vida de Diótrefes: "Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja" (3 João 9-10). Aquele obreiro, plenipotenciário, procurava ter domínio sobre a herança de Deus.

O Apóstolo Pedro exorta aqueles que presidem o rebanho do Senhor, com palavras claras e objetivas: "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória" (1 Pedro 5.2-4). Fica evidente que o homem de Deus deve presidir o rebanho do Senhor com amor e exemplo; não com autoritarismo.

O amor ao dinheiro pode causar muitos danos

A Palavra de Deus nos adverte quanto ao perigo do apego ao dinheiro, "porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (I Timóteo 6:10). Em minha missão episcopal, algo que ainda me causa preocupação e angústia é ver como certos obreiros demonstram apego ao dinheiro. Alguns deixam isso muito claro, logo em sua primeira reunião com a liderança. É lamentável!

E o mais triste é que os que assim agem, são os que mais dificuldades enfrentam - tanto de ordem espiritual como de ordem financeira. Em termos de vocação, o que se espera de um verdadeiro servo de Deus - é que o mesmo se preocupe em primeiro lugar com o estado do rebanho do Senhor. Seus primeiros questionamentos devem incluir: O que posso fazer por esta igreja? Em que posso ser útil aos que serão assistidos pelo meu ministério? O que esta igreja espera de mim, como seu pastor? Enfim... Os que assim iniciam o seu ministério a frente de uma igreja, são sempre os que alcançam os melhores resultados. É admirável!

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 25 de dezembro de 2011

Ao fim do dia de Natal

"Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito" (Provérbios 4:18)

Depois de todas as comemorações alusivas aos festejos natalinos; estou aproveitando o fim deste dia, para me dirigir a todos os seguidores do meu blog - incluindo também todos aqueles que acessam o mesmo - para expressar aquilo que sinto em meu coração, neste dia de Natal que vai se findando...

O meu objetivo, nesta postagem, é declarar que - no "apagar das luzes" deste dia de Natal - depois de seguirmos todos os precedimentos exigidos em ocasião tão especial, tendo executado as dinâmicas relacionadas com o mesmo; não devemos nos esquecer, em momento algum, que a vida continua...

E, com a continuação da vida, será necessário revitalizarmos aqueles valores que nos acompanharam até aqui - como parte integrante de uma vida que vem sendo guardada por Deus ao longo dos anos. E, dentre os valores adquiridos, está a amizade que temos cultivado...

E esta amizade não surgiu por acaso ou acidentalmente. Ela foi gerada no amor e no propósito de Deus - mesclada com aqueles rasgos históricos que a enriqueceram e amadureceram - como fruto da obra que Jesus realizou por nós, ao nos dar a vida em abundância prometida nas Escrituras...

Portanto, cabe a nós cuidar deste bem precioso nos dias vindouros, mediante o amor de Deus derramado em nossos corações. Louvo a Deus por vossa vida e família!

"A noite é passada, e o dia é chegado. Rejeitemos, pois, as obras das trevas, e vistamo-nos das armas da luz" (Romanos 13:12)

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 24 de dezembro de 2011

O nascimento de Jesus Cristo


"18  Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. 19  Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. 20  E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo; 21  E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. 22  Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; 23  Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. 24  E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; 25  E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus".
(Mateus 1.18-25)

Neste dia que antecede o tão celebrado Natal de Cristo - quero, aqui, trazer uma palavra de orientação e de reflexão quanto a esta tão importante data para os cristãos.

A importância não está no dia 

Discute-se muito nos dias de hoje, quanto ao dia exato em que Jesus nasceu - como se isso fosse algo de suprema importância para a doutrina cristã. Na verdade, saber o dia exato em que Jesus nasceu não acrescenta valor algum ao que já recebemos da parte de Deus Pai através do seu nascimento. Estou plenamente convencido de que se o dia exato fosse de fundamental importância, Deus não nos deixaria sem informação quanto a isso.

Por outro lado, o fato de se convencionar um dia especial para esta comemoração não implica em transgressão alguma contra a doutrina de Deus. Até mesmo porque não existe doutrina quanto a um determinado dia. Em assim sendo, além de não ser agravo à doutrina cristã, o dia 25 de dezembro é um bom dia para se comemorar o Natal - especialmente por ter se tornado uma data universalmente aceita pela Igreja Cristã, como a data para tão importante celebração.

A importância não está na liturgia utilizada 

Cada segmento cristão - evangélico ou não - tem o seu modo de celebrar o "Dia de Natal". De modo geral, com um culto comemorativo do nascimento do Messias. Não existe uma liturgia pré-determinada, a não ser aquela que cada denominação estabelece - como um ritual próprio da mesma. Existem as tradicionais "cantatas"; e também as encenações alusivas ao nascimento de Jesus. A criatividade de cada segmento é que vai determinar o tipo de celebração.

Por incrível que pareça ser - pode-se comemorar o "Dia de Natal", até mesmo sem realizar ato litúrgico algum. Este dia pode ser comemorado em família. Pode ser comemorado entre irmãos que se reúnem em um determinado lugar, para comemorar a data. Pode ser através de um jantar comemorativo; ou, mesmo, de um jejum previamente combinado entre as partes interessadas neste tipo de comemoração. O importante mesmo, é que a Bíblia seja lida e o Senhor Jesus seja louvado.

Como devemos, então, comemora-lo 

Esta é a pergunta certa! O que se impõe nesta celebração é uma atividade em sintonia com a doutrina de Cristo. Se é verdade que, neste dia, pode-se ou não comer; pode-se se celebrar com uma liturgia ou não; enfim... Pode se utilizar criatividade em sua comemoração. Todavia, existem algumas práticas que não devem ser introduzidas em uma celebração cristã:

Dentre elas, não se deve incrementar práticas idólatras e pagãs em uma celebração cristã. Não estou aqui considerando aquele tipo de "paganismo" apontado por alguns grupos extremistas que denunciam e condenam determinadas coisas, baseados em pressupostos ou preconceitos, por se julgarem "donos da verdade". Convém sempre lembrar que algumas posições extremas são tão perigosas quanto o suposto paganismo e a idolatria que tanto condenam.

Outrossim, não devemos dividir a glória do Messias com nenhum outro personagem - mesmo aqueles que foram popularizados pelas tradições e crendices de muitos cristãos. É devido a isso que vejo como prática espúria, valorizar a figura do "Papai Noel" ou de anjos. O Natal é a comemoração do aniversário de Cristo. Não nos esqueçamos disso!

Comemorando o Natal com temor e tremor 

Ditas estas coisas, conclamo o povo de Deus a comemorar o Natal de Cristo em profundo sentimento de adoração e de gratidão, por tudo o que recebemos através do Salvador que nasceu, cresceu, sofreu e morreu para nos dar vida eterna. Feliz Natal!!!

Cordialmente;
Bispo Calegari











sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ou Jesus - ou Noel

Vivemos as vésperas de uma das maiores festas cristãs em todo o mundo. Todos os setores de atividade intensificam seus negócios. As famílias cuidam dos últimos detalhes alusivos a celebração do Natal. A correria de última hora, em busca de presentes e daquele ingrediente que falta para o jantar do Natal, congestiona ruas e avenidas - tornando a circulação de pessoas uma atividade de algum risco; ou, no mínimo, uma atividade bem estressante.

