quarta-feira, 30 de março de 2011

Algo acontece quando estamos orando

Ainda a pouco eu estava orando - oração costumeira. Aquela oração que me coloca perante o meu Senhor - prostrado e aberto a ouvir Sua voz. Posso garantir que não existe sensação de segurança igual a que experimentamos na presença do Senhor.

Estando a orar, fiz como geralmente faço: Adorei - orando e cantando. Lamentei por não corresponder ao investimento que o Deus eterno tem feito em minha vida. Agradeci pela vida de minha querida esposa; dos meus filhos, noras, genro , netas e netos. Agradeci também pelos bens que me vieram às mãos; pelos amigos e irmãos; pela missão. Enfim, agradeci ao meu Deus pelo meu bem mais precioso: A salvação!

Ah... Também intercedi - como sempre faço. E o foco da intercessão é quase sempre o mesmo: Família; companheiros de ministério; os membros do conselho Geral; a liderança da Segunda Região; amigos e irmãos presentes em minha página no facebook. Intercedi até pelos que me fazem mal. Que bênção é poder estar orando!

Realmente, posso afirmar que algo acontece quando estamos orando! Todavia, para que algo aconteça quando estamos orando; é necessário que façamos algo, enquanto estamos orando. Por exemplo:

"Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas" (Marcos 11.25).

Não existe a menor chance de termos sucesso na oração, se o nosso coração não estiver disposto a perdoar aos nossos ofensores e devedores. Liberar perdão é condição essencial, para sermos perdoados e abençoados por Deus; e também para abençoarmos os homens - mesmo aqueles que nos afligem. O ato de perdoar é um ato de generosidade; ato que nunca fica sem recompensa.

"Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos" (Lucas 11.1).

Enquanto oramos, precisamos procurar aprender a orar objetivamente. Precisamos entender que oração não é apenas um jogo de palavras, ou um mantra formulado em atitude mística. Orar não é entrar em êxtase. O pedido feito a Jesus por seus discípulos pressupõe a importância que deram a uma oração bem formulada. É interessante notar que este pedido foi feito, quando Jesus estava em certo lugar, orando. Eles devem ter percebido algo diferente.

Vemos assim, a importância de tomarmos algumas medidas primárias, ao orarmos; e, a partir daí, algo sempre acontece quando estamos orando!

Quando estamos orando, experimentamos livramento

"Vigiai, pois, em todo o tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que hão de acontecer, e estar em pé na presença do Filho do homem" (Lucas 21.36).

Segundo o "Aurélio", a palavra livramento é um substantivo masculino; que significa "ato ou efeito de livrar-se; ou soltura de alguém que se achava preso". E nós temos um clássico exemplo de livramento no NT: A soltura do apóstolo Pedro.

A Palavra de Deus relata que "Pedro, pois, estava guardado na prisão; mas a igreja orava com insistência a Deus por ele" (Atos 12.5). Liberto da prisão por um anjo, dirigiu-se ao cenáculo, onde a igreja orava em seu favor. E, em meio ao espanto que se sucedeu, "ele, acenando-lhes com a mão para que se calassem, contou-lhes como o Senhor o tirara da prisão, e disse: Anunciai isto a Tiago e aos irmãos. E, saindo, partiu para outro lugar" (Atos 12.17). Verdadeiramente, quando estamos orando, algumas prisões se abrem - tanto na nossa própria vida, como na vida de pessoas pelas quais intercedemos.

Quando estamos orando, somos visitados

"Ordenou-lhe o Senhor: Levanta-te, vai à rua chamada Direita e procura em casa de Judas um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando" (Atos 9.11).

Em momentos de dor e conflito, quando estamos orando, Deus sempre envia alguém para nos auxiliar - homens ou anjos. Tanto no passado como no presente, Deus tem enviado alguém, para confortar, encorajar e direcionar a vida de pessoas que estavam orando. Isso aconteceu com Paulo - em um momento de fragilidade. E também aconteceu com Cornélio! E sobre esta experiência, "Então disse Cornélio: Faz agora quatro dias que eu estava orando em minha casa à hora nona, e eis que diante de mim se apresentou um homem com vestidura resplandecente" (Atos 10.30).

Lembro-me perfeitamente da experiência da irmã Graça - esposa do Pastor Antonio Santana, da IMW do Jacaré, em Cabo Frio-RJ. Foi no final dos anos oitenta. Seu lar vivia sérios problemas; necessitando muito da ajuda de Deus. Naquele dia (parece-me que Primeiro de maio), ela pediu a Deus que pusesse um fim no sofrimento da família. Então, ouviu a voz do Senhor dizendo: "filha, neste dia enviarei um anjo à tua casa; e a vida de vocês vai mudar". Naquele dia, em visita de rotina (assim pensava eu), entrei naquela casa desconhecida pela primeira vez (não conhecia pessoa alguma daquela família). Encontrei Antonio Santana - hoje pastor; sentado em um sofá - de bermuda e camisa regata. Ministrei e orei. Foi o dia de salvação para aquela família!

Quando estamos orando, somos desafiados

"Estava eu orando na cidade de Jope, e em êxtase tive uma visão; descia um objeto, como se fosse um grande lençol, sendo baixado do céu pelas quatro pontas, e chegou perto de mim" (Atos 11.5).

Pedro nem podia imaginar o que aquela visão significava. Ele estava prestes a transpor os limites que separavam os judeus dos gentios. As barreiras que ainda existiam entre a comunidade cristã emergente e o mundo gentio, estavam prestes a serem derrubadas. E um dos fatores que contribuíram para isso, foi o fato de Pedro estar orando. Naquele momento, sem que ele entendesse muito bem o que acontecia, Deus lhe dava uma visão e uma missão.

Assim acontece também conosco: Sempre que estamos orando, nos tornamos disponíveis a que Deus nos dê uma visão e uma missão. Maria Celia costuma contar que um dia, quando ainda adolescente - enquanto preparava o almoço da família - ajoelhou-se ali mesmo, na cozinha, para orar. Enquanto orava, ouviu Deus lhe falar: "Minha filha, eu estou te chamando para o ministério". Mesmo sem saber o significado desta palavra, ela respondeu: "Senhor, eu não tenho sabedoria; e nem condições" - ao que o Senhor respondeu: "Sabedoria e condições eu te darei". E tenho experimentado, ao longo de quarenta e um anos, a companhia e apoio de minha querida esposa, no exercício do ministério para o qual o Senhor a chamou, enquanto estava orando.

Existem muitas outras coisas que podem acontecer, quando estamos orando. E a imaginação - tanto a minha como a sua - pode percorrer um universo de possibilidades decorrentes da oração que fazemos. Deus age quando um crente ora com fé e entrega. Por isso, é muito importante sabermos que algo acontece quando estamos orando!

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 29 de março de 2011

Quando o Passado abençoa o Presente

Recebi a cerca de dois meses, um honroso convite do Pastor Gutemberg, para pregar no culto de encerramento do aniversário da IMW Primeira de Nilópolis. No momento do convite, fui buscar nos bastidores da memória fatos que estão lá registrados. Tanto Maria Celia quanto eu, temos várias lembranças ligadas a esta querida igreja wesleyana.

Em nossa ida, passamos antes em casa da irmã Delza, minha sogra, que foi uma das pioneiras daquela igreja; cuja história de vida cristã se entrelaça a mesma (lá ela se converteu e conduziu os seus filhos no evangelho - tendo sido Maria Celia seu primeiro fruto de convertida). Lá ela é Celia foram batizadas pelo Pastor Antonio Faleiro Sobrinho. E foi lá que ela viu o meu sogro, de saudosa memória - o Pastor Moacir Sobral de Araújo, dar os seus primeiros passos na fé; tendo sido também batizado pelo Pastor Faleiro. É lembrança que não acaba mais!

Saímos de Olaria para Nilópolis, quase escurecendo. A irmã Ione, que cuida de minha sogra, foi conosco. Como a muitos anos não vou por aquelas bandas; acabei me perdendo - indo parar em Costa Barros, Pavuna... Tendo que voltar pela linha vermelha, até Jardim América, para começar de novo (tal como acontece com um crente, quando erra e precisa começar novamente). Enfim, chegamos ao culto, com mais de uma hora de atraso; mas ainda à tempo de ver e ouvir muitas coisas maravilhosas.

Pois é: Este convite nos colocou no templo, anexos e corredores da querida IMW Primeira de Nilópolis; local que fora palco de vários atos proféticos que marcaram a nossa vida. Para homenagear a aniversariante, resolvi escrever algo que pudesse ser lido no momento da mensagem:

Quando o Passado abençoa o Presente

Existe um ditado muito conhecido pela grande a maioria das pessoas. Nele se afirma que "Recordar é viver". E sou obrigado a concordar com ele - mas apenas em parte. Tenho em minha própria vida, lembranças de um passado que me torna vivo, grato a Deus e motivado.

Mas sabemos que as memórias - em sua tarefa de rebuscar as experiências do passado - projetam do seu banco de dados; não somente as boas experiências vividas, que tanto nos alegraram e enriqueceram; mas também algumas recordações que preferiríamos esquecer. Portanto, se o ditado, por um lado, declara uma grande verdade; ao afirmar que "recordar é viver"; por outro lado, entretanto, costuma omitir outra grande verdade: Que às vezes, dependendo do foco, "recordar também é morrer".

Quanto a mim, posso afirmar que tenho, nos registros da memória, ambas as fontes de informação - as boas e as ruins. Todavia, o Espírito Santo me ensinou a lidar com isso; mantendo nos bastidores da memória, duas "gavetas": Uma delas se chama "Arquivo para lembrar"; a outra se chama "Arquivo para esquecer". Uma é para ser constantemente aberta; a outra para ser definitivamente fechada.

E, para Célia e eu, a querida IMW de Nilópolis ocupa um capítulo à parte em nossas lembranças:

Para ela, a querida "igreja de Nilópolis" a faz lembrar-se de sua conversão; de seus primeiros passos no evangelho; de amizades contraídas, que se sobrepõem ao tempo que passou; do seu primeiro pastor - o Pastor Antonio Faleiro Sobrinho; do seu batismo nas águas e com o Espírito Santo; do seu chamado... Chamado para a obra que ela continua fazendo!

Para mim, a esta querida igreja foi palco de uma das primeiras campanhas de avivamento que fiz (na semana do Natal de 1969); da mensagem que preguei no penúltimo domingo daquela semana, em plena Escola Dominical - quando avistei Maria Célia pela primeira vez e obtive a certeza de que ela seria a minha esposa... E companheira por toda a vida! E nosso inesquecível casamento aconteceu aqui... Em 11 de julho de 1970.

E nesta semana mesmo - em nosso Seminário de Imersão, em Barbacena; onde reunimos cerca de trezentos obreiros, para o lançamento do "Projeto Gceu" o Pastor Perim, SD do Distrito de Vitória, me falou de sua ida à casa do Presbítero Valtinho, antigo obreiro desta querida igreja; na cidade de Domingos Martins-ES, para levar-lhe a Ceia do Senhor. Em dado momento, ele começou a falar: "Na semana do casamento do Calegari e da Maria Célia, eu estava fazendo o púlpito da igreja de Nilópolis - por determinação do Pastor Faleiro; correndo para que ficasse pronto para a cerimonia". Este querido obreiro tem uma bela história de vida naquela igreja.

Culto abençoado do início ao fim

O culto foi marcado por grande unção. Logo após a narrativa; fui informado da presença dos filhos do Presbítero Valtinho. Foi muito bom nos abraçarmos. Até a irmã Delza sentiu-se inspirada a dar uma palavra - do próprio lugar em que estava assentada - tendo sido levado o microfone sem fio até ela. Célia também compartilhou experiências. Deus me deu uma palavra profética para a igreja, baseada em Mateus 7 e 8. Houve grande quebrantamento e um clima de avivamento. Louvo a Deus pela vida do Pastor Gutemberg e família. Glória a Deus!

Após o culto, fomos servidos por um delicioso jantar - com direito a bacalhau e tudo - preparado por irmãs muito competentes nas artes culinárias. Obreiros e irmãos se opuseram à mesa - nós entre eles. Foi bom abraçar o Marquinhos Arona, sua esposa e filhos - o menino é sua cópia; embora - como ele mesmo diz - melhorada. O Marquinhos é filho da irmã Isabel Arona, que foi uma coluna nesta igreja; cuja vida se entrelaça com nossa história de vida conjugal. Ela disse à irmã Delza: "Deus trará um pastor para conhecer e casar com Maria Célia" (Deus lhe revelara).

Obrigado Jesus, por lembranças tão enriquecedoras! Amanhã, segunda-feira, é outro dia... E iremos revigorados, para pregar em mais um aniversário de igreja - o culto de celebração dos 31 anos de existência da IMW de Boa vista - em Volta Redonda.

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 27 de março de 2011

Definindo Ansiedade

"Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco" (Filipenses 4.6-9).

Ao longo dos anos de ministério, tenho me debruçado sobre o tema "ansiedade". Mas antes de falar sobre isso, preciso testemunhar sobre os efeitos que a ansiedade causou em minha própria vida:

Por diversos anos me deixei levar pela ansiedade - em situações difíceis que exigiam uma decisão da minha parte. Na tentativa de lidar com provas e desafios, percebi que este sentimento me dominava; e em nada contribuía para facilitar uma decisão baseada na Palavra de Deus. Foram momentos difíceis - isso posso afirmar, com toda a certeza!

Em ocasiões assim, fui me convencendo que o sentimento de ansiedade conspirava e trabalhava contra mim. A pressão exercida por ele tumultuava o meu raciocínio, dificultando as medidas da razão. E mesmo o meu espírito sentia enorme dificuldade em entregar tudo nas mão do Senhor e descansar, confiando plenamente em suas promessas. Concluí então, que a ansiedade era uma espécie de "quinta coluna" em minha vida, me fazendo sofrer além da medida e antes da hora. Ou eu acabava com ela; ou ela acabava comigo. Resolvi então tomar medidas!

Agora, sim! Posso revelar a conclusão a que cheguei; quanto ao sentimento de ansiedade. E esta conclusão nada tem a ver com razão ou emoção. Como declarei acima, passei um bom tempo investigando o tema - à luz das escrituras; e esta pesquisa não se deu em momentos de pressão, quando o nosso discernimento fica frágil. Procurei me aprofundar no assunto; e cheguei as seguintes conclusões:

A ansiedade é um assunto relevante na bíblia

Embora o assunto não apareça muitas vezes nas Escrituras; no entanto - quando aparece - sua abordagem tem tudo a ver com insegurança e falta de confiança no cuidado de Deus. Enfim, falta de fé nas promessas de Deus. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, vemos referências sobre a ansiedade. Geralmente, sua conotação tem a ver com atitude negativa; mesmo quando se relaciona com a busca e a necessidade de um encontro com Deus (nesses raros casos - Salmos 63.1 e Oseias 5.15 - a ideia transmitida tem mais a ver com impossibilidade e insegurança do que com confiança e fé).

A ansiedade produz um estado de abatimento

Ela se apresenta como uma espécie de voz, apontando tragédias insuperáveis - mas sem indicar uma saída ou possível solução para o problema que nos aflige. A pressão por ela provocada, coloca em desordem o nosso senso de equilíbrio, afetando profundamente o nosso discernimento. E este quadro de abatimento, que pode conduzir a depressão, somente começará a ser modificado com uma boa palavra. Esta é a receita das Escrituras: "A ansiedade no coração do homem o abate; mas uma boa palavra o alegra" (Provérbios 12.25).

A ansiedade nos impede de ver o bem

Quando uma vida é dominada por ansiedade - seja esta relacionada a qualquer coisa, mesmo trivial - esta vida perde completamente a visão dos valores de que dispõe. Seus olhos não conseguem ver o cuidado de Deus; não consegue se dar conta das manifestações de carinho que lhe são dirigidas. Enfim, uma vida ansiosa se desconecta com a realidade favorável; e só consegue focalizar a razão do seu desespero.

Ao abordar o estado de ansiedade das pessoas, Jesus faz a seguinte advertência: "Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles" (Mateus 6.25, 27-29). Este texto demonstra claramente que Jesus trata a ansiedade como algo errado e nocivo.

A ansiedade nada mais é do que falta de fé nas promessas de Deus

Todos os que já foram dominados pelo sentimento de ansiedade, devem ter constatado que este sentimento não nos deixa ver as promessas de Deus. E na continuação do texto de Mateus 6, citado acima, Jesus declara: "Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir? (Pois a todas estas coisas os gentios procuram.) Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso" (Mateus 6.30-32).

Se, em meio as provações, o nosso espírito se fixar nas promessas de Deus; teremos então o antídoto contra a ansiedade. O texto de Provérbios 12.25 - citado acima, declara que uma boa palavra alegra um coração abatido pela ansiedade. E esta "boa palavra" é a Palavra de Deus; na qual devemos fixar os nossos olhos, para nos contrapormos aos sentimento de ansiedade. Mesmo que nossa alma se deixe dominar pela ansiedade; devemos nutrir o nosso espírito com a Palavra de Deus; pois ela é a única palavra que deve ser ouvida em tempos de aflição.

A ansiedade é pecado

Se analisarmos a doutrina do pecado, em seu sentido genérico, vamos concluir que pecado é tudo aquilo que se contrapõe ao propósito de Deus para as nossas vidas - sejam pensamentos, palavras ou obras. E a ansiedade é uma contra-posição ao melhor de Deus para as nossas vidas! À medida que ela nos aproxima dos nossos medos e inseguranças; ela também nos afasta de Deus e de Suas promessas.

Já examinamos o que disse Jesus, quando a falta de fé demonstrada pela ansiedade. E a bíblia nos diz que "... tudo o que não provém da fé é pecado" (Romanos 14.23). Enquanto a ansiedade aponta o problema, baseada nas emoções; a fé aponta a solução, baseada nas promessas de Deus. A fé vai contra a ansiedade, porque - enquanto a ansiedade se fixa nas coisas visíveis - a fé se fixa no invisível, se firmando nas promessas de Deus. Enquanto que - para a ansiedade - a única coisa que conta é o sofrimento imediato; para a fé, a única coisa a ser considerada e a Palavra de Deus.

O remédio para a ansiedade é a oração e súplica com ações de graças

Paz e ansiedade são dois sentimentos antagônicos. Eles jamais estarão juntos em um mesmo espaço: Ou um ou o outro irá permanecer. E o texto de Filipenses, que encabeça este artigo, revela duas coisas sobremodo importantes: A primeira, é que a ansiedade e seus derivados nos impede de desfrutar da paz de Deus em toda a sua extensão. A segunda, é que a oração e súplica com ações de graças pode trazer a paz de Deus - única proteção, em Cristo Jesus, para o nosso coração e o nosso sentimento. Leia novamente: "Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus" (Filipenses 4.6-7).

A fé na Palavra de Deus nos liberta da ansiedade

A Palavra de Deus põe em destaque a fé de Abraão, "O qual, em esperança, creu contra a esperança, para que se tornasse pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência; e sem se enfraquecer na fé, considerou o seu próprio corpo já amortecido (pois tinha quase cem anos), e o amortecimento do ventre de Sara; contudo, à vista da promessa de Deus, não vacilou por incredulidade, antes foi fortalecido na fé, dando glória a Deus, e estando certíssimo de que o que Deus tinha prometido, também era poderoso para o fazer" (Romanos 4.18-21).

Este texto revela o poder da fé, se contrapondo à ansiedade, usando como exemplo a vida de Abraão - o "pai da fé". Ele não tinha evidência física alguma, quanto a possibilidade de vir a ser pai em idade tão avançada. A única coisa que Abraão possuía, era a promessa de Deus em seu favor. E sua decisão foi de firmar-se sobre a Palavra, não levando em consideração os impedimentos (corpo envelhecido; esterilidade de Sara, etc.). Ele descartou a incredulidade - que é a maior aliada da ansiedade - pois o único sentimento que ele considerava, era a certeza que Deus cumpriria Suas promessas! E ponto final.

E nada melhor para concluir esta reflexão, do que trazer a Palavra de Deus na "pena" do grande apóstolo Pedro: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" (1 Pedro 5.7).

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 25 de março de 2011

Servo é quem serve

"45 Quem é, pois, o servo fiel e prudente, que o senhor pôs sobre os seus serviçais, para a tempo dar-lhes o sustento? 46 Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo. 47 Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens. 48 Mas se aquele outro, o mau servo, disser no seu coração: Meu senhor tarda em vir, 49 e começar a espancar os seus conservos, e a comer e beber com os ébrios, 50 virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, 51 e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 24.45-51)

Uma das atribuições mais importantes, dada por Jesus aos seus discípulos, é a de servir ao seu próximo. O serviço cristão é um ministério que se diversifica, em conformidade com o tipo de necessidade daqueles que estão ao seu alcance. E a Palavra de Deus, apresenta uma vasta gama de ministérios - todos eles voltados para o serviço cristão em prol dos que carecem, tanto do favor de Deus como da empatia dos homens.

Ao longo de minha vida, tenho experimentado algum desconforto e constrangimento, quando lido com pessoas em situações desagradáveis, sem que nada ou quase nada eu possa fazer por elas. Tenho percebido que a nossa consciência procura nos eximir de responsabilidade quanto ao sofrimento alheio. De quando em vez, a surpreendemos atribuindo a terceiros a responsabilidade pelos desvalidos; procurando justificar nossa inércia, protestando contra a omissão e descaso de autoridades e instituições que deveriam atender àqueles casos que nos constrangem e culpam.

Todavia, sejam quais forem os argumentos que invoquemos, para tentar amenizar a nossa responsabilidade no serviço devido ao nosso próximo; fica claro nas Escrituras Sagradas, que esta responsabilidade é também nossa. Faz parte da nossa missão, confortar a alguém abatido e socorrer a alguém maltratado e ferido. Não podemos simplesmente "virar as costas", fazendo de conta que não temos nada a ver com aquilo. Somos devedores para com os que sofrem; disso não podemos nos desvencilhar!