Entretanto, fico com a nítida impressão que o "Dono da Festa" é muito pouco lembrado nesta ocasião. Ao observar atentamente o comportamento de muitos; a impressão que fica é que - para muitos - o Natal nada tem a ver com Jesus. É assim que vejo, pelo modo como as pessoas se comportam nestes dias. Não sei não... Esta atitude de descaso para com Deus, sempre me causa alguma intranquilidade. O tempo que tenho vivido na presença de Deus tem me mostrado que Ele é também um Justo Juiz. 

Quanto a mim... Enquanto muitos cristãos equivocados ou desorientados vivem a espera de alguém, a quem chamam de "Papai Noel", figura mitológica sob a forma de um simpático velhinho de vermelho e com barbas brancas; com um capuz vermelho sobre a cabeça e conduzindo um trenó cheio de presentes. O qual, na imaginação de muitos - apesar da idade avançada - ainda consegue descer através de uma chaminé, trazendo um fardo de presentes aos que o esperam com ingenuidade...

Prefiro olhar para um outro personagem - não mitológico - chamado Jesus; de carne e osso como todos nós. Que veio até nós - não com um capuz vermelho na cabeça; mas, com uma coroa de espinhos perfurando sua fronte. Nem para descer em uma chaminé e nos presentear; mas, para subir em uma cruz - ferido de morte - para nos salvar. Não com um fardo de presentes sobre um trenó; mas, levando sobre os ombros o fardo dos nossos pecados, assumindo as nossas culpas. Este é o meu Herói!

Portanto, não preciso do "Papai Noel"! Pois, tenho o "Papai do Céu"!

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Entendendo melhor as festas cristãs

Ontem postei em minha página no facebook, uma reflexão sobre a importância do Natal - não pela festa em si mesma - mas, pelo que ela representa para todos aqueles que tem fé em Jesus. Logo após ter postado esta palavra, entendi que deveria estendê-la ao meu blog. É o que faço agora.

Realmente, não há como negar o sentimento diferenciado que nos afeta durante a quadra do Natal. E este sentimento não é causado pelo exaustivo papel da Mídia - antes e durante os festejos natalinos. Também não é causado pela atuação do mercado - explorando a tendência de consumismo que se manifesta em ocasiões como esta. Também não vejo este sentimento derivar da conotação religiosa que parece potencializar tão especial ocasião. Inclusive, penso exatamente o contrário: Vejo toda esta movimentação secular e religiosa, como efeito e não causa, do sentimento que o Natal provoca.

Festas na Antiga Aliança

Na verdade, sem querer ser dogmático, sinto que Deus tem prazer em tais celebrações por parte do Seu povo. No passado, em pleno deserto de Sinai, em seus pronunciamentos a Moisés, vemos o Deus eterno organizando, em forma de leis, o calendário das festas judaicas.

Após ter libertado o Seu povo do cativeiro no Egito, determinou que o Seu povo jamais se esquecesse desse dia, celebrando-o com festa perpetuamente: "E este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo" (Êxodo 12:14).

Ao se dirigir a Moisés, no livro de Êxodo, Deus faz menção de três festas especiais: "Três vezes no ano me celebrareis festa" (Êxodo 23.14) - chamando a atenção de Moisés para a importância delas na Antiga Aliança: 1. A Festa dos Pães Ázimos. "A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de Abibe; porque no mês de Abibe saíste do Egito" (êxodo 34.18). 2. A Festa das Semanas. 3. A festa da colheita. "Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da sega do trigo, e a festa da colheita no fim do ano" (êxodo 34.22).

É bem verdade que o sentido original destas festas foi deturpado pelos seus promotores. O comércio exacerbado que se movia em torno delas, impunha gastos supérfluos sobre os celebrantes; descaracterizando o verdadeiro objetivo das mesmas. Entretanto, haviam inúmeros israelitas que faziam sua celebração com sentimento de temor e devoção.

Festas na Nova Aliança

Com exceção da festa do batismo e da festa da santa ceia, não temos um calendário bíblico definido de festas cristãs. Todavia, isso não significa necessariamente que as mesmas não possam ser feitas; ou, que sejam erradas em si mesmas. Sabemos que o contexto em que a "Lei de Deus" foi legada ao povo de Israel é bem diferente do contexto em que o NT foi escrito.

Não vejo como algo errado e anti-bíblico, a celebração de uma festa por ocasião da data aceita por uma grande maioria - como a data do Natal (o nascimento do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo); ou, como a data da Paixão (a morte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo); ou, ainda, a data da Páscoa (a ressurreição do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo). Até porque, o fato de serem festas extra-bíblicas não significa que sejam festas anti-bíblicas. E duvido muito que alguém possa me convencer do contrário!

As duas Alianças são distintas

Sempre examinei com lamento os movimentos cristãos judaizantes nos dias da Igreja Primitiva. Tenho atribuido tais desvios, à falta de normativas para a Igreja; as quais vieram através dos escritos do Apóstolo Paulo. Em sua batalha apologética, Paulo questiona a mudança de atitude dos cristãos da Galácia: "Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão. Aquele, pois, que vos dá o Espírito, e que opera maravilhas entre vós, fá-lo pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?" (Gálatas 3.2-5).

É curioso observarmos que, logo após o trabalho evangelistico de Paulo entre os gentios, alguns cristãos judaizantes foram tentar desencaminhar os novos crentes: "Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos. Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém, aos apóstolos e aos anciãos, sobre aquela questão" (Atos 15.1-2). 

O próprio Pedro, que pregava o evangelho da circuncisão, saiu em defesa de Paulo: "E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem. E Deus, que conhece os corações, lhes deu testemunho, dando-lhes o Espírito Santo, assim como também a nós; E não fez diferença alguma entre eles e nós, purificando os seus corações pela fé. Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais nem nós pudemos suportar?" (Atos 15.7-10).
Todavia, ao final daquela assembléia, o próprio Tiago - que a presidia -  põe um ponto final à polêmica: "Porquanto ouvimos que alguns que saíram dentre nós vos perturbaram com palavras, e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento, Pareceu-nos bem, reunidos concordemente, eleger alguns homens e enviá-los com os nossos amados Barnabé e Paulo, Homens que já expuseram as suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias: Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá" (Atos 15.24-29).

Cristãos judaizantes agindo nos dias de hoje

Até entendo a confusão que os cristãos judaizantes dos dias primitivos faziam, por não terem ainda parâmetros definidos, sobre as diferenças entres as Alianças. Todavia, como entender a tentativa de cristãos judaizantes dos nossos dias; em tentar impor preceitos judaicos aos cristãos gentios, em flagrande desacordo com os escritos de Paulo?