Face a este assunto de tamanha relevância para os dias de hoje, resolvi enumerar algumas razões pelas quais devo servir ao meu próximo, em gera; e ao meu irmão em especial:

Primeira razão: Deus nos criou para sermos servos

"Bem-aventurado aquele servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo. Em verdade vos digo que o porá sobre todos os seus bens" (Mateus 24.46-47)

Um adágio bastante popular, declara que "aquele que não vive para servir, não serve para viver". Em linha com este adágio, podemos afirmar que o mundo em que vivemos pode passar muito bem sem aqueles que são incapazes de servir ao seu próximo. Não será exagero algum, dizer que o homem é servo de toda a criação; cabendo-lhe cuidar dela e preservá-la. E não é errado pensar que a desordem em que este mundo se encontra, se deve ao fato do homem ser um servo mau. Ele consegue destruir tudo à sua volta; sendo o único animal que destrói os de sua própria espécie, mesmo sem razão aparente.

Segunda razão: Nosso modelo de servo é o próprio Jesus

"Assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mateus 20.28)

Graças a Deus, temos um modelo digno de ser imitado - o Senhor Jesus. Em um "mundo evangélico", no qual muitos dos seus expoentes máximos procuram se acercar de servidores, temos em Jesus o perfeito exemplo de natureza serviçal. Sua vida se esvaiu em favor dos aflitos e desvalidos. Ao lermos os evangelhos, raramente encontramos um texto em que Jesus não seja visto servindo alguém. No evangelho de João, Ele se dirige aos seus discípulos: "Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (João 13.13-14).


Terceira razão: O tamanho de alguém se mede pelo nível de serviço prestado

"Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo" (Mateus 23.11)

Um dos princípios do mundo espiritual estabelece que é descendo ao nível de servos, que temos a oportunidade de crescer na presença de Deus. Geralmente, o ser humano procurar crescer, destruindo sonhos e pessoas. É uma cena comum, vermos pessoas sendo usadas como trampolim, para que alguns consigam satisfazer a sua insaciável ambição de grandeza. E na maioria das vezes, o que resta para aqueles que foram manipulados por homens ambiciosos e gananciosos, é mágoa e frustração.

Quarta razão: Na "fila do Reino" o primeiro lugar é dos que servem

"E qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será vosso servo" (Mateus 20.27)

Um grande conforto para aqueles que são verdadeiros servos, é saber que - na fila do reino - os primeiros lugares estão reservados aos que serviram com amor e dedicação ao seu próximo. Os servos que procuram servir nesse nível, nem precisam se preocupar com posição: O próprio Deus cuidará deste detalhe, em favor do servo aprovado.

Quinta razão: No Reino de Deus, o maior serve o menor

"Foi-lhe dito: O maior servirá o menor" (Romanos 9.12)

O Reino de Deus é o único reino existente, em que o maior serve ao menor. Todos os reinos dos homens reduzem as pessoas pequenas e indefesas a um estado de servidão que, muitas vezes, chega aos limites da escravidão. É algo muito triste de se ver: Os dominadores deste mundo, dando ordens e tratando o seu semelhante, como se fosse uma pessoa de segunda classe. O que nos vale, é que o Deus eterno tem esta cena sob seus olhos; e há de dar a justa retribuição.

Sexta razão: Deus aplicará penalidade ao mau servo

"Mas se aquele outro, o mau servo... Começar a espancar os seus conservos... Virá o senhor daquele servo, num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mateus 24.48-51)

Este é um assunto em constante investigação: A recompensa final. As opiniões não são unânimes, quanto ao grau de penalidade aplicada a quem se aproveita do seu próximo para seu engrandecimento pessoal. Todavia, em uma coisa todos parecem estar de acordo: Deus não deixará impune aqueles que se aproveitam do seu semelhante para auferir vantagens. Sabemos de muitos cristãos que se apresentam como servos de Deus; mas parecem desconhecer que os verdadeiros servos de Deus, são igualmente servos dos homens. Fica aí a advertência: No Reino de Deus, Servo é quem serve!

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 22 de março de 2011

"SIM" - Seminário de Imersão

Conforme foi amplamente divulgado entre nós - obreiros e membros da II Região - foi realizado o tão esperado "SIM" (Seminário de Imersão); cuja finalidade era o lançamento oficial do GCEU (Grupo de Comunhão, Edificação e Unidade) - que é o projeto da Igreja Metodista Wesleyana para os Grupos Pequenos. O local escolhido para a realização do evento, foi o Instituto Missionário S. Miguel, na bucólica cidade de Antonio Carlos, bem pertinho de Barbacena - cidade histórica do Estado de Minas Gerais.

Como o Seminário de Imersão seria realizado nos dias 18 a 20 deste; marcamos algumas reuniões com o CMR (Conselho Ministerial Regional) nos dias 17 e 18. Foram reuniões muito proveitosas; pois, examinamos e decidimos alguns assuntos do maior interesse da II Região. Além disso, tivemos maravilhosos momentos de comunhão. Creio que o ponto mais elevado das reuniões, foi a reunião de oração que marcamos para as cinco horas da manhã do dia 18. Clamor e lágrimas marcaram nossa prostração na presença do nosso Deus.

Já na quinta-feira haviam vários obreiros que chegaram com antecedência para o Seminário. Mas na sexta-feira, a partir do meio-dia, foram chegando várias caravanas de obreiros, dos diversos Distritos da II Região. As inscrições indicaram um número próximo dos trezentos participantes, entre pastores e obreiros. A motivação era visível e contagiante! Por antecipação, já imaginávamos que nosso Deus iria fazer grandes coisas ali, aleluia!

A coordenação do evento ficou sob a responsabilidade do Pastor Geraldo Lúcio Rodrigues e uma equipe muito dedicada que esteve ao seu lado durante todo o tempo. A instituição hospedeira nos serviu com uma farta de deliciosa refeição, à moda do interior. Um cardápio variado fez a alegria de todos - tanto por ocasião do café; como nos almoços e jantares. As instalações, por sinal muito confortáveis, nos permitiram descansar o suficiente para a programação.

O Ministrante oficial foi o Pastor e Cantor Elizeu gomes - Coordenador Geral do GCEU. Como lhe é peculiar, foi de admirável habilidade, conseguindo prender a atenção do auditório durante as longas ministrações. Além dele, tivemos a participação sempre edificante do Pastor Geraldo Lúcio Rodrigues. Ah, tivemos o privilégio de ter a presença de dois Secretários Gerais - ambos obreiros da II Região: Pastor Geraldo Lúcio e Pastor Calegari. A apresentação do projeto missionário "Corações Abrasados", feita pelo Aspirante Luiz Guilherme, foi de grande proveito e ensino para todos nós. E a dinâmica promovida pela irmã Marleide - sobre a "Terapia do Abraço" - provocou alegria e bem-estar em todos nós.

Tanto na noite de sábado, quando o Pastor Elizeu Gomes precisou mudar sua mensagem segundo direção de Deus, quando o Espírito agiu e promoveu um grande avivamento entre todos; como também no encerramento, quando ministramos uma palavra profética para todos os presentes, culminando com uma oração profética - permeada por línguas angelicais - momento em que Deus se manifestou de modo sobrenatural, mediante o mover do Seu Espírito, que abalou literalmente o local, provocando um quebrantamento que se propagou por quase todos os presentes.

Em meio ao glorioso momento, chamei os participantes da Coordenação do Seminário de Imersão, para que orássemos por eles. Após a oração, proclamamos o ajuste de nomeações, feito pelo Conselho Ministerial Regional, ficando o ajuste assim definido:

Distrito de Belo Horizonte
Igreja do Paraíso: Pastor Bartolomeu Rodrigues de Souza;
Igreja de Durval de Barros: Pastor Sinval Dias da Silva;

Distrito de Betim
Igreja de Bocaiuva: Pastor José Adeilton Cavalcante;

Distrito de Contagem
Igreja II do Industrial: Pastor Gilberto Geraldo dos Santos - titular;
Pastor José Sanclé Sá de Andrade - ajudante;

Distrito de Juiz de fora
Igreja de Barbacena: Pastor Isaque dos Santos;
Obreiro a disposição do Distrito, sem ônus: Pastor Antonio Carlos Campos;

Distrito de Lavras
Igreja de Bom Sucesso: Pastor Gilmar Gomes de Oliveira;

Distrito de vitória
Frente Missionária de Linhares: Pastor Gidelson Ferreira da Silva Júnior;

Outras Decisões
Obreiro transferido para a IV Região: Pastor Ramon Marcos de Andrade;

Igrejas transferidas do Campo de Goiás para o Distrito de Brasília:
Igreja de Planaltina; e igreja de Parque Mingone.

Sala das Reuniões
Bispo Sebastião Calegari
Superintendente Regional

Ao final, foi separado o momento para as fotos. Em um ambiente bem descontraído, todos os participantes do evento (com exceção daqueles que, por motivo de força maior, tiveram que retirar-se pela manhã) se agruparam no auditório para as fotos oficiais. Dali, seguimos para o refeitório. O ambiente foi de grande alegria e entusiasmo; por tudo o que Deus fez em nosso meio. A Ele toda a honra, glória e louvor!

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 21 de março de 2011

Hoje, Tóquio... Amanhã, Brasília... O fim vem!

"22 Porque dias de vingança são estes, para que se cumpram todas as coisas que estão escritas. 23 Ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! porque haverá grande angústia sobre a terra, e ira contra este povo. 24 E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos destes se completem. 25 E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. 26 os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados. 27 Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória. 28 Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima" (Lucas 21.22-28).

O sofrimento japonês

Já não há nada novo a acrescentar, a tudo o que se escreveu sobre a tragédia que se abateu sobre os japoneses. Os efeitos imediatos, o número de vítimas fatais, o golpe na economia e nos sonhos nipônicos, a grande comoção mundial... Enfim, parece não haver novidades neste desastre de proporções gigantescas. Sabemos que foi algo aterrador; uma força irresistível, surgido das entranhas da Terra. Esta força da natureza veio e foi - em tão pouco tempo - deixando um rastro de destruição em seu caminho; reduzindo parte de uma grande e próspera nação, a um monte de escombros, lixo e ferros retorcidos.

E o Japão, inerte perante o grau de destruição produzido dentro de suas fronteiras, assiste estóicamente a contagem de seus mortos - que já chegam a milhares e não deve parar de subir tão cedo - sem saber exatamente o nível de perigo representado por suas usinas nucleares seriamente danificadas pelo terremoto seguido de tsunami. Nos dias subseqüentes ao desastre, orei ardentemente pelo Japão; e uma voz interior me alertava: "Hoje, Tóquio... Amanhã, Brasília. Sim! Preciso escrever sobre isso.

A angústia das nações

"E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas" (Lucas 21.25)

Vivemos dias de angústia; e quanto a isso, ninguém pode duvidar. Naturalmente que não podemos afirmar ser este o momento do fim do mundo. Todavia, inúmeros sinais indicam que estamos no começo do fim. E não me refiro apenas aos fenômenos da natureza, em suas manifestações intermitentes; os quais tem direcionado sua fúria arrasadora para alguns países em especial ( Haiti, Chile, Japão, etc.). E outros que ainda serão duramente atingidos.

Vivemos também dias de inquietação. O mundo está vivendo aquele tipo de sentimento, quando as pessoas se apercebem que "algo ruim está para acontecer". Alguns tradicionais focos de violência e conflito, estão intensificando o nível de intolerância e radicalismo (Oriente Médio, Ásia, etc.). A primeira ideia ao desavisado - quanto aos movimentos populares em defesa da democracia e das liberdades de expressão - é que alguns países de regime tradicionalmente teocrático e intolerante, estão finalmente sorvendo o cálice do clamor popular em busca de mudanças.

É verdade! O grito das nações, em busca de liberdade, está nas ruas e praças de diversas nações; com alguns governos já sem sustentação - podendo cair a qualquer momento. Algumas "figurinhas carimbadas" entre os ditadores mundiais; outrora tão firmes em seus feudos, encontram-se no meio de uma onda, cujas consequências são imprevisíveis. O grito que se ouve nas ruas, chega aos lugares mais distantes - em todos os continentes. E ao que tudo indica, o detonador de tais manifestações nem está dentro das fronteiras desses países sob agitação.

A vinda do Filho do Homem

"Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória" (Lucas 21.27).

Para aqueles que estão voltados para a Palavra de Deus, não resta a menor dúvida quanto ao fato de que a vinda de Jesus está muito próxima. Vários textos das Escrituras Sagradas proclamam esta vinda iminente, exibindo com riqueza de detalhes os sinais que antecedem a gloriosa volta de Jesus, para buscar o Seu povo. E cada cristão, em qualquer lugar deste mundo, precisa saber que a contagem regressiva já começou. Não é hora de ficarmos à cata de modismos e novidades. O momento exige que permaneçamos em nosso "aprisco" - especialmente se não temos um motivo muito forte para deixar a nossa congregação; ou plena certeza quanto ao tipo de "verdade" existente nas novidades que nos rodeiam e que tentam nos atrair.

Vivemos tempos de crise. E em tempos assim, não podemos baixar a nossa guarda. O momento é de oração e vigilância. Vivemos um tempo de confrontação - um tempo de guerra! Guerra ideológica, travada em diversas frentes de batalha. No âmbito religioso, não sabemos muito bem quando o motivo da guerra é de ordem doutrinária ou financeira. Nunca antes se assistiu pedir tanto dinheiro em nome da fé. No âmbito da moral e dos bons costumes, o que se vê é uma luta de morte entre a tradição e a inovação. Os novos conceitos sobre relacionamento, família, cultura, etc., estão tentando se sobrepor aos princípios milenares que conceituam e norteiam os valores que regem a família e a sociedade.

A redenção está próxima

"Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima" (Lucas 21.28)

E assim, como podemos depreender, "estas coisas" já começaram a acontecer. E cabe ao crente verdadeiro - aquele que vive sua vida pautada na Palavra de Deus - manter sua cabeça erguida. Sempre exultante no Senhor; expressando sua fé com genuína alegria interior, produzida pela certeza de que Jesus vem buscar o Seu povo. A redenção do crente fiel está próxima; e o mundo precisa saber disso!

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 16 de março de 2011

Somos a Geração do Fim

"E o julgamento é este: A luz veio ao mundo, e os homens amaram antes as trevas que a luz, porque as suas obras eram más" (João 3.19).

"Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra"
(Apocalipse 11.18)

Não tenho muito tempo para falar sobre a tragédia que se abateu sobre os japoneses. Não por falta de assunto; e sim, por falta de espaço. Sabemos que foi algo fenomenal. Uma força irresistível, surgida das entranhas da Terra. Ela veio e foi - em tão pouco tempo - deixando um rastro de destruição em seu caminho. Esta força da natureza reduziu parte de uma grande e próspera nação, a um monte de escombros, lixo e ferros retorcidos. O Japão, inerte perante o grau de destruição produzido em suas fronteiras, assiste estóicamente a contagem de seus mortos - que já chegam a milhares e não deve parar de subir tão cedo. Hoje, Tóquio... Amanhã, Brasília. Sim! Preciso escrever sobre isso; mas não será hoje.

O que escrevo hoje tem a ver com a Igreja. "Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e se começa por nós, qual será o fim daqueles que desobedecem ao evangelho de Deus?" (1 Pedro 4.17).

Lamento dizer, que sou obrigado a discordar daqueles que afirmam que "somos a geração do avivamento" (alguém cunhou este chavão - outros o vão repetindo, sem se darem conta do seu real significado). A grande e incontestável verdade é que somos A GERAÇÃO DO FIM! E não há como evitar isso. Podemos ignorar os sinais que confirmam a proximidade do fim; mas isso não o coloca mais distante de nós. É como os sinais que indicam um estado de enfermidade terminal. Ignorar estes sinais não evita a fatalidade provocada pela mesma.

Entendo perfeitamente que avivamento é uma experiência real. Posso dizer, com toda humildade, que já vi e senti os seus efeitos. Sei do que o avivamento é capaz; das transformações que pode produzir. Todavia, avivamento também é conceito, que pode ser elaborado a partir de uma premissa equivocada. Seria superficial da minha parte negar os focos de avivamento que ocorrem, de modo pontual, em vários lugares. Entretanto, afirmar que somos a "geração do avivamento" é no mínimo otimismo exagerado. E posso explicar porque:

O avivamento é muito mais conhecido por seus efeitos do que por sua causa. É como o vento - só conseguimos vê-lo através dos efeitos que provoca (um galho se curvar; uma cortina balançar, um cabelo esvoaçar, etc.). Não há como ver o avivamento, a não ser pelos efeitos que vai causando ao longo do seu curso.

O avivamento é autenticado pelas transformações que provoca na sociedade - ou em uma igreja. Ele não se revela através da alegria incontida de um grupo condicionado por uma determinada circunstância. Os efeitos transformadores de um avivamento não estão na estética - e sim na essência.

Só para ilustrar, posso citar dois episódios - entre tantos que conheço:

1. O "avivamento" provocado pela presença da Arca da Aliança (1 Samuel, capítulo 4)

"5 Quando a arca do pacto do Senhor chegou ao arraial, prorrompeu todo o Israel em grandes gritos, de modo que a terra vibrou. 6 E os filisteus, ouvindo o som da gritaria, disseram: Que quer dizer esta grande vozearia no arraial dos hebreus? Quando souberam que a arca do Senhor havia chegado ao arraial, 7 os filisteus se atemorizaram; e diziam: Os deuses vieram ao arraial. Diziam mais: Ai de nós! Porque nunca antes sucedeu tal coisa. 8 Ai de nós! Quem nos livrará da mão destes deuses possantes? Estes são os deuses que feriram aos egípcios com toda sorte de pragas no deserto" (1 Samuel 4.10-11).

Como pode ser visto no capítulo 4 de 1 Samuel; o teatro da guerra estava montado. Havia um sentimento de insegurança e de de apatia; as derrotas se sucediam. Faltava um componente que despertasse os ânimos; e isso poderia ser alcançado com o sentimento de "presença do sobrenatural". Na suposição de que a Arca da Aliança pudesse produzir tal sentimento, alguém sugeriu buscar a Arca. E ela foi prontamente trazida! E naquele primeiro momento, sua presença no arraial provocou duas reações adversas:

A do povo de Deus (gritaria produzida pela euforia descontrolada, resultante desta presença mística). E a do inimigo do povo de Deus (medo e estremecimento, produzido pelo testemunho do agir do Deus de Israel em outros tempos - eles sabiam do que o Deus daquele povo era capaz). E nós sabemos como aquela batalha terminou. Definitivamente, este avivamento fabricado em baixo (como muitos estão fazendo hoje); mediante a simples presença de um objeto cercado de manifestação mística, não conseguiu evitar a derrocada do exército de Israel.

"Então pelejaram os filisteus, e Israel foi derrotado, fugindo cada um para a sua tenda; e houve mui grande matança, pois caíram de Israel trinta mil homens de infantaria. Também foi tomada a arca de Deus, e os dois filhos de Eli, Hofni e Finéias, foram mortos" (1 Samuel 4.10-11).

2. O avivamento dos dias de Josafá (2 Crônicas, capítulos 29 a 31).

"1 Ezequias começou a reinar quando tinha vinte e cinco anos; e reinou vinte e nove anos em Jerusalém. E o nome de sua mãe era Abia, filha de Zacarias. 2 Ele fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Davi, seu pai. 3 Pois ele, no primeiro ano do seu reinado, no primeiro mês, abriu as portas da casa do Senhor, e as reparou. 4 Fez vir os sacerdotes e os levitas e, ajuntando-os na praça oriental, 5 disse-lhes: Ouvi-me, ó levitas; santificai-vos agora, e santificai a casa do Senhor, Deus de vossos pais, e tirai do santo lugar a imundícia" (2 Cronicas 29.1-5).

Vemos neste outro tipo de avivamento, uma reforma na base; e um retorno aos princípios que tornaram aquela nação grandiosa em outros tempos. A reforma provocou uma onda de avivamento; e o avivamento resultante dessa reforma, produziu transformação na vida daquele povo. Um avivamento com começo, meio e fim, está geralmente inserido nestes três passos: Reforma - experiência - mudanças. Resumindo: Ele mexe com a essência e muda a conduta.

"1 Acabado tudo isso, todos os israelitas que ali estavam saíram às cidades de Judá e despedaçaram as colunas, cortaram os aserins, e derrubaram os altos e altares por toda a Judá e Benjamim, como também em Efraim e Manassés, até os destruírem de todo. Depois voltaram todos os filhos de Israel para as suas cidades, cada um para sua possessão" (2 Cronicas 31.1).

E para concluir: Quando examinamos o perfil dos grandes avivamentos da história da Igreja; percebemos que os mesmos foram seguidos de grandes transformações, tanto morais como sociais. Tomemos como exemplo, o grande avivamento nos dias de Savanarola, na cidade de Florença. O relato sobre este avivamento, descreve as transformações ocorridas naquela cidade italiana, nos dias de Savanarola. O alcoolismo, a prostituição e a violência que infernizavam a população daquela cidade, desceram a níveis insignificantes. Os bordéis e bares fecharam suas portas devido a falta de clientes.

Isso é muito diferente do que ocorre com o "avivamento" de nossos dias: Cristãos usuários de álcool (um grande líder religioso do nosso País declarou publicamente que bebe sempre que sente vontade); usuários de drogas (já houve até caso de ser encontrada droga dentro de bíblias, cujas folhas internas foram recortadas para camuflar o tóxico). Muitos jovens crentes envolvidos com prostituição e com violência. O fenômeno das igrejas repletas não diminui o índice de frequentadores de boates e bailes funk.