Estou ciente de que as verdades da Nova Aliança podem e devem ser abraçadas pelos judeus. Até porque, as promessas nela contidas - pertencem tanto aos cristãos judeus, quanto aos cristãos gentios. Portanto, cada um destes grupos podem viver o evangelho de Cristo em suas próprias culturas e tradições biblicamente aceitáveis, se assim o desejarem.

No entanto, a ação sistemática de movimentos cristãos judaizantes de hoje, tentando desqualificar a liberdade cristã gentílica (liberdade esta - dos costumes e tradições judaicas - defendida por Jesus e promulgada por Paulo) é uma clara violação das Escrituras sagradas do NT. O Apóstolo Paulo, em suas epístolas, deixa bem claro que as verdades das duas Alianças tem objetivo distinto. São verdades que não devem ser misturadas, ainda que afins. As verdades da Nova Aliança complementam as verdades da Antiga Aliança, sem serem à ela encabrestadas.

Sei perfeitamente que algumas tradições incorporadas às festas cristãs estão eivadas de erros e grosseria. Portanto, devem ser rejeitadas! Mas, assim como os desvios de finalidade não invalidaram o sentido sagrado e devocional das celebrações judaicas - entendo que os desvios existentes em muitas formas de se festejar algumas datas cristãs não invalida o seu sentido devocional.

Só para concluir

Durante minha vida cristã, tenho andado com Deus tempo suficiente, para saber que existe uma relação de graça e mistério em algumas datas comemoradas na Nova Aliança. É triste vermos algumas idéias e ações intolerantes tentando desqualificar ou diminuir a importância destas datas sagradas. Ainda bem que este tipo de extremismo é pequeno em meio a força da fé cristã. Sei que, a primeira vista, parecem sensatas suas manifestações contrárias. Todavia, o mundo seria um lugar muito mais infeliz e triste sem estas celebrações. Disso tenho absoluta certeza!

Cordialmente;
Bispo Calegari


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Céu estrelado

Ao sentar-me, frente ao meu computador, trouxe comigo uma cena que me acompanhou parte da noite. Cena que me fez imaginar detalhes interessantes. Detalhes que se estendem, entre um campo verde e um céu estrelado, em uma noite que tinha tudo para ser uma noite bem especial.

Céu estrelado

"Era uma vez... Sob um céu estrelado, um grupo de homens reunidos em um campo verde, nos arredores de Belém de Judá. Eles não estavam ali apenas passando o tempo... Ou, jogando conversa fora. Na verdade, sua presença naquele campo verde fazia parte de sua rotina de vida. Eram pastores de ovelhas. É que "havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho" (Lc. 2.8). Portanto, sua missão era guardar as ovelhas esparramadas por aquele campo verde.

Alguns deles, de tão cansados que estavam, não resistiram ao pesado sono - enrolados em seu manto e acomodados em volta do que restava de uma fogueira. Outros, se aproveitando do brilho de um céu pontilhado de estrelas brilhantes, ficaram conversando entre si; compartilhando sonhos que alimentavam o seu espírito - sobre um futuro cheio de incertezas - no qual se viam prósperos... Ou, cercados de filhos e netos... Ou mesmo, terminando os seus dias guardando ovelhas. E a conversa, em voz baixa, enquanto um e outro davam sinal de cansaço - já vencidos pela sonolência - se estenderia um pouco mais, caso não surgisse em pleno campo verde uma cena surpreendente: "Eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor" (Lc. 2.9).

Tendo como divina missão entregar-lhes sublime mensagem, "o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura" (Lc.2.10-12). Enquanto ouviam o recado de Deus - pensando no que fazer ante tudo aquilo - eis que uma nova cena os surpreende ainda mais:

E então, "no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens" (Lc. 2.13-14). Foi estonteante contemplar, em pleno céu estrelado, a uma pequena altura (dez metros... Vinte metros... Não sei) - um animada e fervorosa multidão de seres celestiais, formando um coral.

Parecia mesmo uma obra de arte! Um quadro de anjos resplandecentes com um céu de estrelas ao fundo, emoldurado por um halo de luz em toda a sua volta. Que espetáculo! E este deslumbrante coral começou a entoar uma canção tão afinadinha que inebriava os seus poucos ouvintes. Seriam mesmo poucos? Não mesmo! O universo inteiro ouvia e aclamava tão gloriosos intérpretes!

Surpresos e boquiabertos, aqueles homens aplaudiam sem parar - tal e qual meninos felizes - os celestiais cantores! "E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber" (Lc. 2.15). E assim, felizes da vida, correram aqueles humildes homens de Deus, pela estrada afora - rumo a uma estrebaria.

E como corriam os pastores, cheios de unção e temor, ao encontro do Salvador - Cristo, o Senhor - nascido em humilde manjedoura. Eles "foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura" (Lc. 2.16). Ficaram li por algum tempo, vendo o Messias.

Saindo dali, "divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita; E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam" (Lc. 2.17-18). Finalmente, o povo recebia daqueles pastores uma palavra sobre Jesus, sem mescla, que a todos edificava.

E assim, impactados pelo agir de Deus em suas vidas, "voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito" (Lc. 2.20). E deste modo, transformados pela visão do Salvador, aqueles homens retornaram à sua missão de cuidar das suas ovelhas - não mais como eram antes."

Lições que nos ficam

Esta história revela um tempo em que Deus podia enviar anjos ao encontro de pastores. E eu espero, sinceramente, que estejamos a viver em um tempo em que Deus também possa enviar anjos, ao encontro dos Pastores, com mensagens celestiais. Um tempo, semelhante aos dias de Belém, em que os pastores podiam sonhar sonhos de vida sem mania de grandeza; vida humilde e pacata - sem ambição por opulência - despojada de desejo obsessivo por fama e riqueza.

Segue-se o texto que inspirou este "Era uma vez":

Os pastores de Belém

"8  Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. 9  E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. 10  E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: 11  Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. 12  E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura. 13  E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: 14  Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens. 15  E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber. 16  E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura. 17  E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita; 18  E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam. 19  Mas Maria guardava todas estas coisas, conferindo-as em seu coração. 20  E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito"
(Lucas 2.8-20).

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O pai da mentira

"Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo" 
(Apocalipse 12:12).

A alguns dias atrás, postei um artigo intitulado "Mundo contraditório". Nele, denunciei a existência de uma tríplice aliança - entre o mundo, o diabo e a carne - que vive em continuada rebelião contra Deus; cujo objetivo final é a total degeneração do ser humano, destruindo a imagem e semelhança de Deus que trás em si, até sua completa aniquilação. Naquele artigo, foquei a figura do "mundo" e prometi postar a sequência do assunto. E agora, cumprindo o prometido, estou postando sua continuação; focando aqui a figura do diabo - parte integrante desta tríplice aliança. 

Introdução

"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo" (Efésios 6:11).

Não tenho a menor dúvida quanto ao fato de que o diabo é o arquiteto universal da manipulação e da corrupção do ser humano, ao longo de toda a sua história. Em sua obsessão por destruir a humanidade, ele é capaz de usar os métodos mais sedutores e cruéis. E para chegar ao seu objetivo, ele se utiliza dos terríveis recursos de assédio moral e religioso de que dispõe. E, para isso, conta com os prazeres do mundo e com a concupiscência da carne. Sempre que consegue dominar alguém - procura torna-lo desorientado e infeliz ao extremo, no afã de destruí-lo completamente. 

O diabo é o "príncipe deste mundo"

"Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim" (João 14:30).

Em sua condição de "príncipe deste mundo" ele exerce liderança e gestão sobre governos e instituições. Como "príncipe", torna-se o sujeito oculto de muitas ações políticas e governamentais em todo o mundo. Nem mesmo os países de forte tradição  cristã, conseguem escapar a esta regência truculenta. Portanto, é raro vermos uma ação de comando e de governo neste mundo, que não tenha o seu mentoreamento e monitoramento. 

"E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero" (Lucas 4:6).

O diabo, como "príncipe deste mundo", é o senhor absoluto da "feira das vaidades" - local que leva o homem a sentir-se feliz consigo mesmo. Ao prometer-lhe poder, desperta no ser humano desejo incontido por glória pessoal. Procura também instilar no homem a sede por prazeres escravizantes e destruidores (sadismo, masoquismo, sexo selvagem, etc), mergulhando-o cada vez mais fundo na lama da crueldade; da imoralidade e dos vícios - até levá-lo aos calabouços do inferno. 

O diabo é o "deus deste século"

"Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (II Coríntios 4:4).

Em sua posição de "deus deste século", ele se julga no direito de exigir culto à sua pessoa. E, geralmente, oferece aos seus vassalos benesses temporárias em troca do culto que lhe é prestado. É muito importante sabermos que o diabo criou também o seu próprio sistema religioso. Além de ser o mentor da "Igreja do Diabo"; tem também outras franquias - até com nomes pomposos e aparentemente cristãos - para confundir os incautos; os ignorantes; os indiferentes; os incrédulos. Enfim...  Aos que desprezam a Palavra de Deus e não recebem a Jesus Cristo - o Filho de Deus.

Como "Deus deste século", ele tem sob seu domínio uma multidão incontável de fiéis adoradores - desde os ingênuos aos aclamados "mestres de religiões" e aos habilidosos promotores de seus produtos místicos exotéricos. Ele dirige um "pool de negócios da fé"; dentre os quais se encontra um "supermercado da fé", no qual podem ser encontrados "stands" das mais diversas religiões; até as pseudocristãs. Em suas diversas gôndolas, é encontrado todo o tipo de produtos inventados pela superstição e crendice, para dar ao ser humano a falsa sensação de que está bem com Deus. 

O diabo é o "pai da mentira"

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira" (João 8:44).

Sendo ele o "pai da mentira", é capaz de engendrar as maiores calúnias, com o propósito de destruir reputações outrora ilibadas. Creio que não exista uma só pessoa que não tenha sido vítima, uma vez ou outra, das mentiras do diabo. Dentre suas táticas de transformar uma mentira em "verdade", utiliza aquela em que certa mentira vai sendo dita tantas e tantas vezes, veiculadas inclusive por pessoas de bem, até que a grande maioria das pessoas comece a acreditar nela.

É também especialista em arquitetar redes de intrigas. E quando uma rede de intriga se desenvolve, consegue destruir grandes amizades. As malhas desta rede tem também conseguido destruir muitos lares, provocando separação de casais que outrora se amavam. Sua rede de intrigas é tão influente, que chega a atingir o âmago de diversas igrejas; promovendo a quebra de comunhão entre muitos irmãos, jogando líderes contra líderes e irmãos contra irmãos. 

O diabo é o "príncipe das potestades do ar"

"Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência" (Efésios 2:2).

Como "príncipe das potestades do ar" ele consegue manipular poderes sobrenaturais maléficos - mobilizando demônios contra o ser humano. Os demônios por ele enviados, podem infligir grande sofrimento ao ser humano indefeso. A ação de demônios, em seu estágio inicial,  tenta promover a opressão da mente. É devido a esse perigo, que, devemos atentar para a Palavra que diz: "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti" (Isaías 26:3). E também para o maravilhoso texto do NT: "Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra" (Colossenses 3:2).

Em seu estágio final, os demônios conseguem dominar completamente o ser humano, através da possessão. E, nessa terrível condição, a pessoa perde inteiramente sua capacidade de raciocinar e de refletir - tornando-se em uma espécie de "zumbi" ou de ser vegetativo. Um pai desesperado trouxe seu filho, nesse estado, a Jesus: "E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos" (Marcos 9:22). Em nossos dias é crescente e assustador o número de pessoas possessas e oprimidas por demônios. Todavia, se o nome de Jesus for invocado, haverá libertação; Pois, a Palavra de Deus nos diz que: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36).

O diabo será lançado no lago de fogo e enxofre

"E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre" (Apocalipse 20:10).

Sabemos pela Palavra de Deus, que a causa do diabo não tem futuro. Ele já está condenado. Não existe meios dele escapar ao que lhe está reservado por Deus. Lemos na Bíblia que o lago de fogo foi preparado para ele: "então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos" (Mateus 25:41). Quando contemplamos o seu destino, segundo as Escrituras sagradas, vemos que sua punição eterna já está formulada no particípio: "E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele" (Apocalipse 12:9).

Jesus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo

"Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo" (I João 3:8).

A Bíblia nos diz que "Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16). Portanto, a obra do diabo começa a ser desfeita na vida de alguém, quando este alguém se rende a Jesus. A própria história nos apresenta a humanidade completamente perdida; dominada pelas obras do diabo. Mas a Palavra de Deus declara que "o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10).

Lemos nas Escrituras que estávamos sem Cristo "separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto" (Efésios 2.12-13).  Somos salvos, quando confessamos o nome de Jesus e somos lavados por Seu sangue; pois, o processo redentor que nos torna filhos de Deus, se baseia no único modo de expiação possível: A morte de Cristo na cruz! Sabemos que o pecado nos distancia de Deus . "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (I João 1:7).
 
Conclusão

"Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar" (I Pedro 5:8).
 
Como afirmei em postagem anterior - intitulada "Mundo contraditório" - o assunto é vasto e complexo. E esta é a segunda parte, de uma divisão de três. Na primeira, enfoquei o mundo; nesta, estou denunciando o diabo e suas astutas ciladas; e. na terceira e última da série, alertarei quando ao perigo da carne e sua concupiscência. É, como eu antecipei, a tríplice aliança: "O mundo; o diabo; e a carne. Estejamos sempre atentos e sob cobertura! 
 
"Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tiago 4:7).

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Não me deste ósculo

"36  E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. 37  E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com ungüento; 38  E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça; e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o ungüento. 39  Quando isto viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. 40  E respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. 41  Um certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro cinqüenta. 42  E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois, qual deles o amará mais? 43  E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. 44  E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas, e mos enxugou com os seus cabelos. 45  Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. 46  Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento. 47  Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 48  E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados. 49  E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? 50  E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz"
 (Lucas 7.36-50).