Os "shows" evangélicos - chamados cândidamente de show gospel (como se uma expressão inglesa pudesse conferir autenticidade cristã a tudo isso, disfarçando o que realmente se pretende e o que acontece nesses lugares). Alguns aparelhos de som de carros de crentes tocando música profana. Relações sexuais fora do casamento (tenho ouvido falar até muitos cristãos, como assíduos frequentadores de sites pornográficos). E o índice de divórcio entre crentes aumentando a níveis assustadores (tornando-se comum até entre líderes evangélicos). Aonde queremos chegar? Não será este "avivamento" que presenciamos, tão somente uma alegria e euforia sem conteúdo? Produzida pela presença de símbolos místicos (objetos e pessoas); criando toda essa algazarra que se vê entre o povo de Deus? Somos mesmo a geração do fim. Misericórdia!!!

Cordialmente;
Bispo Calegari

segunda-feira, 14 de março de 2011

O poder da oração secreta

"Mas tu, quando orares, entra no teu quarto e, fechando a porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará"
(Mateus 6.6)

Existem muitos lugares bons para se orar, quando nos apresentamos com sinceridade e coração contrito diante do Senhor. Eu mesmo, nunca fui preso a um lugar em especial; embora, alguns lugares tenham a minha preferência, quando procuro me prostrar perante o Senhor.

Todavia, Jesus faz menção direta a este lugar sagrado para a oração - o nosso quarto. Ele faz uso de algumas frases interligadas: "Quando orares"; "Entra no teu quarto"; "Ora a teu Pai que está em secreto"; "Teu Pai que vê em secreto, te recompensará". São frases que se interligam, apontando para a oração secreta - a oração que Deus vê em secreto.

Em minha experiência com a oração secreta, tenho percebido que os fatos e as preocupações; bem como os assuntos que me levam a intercessão, nem sempre obtém respostas imediatas - ou mesmo a médio prazo. Alguns casos que tenho apresentado em intercessão perante o Senhor, a resposta veio por etapas. Outras respostas levam um longo tempo para chegar. Existem casos, em que quando a resposta chega, já nem me recordava que havia orado sobre o assunto.

Todavia, independente de circunstâncias ou de resultados, a perseverança na oração em secreto deve se manter, até que se torne uma prática rotineira na vida de quem ora. E existem diversas razões para que não desistamos nunca de orar em secreto. Estou apontando apenas algumas:

1. A oração em secreto funciona como uma arma secreta; sendo de vital importância para a obtenção do favor de Deus. Todos os grandes feitos de homens e mulheres de Deus do passado, tiveram tudo a ver com a oração secreta. Esta atitude é tão importante, que Satanás procura por todos os meios nos impedir de orar.

2. A oração secreta tem um carater preventivo de comprovada eficácia. Ela tem a propriedade de evitar o pior. A oração secreta representa uma barreira contra os ataques do adversário. Não é possível vencermos alguns ataques orquestrados por Satã contra nós, sem que tenhamos a oração secreta como uma autêntica arma secreta.

3. Quando oramos em secreto, nos antecipamos às ações do nosso inimigo. Este tipo de oração elimina o "fator surpresa", que são os ataques de Satanás contra as nossas vidas. O adversário não consegue nos derrubar, se estamos prostrados diante do Senhor, em profunda oração secreta.

4. Um crente que ora em secreto, adquire uma cobertura sobrenatural. Esta cobertura o torna invisível quando precisa estar invisível. E se houver necessidade de brilho, sua vida se tornará um verdadeiro farol. Isso porque a oração secreta lhe confere recursos sobrenaturais que vão muito além dos recursos naturais e humanos de que dispomos.

Para concluir, vale a pena recordar a experiência de Daniel com a oração secreta. Ele mantinha esta prática como rotina em sua vida devocional. Os adversários arquitetaram um plano para destruí-lo; mas "Quando Daniel soube que o edital estava assinado, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas que davam para o lado de Jerusalém; e três vezes no dia se punha de joelhos e orava, e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer" (Daniel 6.10). É todos nós sabemos como esta história terminou.

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 11 de março de 2011

RESPIRE 2011 no Acampamento Salém

Célia e eu, arrumamos as bagagens no carro e saímos - rumo ao Espírito Santo, meu Estado de nascimento. Nossas netas - Isabela e Rafaela, seguiram conosco nesta viagem. Saímos na sexta-feira pela manhã, com a intenção de chegar ao anoitecer no município de Serra, nas proximidades de Vitória. É a temporada de Retiros por ocasião do Carnaval! A maioria das igrejas reúnem os seus membros e os leva para um lugar à parte. Aleluia!

A viagem cheia de riscos, por ser um fim-de-semana atípico, teve um momento de grande satisfação: Em nossa passagem pela cidade de Iconha, fizemos uma breve parada na lanchonete "Rancho dos Queijos" - pertencente ao Pastor Moacir, da "igreja em organização" de Piuma; o qual estava ali, casualmente. Foi grande a alegria que sentimos, quando nos encontramos. Ele mandou preparar um lanche especial para nós. Aquele momento foi um presente do Senhor - como um oásis no deserto. Que bênção!

Chegamos a noite no Salém (o Pastor Calegari e Simone chegaram um dia depois) - a tempo de poder saborear a deliciosa sopa preparada para os acampantes que haviam chegado na véspera. O Retiro teria seu inicio no dia seguinte, com o café da manhã). Depois de um bom banho, fomos dormir na suite que nos estava reservada (o Acampamento Salém já tem 14 suites prontas - e 14 em obras).

Penso que a grande maioria dos wesleyanos não deve saber que a sigla "RESPIRE" foi cunhada por nós, na década de 70, para os retiros espirituais que promovíamos por ocasião do Carnaval, em Governador Valadares; cujo significado era: Retiro ESPIritual de REnovação). E o tema escolhido, para este RESPIRE 2011 não poderia ter sido mais oportuno:

Avivamento - fruto de um coração abrasado

As reuniões foram marcadas por manifesta unção de Deus. O Espírito Santo agiu com liberdade em nosso meio. Todos os preletores foram usados por Deus, na ministração que fizeram. As vigílias foram bem frequentadas, com grande visitação do Senhor sobre os participantes. Houveram revelações e profecias, trazendo edificação, exortação e consolação a todos os presentes. Creio que os frutos deste retiro, irão perdurar por algum tempo na vida de todos os que dele participaram.

Alguns destaques que observei

Foram mais de trezentos inscritos, dos três Distritos da Grande Vitória (Guarapari, Vila Velha e Vitória). Isso sem contar os que passavam apenas o dia no ambiente do RESPIRE. A comida foi fartamente servida aos presentes. Além de fartas, as refeições eram muito saborosas. O café da manhã, sempre com frutas, tudo servido em abundância. A Coordenação pensou em todos os detalhes. O espaço de lazer foi muito utilizado pelos mais jovens. O campo de futebol; o campo de basquete; o campo de futebol Society; a piscina. Enfim... Não faltou espaço de diversão para a mocidade presente. As novas instalações eléctricas - padrão de excelência - não permitiram nenhuma queda de energia. E foram consumidos cerca de cinquenta mil litros de água por dia.

Todavia, o item que mais me impressionou, foi o grau de unidade e de comunhão entre os pastores e obreiros. Começando pelos três SD: Pastor Geraldo Lúcio; Pastor Jorge Perim; e Pastor Marcus Ely. Era notável a comunhão e unidade dos obreiros dos três Distritos. O companheirismo deles contagiava a todos. Penso que a grande maioria dos pastores e obreiros do Distrito, estiveram presentes no RESPIRE.

Realmente, o Acampamento Salém vive um novo tempo. Tenho certeza que, quem conheceu o nosso Acampamento antes da administração do Presbítero Motta; há de notar as enormes diferenças entre o Salém "de ontem" e o Salém "de hoje". É a mais pura verdade: Nosso Acampamento está cada dia mais bonito! Glória a Deus!!!

Cordialmente;
Bispo Calegari

(Segue narrativa detalhada do Pastor Jorge Luiz Perim, sobre o Retiro no Salém):

O recém encerrado RESPIRE 2011 foi maravilhoso!
Três Distritos e Uma Só História: Um Grande Mover de Deus sobre Corações Abrasados!

O Acampamento Salém já está diferente... já tem uma cara nova... já é legal passar por lá! Ali ficamos acampados nos últimos quatro dias de retiro... e o SENHOR ali esteve conosco! Aleluia!!! Quem foi conferir, aproveitou pra ficar e curtiu um momento de Deus com a Igreja. Alias... Deus e muita gente boa estiveram conosco:

Nosso querido Bispo e sua mui digna esposa, a Missionária Maria Célia, brilharam nestes dias: Com sorrisos, presença e unção: foram os pais da grande família ali reunida. Muito Obrigado! A companhia da família episcopal: Pr. Calegari Filho, irmã Simone e suas lindas filhas, Isabela e Rafaela trouxeram mais brilho ao nosso retiro.

Os maestros de nossos Cultos: Pr. Elbo; Pr. Sidenilson; Pr. Aroldo; Pr. Wesley; Souberam reger com graça os momentos de celebração! Os coordenadores de nossas vigílias: Pr. Sérgio Loyola; Pr. Alvino; acompanhados de outros homens ungidos e inflamados por Deus, deram sabor ao recheado banquete do mover do Espírito Santo sobre Sua Igreja.

Nossos coordenadores pagaram o seu preço: gente que ora e gente de oração: todos reunidos! Nossos pastores venceram seus próprios medos e acreditaram na realização do evento: é isso aí: DEU CERTO! Parabéns! Até para aqueles que não tiveram fé suficiente para envolver seus pequenos rebanhos: Deus nos deu tudo na boa e certa medida do Céu!

Nossos Líderes de Equipes se mostraram hábeis: mandaram ver! Bom trabalho! Aprendemos muito! Sei que vamos fazer ainda melhor! Outros virão... Contamos com vocês! Obrigadão!

E a galera!!?? Só a Metodista Wesleyana tem este povo bonito! Todos foram DEZ! Nossos acampantes deram show... O acampamento funcionou bem... Perdoaram nossas pequenas falhas técnicas e ainda ajudaram bastante em muito... Queremos esse povão de Deus - os "filhos de meu Pai" - juntinho com a gente no próximo ano. Valeu!!!

É preciso lembrar e agradecer ao casal: Pb. Motta e Rita, gente de Deus: vocês são bênçãos! Sem a consciência da vossa missão nada disso, hoje, seria possível: Brigadãããããõooooo! A equipe maravilhosa da operante e incansável Cantina: povo bonito que Deus ama! É bom lembrar também a abençoada equipe da Cozinha, com as refeições que pareciam até aquelas dos melhores restaurantes. E não devemos esquecer da equipe de Limpeza - sempre presente; e da equipe da Segurança.

E por aí vão os nomes de um monte de "Filhos de Deus" que fizeram deste RESPIRE um marco no limiar de um novo tempo para os Distritos de Guarapari, Vila Velha e Vitória, bem como o nosso querido estado do Espírito Santo: nossos preletores, pregadores e motivadores espirituais:

1. Pr. Hermes: juntou-se a Joel e Habacuque e nos ensinou o que fazer para não perder a visão.
2. Bpo Calegari: revelando claramente as "etapas" que anunciam os tempos da vinda do Rei.
3. Rev. Geraldo Lúcio: Tomou a unção de Isaías 61, e revelou-nos que Deus leva Seus ungidos a lugares estranhos.
4. E, unido a sua esposa - irmã Marleide, revelaram as presentes quem são os "Homens e Mulheres Segundo o Coração de Deus".
5. Pr. Anacleto: Usando Atos 1:8 revelou-nos o avivamento que flui de corações abrasados.
6. Pr. Perim: Revelou a intimidade de uma geração que escolheu assentar-se na 1ª cadeira
7. Pr. Marcus Ely: Mostrou-nos a face do chamado divino para sua Igreja.
8. Pr. Gedson: Revelou-nos o real sentido do louvor na vida dos adoradores.
9. Pr. Abdruschim: Apresentou-nos a dinâmica viva dos dons e ministérios na Igreja.
10. Pr. Marcos Machado: Que mostrou aos filhos de Deus uma visão de conquista.
11. Pr. Calegari Filho: Mostrou o que os olhos vêem sobre as Muralhas Intransponíveis de Jericó.
12. Irmã Suzana Machado: Despertada por Deus para uma visão da graça de Deus sobre as Finanças com Propósito, moveu as estruturas da miséria e despertou um exército de mordomos do Senhor ali.
13. Miss. Maria Célia: que com seus Testemunhos, acrescentou mais fé aos coração dos servos de Deus ali presentes.
14. Pr. Amarildo Amaro: Se juntou a Josué e a Rute, para nos ensinar a "Vencer as Barreiras da Impossibilidade" e a alcançar um Vida Vitoriosa, deixando um marco de avivamento profético na alma de todos os presentes.

E certamente existem os anônimos: Um... Ou outro... Ou você: Deus sabe quem você é e o que você fez! Muito obrigado! Parabéns! Sua atitude não foi em vão: o Acampamento Salém viu e recebeu um grande vento de avivamento do SENHOR neste dias. Orgulhe-se em dizer: Eu estava lá!!!

O Povo de Deus que ali chegou, retornou com mais bagagem do que a que trouxeram. E outros dias virão! O nosso querido Acampamento Salém já sorriu para muita gente nestes dias. Pastores e Igrejas são convidados especiais para se servirem das estruturas que ali surgem. E, é claro, arrume outra mala, pois 2012 vem aí, trazendo consigo os Ventos de Crescimento e Comunhão da Igreja do SENHOR!!! Nossos Distritos; Nossas Igrejas; Até a última Casa; A última Barraca!!!

Nos encontramos neste caminho.
Grande abraço fraterno aos "Filhos de Meu Pai!"
Do amigo sempre, Pastor Perim!

quinta-feira, 10 de março de 2011

O som das vozes

Em uma madrugada destas, a alguns dias atrás, eu estava orando. Foi um daqueles momentos em que a oração deixa o seu curso natural, passando a se manifestar em gemidos e sons que não são habituais; que parecem não ter sentido. Na verdade, o nível de quebrantamento subiu bastante, me transportando a um plano de rendição incomum.

Naquele instante, o meu espírito sentiu-se incapaz de proferir as palavras apropriadas - aquelas que precisavam ser ditas, sem rodeios. Palavras que pudessem traduzir o sentir do meu espírito. Não sei explicar muito bem; mas eu tinha a certeza que aquela oração não deveria ser conduzida pela razão, ou ditada pela alma. Deveria ser uma oração capaz de se comunicar na dimensão do sobrenatural.

Sem conseguir o que pretendia; abatido por ser tão limitado, ouvi a voz do Senhor falando ao meu espírito: "Balbucie qualquer som; mesmo um som que não tenha sentido ao teu raciocínio. Eu saberei entender". Então o Senhor me disse:

Eu conheço o som das vozes

"Eu ouço e conheço a voz do bambuzal, quando o vento faz vibrar suas hastes. Também entendo a voz das grandes rochas, quando o vento se espreme entre suas fendas. Ouço e compreendo a voz das grandes feras, quando emitem o seu rugido assustador. E a voz dos pássaros chega até mim, através do seu canto e seus ruídos. Eu conheço o som das vozes.

O desejo de um bebê chega até mim, quando balbucia palavras que ninguém consegue decifrar. E a voz do pensamento é clara aos meus ouvidos, quando alguém grita e canta em seu íntimo. Ouço a voz da tempestade, quando o ribombar de seus trovões me dizem o que pretendem. Eu conheço e sou capaz de decifrar o som das vozes.

Portanto, filho meu: Diga qualquer coisa, em qualquer língua - ou em língua alguma, que saberei entender. E na falta de uma língua, crie outra qualquer; eu saberei entender tua oração. Não há gemido ou grito incontido que eu não seja capaz de entender. Um gemido inexprimível chega até mim, como frase bem formulada. Eu te digo: Balbucie qualquer coisa! Pronuncie qualquer voz; suspire ou libere gemidos... Eu saberei o que queres dizer. Não te preocupes com o som, por mais estranho que pareça ser - nem com a aparente insensatez desse som. Fale, grite, invente palavras. Não te preocupes com o som dos teus murmúrios. Eu sou aquele que conhece o som das vozes".

Ouvi tudo isso e chorei. Chorei e fiz o que é certo - mesmo parecendo loucura. Sim! Não estranhei nem me preocupei com os sons que pronunciei. Naquele momento glorioso eu estava, prostrado e pequeno, aos pés do Deus eterno, que tudo sabe - que conhece o som das vozes.

Cordialmente;
Bispo Calegari

domingo, 6 de março de 2011

Visita ao Distrito de Visconde do Rio Branco

Se alguém viesse a me perguntar, sobre aquilo que mais gosto de fazer, enquanto Bispo da Igreja Metodista Wesleyana, tenho certeza que não seria fácil responder a esta pergunta. Penso que ficaria meio "perdido" entre as diversas coisas que gosto de fazer, naquilo que tange a minha responsabilidade como Superintendente da II Região Eclesiástica. Falando francamente; não seria fácil decidir, se eu tivesse que optar por uma "coisa boa". O melhor seria responder que - dentre as diversas coisas boas - sinto um grande prazer em fazer o meu "giro episcopal pela II Região".

E, com este sentimento, Célia e eu, saímos para mais um "giro". E lá fomos nós - rumo ao Distrito de Visconde do Rio Branco. Nem é preciso dizer que nosso coração seguiu cantando ao longo de toda a viagem. Além da certeza que temos, quanto a importância do trabalho que estamos fazendo - pastoreando um rebanho muito especial do Senhor, constituído pelas famílias pastorais; sentimos também um prazer incontido, ante a expectativa gerada, quanto ao que nos espera em cada igreja a ser visitada por nós. Posso garantir que é uma experiência sobremodo agradável!

Reunião de Obreiros

Que pena... Acabamos por chegar alguns minutos atrasados (nos perdemos no caminho). Nos perdemos em Guidoval. Em Guidoval? Sim! Fizemos a "proeza" de nos perder em Guidoval!!! Mas chegamos em boa hora. E os obreiros estavam lá - a nossa espera. Pastores e Obreiros das igrejas de: Visconde do Rio Branco; Guiricema; Ubá; S. Geraldo; Viçosa; Tocantins de Minas; Valão do Guiricema - todos à nossa espera. Que bênção!

A reunião foi revestida de uma unção maravilhosa. O ambiente acolhedor, cheio do Espírito, facilitou em muito a ministração. Abordamos os diversos itens da Agenda e das obrigações regionais. Este é um Distrito que nasceu no último concílio; e que está sob a supervisão Do Pastor Iankee Berget dos Santos; mas que já inicia suas atividades em clima de desenvolvimento e maturidade. Ao final da reunião, fomos servidos com um delicioso lanche, preparado com muito amor pelos amados irmãos da IMW de Guidoval - anfitriã desta reunião de obreiros.

IMW de Guidoval

Nossa presença na reunião de obreiros determinou a escolha da primeira igreja a ser visitada - a igreja de Guidoval - por já nos encontrarmos ali. Fomos "correndo" para a residência pastoral; onde o Pastor Cloudualdo, juntamente com sua esposa e filhos nos ofereceram o seu quarto para um breve descanso; e seu banheiro para um banho relaxante.

Saímos dali, revigorados, para um culto ungido; de grande edificação para todos nós. A igreja de Guidoval vive as primeiras semanas da mudança de pastor, ocorrida no último concílio - saiu o Pastor João Marcos; entrou o Pastor Cloudoaldo (e assim mesmo que se escreve seu nome). O ambiente do culto foi maravilhoso. Alguns pastores do Distrito permaneceram para apoiar o trabalho; inclusive alguns irmãos de Visconde do Rio Branco.

Ao final o culto, fomos jantar em casa do Pastor, onde nos esperava um delicioso banquete. Foi um lindo momento de fraternidade e descontração. Logo em seguida, partimos para Visconde do Rio Branco, para ficarmos hospedados em casa do Pastor Iankee - SD do Distrito e pastor daquela igreja. Tanto ele como a irmã Izabel, sua esposa, nos receberam com todas as honras, nos cedendo o seu quarto, para uma noite muito bem dormida, graças a Deus.

IMW de Guiricema

Pela Manhã cedo, fomos visitar a igreja de Guiricema, sob o pastorado do Pastor Francel. Foi uma belíssima Escola Dominical. Ministramos uma palavra para jovens e adultos, com o salão repleto. Terminando a EBD, fomos diretamente para a residência do Pastor Francel, onde a irmã Neila, sua esposa, auxiliada por sua querida mãe, nos serviu um almoço bem à mineira. Foi muito bom termos retornado àquela casa. Renovamos a alegria de rever os pais e o irmão da irmã Neila. Dali, retornamos para a casa do Pastor Iankee.

IMW de Visconde do Rio Branco

Retornando a Visconde do Rio Branco, tiramos um tempinho para um descanso. Um pouco antes do culto, recebemos a visita do Pastor Márcio Baesso, com sua esposa e filhas, que veio nos fazer uma visita fraternal. Saímos logo em seguida, para o culto. Senti grande alegria com o momento atual vivido pela querida igreja de Visconde do Rio Branco. O culto foi marcado por alegria geral. Percebi que todos estão muito felizes com a decisão do último concílio.

Ao final do culto, a irmã Izabel preparou um jantar especial. Enquanto jantávamos, conversamos sobre o projeto regional e trocamos algumas experiências. Realmente, não é fácil ficar perto do pastor Iankee sem dar algumas boas risadas. Logo em seguida, fomos dormir, pois teríamos que viajar no dia seguinte. Até o próximo "post".