O texto bíblico aqui postado, tem seu foco principal na pecadora que ungiu os pés do Senhor. A partir deste ato, se estabelece um diálogo entre Jesus e Simão - cheio de exortação e ensino. E as lições dele extraídas, são de um valor incalculável.

Entrei em tua casa e não me deste ósculo

As palavras de Jesus, a primeira vista, podem dar a idéia de algum desabafo pelo fato de não ter recebido atenções especiais de Simão - o anfitrião da festa. Ele acusa não ter recebido água para lavar os seus pés. E também informa não ter tido sua cabeça ungida com óleo. E expressa sua surpresa com o fato de não ter recebido o ósculo - saudação obrigatória em ocasiões como aquela.

No entanto, o que incomodava a Jesus não era a falta de cordialidade de Simão - o anfitrião despreparado. Ele estava, sim, respondendo de modo subliminar a uma censura eivada de preconceito e julgamento temerário, feita por Simão. E não fora uma expressão audível. Ele formulara tão infelizes palavras dentro de si mesmo; e Jesus auscultara o seu íntimo.

Portanto, longe de expressar qualquer ressentimento ou mágoa, Jesus chamava a atenção do inconveniente Simão para o fato de que aquela mulher, tão injustamente julgada por ele, fizera muito mais pelo convidado ilustre, do que o próprio dono da festa fora capaz de fazer. Pois ela - em manifestação extremada de amor por Jesus - lavou os seus pés com suas lágrimas, afagou-os e enxugou-os com os seus cabelos e ungiu-os com o seu próprio ungüento. Bendita mulher anônima, mal amada e de modo errôneo julgada! 

Que tipo de pessoa perdoada será capaz de amar mais

No entanto, antes de chegar ao cerne da questão, Jesus contou uma história ao desatento Simão. Mencionou dois endividados: Um, com dívida enorme; outro, com dívida de pequena monta. E Jesus chama a atenção do equivocado Simão, para o fato de que o credor decidiu perdoar a ambos. Anistia plena! Coube ao surpreso Simão opinar sobre qual dos dois anistiados, passou a amar mais ao seu amoroso credor. "Aquele que recebeu maior perdão" - declarou o até então confuso Simão. Jesus sentencia: Realmente, o mais perdoado é quem mais agradece e valoriza o perdão recebido.

Geralmente, todo aquele que se julga a si mesmo com benevolência, não consegue entender muito bem o valor do perdão. Na verdade, seu senso de justiça própria o impede de enxergar a grandeza do perdão recebido. Todavia, aquele que consegue ver a maldade de sua natureza pecaminosa e do mal que o seu pecado faz em sua vida; este entende melhor o valor do perdão, nesta vida e na outra. 

Perdão antes, perdão depois

Ser perdoado e amar... Amar e ser perdoado... Enfim... Moto-contínuo! É isso mesmo! perdão e amor correspondente; amor e perdão correspondente - são como elos de uma cadeia sucessiva. "Por isso te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. E disse-lhe a ela: Os teus pecados te são perdoados" (Lucas 7.47-48).

Portanto, amar e perdoar são atos de natureza recíproca - definitivamente interligados - neste mundo e no outro.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 18 de dezembro de 2011

Celebração na IMW Central de Vila Velha

No domingo passado, tive a oportunidade de pernoitar mais uma vez na residência do Pastor Jorge Perim, SD do Distrito de Vitória (na verdade, uma dormida de poucas horas; pois, chegamos de Cachoeiro do Itapemirim já passava de uma e meia da madrugada).

De manhã cedo, o casal hospedeiro, me ofereceu um delicioso café da manhã; saímos em seguida - rumo a itinerários diferentes: O Pastor Perim foi presidir a Assembleia Geral da IMW de S. André; e eu, para a residência do Pastor Geraldo Lúcio, SD do Distrito de Vila Velha.

Enquanto o Pastor Geraldo Lúcio e Marleide estavam envolvidos com a Assembléia Geral da IMW Central de Vila Velha; aproveitei o tempo de que dispunha para fazer uma pastoral que havia sido agenda, em aproveitamento de nossa estada na cidade


Estivemos juntos algumas horas - eu, o Pastor Elbo Rogério e sua esposa Ester - até a hora do almoço; conversando sobre diversos assuntos, de modo geral; e, sobre o ministério, de modo especial. Acredito ter sido muito proveitoso o tempo que passamos juntos, até a chegada do Pastor Geraldo e Marleide.

Em seguida, Antonia, funcionária de Marleide, serviu uma muqueca de badejo deliciosa. Enquanto saboreávamos a iguaria, íamos conversando sobre os mais diversos assuntos. De quando em vez, o assunto resvalava para a RLR (Reunião de Liderança Regional). Realmente, vimos a glória de Deus naquele lugar! Pena que alguns (poucos graças a Deus) não souberam tirar proveito...

Após um necessário descanso, nos dirigimos para o templo da IMW Central de Vila Velha; que promoveu um trabalho especial, comemorando a bela reforma do seu templo; o qual ficou muito bonito. O Ministério de Louvor fez uma ungida abertura do culto. U'a menina de oito anos entoou com graça uma das canções gravadas por Bruna Carla. O coral da igreja nos edificou com um belo hino. Enfim... Um ambiente propício para que eu pudesse pregar, apesar do abatimento físico em que me encontrava.

Ao final, antes da celebração da "Ceia do Senhor", tive que sair as pressas - conduzido pelo Presbítero João e Diaconisa Tânia - para ocupar o meu lugar no ônibus que me levaria ao Rio de Janeiro; onde eu tinha necessidade de estar no dia seguinte, para cumprir compromissos previamente agendados.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 17 de dezembro de 2011

Um bom relatório

Nesta manhã, como de costume, estava orando a Deus. Quando me prostro perante o Senhor, alguns itens estão sempre presentes em minha oração. Dentre eles, destaco a adoração ao Deus eterno que me deu vida em Cristo Jesus! Outro item frequente é a gratidão - por tudo aquilo que tenho recebido do Senhor. Em minhas ações de graças, sempre menciono minha esposa, meus quatro filhos, minhas noras, meu genro, meus sete netos... Não consigo imaginar esta minha vida, sem a presença deles. Eu os considero como parte integrante do meu ser. E sou eternamente grato a Deus por eles!

Entretanto, em dado momento, me dei conta de que estava orando em favor do meu próprio ministério. Não é comum a presença deste item em meu momento de oração. Geralmente, oro pelas pessoas. Oro também por aqueles que estão relacionados ao meu ministério. Oro até mesmo por aqueles que me afligem; ou, que se opõem ao meu ministério. Todavia, nesta manhã, ali estava eu - prostrado aos pés do Senhor - orando pelo meu ministério! 

E, enquanto eu orava, lembrei-me de Josué e Calebe; e, do seu importante relatório trazido à Moisés. Então, a minha oração seguiu este roteiro:

"Meu Pai, concede-me a graça de chegar com um bom relatório ao Concílio Geral de 2015. Da-me a unção que necessito, para que possa apresentar em nosso próximo Concílio Geral, um relatório capaz de levar boas novas a todos os que lá irão estar. Se houver a possibilidade de minha vida ser estendida até lá - que os resultados do meu trabalho possam refletir o teu cuidado para comigo e para com o povo que entregaste sob a minha guarda.