Cordialmente;
Bispo Calegari

sexta-feira, 4 de março de 2011

Uma História de Amor à Moda Antiga

Ao visitar Uberlândia, ouvi um testemunho da irmã Lídia - quanto ao modo como Deus a conduziu ao seu casamento. Fui muito edificado; e pedi que me escrevesse à respeito. Recebi então o seu e-mail, descrevendo aquilo que considero "uma história de amor à moda antiga". Me fez muito bem a leitura do mesmo. E pode ser também uma boa ferramenta para edificar todos os meus seguidores; e também aos que costumam acessar o meu blog. Vamos então postar:

Uma História de Amor

"Bispo Calegari, nos perdoe pela demora é que o Filipe Miguel ficou na UTI neo natal 40 dias e esperei ele sair para poder escrever algo que DEUS fez em nossas vidas. Bem, como contei pessoalmente segue abaixo uma HISTÓRIA DE AMOR CONDUZIDA PELO NOSSO PAI - JESUS CRISTO.

No dia do meu aniversário dos 15 anos DEUS me fez uma promessa que traria alguém de muito longe para ser meu companheiro e viria com ouro em suas mãos. Logo quando terminou perguntei a minha mãe: "Será que virá com muito dinheiro"? Ela respondeu: "Pelo contrário; ouro são qualidades pessoais desta pessoa". Sendo assim eu pedi a Deus, que eu não gostaria de me casar antes de terminar a faculdade; ter uma vida profissional definida e completar meus 30 anos. E sempre brinquei que acreditaria se ele caísse de para-queda na minha frente. Nunca pensei que as palavras pronunciadas em nossa boca ficam vagando pelo mundo ou seja elas são cravadas no livro de nossa vida - e assim aconteceu.

Cheguei de férias e no primeiro culto em nossa Igreja vieram me contar que tinha um pastor de fora, viúvo, já bem adulto e que eu deveria conhecê-lo. Mas a palavra "viúvo" não soou bem aos meus ouvidos... Por isso não dei muita importância. Bom; estaria terminando a faculdade exatamente naquele semestre e completaria os meus 30 anos. Para minha surpresa este pastor foi em minha casa, bateu na porta e era no meu último dia da faculdade. Não me mostrei muito interessada mas aceitei o convite de irmos ver um filme após pegar as minhas notas finais. Embora no primeiro momento não estivesse interessada (os meus pais tinham ido embora do Brasil; e o meu sonho era morar fora junto com eles), saía com intuito de não se desagradável. Mas, para minha surpresa, quando parei e passei a ouvi-lo, percebi que tinha muito ouro (qualidades).

De repente, ele resolve vir morar em Uberlândia. E no primeiro culto - Domingo - ele foi dar um testemunho; e disse que, quando estava sobrevoando Uberlândia, Deus falou em seu coração que ele tinha uma companheira para ele aqui nesta cidade. Em meu coração, soou bem claro: "É COM ELE QUE VOCÊ VAI SE CASAR". Saí imediatamente do culto; fui embora chorando e liguei para minha mãe, dizendo: "Acho que estou um pouco cansada; aconteceu algo no culto de hoje que me deu um certo medo de ser verdade". Ela me disse: "deixe as coisas acontecerem; não se preocupe".

Este nobre pastor, dentro de alguns dias, chegou lá em casa com uma mala cheia de fotografias e me falou: "Aqui está toda minha vida; quero que você a conheça". De algumas fotos gostei; de outras não muito ( imagine). Mas para minha outra surpresa, ele estava fardado e me falou que era PQD (para-quedista). Que, se fosse preciso, colocaria um para-quedas e cairia na minha frente (meu Deus!!! - eu falei isto há alguns anos atrás).

Ele resolveu a me dar um porta-retrato com sua foto 3 x 4; e eu imediatamente mandei para meus pais; e pedi que os mesmos orassem e só depois que DEUS falasse com eles a respeito da foto é que falaríamos à respeito. E assim aconteceu! Demorou 30 dias e minha mãe descreveu o rapaz da foto, inclusive com uma pequena pinta que possui na cintura. Este é o nosso DEUS! Mas mesmo assim comecei a fazer provas com DEUS - eu precisava disto.

Iria me formar no primeiro semestre de 1999; e, para minha surpresa, deu uma pane no computador da faculdade e somente a minha turma teve de esperar para o segundo semestre. Foi quando começamos a namorar. Mas eu disse: "VOU NAMORAR SOMENTE ATÉ O FINAL DO ANO PORQUE VOU EMBORA COM MEUS PAIS"! Ele, como sempre, deu uma risadinha muito disfarçada.

Eu trabalhava no Banco de Boston; e ele começou a visitar a agência. As provas que eu fazia eram somente entre eu e DEUS; mas este DEUS é tremendo e Ele nos entende nos mínimos detalhes. Sempre tive muito receio em não estar fazendo a sua vontade; aí pensei - se realmente este pastor é o meu prometido ele virá de camisa cor alaranjada (somente pensei ); pois eu sabia que ele não tinha roupa desta cor. Para minha surpresa no final do dia , lá estava ele , todo sorridente e cheio de vigor com camisa alaranjada.

Outra prova foi: (nunca comentei que gosto de vitamina de abacate) estava muito calor e pensei : se ele parar em um sacolão e falar vamos fazer uma vitamina de abacate será uma resposta para mim - assim aconteceu! Houveram várias provas; mas, chega de fugir daquilo que DEUS já determinou. Não adianta! "Para onde fugirei do DEUS ALTÍSSIMO"? Em um belo dia , debaixo do chuveiro pensei: "Se, quando ele chegar, eu abrir a porta e ele me falar que o nome do nosso primeiro filho será JOAQUIM MIGUEL, não vou mais fazer nenhum tipo de prova; saberei que é uma grande resposta de DEUS. A companhia tocou; abri a porta. E lá estava ele, todo sorridente, e me falou: "Lídia, o nome do nosso primeiro filho será JOAQUIM MIGUEL". Naquele mesmo dia liguei para os meus pais e marcamos a data do nosso casamento.

Outras coisas aconteceram; como vale a pena servimos a este DEUS tremendo. Não digo que nestes dez anos (completamos no dia 28/10/2010) não tenha havido coisas que nos aborreceram; mas em todas somos mais que vencedores! Vale a pena termos a certeza de que DEUS dirigiu os nossos planos. Cada prova que eu pedi a DEUS, era respondida; e isso firmava a minha certeza de que DEUS estava no controle de tudo.

O segredo para a real felicidade, diariamente, é saber ouvir DEUS; ou seja, não deixar o nosso "eu acho" falar; mas sim DEUS agir. Ele conhece o futuro! Sabe o que nós precisamos; e não ERRA! Este nobre Pastor chama-se MIGUEL ANTONIO MOREIRA - o meu AMOR - pai dos nossos filhos: JOAQUIM MIGUEL E FILIPE MIGUEL. Somos uma família muito feliz, coberta com o sangue de Jesus, e temos a certeza que Ele está conosco sempre! HISTÓRIAS DE AMOR AINDA EXISTEM , POIS SOMOS UMA PROVA VIVA!

Um grande abração ao Senhor e a Maria Célia de uma família abençoada;
Lídia; Pastor Miguel; Joaquim Miguel; e Filipe Miguel (viu: sou rodeada de arcanjos). Acrescentando que o nome da nossa rua onde moramos é "José Miguel".

quinta-feira, 3 de março de 2011

Eu não tenho o direito

Foi em uma manhã desta semana. Orava eu a Deus, mesclando adoração com louvor; agradecendo ao Senhor por minha esposa, meus filhos, minhas noras, meu genro e meus netos - como sempre faço. Louvei a Deus por minha vida. Enfim, por tudo o que o Senhor tem feito por mim. Lembrei-me de sonhos antigos e sonhos recentes. Fiz uma espécie de auto-análise. Foi um momento de grande quebrantamento e intensa emoção. Não sei como explicar o momento que passei com o meu Senhor naquela manhã. Mas sei que foi uma manhã para não ser esquecida!

Na conversa que mantive com o meu Pai celestial, falei sobre tudo e sobre todos. Consegui, mais uma vez, subjugar a minha alma - este elemento racional e recalcitrante do meu ser inteiro; depondo-a no único lugar em que ela não me expõe nem me compromete negativamente: Aos pés do meu Senhor! Ali, quebrantado e contrito, procurando refletir sobre as dádivas do meu Deus; recordei-me e balbuciei aquilo a que não tenho direito. E, dentre essas coisas vedadas, que as vezes teimamos em querer sem ter direito, achei por bem enumerar algumas:

Eu não tenho o direito...

... De reclamar, quanto a tudo aquilo que me falta. Ou melhor: que julgo me fazer falta. Em minha vida comum e limitada, posso não ter tudo; mas, tenho o que me é necessário - com direito a mimos e afeto do Deus que me ama e me toma em Seus braços, aleluia!

... De exigir ascensão, além do ponto em que me encontro. Reconheço que Deus me levou a um ponto elevado; muito além do que as minhas reais condições permitiriam. Um pássaro não pode voar além da envergadura de suas asas. Obrigado, Senhor!

... De tripudiar sobre aqueles que me feriram ou zombaram de mim. Preciso entender que, pelo simples fato de Deus ter-me colocado acima de alguém que me tenha feito mal - isso não me dá o direito de submetê-lo aos meus caprichos. Guarda-me, Senhor!

... De invadir o "pedaço" do meu próximo. Afinal de contas, os limites que nos separam - por mais frágeis que sejam - precisam ser por mim respeitados. Não devo saltar para o seu lado, para bem ou para mal, sem o seu consentimento. Preciso entender que o meu "pedaço" é o meu direito.

... De cobrar dos meus devedores; além daquilo que sejam capazes de pagar. Por mais devedores que eu tenha à minha volta, preciso entender que também sou devedor - tal como eles. Portanto, com relação às minhas dívidas impagáveis: Perdoa-me, Senhor!

... De cobiçar a mulher do meu próximo. Em termos comparativos - Mulher por mulher - a mulher que Deus me deu será sempre a melhor mulher do mundo; sem que isso signifique que ela não tenha defeitos. Afinal - como acontece com tudo nesta vida - sempre temos os nossos "defeitos de fabrica". Ensina-me a entendê-los, Senhor!

... De esperar dos meus provedores, algo além de suas obrigações para comigo. E, mesmo assim, preciso compreender que as obrigações de alguém para comigo - se é que existem de fato - são sempre condicionais. Preciso aprender a lidar com isso, para não passar pela vida a reclamar de tudo, Senhor!

Enfim; preciso saber que ... Eu não tenho esse direito todo!

Na verdade, existem muitas coisas na vida, que vão alem do nosso direito. E se ficarmos querendo arrolar "direitos adquiridos", na tentativa de vindicá-los em ocasião oportuna; descobriremos - para a nossa frustração - que eles serão em muito menor número do que julgávamos, em nossa avaliação inicial.