No entanto, se minha presença no concílio Geral não fizer parte do teu propósito; da-me a condição de, ao menos, chegar ao Concílio Regional de 2012. E que eu possa chegar até o nosso Concílio Regional com um bom relatório nas mãos. Que o teu povo possa se alegrar e te glorificar por tudo o que está sendo feito. Que muitas vidas alcançadas e muitas portas abertas para a pregação do evangelho, sejam o componente em destaque em meu relatório.

E, se não for pedir além da medida; suplico ao Senhor que fortaleça o meu coração, para que ele resista o tempo que for preciso, para que o teu propósito se cumpra integralmente em minha vida. Sei muito bem que viver contigo é bem melhor do que estar por aqui. E tu sabes muito bem o quanto anelo estar definitivamente contigo. Mas, se tenho ainda uma missão a cumprir, peço ao Senhor que estenda o meu 'prazo de validade'. Dá-me a graça de, pelo menos, cumprir minha Agenda Regional 2012. E também, de levar comigo, muitos frutos ao Acampamento Salém."



E assim, enquanto orava incluindo outros itens em minha agenda de oração - o Senhor me fez lembrar do Seu mover em nossa Reunião de Liderança Regional, no Acampamento da MPC, a alguns dias atrás. Foi realmente sobrenatural! O agir de Deus trouxe grande unção sobre nossas vidas. É provável que uns poucos estivessem ali apenas voltados para seus interesses. No entanto, a grande maioria viu quão densa foi a glória de Deus naquele lugar! E, pensando nisso, descansei no Senhor - na certeza de que veremos o Seu agir no 'Salém', com a mesma intensidade com que vimos em nossa RLR.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Sou o que sou pela graça de Deus

Desde que me entendo por crente, tenho pensado muito no conceito de identidade espiritual. A meu ver, a identidade espiritual se sobrepõe, até mesmo, a identidade civil. Tenho plena consciência quanto ao fato de que vivo em um mundo de aparências. E estou perfeitamente convencido de que a aparência deste mundo passa...

A bem da verdade, não posso nem devo julgar com demasiado rigor aquilo que acontece neste nosso mundo. E, muito menos, julgar as pessoas que nele habitam. E não me atrevo a ser juiz, por saber que o estado de aparência em que este mundo vive, pode me induzir a um julgamento temerário a respeito de alguém que não seja aquilo que julgo que seja.

É isso mesmo. E é fácil perceber que este mundo de aparências é composto de pessoas boas e pessoas ruins - convivendo e interagindo socialmente - sem que tenhamos como identificar "quem é quem", até mesmo entre aqueles que julgamos conhecer bem. Esta é a razão pela qual ficamos frustrados, todas as vezes em que somos afligidos e magoados por alguém insuspeito.

O que fazer então? Fugir do mundo não posso. Me alienar também não. E a tentativa de utilizar o recurso de camuflagem do camaleão também não daria certo comigo (jamais conseguiria ser "bom entre os bons" e "mau entre os maus" - como se, para isso, bastasse mudar de roupa; ou de pele - cultivando dois tipos de personalidade ou caráter).

Então... Como proceder? Minha conclusão é que o Espírito de Deus pode me conduzir, em meio a tudo  isso, tangendo minha vida - entre favoráveis e contrários; entre admiráveis e desprezíveis - guiando-me em toda a verdade. Que bênção! O Espírito pode me fazer caminhar, neste mundo de aparência, levando-me ao cumprimento integral de minha missão!

E minha missão é ser uma referência de vida com Deus. Devo ser o "perfume de Cristo", em um mundo multi-cheiros. Devo ser gentil em meio aos agressivos; paciente em meio aos agitados; sincero em meio aos hipócritas; humilde em meio aos arrogantes; abençoador em meio aos amaldiçoantes. Enfim... Devo me situar entre "os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa" (I Coríntios 7:31).

E assim pensando, sinto-me plenamente convencido de que sou um homem de Deus enviado a um mundo sem remédio, repleto de vidas necessitadas do amor do Pai, pregando o evangelho da graça e anunciando libertação e salvação em Cristo Jesus - sem me deixar envolver pela concupiscência deste mundo; pois, a Bíblia nos adverte que "o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre" (I João 2:17).

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

O CEFORTE forma uma nova turma

No sábado passado, tive o grande prazer de visitar Cachoeiro do Itapemirim mais uma vez. Sendo Cachoeiro minha cidade de nascimento, sempre sinto alegria quando a visito. No entanto, o prazer desta visita tinha outra razão: A cerimônia de colação de grau dos Formandos do Curso Modular.

O templo da IMW Central de Cachoeiro abriu suas portas para receber esta valorosa equipe - juntamente com os seus familiares e admiradores. Satisfação e emoção, marcaram o evento do início ao fim. E disso eu fui testemunha!

A Mestra de Cerimônia Missª. Valéria Cristina deu inicio, chamando as autoridades eclesiásticas presentes. Enquanto suave melodia era dedilhada no teclado, foram chegando os membros da Mesa: Pastor Jorge Camargo - Paraninfo da Turma de Formandos; Pastor Jorge Luiz Perim - Secretário Regional de Educação Cristã; Bispo Sebastião Calegari - Patrono da Turma.

Após a composição da Mesa, deu-se a entrada dos Formandos, com fundo musical orquestrado. E eles foram entrando, em grande estilo, divididos em dois grupos:

FORMANDOS DO CURSO BACHAREL EM TEOLOGIA

Edson Pereira Lima; José Everaldo Murucci; Júlio César Feliciano Rodrigues; Marly do Carmo de Oliveira; Suely dos Santos Alves; Vera Lúcia de Souza Castelione; Gilberto Beloni dos Santos;     Rogério Ramos Quaresma (estes dois últimos estavam ausentes, por motivo de força maior).

FORMANDOS DO CURSO BÁSICO EM TEOLOGIA

Fernando Brandão Vidal Silva; José Jonas Corrêa Santos; Marília A. Couto Connegundes; Moisés Medeiros  Santos; Oséas Kaminski Nogueira; Sandra Lúcia Luz Camargo; Vagner de Ávila.

ABERTURA

Após ter sido entoado o Hino Nacional Brasileiro, foi feita uma oração pelo Presbítero Jessy de Jesus. Em seguida, foi lida a Bíblia pelo Diácono Paulo Caetano. Durante este período, irmã Débora teve importante participação, em um belíssimo fundo musical, juntamente com o tecladista - cujo nome não me foi passado.

Após a solene abertura, foi concedida a palavra aos componentes da Mesa: O Pastor Jorge Camargo falou como Paraninfo. O Pastor Jorge Luiz Perim que falou como Secretário Regional de Educação. Finalmente, me pronunciei como Patrono da turma de Formandos.
ENCERRAMENTO

Na etapa final da cerimônia, o Pastor José Everaldo Murucci discursou como orador da turma; tendo sido, em seguida, entoado o hino "Tu és Fiel". Emocionada, Marília dirigiu o tão esperado "Juramento dos Formandos". Segui-se o momento emocionante da entrega dos diplomas, culminando com o grito entusiasmado dos novos teólogos. A Mestra de Cerimônia - Missionária Valéria Cristina - fez os agradecimentos finais; seguindo-se a benção apostólica.

Imediatamente após a solenidade e os cumprimentos - segui viagem para Vitória, com o Pastor Jorge Perim e o Aspirante Josué. No caminho para a bela capital capixaba - por volta de uma hora da manhã - paramos na cidade de Iconha, na BR 101; para saborear um delicioso pão com linguiça no famoso "Rancho dos Queijos" - de propriedade do Pastor Moacir, da IMW de Piúma.

E, assim, ali mesmo, dei por encerrado este "giro"; quase uma hora antes de chegarmos em casa do Pastor Perim - em Vitória - onde sua dedicada esposa irmã Eunice ainda nos esperava.
 
Cordialmente;
Bispo Calegari

sábado, 10 de dezembro de 2011

Servindo de exemplo ao rebanho

Desde que me entendo por crente, tenho percebido que o testemunho da genuína vida cristã se baseia em duas plataformas fundamentais: Obediência e submissão. Está escrito que obedecer é melhor do que sacrificar (I Samuel 15.22). Também está escrito que devemos nos submeter àqueles que tem autoridade sobre nossas vidas.

Obediência e submissão nas relações diversas

Na vida familiar, segundo as Escrituras, os filhos devem obediência aos seus pais. "Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor" (Colossenses 3:20). E este é, na Bíblia, o primeiro mandamento com promessa (Efésios 6.2).

Na vida secular, a Palavra de Deus assevera que os empregados devem obediência a seus patrões. "Vós, servos, obedecei em tudo a vossos senhores segundo a carne, não servindo só na aparência, como para agradar aos homens, mas em simplicidade de coração, temendo a Deus" (Colossenses 3:22). É o princípio da obediência baseada no temor de Deus.

Na vida cristã, a Bíblia exorta os liderados a obedeceram seus líderes. "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil" (Hebreus 13:17).

Obediência e submissão por amor ao Senhor

Em última análise, os seres humanos devem obediência a toda a autoridade constituída sobre eles. "Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior" (I Pedro 2:13). É obvio que esta sujeição só perde a validade, quando a autoridade constituída impõe ou exige coisas que se situem fora dos limites da sua competência; ou, quando violam as leis vigentes.

Portanto, a menos que eu esteja redondamente enganado em minha interpretação, os princípios da obediência e da submissão devem balizar, tanto na Igreja como na sociedade, a relação entre líderes e liderados. Em assim sendo, deduzo que a quebra dos mesmos pode abrir brechas...

Tempos de insubordinação

No entanto... O mundo em que vivemos evidencia o crescente enfraquecimento destas duas plataformas. E a insubordinação generalizada tem acontecido até mesmo entre cristãos - tanto os que lideram como os que são liderados. Na cadeia de comando, vemos líderes que - com o mesmo rigor com que exigem obediência de seus liderados - recusam-se a obedecer aos seus líderes. Parece ser este o tempo da anarquia predito nas Escrituras sagradas.

Existem ainda aqueles crentes que declaram, em tom arrogante, obedecer "apenas a Deus e não ao homem" - fazendo deste argumento sua base de insubmissão aos líderes que Deus pôs acima deles. As vezes, utiliza-se até mesmo a obra de Deus, como argumento para justificar falta de submissão. O que me conforta é saber que Deus conhece os reais motivos de cada um!

O conceito de hierarquia reconhecido por Jesus

Ao se dirigir à Pilatos, "Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem" (João 19:11). Nesta declaração, Jesus reconhece dois princípios: 1. O princípio da hierarquia; 2. O principio da submissão. E ambos fazem parte de um outro princípio consagrado nas Escrituras: O princípio da Cadeia de Comando.

Portanto, ao se submeter inteiramente a Pilatos, baseado em princípios bíblicos, o próprio Jesus dá o exemplo maior de obediência e submissão. E, implicitamente, proclama que a autoridade de quem comanda está condicionada ao cumprimento do propósito de Deus; pelo qual cada homem ou mulher - líder ou liderado - dará contas no Dia do Juízo. Deste modo, mesmo que o principio da hierarquia seja usado de modo equivocado, o princípio da submissão permanece em vigor.

Marcas de um verdadeiro líder cristão

Fato é que existem diferenças entre o falso e o verdadeiro líder. Uma delas é o modo diferente como cada um deles faz uso da autoridade. Enquanto o falso líder vocifera: "Eu proíbo isso ou aquilo" - o líder autêntico arrazoa: "Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós que procedais deste ou daquele modo". Entendo que devemos estar atentos a estes pequenos detalhes!

Outra diferença é a que se dá entre a prédica e a prática: O líder autêntico é tão solícito em pedir contas dos seus liderados, como em prestá-las aos seus líderes. Ao passo que o falso líder, muitas vezes em tom arrogante, exige obediência indiscutível de seus liderados; entretanto, não admite obedecer aos seus líderes - salvo em decisões que sejam de seu interesse pessoal.

Com a palavra, a Bíblia Sagrada: "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho" (1 Pedro 5.2-3)."

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Mundo contraditório

"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância" (João 10 : 10).

Nesta manhã, depois de orar, senti desejo de emitir um sinal de alerta aos que, neste blog, me seguem e me acessam. Quero aqui chamar a atenção para uma tríplice aliança - denunciada na Bíblia - elaborada e selada nas profundezas do inferno; cuja finalidade primeira é obstinada rebelião contra Deus; sendo seu objetivo final, o estabelecimento de um império de opressão e injustiça. 

Introduzindo

Estou plenamente convencido de que, dentre os projetos mais importantes desta tríplice aliança para alcançar o seu objetivo é a desqualificação do ser humano - criado a imagem e semelhança de Deus. E, neste objetivo, o seu primeiro ato é levar o ser humano a se conformar e se deslumbrar com este mundo. Em seguida, ele é tangido aos conflitos existenciais, tornando-se desorientado e infeliz. Então, a partir deste ponto, fica aberto o caminho para a corrupção e degeneração. Então, finalmente, o ser humano é destruído.

O mundo é um teatro

Na verdade, o mundo é o teatro deste drama. Em sua entrada existe uma porta larga que leva a um largo caminho - de porneia e de violência - no qual se pratica toda a espécie de transgressão contra Deus. Ao longo desse caminho largo, pode ser vista uma "feira das vaidades", com todo o tipo de oferta feita ao homem; para que o mesmo, em seu ego, se sinta feliz consigo mesmo. Existe também o shoping tem-de-tudo, onde são oferecidos todos os tipos de produto para desviar o ser humano de sua missão e destino. Tem também o supermercado da fé, no qual podem ser encontrados os balcões das mais diversas religiões, oferecendo em suas gôndolas - a preço de ocasião - todo o tipo de superstição e crendice, para dar ao ser humano a falsa sensação de que está bem com Deus.