E, o que é ainda pior: Se fizermos uma atualização desta "lista de direitos", iremos perceber que ela irá ficando cada vez menor - até ao ponto de nos convencermos que, caso não paremos de atualizar, chegaremos a uma "conta zerada" - onde não haverá mais direito algum! Passando a ser apenas direito nosso - aquele que o nosso Deus bondosamente nos concedeu em Cristo Jesus.

Cordialmente;
Bispo Calegari

quarta-feira, 2 de março de 2011

Ainda sobre o Distrito de Belo Horizonte

Como na postagem anterior não conseguimos concluir a narrativa do "giro episcopal" pelo Distrito de BH; concluiremos nesta postagem. No sábado tivemos uma maravilhosa reunião com os pastores e obreiros do Distrito, pela manhã. Praticamente todos os obreiros estavam presentes a esta reunião; a qual foi de grande edificação e motivação para todos os presentes. As irmãs da igreja de Palmeiras serviram um "Café da Manhã" em alto estilo, que foi do agrado de todos.

No domingo, cumprimos o compromisso pré-agendado; e visitamos as duas igrejas que constavam na agenda:

IMW de Venda Nova

No domingo pela manhã, visitamos a igreja de Venda Nova. Chegamos pouco antes do culto matutino; e alguns obreiros já estavam à nossa espera, à porta do templo. O Pastor Edmilson e a irmã Isabela estão bastante motivados nesta sua nova nomeação. Também tivemos o prazer de abraçar a querida mamãe do Bispo Roberto Amaral - sempre muito animada e uma das mais antigas ovelhas daquele rebanho.

O culto transcorreu em clima de grande alegria. No púlpito estavam os seguintes obreiros: Pastor Amisso; Aspirante Luiz Guilherme; e os Presbíteros: Ademir, Jefferson e Maurício. O Marco Antonio, líder do Ministério de Louvor, iniciou o momento de louvor e adoração com os componentes do ministério: Priscíla, Marco Antonio, Katia e Josemar. Um grupo de canto se apresentou, sob a direção da irmã Deisylane. Ministrei uma palavra sobre família, sob o mover da unção de Deus, que se manifestou do início ao fim.

Após o culto matutino, fomos, juntamente com a família pastoral, almoçar na casa do Aspirante Luiz Guilherme. Antes do almoço, assistimos a exibição de um vídeo, sobre a viagem de Luiz Guilherme a Angola, à serviço da empresa em que trabalha. Foram impressionantes as cenas vistas - naquele Pais devastado por uma prolongada guerra civil; e que começa a se recompor da feridas de guerra. Ouvimos também sobre o projeto deste amado irmão para o Distrito de BH. O projeto é tão relevante, que o convidei para estar na reunião do CMR, no dia 18 pela manhã, para que o mesmo seja por ele apresentado aos Superintendentes Distritais.

O almoço transcorreu em clima de grande descontração e alegria. A esposa do Aspirante preparou um almoço tão especial, que não houve quem não repetisse. Foi maravilhoso o tempo que passamos ali.

IMW de Palmeiras

Por ocasião do último concílio, foi feita uma permuta entre os pastores das igrejas de Palmeiras e da I do Industrial. Deste modo, o Pastor Gilberto Geraldo foi pastorear a igreja I do Industrial; e o Pastor Benildo assumiu o pastorado da igreja de Palmeiras. Sendo que este último assumiu também a supervisão do Distrito de Belo Horizonte.

Chegamos um pouco antes do início do culto de domingo a noite; ainda em tempo de participar do momento de intercessão em favor do mesmo. Em seguida, o Presbítero Fernando, líder do Ministério de Louvor, assumiu a direção do culto - com os componentes do Louvor: Zelinda Lopes, William Gabriel, Tiago, Fabrício, Márcia, Ariádine e Cristiano. O grupo de coreografia, liderado por Crislaine, também apresentou um número ungido.

No púlpito estavam presentes os seguintes obreiros: Pastores - Benildo, Almir e Lino. Presbíteros - Fernando, Roney, Mardem e Gustavo. Senti-me muito abençoado na entrega da mensagem de Deus. Célia também trouxe uma palavra especial a todos os presentes. Houve quebrantamento e muitas vidas vieram à frente, para receber oração e imposição de mãos pelos obreiros.

Aproveito aqui, para deixar registrado o meu agradecimento ao Pastor Benildo; o qual deu assistência marcante a esta nossa visita ao Distrito de BH - sob sua supervisão. E também ao nosso querido irmão Saulo; o qual sacrificou em muito os seus momentos de descanso, depois do trabalho, para nos conduzir em seu carro - em cada uma dessas visitas. Louvo a Deus por sua vida e por sua família.

Cordialmente;
Bispo Calegari

terça-feira, 1 de março de 2011

Os Atos de um Pastor

Um dos mais importantes fenômenos que se verifica nos dias de hoje - em tratando-se do "mundo evangélico" - é a diversificação e secularização das atividades pastorais. Vemos pastores empresários (não estou me referindo aos empresários que acabam por se tornar pastores - por terem sido chamados por Deus já nesta condição). Me refiro, sim, a pastores que se tornaram empresários para "administrar" melhor os recursos que granjeou com seu ministério bem sucedido.

Como pastor que tenho sido, ao longo de 43 anos, preocupa-me sobremodo a crescente mistura do secular com o sagrado - em prejuízo deste último. E o que é de se lamentar: A mistura do profano com o sagrado no "santo dos santos". Digo isso porque, em diversos púlpitos - a par e passo com as verdades sagradas ali proclamadas - vende-e de tudo, em nome da fé (é lógico que, assim como nos sites de vendas, o preço nem sempre é mencionado): É o "óleo consagrado no monte"; que pode ser aplicado em qualquer pessoa e para debelar qualquer tipo de mal. É a "água orada em consagração", capaz de aliviar os problemas do corpo e da alma. É a "rosa mística", capaz de levar fluídos ao recesso familiar; e assim por diante. E isso sem contar o "enxurrada" de livros e mais livros - tudo em nome de uma unção e graça de conteúdo duvidoso e de motivação suspeita.

Quero aqui afirmar que não estou desqualificando o trabalho bem intencionado de obreiros dedicados; os quais seguem este método de oferecer óleo e água, nas condições acima, mas com motivação correta e sem interesse financeiro. Sei que existem obreiros dedicados fazendo isso; os quais acabam por se tornar um canal de bênçãos para muitos; não em função do método utilizado - mas, em função de uma vida no altar do Senhor.

E existem também aqueles pastores que se arrogam em uma espécie de "faz tudo" à frente de uma igreja. Agem como se fossem "de mil e uma utilidades". Falam em nome de Deus - exigindo obediência irrestrita de um rebanho cada vez mais enfraquecido e desmotivado. Ou então, falam em seu próprio nome, exigindo "direitos" que nunca tiveram, se considerarmos o que se exige e se espera de um verdadeiro Pastor nas Escrituras sagradas. São capazes de exigir salários e benesses, como se fossem os mais competentes e qualificados profissionais do mercado. Procedem, enfim, como se fossem verdadeiros "dominadores" do rebanho do Senhor; rebanho este que, a cada dia, vai se tornando menos do Senhor e mais daquele pastor. Alguns destes, se procedessem de igual modo no mercado de trabalho, já teriam sido dispensados por "justa causa" a muito tempo.

Mas... Falemos sobre os verdadeiros Atos de um verdadeiro Pastor:

Os atos de um Pastor, à frente de uma igreja, se resumem em três: Atos administrativos; atos pastorais; e atos proféticos. Estes atos, se forem corretamente sincronizados e aplicados, podem produzir uma igreja saudável e próspera. Uma igreja capaz de cumprir plenamente o "Ide" de Jesus - tanto a nível local como a nível geral. Segue -se, em breve resumo, nossa tentativa de conceituar estes três atos.

1. Atos Administrativos

1.1. Atos administrativos são atos de governo. O pastor, no exercício do governo espiritual da igreja, precisa praticar os atos administrativos inerentes a esta responsabilidade. Suas decisões serão sempre o resultado de uma análise dos órgãos de administração local, sob sua presidência.

1.2. Em suma: sua decisões não serão o resultado do seu isolamento administrativo; e sim do parecer daqueles líderes que Deus colocou ao seu lado na administração da igreja. Elas nascem e prosperam como resultado do concenso desta liderança.

2. Atos Pastorais

2.1. Atos pastorais são atos de compaixão. Eles são gerados no sentimento de compaixão do Pastor; daí são canalizados para a edificação do rebanho e da comunidade. Estes atos manifestam-se através de empatia e presença constante do pastor, nas diversas ocasiões que marcam a vida das ovelhas e membros da comunidade em geral (nascimento de um filho; falecimento de um ente querido; doença na família; problemas conjugais e de desemprego, etc).

2.2. Os atos de compaixão só podem ser produzidos no amor de Deus reinante na vida do pastor. E sua manifestação, marcada por sincera emoção, permeia a relação existente entre as partes.

3. Atos Proféticos

3.1. Atos proféticos são atos de revelação - natural ou sobrenatural. Sua manifestação se dá, quando as verdades sagradas são proclamadas. Eles transpiram do coração do pastor e adquirem vida em sua tribuna, mediante a unção do Espírito santo. A mensagem daí nascida, não é um simples estudo bíblico, com temas sistematizados. A pregação profética e, antes de qualquer coisa, um sinal transformador para os ouvintes atentos.

3.2. Os atos de revelação podem ser de carater natural ou sobrenatural. Eles são capazes de transformar um crente a cada culto. Quantas vezes um membro da igreja, desanimado e infeliz, ao receber o ato profético da pregação, sai do templo totalmente revigorado - transformado pela palavra profética liberada pela pregação ungida.

Só para concluir, mas sem esgotar o assunto

É necessário aqui frisar, que os atos de um Pastor se entrelaçam e se interdependem. Por exemplo: Um ato profético da maior importância pode perder sua eficácia, se os atos pastorais não alcançarem o rebanho e da comunidade, em seus momentos de necessidade. Um Pastor que se omite de apascentar, poderá ter seus proféticos enfraquecidos, tanto na mente como no coração e no testemunho de um rebanho mal assistido.

Por outro lado, atos administrativos equivocados podem causar um crescente desgaste no ministério de um Pastor; a ponto de tornar seu rebanho insensível aos seus atos pastorais e proféticos - mesmo que seu pastorado e sua pregação sejam de alto nivel espiritual.

E também existe a possibilidade de um Pastor com atos pastorais e administrativos eficientes, deixar de ser relevante por não ter atos proféticos definidos. Isto acontece quando o Pastor, ao invés de pregar a mensagem, começa a contar histórias de sua infância e juventude; ou fala banalidades; ou, ainda pior, lança sobre seus ouvintes suas queixas, mágoas e frustrações. Misericórdia, Senhor!

Enfim, estes três atos precisam funcionar em perfeita sincronia, para um trabalho pastoral de resultados concretos. O rebanho e a comunidade serão edificados; e de tal maneira, que a obra do Pastor deixará marcas de amor para a eternidade.

Cordialmente;
Bispo Calegari