Logo, não tenhamos dúvida! O que este mundo pretende é colaborar com o tríplice objetivo desta tríplice aliança: Roubar, matar e destruir! Portanto, não devemos, em momento algum, nos enganarmos quanto as verdadeiras intenções deste mundo!

O mundo tenta me dominar

Enquanto eu me preparava para escrever, o meu espírito ponderava sobre o quanto este mundo conspira contra mim, sendo meu inimigo contumaz.

Ele procura, ao mesmo tempo, me afagar e me vergastar.
Ele procura, ao mesmo tempo, me deslumbrar e me repugnar.
Ele procura, ao mesmo tempo, me atrair e me afastar.
Ele procura, ao mesmo tempo, me esclarecer e me confundir.
Ele procura, ao mesmo tempo, me alegrar e me angustiar.
Ele procura, ao mesmo tempo, me prender e me soltar.
Ele procura, ao mesmo tempo, me tranquilizar e me aterrorizar.

Portanto, conhecendo suas reais intenções e objetivo, não devo deixar-me vencer e dominar por ele. Preciso reforçar minhas defesas em Deus, para fazer-lhe frente.

O mundo é a diversão de Satanás

Na verdade, é um mundo contraditório, este em que vivemos; palco de conflitos existenciais que que satã organiza e manipula - transformado em um grande teatro de horror. Mundo cruel, capaz de esmagar aqueles que ousam se insurgir contra ele. Mundo impiedoso - excitado com o sofrimento e ruína que consegue infligir ao ser humano. E Satã, quando consegue montar um quadro ensombreado com miséria no horizonte, procura um lugar privilegiado para assistir - de camarote - as cenas de horror e destruição por ele produzidas.

Finalizando

Como este assunto é vasto e complexo, estou dividindo este assunto em três fases; abordando o carater do mundo em primeiro plano. Em postagens posteriores, alertarei quando ao carater dos outros dois integrantes desta tríplice aliança: O diabo e a carne. Enquanto me preparo, peço aos seguidores e apreciadores do meu blog que orem por mim.
 
"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (I João 2:15).
Cordialmente;
Bispo Calegari

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Alegria sem contra-indicações

Ontem pela manhã, enquanto eu orava e meditava no cuidado de Deus, reforcei a minha convicção de que sou um homem alegre. E ali, no altar da oração, pude entender melhor a grande diferença entre a alegria deste mundo (aquele tipo de alegria que o dinheiro pode comprar e que os recursos e relacionamentos pontuais podem proporcionar) e a alegria do Senhor.

Na verdade, a alegria do Senhor nada tem a ver com aquele tipo de prazer que deriva de emoções humanas estimuladas por fatores materiais e circunstanciais. Muitas vezes, motivos religiosos e seculares são confundidos com motivos espirituais. Algo semelhante aconteceu na chegada da "arca da aliança" ao arraial de Israel (I Samuel 4.1-5); quando o povo se equivocou, pensando que o seu contentamento era a alegria do Senhor.

Todavia, para sentirmos a alegria do Senhor, precisamos estar junto a sua Fonte, que é Jesus: "Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém vô-la tirará" (João 16:22). Tenho plena certeza de que alegria alguma, gerada em meio as paixões e emoções mundanas, pode se comparar à alegria do Senhor.

Pois é... Enquanto orava, procurei entender melhor o sofrimento humano e sua incessante busca por algum tipo de prazer. E, tentando entender a relação de causa e efeito entre prazer e sofrimento, cheguei a conclusão de que - na maioria das vezes - os homens descartam a oferta de Deus, buscando alegria paliativa em duas fontes não confiáveis:

Eles buscam a alegria provocada por pessoas queridas

Ou procuram-na entre aquelas pessoas queridas que fazem parte da nossa vida. E entre elas podemos incluir aqueles familiares que representam muito para nós. E, até mesmo, amigos muito próximos; com os quais mantemos uma convivência de fraternidade e satisfação gerada por anos de afinidades e interesses afins - tais como o gosto pelo desporto e outros divertimentos do gênero - fatores estimulantes de alegria momentânea. Contudo, esta alegria pode nos frustrar...

Eles buscam a alegria provocada por prazeres de mau gosto

Ou, então, a procuram no "lixão" da vida - em meio as ofertas deste mundo - com um tipo de prazer para cada gosto ou preferência. Entre os adeptos deste tipo de alegria, estão aqueles que amam viver as emoções da noite. E também aqueles que se nutrem de vícios secretos. Mas a grande maioria se entrega a prazeres socialmente aceitáveis - embora, as vezes, quase tão nocivos quanto os prazeres considerados ilícitos - em uma espécie de "limbo" perigoso. Contudo, esta alegria pode nos destruir...

Algo que se vê em todos estes prazeres mundanos - mesmo aqueles considerados saudáveis: É que todos eles possuem efeitos colaterais agregados; que podem trazer em seu refluxo, sofrimento bem maior do que a alegria que - temporariamente - foram capazes de produzir.

Todavia, a verdadeira alegria só encontramos em Cristo Jesus

"Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais; porque a alegria do SENHOR é a vossa força" (Neemias 8:10).

Esta é a alegria do Senhor! E ela não é apenas a verdadeira; é também a única alegria sem contra-indicações. A Palavra de Deus nos afirma que "a alegria do Senhor é a nossa força". E como precisamos da força gerada por esta alegria, para sobreviver em um mundo tão corrompido, decadente e perverso!

"Então o rei Ezequias e os príncipes disseram aos levitas que louvassem ao SENHOR com as palavras de Davi, e de Asafe, o vidente. E o louvaram com alegria e se inclinaram e adoraram" (II Crônicas 29:30).

A alegria do Senhor é também o motivo da nossa canção. E não estou me referindo às canções deste mundo, cantadas por razões indeterminadas. Nem mesmo a algumas canções cristãs, cantadas apenas no emocional, sem sentimento de louvor e adoração ao Deus eterno. Daquelas que apenas produzem sons alegres e festivos, sem relevância doutrinária e profética.

"Estes alçarão a sua voz, e cantarão com alegria; e por causa da glória do SENHOR exultarão desde o mar" (Isaías 24:14).

Quando a alegria do Senhor invade o nosso coração, ela nos leva a alçar a voz em cânticos espirituais. E se o que motiva o nosso canto de adoração é a glória do Senhor - terra e mar serão impactados com uma das mais belas cenas já vistas neste mundo: Homens e mulheres celebrando exultantes ao Deus criador dos céus e da terra!

Finalizando

Poderíamos dizer muito mais sobre esta alegria que pode mudar para sempre a nossa vida. A alegria do Senhor é eterna, plena de motivos santos, e não necessita de contra-indicações. Feliz é a pessoa que se deixa envolver e dominar por ela; pois - a esta - a eternidade irá revelar a escolha acertada que fez na vida. E não posso concluir, sem reafirmar que sou mesmo um homem alegre! E disso tenho absoluta certeza!

Cordialmente;
Bispo Calegari